[Política] guerra na palestina

Vou deixar aqui este post, que vale a pena ler.
Obviamente só o conseguirá entender quem conhecer a história politica do Estado de Israel, e saber minimanente das "razões" seculares de toda a pegada de ódio e perseguição a que o povo Judeu tem sido sujeito.


Em cada momento histórico em que o sangue judeu é derramado, dos linchamentos medievais às sevícias inquisitoriais, dos crematórios de Auschwitz aos túneis de Gaza, surge sempre, inevitavelmente, do fundo da treva fétida onde chafurda à espera e à espreita e atraída pelo cheiro do sangue a escorrer, a figura satânica do contextualizador, do justificador, do desculpabilizador. Numa palavra, do acusador (é também isso que significa, etimologicamente, a palavra Satanás).
O sangue judeu é sempre culpado do seu próprio derramamento. Há sempre uma razão, um motivo, um contexto. Próximo ou longínquo, de acordo com a maior ou menor facilidade em contextualizar massacres, indiscriminados e celebrados, de pessoas inocentes. Dreyfus, sendo judeu, só podia ser culpado de traição e alguma coisa os judeus fizeram com certeza para sistematicamente congregarem o ódio de tanta gente decente na Alemanha de ontem e um pouco por todo o mundo de hoje. A partir de um certo ponto, o número devém unanimidade e a unanimidade, como sabemos, tem sempre mais razão do que Zola. São milénios de unanimidade e contexto: não há nada mais unanimemente contextualizável do que um judeu culpado — e morto.
A mão que, em cada momento histórico, derrama o sangue judeu é apenas, no fundo, o instrumento ignorado da culpabilidade judaica executando a sua própria, e merecida, sentença: os judeus são o seu próprio castigo divino e o seu próprio pogrom humano. São os próprios judeus, no final de contas, que, através do inquisidor medieval, do oficial nazi, do terrorista islâmico — insondáveis instrumentos da justiça divina —, se massacram a si mesmos. Derramar sangue judeu, seja de mulher, de idoso ou de bebé, nunca é simplesmente indesculpável. Porque a culpa, quando devidamente contextualizada, é deles.
E é por isso que o sangue judeu derramado é o sangue perpetuamente contextualizado, o sangue des-sanguinizado, é o sangue que não é bem sangue: o sangue judeu é o sangue cujo derramamento é sempre imputado à própria vítima. O sangue judeu derramado não pode ser denunciado e exposto como sangue inocente. Temos de contextualizar o derramamento, temos de mentir sobre o sangue, temos de ocultar a verdade porque, justamente, reconhecemos o crime: é que o sangue judeu derramado está afinal nas nossas mãos. E como se vê, não importa que o sangue judeu esteja a ser derramado, não nas páginas de uma velha crónica medieval, mas diante dos nossos próprios olhos. Nu e cru, como o corpo daquela jovem, brutalizado e cuspido, torcido e estendido na caixa aberta de uma carrinha e debaixo da bota de um demónio à solta.
A mentira cega. A mentira é uma forma de escuridão. E é a mentira que, multiplicando infinitamente os seus ardis, tem vencido. O contexto é o novo ardil da mentira. O mundo escureceu ontem. Mentirosos, é a única coisa que nos resta agora enquanto canalhas milenares: olhar para as mãos manchadas de sangue dos assassinos de judeus e, vendo nelas as nossas próprias, continuar a mentir a nós mesmos de que as mãos não são nossas nem deles, de que não fomos nós nem eles: foram os judeus, são sempre os judeus.

Miguel Granja
1 d​
 
A base desse conflito é essencialmente de ordem territorial. É a disputa de terras.

A religião é usada pelos dois lados para justificar meios e esse texto emotivo não é muito diferente do que se escreve no mundo árabe.

É a falácia do apelo à emoção. Muito usada também noutras guerras para orientar opinião pública num sentido específico.

