Invasão Russa - Aviso post #35351

Se houver agora um acordo de paz a Rússia só ficará com as regiões que ocupa ou seja Crimeia e Donbass.

Será o menos mau dos acordos para a Ucrânia.

A propósito, achas mesmo que a Rússia iria ficar-se pela Crimeia e o Donbass? Acreditas mesmo que a Rússia pura e simplesmente iria ficar por aí?
Eh pá, não leves a mal, mas há gente tão anjinha...
 
A propósito, achas mesmo que a Rússia iria ficar-se pela Crimeia e o Donbass? Acreditas mesmo que a Rússia pura e simplesmente iria ficar por aí?
Eh pá, não leves a mal, mas há gente tão anjinha...
Obviamente terão de haver garantias de segurança para a Ucrânia. A Ucrânia e a Rússia vão ter que se entender de alguma forma...

Quanto mais tarde, pior para todos mas principalmente para a Ucrânia.
 
Portanto, tecnicamente a guerra começa com a anexação da Crimeia. O que só mostra que a Rússia não se ficou por ali. Mas se ainda assim há dúvidas, então não sei mesmo o que dizer mais...
Não, tens de ler isso melhor. O texto começa em 1991.

Tens de ler todo o contexto desde o fim da URSS.
 
Tens razão. Isto começou com o fim da URSS. Aliás, o próprio Putin já disse que foi a pior tragédia que podia acontecer, e portanto há que restaurar a esfera da influência. Não é por acaso que a Roménia e os países bálticos já foram chamados ao barulho.
 
Já agora, o Levrov é o chefe de gabinete do Ministro com um nome parecido mas com o qual eu não tenho contacto!

Isto é assim que está dividido:

O Sasha e o Georgy encarregam-se dos assuntos sobre África e a Antártida

O Misha e o Andrey tratam dos assuntos da Ásia e da Oceânia

O Maksim e o Alex (Aleksandr) tratam da Europa e do Médio Oriente (agora andam muito ocupados...)

O Sergey e o Mikhail tratam das Américas todas (Norte, Central e Sul), também andam um pouco ocupados agora...

O Lyosha e o Evgeniy tratam exclusivamente do Ártico e parece que também andam muito ocupados neste momento...


Portanto eu só consigo falar com o Vladimir Levrov ou com a bonita Sonya.
Depois informa a marca dessa vodca.
 
Claro que são só os russos!
Os ucranianos estavam ou não sossegadinhos no seu canto até os russos meterem o bedelho onde não eram chamados? Os ucranianos estavam ou não sossegadinhos em paz no seu canto até os russos começarem esta cegada?

Esse é o aspeto mais importante de todo este debate e ainda bem que falas nele.

É a partir desta ideia supostamente verdadeira e universal que nascem as divergências em relação a este assunto.

A realidade não é tão simples assim. Existem inúmeros motivos que levaram a esta guerra e acreditar e que foram da exclusiva responsabilidade dos russos é um confortável atalho de raciocínio. Um maniqueísmo.

De um lado estão os bons e do outro: os maus.

É a raiz do fundamentalismo ideológico.
 
Última edição:
Obviamente terão de haver garantias de segurança para a Ucrânia. A Ucrânia e a Rússia vão ter que se entender de alguma forma...

Quanto mais tarde, pior para todos mas principalmente para a Ucrânia.
A grande questão nem é o território com que a Rússia poderá ficar, mas sim como garantir que param e não voltam ao mesmo?

As agressões da Rússia à Ucrânia já tem mais de 100 anos...

O Memorando de Budapeste que prometia garantias de segurança e integridade territorial não foi cumprido...

Como é que garantes que desta vez a Rússia vai cumprir?

Memorando esse que vários paises não o estão a cumprir.... Os EUA foram ums dos principais responsáveis pelo Memorando, que deveria defender a Ucrânia com unhas e dentes, são dos primeiros a ajudar a Rússia e a quererem ainda que seja a Europa a pagar a factura do que eles prometeram fazer e não estão a cumprir...
 
Garantias?

Os ruzzos nem querem que a Ucrânia entre na NATO (porque será?), não querem tropas na NATO a defender as fronteiras ou uma zona-tampão (porque será?) e queriam limitar as forças ucranianas em tamanho..... porque será?
 
