O problema nunca foram os smartphones, foi a tecnologia 5G (a nível de operador), em que eles estavam entre um a dois anos à frente das empresas Europeias e Americanas.
Isso é uma daquelas falácias que foi repetida tantas vezes que a malta passou a aceitar como verdade.
Há 3 fabricantes que dominam o mercado (Huawei, Nokia e Ericsson, sem qualquer ordem), mais outros 2 que tentam (Samsung e ZTE).
Dos 3 principais, todos tem vantagens em algumas features ou produtos e desvantagens em outros. A Huawei agarrou em 2 ou 3 features que eram vistas como avançadas, despachou a disponibilidade delas com o mítico 996, que na verdade era 997, e disse que estava 2 anos à frente. Como os outros não quiseram lutar na lama e não os contradisseram, ficou como aceite.
A verdade é que há dois anos estavam em paridade (Huawei melhor em peak TP em condições ideais, Nokia muito melhor em AVG TP que é o que realmente interessa, E// mediana nos dois), hoje em dia já nem se fala no assunto.
A Huawei não foi cancelada por estar à frente, mas sim por representar um risco enorme para a soberania dos países. O maior risco não é sacarem dados, mas o famoso “kill switch”, onde poderiam simplesmente mandar abaixo a rede do operador, que levaria pelo menos 2 anos a recuperar. Agora considera que a Huawei tinha 100% do mercado na Bélgica, casa mãe da UE… e deixaram isso acontecer.
Trabalho nisso há muitos anos, comecei com o 5G em 2015 e participei nos primeiros PoC em 2016. Trabalhei com eles como parceiro e como concorrente e aquilo é muito mas muito pior do que a opinião pública imagina.
Quanto aos Americanos, estão fora da corrida. Abandonaram há muito tempo e não tem uma única empresa relevante no acesso rádio desde 2006, quando a Alcatel assumiu o comando depois de uma merge com a Lucent.
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