Eu sou pelos factos nesta situação concreto, os factos são observáveis, não são susceptíveis de interpretação. Eu vejo terrorismo dos dois lados, vejo superioridade militar de um lado e se a avaliação é por "litros de sangue" eu vejo muito mais mortos do lado palestiniano.

O facto dos Judeus serem um povo perseguido ao longo da história não os liberta de responsabilidades neste conflito em particular.

O antissemitismo existe e é fortíssimo mas a islamofobia também existe e muito expressiva neste tópico.



 
Neste conflito não há inocentes além dos civis que pagam sempre a fatura.
O Hamas, OLP e outras organizaçoes e paises arábes nunca irão reconhecer o estado de Israel quanto mais aceitar dividir o território com Israel, logo não vislumbro qualquer solução pacifica para o conflito.
Israel sabendo disso vai usar este ultimo atentado e outros como justificação para ir "limpar" Gaza e as "West Banks", aumentando assim as suas fronteiras e com esperança de correr com os palestinianos para outros paises arábes.
Agora Paz, Paz não creio que haverá certamente.
 
A base desse conflito é essencialmente de ordem territorial. É a disputa de terras.

A religião é usada pelos dois lados para justificar meios e esse texto emotivo não é muito diferente do que se escreve no mundo árabe.

É a falácia do apelo à emoção. Muito usada também noutras guerras para orientar opinião pública num sentido específico.

Eu sou pelos factos nesta situação concreto, os factos são observáveis, não são susceptíveis de interpretação. Eu vejo terrorismo dos dois lados, vejo superioridade militar de um lado e se a avaliação é por "litros de sangue" eu vejo muito mais mortos do lado palestiniano.

O facto dos Judeus serem um povo perseguido ao longo da história não os liberta de responsabilidades neste conflito em particular.

O antissemitismo existe e é fortíssimo mas a islamofobia também existe e muito expressiva neste tópico.
Tendo estado lá fico com dúvidas sobre essa afirmação. Embora Israel tenha os colonatos, a maioria dos problemas surgem em Gaza, mais que na Cisjordânia. E o que não falta por lá é deserto e terra livre. Quase diria terra de ninguém.
As terras acho que tem servido de desculpa para tudo o resto. O que tem feito falta tem sido lideres com visão e poder de influência sobre o povo para resolver o assunto. Para quem manda tem dado jeito o conflito.
 
Neste conflito não há inocentes além dos civis que pagam sempre a fatura.
O Hamas, OLP e outras organizaçoes e paises arábes nunca irão reconhecer o estado de Israel quanto mais aceitar dividir o território com Israel, logo não vislumbro qualquer solução pacifica para o conflito.
Israel sabendo disso vai usar este ultimo atentado e outros como justificação para ir "limpar" Gaza e as "West Banks", aumentando assim as suas fronteiras e com esperança de correr com os palestinianos para outros paises arábes.
Agora Paz, Paz não creio que haverá certamente.

Não sei se vai limpar. Tem poder para isso mas se o fizer, vai colocar-se numa situação complicada.

Existe no mundo ocidental uma quantidade considerável de pessoas que se opõem a limpezas étnicas e atropelo de direitos humanos. Fins nem sempre justificam meios.

Apontar armas a alguns alvos escondidos do Hamas é legítimo mas varrer tudo e cortar fornecimentos para matar as pessoas à fome ( como disse um general) já não dá para sustentar a nível diplomático.


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Última edição:
Não sei se vai limpar. Tem poder para isso mas se o fizer, vai colocar-se numa situação complicada.

Existe no mundo ocidental uma quantidade considerável de pessoas que se opõem a limpezas étnicas e atropelo de direitos humanos. Fins nem sempre justificam meios.

Apontar armas a alguns alvos escondidos do Hamas é legítimo mas varrer tudo e cortar fornecimentos para matar as pessoas à fome ( como disse um general) já não dá para sustentar a nível diplomático.


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Não estou a dizer que é o correto mas sim o que acho que vai acontecer.
 
Apontar armas a alguns alvos escondidos do Hamas é legítimo mas varrer tudo e cortar fornecimentos para matar as pessoas à fome ( como disse um general) já não dá para sustentar a nível diplomático.