Bom, como disse, embora não participasse, já há mesmo muito tempo que leio este tópico, mas o nível de disparates chegou a um nível em que eu não resisti mais em manter-me na sombra.
Ora bem, eis só algumas pérolas que já li, todas elas a meter o ónus na Ucrânia e nunca na Rússia, e todas elas a legitimar a invasão:

- "A Ucrânia é russófona e foi outrora território russo": Sim, e então? Por essa ordem de ideias, daqui a nada temos a Sérvia a invadir Montenegro, Eslovénia, Bósnia, Croácia e a Macedónia para completar o ramalhete. Ou melhor, toda a Europa devia ser italiana, porque o território foi outrora o Império Romano.
O facto de um território ter pertencido anteriormente a outro estado não dá, por si só, ao estado actual um direito de o reclamar. Ponto final! Caso contrário, praticamente nenhum mapa seria estável.
Mais: Sobre esta história em particular, a Ucrânia e os demais países soviéticos não são territórios que a Rússia deixou sair; as repúblicas soviéticas tornaram-se estados independentes e soberanos quando a URSS colapsou. E a própria Rússia reconheceu as fronteiras e a soberania desses mesmos estados. Só que entretanto virou o bico ao prego. Como em tudo o resto, aliás.

- "A Ucrânia procura aproximar-se da Europa Ocidental": Sim, e então? A Ucrânia é livre, independente e soberana, e portanto pode aproximar-se e aliar-se com quem entender. Isso é um dos princípios da soberania dos estados.

- "A culpa da guerra é da expansão da NATO para leste": De certa forma o seguimento do ponto anterior, o termo "expansão" dá a impressão de que a NATO foi simplesmente avançando sobre países contra a vontade destes, o que não é verdade. Pelo contrário, foram esses países que fizeram fila e entraram na NATO de livre e espontânea vontade. Muitos desses países tinham vivido sob a esfera soviética e não queriam repetir a experiência.
Se dissessem por aqui que a dita expansão da NATO contribuiu para a percepção russa de ameaça, ainda dava de barato. Mas não! O que basicamente dizem é que a Rússia tem o direito de impedir que os seus vizinhos escolham a NATO.
E há uma valente ironia nesta questão: a mesma proximidade da NATO à Rússia que Moscovo considera uma ameaça é precisamente uma das razões pelas quais estes países querem estar dentro da aliança.
E há uma regra muito simples no Direito Internacional: A Ucrânia pode escolher a NATO, como fizeram a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Suécia e a Finlândia. A Rússia pode não gostar, mas isso não lhe dá direito de veto sobre as alianças militares de Estados soberanos. Lá está, é um princípio da soberania dos estados.
Aliás, se aceitássemos que uma grande potência como a Rússia tem direito a determinar as alianças dos países vizinhos porque considera a sua aproximação a uma aliança militar uma “ameaça”, então estaríamos a reconhecer uma espécie de direito de veto geopolítico das grandes potências sobre os países mais pequenos, o que seria particularmente problemático para os países da Europa de Leste, porque significaria que a independência de 1991 desses países seria apenas condicional, do tipo "vocês são independentes, desde que Moscovo concorde com aquilo que fazem."
E aí voltamos ao que disse acima: os países que viveram sob a esfera soviética sabem muito bem porque é que querem manter a distância dela.

- "A Ucrânia deve ceder território": Eh pá, então mas a Ucrânia já não cedeu a Crimeia em 2014? E Rússia ficou-se por aí? Não! Acham que agora seria diferente se a Ucrânia cedesse ainda mais territórios? É preciso ser-se muito anjinho para ir nessa cantiga! À primeira todos caem, à segunda só cai quem quer, e a Ucrânia decidiu não cair na mesma patranha duas vezes.
A Rússia pura e simplesmente quer o braço todo, não um dedo. Aliás, por alguma razão já chamou a Roménia, a Moldávia e os Balcãs ao barulho.
Mais: Só li por aqui imposições de cedências a fazer por parte da Ucrânia. E as cedências por parte da Rússia? Whoops...
 
Esse é o aspeto mais importante de todo este debate e ainda bem que falas nele.

É a partir desta ideia supostamente verdadeira e universal que nascem as divergências em relação a este assunto.

