Tenhas muito ou pouco que raio de imposto tens sobre património?
Vais dizer que é o IMI que os aflige? Ou os 28% sobre juros?
http://oinsurgente.org/2016/04/04/o-belmiro-e-um-ladrao/
O Belmiro Martins tem uma cadeia de supermercados. Como tem algum sucesso, abre outra cadeia de supermercados em Espanha. Depois abre outra em Cabo Verde em parceria com um sócio local. Já com operações em 3 países, surge a oportunidade de abrir uma grande operação na Alemanha. O Belmiro Martins não tem dinheiro suficiente, precisa de capital de outros investidores. Mas o Belmiro tem um problema: os investidores não querem investir apenas na operação alemã, mas em todas as operações já estabelecidas. A única forma de o Belmiro financiar a expansão é oferecendo acções em todas as suas empresas. O Belmiro cria então uma SGPS com as participações em todas as cadeias de supermercados e vende acções dessa SGPS para poder investir na operação na Alemanha.
Depois de criar essa SGPS apercebe-se de uma coisa: está a pagar IRC duas vezes. Paga uma vez pelos lucros dos supermercados em cada país e outra vez quando a SGPS recebe os rendimentos de cada um desses supermercados. Os accionistas pagam ainda uma terceira vez quando recebem dividendos da SGPS. Se um dos accionistas for também uma SGPS, pagam 4 vezes. E por aí fora.
O Belmiro Martins vai falar com o seu banco que recomenda abrir a SGPS no Panamá, onde elas não pagam impostos já tributados. O Belmiro assim faz e volta a pagar impostos apenas uma vez como todas as outras empresas com estruturas mais simples. Os accionistas da SGPS fazem o mesmo pelo mesmo motivo.
Entretanto, sai a notícia de que as empresas do Belmiro têm uma SGPS no Panamá. O Belmiro tenta explicar aos jornalistas porque é que faz sentido ter uma SGPS no Panamá. O jornalista mal-humorado responde que eles não puseram 3 estagiários durante um ano a ler milhares de páginas de documentos para isto agora não dar em nada. O Belmiro é um ladrão e um corrupto que nem sequer tem a desculpa da SGPS ser de um amigo.
Uma coisa é colocar dinheiro fora, onde se possa pagar menos impostos.
Outra coisa é usar isso para esconder dinheiro de corrupção.
Ou seja, o problema não é uma questão de legalidade das contas off-shore, mas da legalidade na obtenção do dinheiro que lá é colocado...
Enquanto encontrarem desculpas para a existência de offshores, estas brincadeiras existirão sempre. É simples a receita, falta a vontade para isso. Sou contra offshores e a sua existência. Acho que são uma das razões para os males do mundo...
Não é desculpas... A questão é que as off-shore são um sintoma de um problema, e não o problema em si.. Podes baixar a febre com panos frios, mas não curas a infecção..
Tenhas muito ou pouco que raio de imposto tens sobre património?
Vais dizer que é o IMI que os aflige? Ou os 28% sobre juros?
28% de impostos sobre juros, é só estupido, já descontei na altura do ganho.
28% sobre rendas é estupido, já pago o imi.. Entre outros, a meu ver tens demais para o que usufruis.
imposto sobre herança que não seja dos pais..
sao sao tudo coisas que se pudesse não pagar (legalmente) não pagava. O pessoal já descontando próprio ordenado..
Eu não sou de esquerda nem nada que se pareça, bem pelo contrário
http://oinsurgente.org/2016/04/04/o-belmiro-e-um-ladrao/
O Belmiro Martins tem uma cadeia de supermercados. Como tem algum sucesso, abre outra cadeia de supermercados em Espanha. Depois abre outra em Cabo Verde em parceria com um sócio local. Já com operações em 3 países, surge a oportunidade de abrir uma grande operação na Alemanha. O Belmiro Martins não tem dinheiro suficiente, precisa de capital de outros investidores. Mas o Belmiro tem um problema: os investidores não querem investir apenas na operação alemã, mas em todas as operações já estabelecidas. A única forma de o Belmiro financiar a expansão é oferecendo acções em todas as suas empresas. O Belmiro cria então uma SGPS com as participações em todas as cadeias de supermercados e vende acções dessa SGPS para poder investir na operação na Alemanha.
Depois de criar essa SGPS apercebe-se de uma coisa: está a pagar IRC duas vezes. Paga uma vez pelos lucros dos supermercados em cada país e outra vez quando a SGPS recebe os rendimentos de cada um desses supermercados. Os accionistas pagam ainda uma terceira vez quando recebem dividendos da SGPS. Se um dos accionistas for também uma SGPS, pagam 4 vezes. E por aí fora.
O Belmiro Martins vai falar com o seu banco que recomenda abrir a SGPS no Panamá, onde elas não pagam impostos já tributados. O Belmiro assim faz e volta a pagar impostos apenas uma vez como todas as outras empresas com estruturas mais simples. Os accionistas da SGPS fazem o mesmo pelo mesmo motivo.
Entretanto, sai a notícia de que as empresas do Belmiro têm uma SGPS no Panamá. O Belmiro tenta explicar aos jornalistas porque é que faz sentido ter uma SGPS no Panamá. O jornalista mal-humorado responde que eles não puseram 3 estagiários durante um ano a ler milhares de páginas de documentos para isto agora não dar em nada. O Belmiro é um ladrão e um corrupto que nem sequer tem a desculpa da SGPS ser de um amigo.