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Agora imaginemos se fosse um general russo a dizer algo semelhante sobre os ucranianos, que o disseram e pior até, já era alvo de muito mais criticas e desejos de morte, que os russos são uns bárbaros, ficaram na idade média, etc. Como é israelita no passa nada. É normal, quando são os "nossos" a dizer ou fazer algo mal, não se liga.
 
A religião é usada pelos dois lados para justificar meios ...

Isso é falso. Os israelitas não usam a religião como pretexto para nada. Apenas argumentam a necessidade de defesa de quem vive ao lado de lunátiocs religiosos que tem na agenda impôr a sua religião e liquidar todos os que são contra.

Mais uma vez tentam colocar o Hamas e israelitas no mesmo patamar, o que não é justo, nem verdadeiro.
 
A religião é usada pelos dois lados para justificar meios e esse texto emotivo não é muito diferente do que se escreve no mundo árabe.

Este texto é história politica, baseada em factos, podes subjectivamente negá-lo ou rejeitá-lo que não deixa de ser um pedaço de história documentada.

Ao contrário, não há nenhum pedaço de história que documente o exterminio e perseguição de milhões de Árabes ou Mulculmanos.

Um pouquinho de coerência, consegues?



O antissemitismo existe e é fortíssimo mas a islamofobia também existe e muito expressiva neste tópico.

Porque será?

Não há como negar o terrorismo e o fanatismo do Islão. Toda a pegada politica, social e religiosa do Islão, está coberta de sangue e chacina, e não é apenas de Ocidentais, ela incide inclusive sobre os seus irmãos.


PS. Eu avisei, o texto do Miguel não é acessivel a toda a gente....
 
Última edição:
Ao longo da história já houve perseguições e massacres de Judeus, Cristão, Muçulmanos, etc. Até massacres de Cristãos por outros Cristãos, e massacres de muçulmanos por outros muçulmanos. Cristãos a perseguir muçulmanos, por exemplo na Bósnia e no Kosovo. Muçulmanos a perseguir Cristãos, por exemplo na Arménia, ou no Egipto.
Já houve exemplos para tudo e para todos, e os Judeus não são os únicos perseguidos e os únicos santos, porque também expulsaram muçulmanos das suas terras, por mais que vocês digam que foi justificado.
O passado não justifica nada no presente, é preciso acabar com os conflitos e a barbárie, e não é com a atitude tanto de alguns palestinianos como de alguns israelitas que vamos lá.
 
  • Gosto
Reações: eu
Isso é falso. Os israelitas não usam a religião como pretexto para nada. Apenas argumentam a necessidade de defesa de quem vive ao lado de lunátiocs religiosos que tem na agenda impôr a sua religião e liquidar todos os que são contra.

Mais uma vez tentam colocar o Hamas e israelitas no mesmo patamar, o que não é justo, nem verdadeiro.

Então criaram um estado novo apenas para os praticantes de uma religião, a religião é a raiz do estado judaico, e tu dizes uma coisa dessas? Assim é dificil...
 
porque também expulsaram muçulmanos das suas terras, por mais que vocês digam que foi justificado.

Os tais pecados que também não podem ser esquecidos ou relativizados. Mas é mais fácil ver o mundo a preto e branco, os "bons contra os maus".

Contudo, nada justifica ataques terroristas como este. Isto é barbárie pura. O HAMAS tem que ser destruído!
 
Isso é falso. Os israelitas não usam a religião como pretexto para nada. Apenas argumentam a necessidade de defesa de quem vive ao lado de lunátiocs religiosos que tem na agenda impôr a sua religião e liquidar todos os que são contra.

Mais uma vez tentam colocar o Hamas e israelitas no mesmo patamar, o que não é justo, nem verdadeiro.

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​​​​​​Estás mais uma vez equivocado.

A religião é, desde sempre, o principal factor aglutinador de parte a parte.

Este assunto não pode ser analisado apenas de um ponto de vista "laico" ou nacionalista.



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