A realidade não é tão simples assim. Existem inúmeros motivos que levaram a esta guerra e acreditar e que foram da exclusiva responsabilidade dos russos é um confortável atalho de raciocínio. Um maniqueísmo.

De um lado estão os bons e do outro: os maus.

É a raiz do fundamentalismo ideológico.
Claro que os russos tiveram as suas razões, as razões deles. Há uma história, interesses estratégicos e perda de influência. O putin não acordou um dia mal disposto e decidiu anexar a crimeia ou invadir a Ucrânia.

Mas isso não dá à rússia uma procuração para fazer o que quiser, como se ainda estivéssemos nos saudosos tempos da união das repúblicas socialistas soviéticas. A Ucrânia é soberana. Ponto final.

Temos pena da perda de influência da rússia sobre a Ucrânia, mas isso não lhe dá qualquer direito especial sobre um país soberano...
E depois há os argumentos patéticos para consumo dos idiotas úteis do costume, como o PCP. Quem não se lembra de joão oliveira a explicar-nos os horrores do regime de Kiev, incluindo a ilegalização do partido comunista (cuidado Polónia, e afins 😅)
 
Artigo do SAPO de Tiago Matos Gomes


"A Europa não pode ter medo

Há uma guerra na Europa que já dura há mais de quatro anos e há uma Europa que continua a comportar-se como se estivesse perante um problema diplomático. Desde a invasão em larga escala da Ucrânia em 2022, a União Europeia tem anunciado sanções, pacotes de ajuda, declarações de condenação e novas sanções, numa sucessão quase burocrática de medidas que parece não produzir em Vladimir Putin o efeito que seria desejável. O Kremlin continua a testar os limites da Europa porque percebeu aquilo que muitos dirigentes europeus ainda parecem não compreender: a Europa tem medo de ser firme.

A chamada guerra invisível que a Rússia estará a conduzir em território europeu é apenas mais um sinal dessa percepção. Sabotagem, espionagem, desinformação, recrutamento de agentes através das redes sociais, ataques contra infra-estruturas e operações clandestinas são instrumentos de uma estratégia que procura atingir os países europeus sem desencadear uma resposta que Moscovo considere demasiado perigosa. O caso de Leipzig, com a alegada tentativa de atacar um avião ucraniano através de um drone carregado de explosivos, deve ser encarado precisamente neste contexto. A guerra já não está apenas na Ucrânia: há uma confrontação com a Europa que decorre todos os dias, mesmo quando muitos europeus preferem não a reconhecer.

A resposta europeia tem sido demasiado branda. É certo que a União Europeia aplicou sanções económicas de enorme dimensão, apoiou financeiramente a Ucrânia e forneceu armamento, mas fê-lo frequentemente de forma lenta, hesitante e condicionada pelo receio de provocar uma escalada. Enquanto isso, a Rússia adaptou a sua economia, reforçou a indústria militar, aprofundou relações com outras potências e continuou a financiar uma guerra que destrói cidades ucranianas e mata milhares de pessoas. Não é possível querer acabar com uma guerra sem convencer o agressor de que continuar a lutar terá um preço incomportável.

Vladimir Putin não interpreta a moderação europeia como moderação. Interpreta-a como fraqueza. É uma distinção fundamental que a política europeia parece ter dificuldade em compreender. Um regime autoritário que despreza as regras internacionais, invade países vizinhos, ameaça Estados europeus e utiliza operações clandestinas contra os seus adversários não pode ser tratado como um parceiro difícil com quem basta manter canais diplomáticos abertos.

A diplomacia é indispensável, mas a diplomacia sem força é apenas um pedido. A Europa precisa de falar com a Rússia, quando isso for necessário, mas precisa sobretudo de ter capacidade para fazer com que aquilo que diz seja levado a sério. Putin tem de perceber que cada acto de agressão terá consequências muito mais duras do que aquelas que tem enfrentado até agora. Caso contrário, a mensagem que chega ao Kremlin é precisamente a oposta daquela que deveria chegar.

A questão não é defender uma guerra directa entre a União Europeia e a Rússia. mas demonstrar que a faremos se for necessário. A paz europeia não será protegida por declarações de boa vontade, mas pela capacidade de demonstrar que qualquer ataque contra um Estado europeu, contra uma infra-estrutura crítica ou contra os interesses fundamentais da Europa terá uma resposta coordenada e suficientemente forte para desencorajar novos ataques.

