Boas. A situação que me levou a criar este tópico é longa e complexa, por isso, vou tentar focar-me só nos pontos importantes.
A minha mãe tem uma série de problemas de saúde, entre os quais, diabetes, diagnóstico de cancro em 2019, ao qual foi operada em Janeiro deste ano, e fez Radioterapia entre Março e Abril. Ela já teve algumas quedas ao longo da vida, e partiu costelas, fracturou a coluna e, talvez pela fraqueza física, agora em Maio passado teve uma nova queda na qual fracturou o braço direito, tirando portanto muita da autonomia que tinha.
Como não há mais ninguém na familia disposto a ajudá-la (a familia também é curta), eu fiquei encarregue de cuidar dela ao longo do mês de Maio e Junho. Dar as insulinas, medicação, fazer a comida, ajudar a deslocar-se ao WC, cuidar dos gatos, etc. No entanto, isto significou, praticamente, deixar de viver a minha vida para viver a dela.
Falei com ela sobre a possibilidade de ser alojada num lar de idosos, nem que seja só temporariamente (até recuperar do braço partido), mas ela recusa e agora agride-me e ameaça-me de chamar a polícia e acusar-me de "maus tratos" se eu não continuar a fazer tudo o que ela precisa. Além disso, como diz que custa-lhe a sair de casa (e acredito que custe), recusa também ir a médicos... por exemplo, precisava de fazer uma radiografia para ver o estado do braço, mas não quer ir.
Portanto, a minha questão é... alguém aqui sabe como lidar com esta situação? Eu não posso abandoná-la (nem quero), mas também não posso passar o resto da minha vida a tratar dela 24/7. Como é que eu trabalho? Como é que eu vivo a minha própria vida? Além disso, eu não tenho curso nem experiência de tratar de ninguém, ao contrário dos profissionais que, supostamente, trabalham nesses lares de idosos.
Considerei também a hipótese de contratar uma assistente social ou empregada (nem sei o que é "correcto" para esta situação), mas a minha mãe não gosta de visitas de estranhos e, além disso, ela precisa de apoio até de madrugada... que eu saiba nenhuma assistente ou empregada vai a casa das pessoas às 3 ou 4 da madrugada para ajudar ninguém.
Como podem imaginar, estou meio perdido nisto tudo. Agradeço qualquer ajuda ou conselhos que possam dar.
Obrigado.
Pergunta no centro de saúde, por vezes também na câmara, como ter acesso a assistente social. Não é uma situação fácil, mesmo o apoio domiciliário naturalmente não irá ninguém 24h para vossa casa, mas pode prestar uma ajuda importante nos cuidados. Alguém a tempo inteiro, só pagando, e não é barato (24h são 3 turnos).
Conversa abertamente com a família sobre essa repartição dos cuidados.
Quanto custa o AD?
E um lar?
Só a titulo de curiosidade.
Creio que estão a utilizar o termo "assistente social" querendo referir-se a apoio social..
Assistente social é a denominação dada a um(a) técnico(a) que está normalmente no centro de saúde e que tem o papel de analisar a situação da pessoa em causa e auxiliar no diagnóstico da ajuda que essa pessoa eventualmente necessita.
É ele que por exemplo encaminha/elabora todo o processo de atrbuição de um local para a prestação de cuidados continuados ou qualquer outro.Apoio domiciliário,por ex.
Todo este processo também tem a intervenção(como é óbvio) do médico de família.
Mediante a apreciação feita ao doente pelo médico de família,a assistente social vai procurar encontrar uma solução para o caso do doente.
Encaminhar para uma unidade de cuidados continuados,um lar/centro de dia,apoio domiciliário,etc
Só fiz esta observação porque me pareceu que usaram o termo "assistente social" como alguém que directamente prestava um auxílio ao doente.
O caminho a seguir é mesmo esse.Marcar consulta com o médico de família que iniciará o processo conjuntamente com a assistente social de encontrar a melhor solução para o doente.
Boa sorte para a resolução do "problema".
Já estive numa situação parecida e é complicado, mas são os nossos pais e temos o dever de cuidar deles, no meu caso foi o meu pai, deixei de ter vida própria durante um ano.
A pergunta é muito vaga.
Poderá custar 0 ou 5000.
Tudo depende da situação económica do doente.
Pode ter direito a apoio a custo 0 ou quase,como pode não ter direito a nenhum apoio e aí gasta o que quiser.
Um lar privado dificilmente custa menos de 1000/1200€.
Não estou obviamente a considerar locais "clandestinos".
Boas. A situação que me levou a criar este tópico é longa e complexa, por isso, vou tentar focar-me só nos pontos importantes.
