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Toda a gente se apressou a apontar o dedo, mas ninguém percebeu que o post inicial é tendencioso, exactamente pelo observação do cessna.
O user BladeCX2 está a contar uma parte das coisas, mas parece-me estar longe da verdade.
A mim parece-me inveja e mesquinhez porque o vizinho compro um "carro que não está ao alcance de qualquer um". Porque o vizinho recebe o escalão máximo de abono? Já agora quanto dá isso? Só pelo facto de ser emigrante e de enviar remessas do exterior devia ser compensado por isso a nível fiscal (não sei se serão).
Nop... o post inicial é perfeitamente claro.
Boas,
O caso é o seguinte:
Conheço um casal, que perante o estado português são os 2 desempregados e têm 2 filhos, recebendo assim o 1º escalão de apoio aos putos.(...)
Se sabes que para ter acesso a certos benefícios é preciso declarar TODAS as fontes de rendimento, há uma pelo menos que está em falta.
Ora isto é igual a quem trabalha, recebe e não declara, aqui em PT ou no Burkina Faso.(...)A verdade é que o homem trabalha no estrangeiro, e têm uma vida perfeitamente folgada, tanto que à poucos dias compraram um carro que não está ao alcance de qualquer um.
Tem legitimidade para receber se o que aufere não ultrapassar patamar x ou y... daí que a observação do BladeCX2 pareça pertinente, se têm dinheiro para carro *caro*, algum tem de entrar.Perante isto, qual é legitimidade deste casal receber dois primeiros escalões, quando há gente em que só 1 elemento da familia trabalha, não chegando sequer a ganhar para sobreviverem e não têm direito ao 1º escalão?
Mas isto é como em tudo, cada um interpreta de uma maneira. Costuma-se dizer que a beleza está nos olhos de quem vê. A idiotice também. [