E é aqui que aparece uma das maiores fragilidades do projecto europeu. A União Europeia continua a ser uma potência económica gigantesca, mas não é uma verdadeira potência geopolítica porque continua a depender demasiado dos Estados nacionais para tomar decisões fundamentais. Temos uma moeda comum, um mercado único e liberdade de circulação, mas quando chega o momento de responder a uma ameaça militar continuamos a pensar em vinte e sete capitais, vinte e sete interesses nacionais e vinte e sete cálculos políticos.

Isto é particularmente perigoso perante uma Rússia que pensa estrategicamente. Moscovo não vê a Europa como vinte e sete países independentes que podem ser pressionados separadamente. Vê um bloco ocidental e procura identificar as suas divisões, explorar as suas fragilidades e testar a determinação dos seus governos. A Europa deveria fazer exactamente o contrário: apresentar uma frente política, económica e militar verdadeiramente comum.

Não basta anunciar mais um pacote de sanções sempre que ocorre um novo ataque. É necessário atingir de forma muito mais profunda a capacidade russa de financiar a guerra, eliminar as dependências energéticas que ainda subsistem, reforçar a indústria europeia de defesa, aumentar drasticamente a produção de munições e garantir que os Estados europeus conseguem responder rapidamente a qualquer ameaça. A Europa precisa de deixar de reagir à estratégia russa e começar a impor a sua própria estratégia.

A chamada guerra invisível torna esta necessidade ainda mais urgente. Um drone junto de um aeroporto, um incêndio provocado num armazém, uma tentativa de sabotagem de uma rede ferroviária ou uma operação de espionagem podem parecer acontecimentos isolados, mas fazem parte de uma lógica muito mais ampla. A Rússia procura descobrir onde estão as vulnerabilidades europeias e, sobretudo, até onde pode ir sem enfrentar uma resposta suficientemente dura.

É precisamente por isso que a Europa precisa de abandonar a ingenuidade. Uma democracia aberta não pode funcionar como uma ditadura e não deve transformar-se naquilo que combate, mas isso não significa que tenha de ser indefesa. A liberdade europeia só será preservada se existir capacidade para a defender. Direitos, democracia, Estado de direito e paz não sobrevivem apenas porque acreditamos neles.

A Ucrânia é hoje a primeira linha de defesa da Europa. Cada dia que a Ucrânia resiste é um dia em que a ameaça russa permanece mais longe das fronteiras da União Europeia. Apoiar Kiev não é apenas uma questão de solidariedade com um povo invadido, é também uma questão de segurança europeia. Se a Rússia conseguir impor pela força a alteração das fronteiras de um país soberano, toda a arquitectura de segurança construída na Europa depois da Segunda Guerra Mundial ficará mais frágil.

Há ainda uma dimensão moral que não pode ser esquecida. A Europa construiu durante décadas uma ordem baseada na ideia de que as fronteiras não podem ser alteradas pela força e de que os povos têm o direito de escolher livremente o seu futuro. Se aceitar que um país mais poderoso pode invadir um vizinho e, depois de anos de guerra, conservar parte dos territórios conquistados, estará a destruir uma das bases fundamentais da própria Europa.

A resposta europeia deve, por isso, ser muito mais determinada. Sanções mais eficazes, maior apoio militar à Ucrânia, reforço das fronteiras externas, protecção das infra-estruturas críticas, combate às redes clandestinas russas e uma verdadeira política europeia de defesa não são opções ideológicas. São necessidades de segurança.

A Europa tem recursos, população, tecnologia, riqueza e capacidade industrial para ser uma das maiores potências do mundo. O que lhe falta é vontade política e, sobretudo, a coragem para transformar o seu peso económico em poder estratégico. Uma Europa federal permitiria precisamente isso: uma política externa comum, forças armadas europeias, serviços de informação coordenados e uma capacidade de decisão que não ficasse refém do veto ou da hesitação de um único Estado.

Durante demasiado tempo, a Europa confundiu paz com ausência de conflito. A verdadeira paz é outra coisa: é a capacidade de impedir que alguém queira começar uma guerra. Para isso é preciso força, determinação e credibilidade.