A minha mãe tem uma série de problemas de saúde, entre os quais, diabetes, diagnóstico de cancro em 2019, ao qual foi operada em Janeiro deste ano, e fez Radioterapia entre Março e Abril. Ela já teve algumas quedas ao longo da vida, e partiu costelas, fracturou a coluna e, talvez pela fraqueza física, agora em Maio passado teve uma nova queda na qual fracturou o braço direito, tirando portanto muita da autonomia que tinha.
Como não há mais ninguém na familia disposto a ajudá-la (a familia também é curta), eu fiquei encarregue de cuidar dela ao longo do mês de Maio e Junho. Dar as insulinas, medicação, fazer a comida, ajudar a deslocar-se ao WC, cuidar dos gatos, etc. No entanto, isto significou, praticamente, deixar de viver a minha vida para viver a dela.
Falei com ela sobre a possibilidade de ser alojada num lar de idosos, nem que seja só temporariamente (até recuperar do braço partido), mas ela recusa e agora agride-me e ameaça-me de chamar a polícia e acusar-me de "maus tratos" se eu não continuar a fazer tudo o que ela precisa. Além disso, como diz que custa-lhe a sair de casa (e acredito que custe), recusa também ir a médicos... por exemplo, precisava de fazer uma radiografia para ver o estado do braço, mas não quer ir.
Portanto, a minha questão é... alguém aqui sabe como lidar com esta situação? Eu não posso abandoná-la (nem quero), mas também não posso passar o resto da minha vida a tratar dela 24/7. Como é que eu trabalho? Como é que eu vivo a minha própria vida? Além disso, eu não tenho curso nem experiência de tratar de ninguém, ao contrário dos profissionais que, supostamente, trabalham nesses lares de idosos.
Considerei também a hipótese de contratar uma assistente social ou empregada (nem sei o que é "correcto" para esta situação), mas a minha mãe não gosta de visitas de estranhos e, além disso, ela precisa de apoio até de madrugada... que eu saiba nenhuma assistente ou empregada vai a casa das pessoas às 3 ou 4 da madrugada para ajudar ninguém.
Como podem imaginar, estou meio perdido nisto tudo. Agradeço qualquer ajuda ou conselhos que possam dar.
Obrigado.
É muito isto! E não querendo julgar o OP, e nem dá para saber se está a falar a verdade, ou se até, ele poderá ser mau filho, e estar a tentar livrar-se desta responsabilidade, ou na realidade a mãe até pode ser muito má, e ter mau feitio, e ser difícil lidar com ela. Não dá para saber, mas tentando generalizar (nunca é bom, mas pronto) é nosso dever como filhos tentar prestar o melhor auxílio aos nossos pais, principalmente quando chegam uma idade que dependem de nós!
É verdade que é chato, ter que cuidar de velhinhos, eu próprio vi e tive essa experiência, por os meus pais terem cuidado de todos os meus avós, até morrerem, acamados, e eu com apenas 13/14 anos, ter que ajudar a minha mãe a mudar a roupa a minha avó, e a fralda, são coisas que nos marvam para a vida, pois vemos alguém, que teve uma vida digna, lutou por ela, e depois chegasse a um ponto em que nada somos e dependemos dos outros! Mas adivinhem, todos nós caminhamos para lá! E a quem tem filhos, pergunto, não gostariam que um dia os vosso filhos vós dessem as melhores condições, e respeitassem a vossa dignidade quando chegarem a velhos marretas e teimosos?
É uma realidade, que nem todos, podem ficar em casa a tomar dos pais, mas existe várias opções, umas mais dispendiosas que outras, mas que como filhos temos o dever de fornecer isso!
Até porque podemos achar injusto, ah mas não vou deixar de viver a minha vida por causa dos meus pais! Verdade, e tem esse direito, mas e os nossos pais, quantas vezes tiveram que nos limpar o cu cheio de m****? Quantas vezes tiveram eles que se levantar de madrugada, porque estávamos doentes e tiveram que ir pra as urgências de noite? E isto durante quantos anos? 18? 20? 30? 40? Alguns até 50 anos ou mais!
Epá não vejam o facto de cuidar dos pais como um frete, mas sim como uma responsabilidade! Até porque possivelmente, eles já não vão estar tantos anos cá como nós temos pela frente, por isso o melhor é fazer o que está ao alcance de tornar uma vida condigna no melhor possível a quem é idoso, em vez de os abandonar num lar e ir lá de ano a ano visitar, porque é uma obrigação!
Isto tudo aplicado a que teve bons pais! Quem teve maus pais, aí já vai de cada um![]
Então mas não é isso que o OP está a tentar fazer? Tentar prestar o melhor auxílio possível?
Tudo o que dizes depois é tal e qual a tratar de um filho? As pessoas não têm de trabalhar? E os filhos não são metidos em creches e afins onde lhes mudam lá as fraldas?![]()