A FIAT anda à procura de parceiros para ultrapassar estes tempos de crise.
http://dn.sapo.pt/2008/12/14/economia/fusao_peugeotcitroen_fiat_cima_mesa.html
Automóvel. Crise no sector leva ao diálogo entre França e Itália
Analistas admitem que a união dos dois grupos faz sentido
Os governos francês e italiano estão estudar uma eventual união entre os construtores do sector automóvel Peugeot--Citroën e Fiat, revelou ontem o jornal Milano Finanza, citado pela Reuters. Esta informação aparece apenas dias depois de o executivo chefe da Fiat, Sergio Marchionne, ter afirmado que a empresa italiana necessita de encontrar um parceiro para sobreviver à crise que a indústria automobilística enfrenta.
O primeiro-ministro ita-liano, Silvio Berlusconi, e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, trabalham sobre a questão da possível fusão, garante o jornal Milano Finanza, citando fontes próximas do Gabinete de Berlusconi. O assunto coincide com o facto de o Executivo de Berlusconi estar a equacionar uma possível ajuda para o sector automóvel. Segundo o mesmo jornal, a fusão com a Peugeot poderá ser discutida quando John Elkann, director da holding IFI, entidade que controla a Fiat, se encontrar com Berlusconi na quarta-feira.
Um porta-voz do Gabinete de Berlusconi já disse que não há comentários oficiais sobre a notícia revelada ontem. Também o porta-voz da Fiat se recusou a fazer comentários sobre o tema.
Analistas contactados entretanto pela Reuters, consideram que uma fusão Peugeot-Fiat faria sentido comercial, já que ambas as empresas têm posições fortes no mercado de carros pequenos, além de também terem joint-ventures no mercado de veículos comerciais e minivans.
As empresas combinadas fabricaram 6,2 milhões de carros no ano passado, quase o mesmo que a alemã Volkswagen e a francesa Renault-Nissan.
A fusão faria da Fiat-Peugeot-Citroën o quarto maior fabricante do sector automóvel a nível mundial, depois da Toyota, General Motors e Ford-Mazda, dividindo a posição com a Renault-Nissan e a Volkswagen.
A Peugeot tem afirmado publicamente que não está à procura de parceiros, mas os seus gestores admitem que desejam discutir aprofundamentos nas relações já existentes.
Marchionne, da Fiat, afirmou, por seu lado, em entrevista para a Automotive News, publicada na passada segunda-feira, que espera que a indústria automóvel se consolide nos próximos dois anos, deixando seis empresas a competir no mercado a nível mundial.