Não me importo de pagar imi de casas com fins lucrativos, desde que não pagasse 28% sobre rendas.Por acaso, descontar sobre um lucro não me choca.
Já o imi isso sim é parvo.
Não me importo de pagar imi de casas com fins lucrativos, desde que não pagasse 28% sobre rendas.
ja se paga imposto do salário que se recebe, se junto o resto e faço poupanças com isso, vou pagar sobre as poupanças? se ainda fosse um valor lógico, agora 28%? Enfim!!!
Não me leves a mal, mas tens alguma coisa que pagues imposto? É que quando não se tem a coisa muda sempre de figura.
eu não tenho nada, mas falo mais da realidade familiar.
http://oinsurgente.org/2016/04/04/o-belmiro-e-um-ladrao/
O Belmiro Martins tem uma cadeia de supermercados. Como tem algum sucesso, abre outra cadeia de supermercados em Espanha. Depois abre outra em Cabo Verde em parceria com um sócio local. Já com operações em 3 países, surge a oportunidade de abrir uma grande operação na Alemanha. O Belmiro Martins não tem dinheiro suficiente, precisa de capital de outros investidores. Mas o Belmiro tem um problema: os investidores não querem investir apenas na operação alemã, mas em todas as operações já estabelecidas. A única forma de o Belmiro financiar a expansão é oferecendo acções em todas as suas empresas. O Belmiro cria então uma SGPS com as participações em todas as cadeias de supermercados e vende acções dessa SGPS para poder investir na operação na Alemanha.
Depois de criar essa SGPS apercebe-se de uma coisa: está a pagar IRC duas vezes. Paga uma vez pelos lucros dos supermercados em cada país e outra vez quando a SGPS recebe os rendimentos de cada um desses supermercados. Os accionistas pagam ainda uma terceira vez quando recebem dividendos da SGPS. Se um dos accionistas for também uma SGPS, pagam 4 vezes. E por aí fora.
O Belmiro Martins vai falar com o seu banco que recomenda abrir a SGPS no Panamá, onde elas não pagam impostos já tributados. O Belmiro assim faz e volta a pagar impostos apenas uma vez como todas as outras empresas com estruturas mais simples. Os accionistas da SGPS fazem o mesmo pelo mesmo motivo.
Entretanto, sai a notícia de que as empresas do Belmiro têm uma SGPS no Panamá. O Belmiro tenta explicar aos jornalistas porque é que faz sentido ter uma SGPS no Panamá. O jornalista mal-humorado responde que eles não puseram 3 estagiários durante um ano a ler milhares de páginas de documentos para isto agora não dar em nada. O Belmiro é um ladrão e um corrupto que nem sequer tem a desculpa da SGPS ser de um amigo.
http://oinsurgente.org/2016/04/04/o-belmiro-e-um-ladrao/
O Belmiro Martins tem uma cadeia de supermercados. Como tem algum sucesso, abre outra cadeia de supermercados em Espanha. Depois abre outra em Cabo Verde em parceria com um sócio local. Já com operações em 3 países, surge a oportunidade de abrir uma grande operação na Alemanha. O Belmiro Martins não tem dinheiro suficiente, precisa de capital de outros investidores. Mas o Belmiro tem um problema: os investidores não querem investir apenas na operação alemã, mas em todas as operações já estabelecidas. A única forma de o Belmiro financiar a expansão é oferecendo acções em todas as suas empresas. O Belmiro cria então uma SGPS com as participações em todas as cadeias de supermercados e vende acções dessa SGPS para poder investir na operação na Alemanha.
Depois de criar essa SGPS apercebe-se de uma coisa: está a pagar IRC duas vezes. Paga uma vez pelos lucros dos supermercados em cada país e outra vez quando a SGPS recebe os rendimentos de cada um desses supermercados. Os accionistas pagam ainda uma terceira vez quando recebem dividendos da SGPS. Se um dos accionistas for também uma SGPS, pagam 4 vezes. E por aí fora.
O Belmiro Martins vai falar com o seu banco que recomenda abrir a SGPS no Panamá, onde elas não pagam impostos já tributados. O Belmiro assim faz e volta a pagar impostos apenas uma vez como todas as outras empresas com estruturas mais simples. Os accionistas da SGPS fazem o mesmo pelo mesmo motivo.
Entretanto, sai a notícia de que as empresas do Belmiro têm uma SGPS no Panamá. O Belmiro tenta explicar aos jornalistas porque é que faz sentido ter uma SGPS no Panamá. O jornalista mal-humorado responde que eles não puseram 3 estagiários durante um ano a ler milhares de páginas de documentos para isto agora não dar em nada. O Belmiro é um ladrão e um corrupto que nem sequer tem a desculpa da SGPS ser de um amigo.
Os trabalhadores dependentes não têem como fugir, so declarando menos.
Aqui a questão é mesmo que o sistema no caso dos particulares dá machadada progressiva, enquanto que nas empresas não.
Se as empresas fossem taxadas progressivamente não tinhas tanta concentração.
Seja como for, a questão que pode interessar é: então e agora?