Putin compreende a linguagem da força porque é a linguagem que utiliza. Despreza os medrosos porque sabe que pode pressioná-los. A Europa não precisa de ser belicista, mas precisa de deixar de ser ingénua. Se quer continuar a ser livre, democrática e soberana, tem de demonstrar que sabe defender aquilo em que acredita.

A alternativa é continuar a esperar pelo próximo ataque, pela próxima sabotagem, pelo próximo drone e pelo próximo pacote de sanções. E esperar, perante Vladimir Putin, nunca foi uma estratégia. É apenas uma forma de adiar o problema até que ele se torne maior."

Tiago Matos Gomes é presidente do movimento Partido Democrata Europeu
 
Ó Olives: parabéns, conseguiste fazer um post gigante que expõe sobretudo ideias de certos pseudo-comentadores televisivos da nossa praça e que deve ser apenas residual dos users do fórum em geral e deste tópico em particular. :LOL:
 
Bom, como disse, embora não participasse, já há mesmo muito tempo (...)


Isso tudo que escreveste num mundo justo, 100% democrático, com recursos infinitos e perfeito até pode andar próximo da verdade. No mundo real não é bem assim que funciona. Infelizmente.

Os pequenos países são sempre dependentes. Podem ser dependentes de A ou B mas nunca são inteiramente soberanos. Nunca. Quer em termos económicos quer em termos militares ou políticos.

São extremamente vulneráveis a ingerência externa.

Portanto a teoria de que, enquanto país, eu faço o que eu quero não é bem assim. Eu faço o que me deixam fazer e de acordo com as condicionantes do contexto em que me insiro e das dependências que tenho.

Relativamente ao nacionalismo ucranianista por correspondência é uma actividade que não me diz nada e que continuarei a criticar porque acho sinceramente que impede o processo de paz.

E não quer dizer que apoio a Rússia! Eu apoio a solução do problema existente.
 
Segundo as sondagens, a maioria dos Ucranianos preferia que o Zaluzhnyi, o Budanov ou Fedorov fossem presidentes em vez do Zelensky.

Esta é a verdade dos factos.

Existe um fanatismo absurdo pró-Zelensky que não faz qualquer sentido.

O judeu comediante russófono Zelensky deveria dar lugar a outro

Isto não significa que ele tenha feito um mau trabalho. É isto que gente como tu e como o admirador do pior regime da Humanidade não entendem. Vocês vêem o Zelensky como alguém insubstituível. Não o é.

O fanatismo seja lá daquilo que for é doentio e nada saudável.

Eu vi a sondagem que colocaste, mas nem respondi porque a aldrabice era óbvia: pegaste numa sondagem de confiança e vendeste isso como se fosse uma sondagem presidencial.

Não é. São coisas diferentes. Mas como dava jeito à tua narrativa, lá veio a “verdade dos factos” martelada à força.

Se fôssemos por sondagens de confiança, o Almirante Gouveia e Melo já tinha sido Presidente da República. Confiar mais numa figura pública não significa querer automaticamente essa pessoa como Presidente.

Aliás, há sondagens presidenciais em que Zelensky continua à frente:

"If a presidential election were held today, incumbent President Zelenskyy would still lead in voter support with 25.2%. Zaluzhnyy ranks second with 16.7%, and Fedorov ranks third with 12.5%."
Fonte: Zaluzhny, Zelenskyy, Budanov remain Ukraine's most trusted leaders – poll

Portanto, a tua “verdade dos factos” é só mais uma meia-verdade embrulhada em pose de iluminado.

E ainda tens a lata de falar em “fanatismo pró-Zelensky” enquanto repetes “judeu comediante russófono Zelensky”. Ninguém disse que ele é perfeito, insubstituível ou imune à crítica. Isso é outro boneco de palha teu.

O ponto é simples: criticar Zelensky é legítimo. Repetir “judeu” como marcador numa crítica política, depois de já te terem explicado a carga da expressão, já não é inocência. É provocação deliberada.

Mas vindo do moralista evasivo, bate certo: confunde sondagens, força conclusões, inventa fanatismos nos outros e continua sem explicar qual é a relevância política de ele ser judeu.

Muito amor à “verdade dos factos”, pouca vontade de lidar com eles.
 
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