Livros - O que andam a ler?

Ainda ando a ler isto

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Começei ontem a ler O Sétimo Selo do José Rodrigues dos Santos.

Já li umas 30 páginas e estou a ficar expectante em relação ao desenvolvimento do livro.
 
Descobri um site (não sei se é novo), muito bom sobre livros, onde basicamente é uma grande comunidade onde podemos comentar os livros dos outros, ver quais livros leram, as suas avaliações e comentários. O site é o Book Worms - descoberta social de livros online , sendo que a minha coleção (pequena ainda), também poderá ser consultada, assim como as respectivas avaliações. À medida que me for lembrando de mais livros, vou acrescentando e avaliando.
 
Acabei de ler este:

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Um Homem muito Procurado
John le Carré


Fraquinho, uma história muito simples arrastada por mais de 350 páginas quando podia ter sido contada em 100. E de acrescentar que a história não é nada por aí além.
 
Acabei de ler o "Capitães da Areia", gostei muito, recomendo vivamente (até porque o preço é bom 6€). Comecei a ler uma conspiração de estúpidos, de John Kennedy Toole, até agora estou a gostar. Ganhou um pulitzer em 1981.
 
Já não vinha a este tópico há um mês e venho actualizar as minhas últimas leituras, num mês particularmente prolífero nesse aspecto:

Terminei finalmente "Crónica do Pássaro de Corda" de Haruki Murakami, calhamaço enorme que me deixou completamente fascinado a partir do segundo terço e que é um dos melhores livros que li até hoje. Murakami e génio são duas palavras que se confundem, não me canso de o dizer. As metáforas dele são lindas, fazem-nos pensar muito, as personagens apesar de por vezes surreais podiam ser qualquer um de nós. Murakami não é decididamente aconselhável a pessoas egocêntricas que se poderão sentir incomodadas ao levar de chapa com as mensagens subrepticiamente implícitas nos seus livros.

Depois, e numa fase em que li 4 livros seguidos dele incluindo estes 2, li "Sputnik, Meu Amor". História mais simples mas muito bonita como sempre. Um triângulo amoroso em que as três personagens orbitam em volta uma das outras sem nunca realmente se amarem, uma espécie de amor platónico mais imposto pelas circunstâncias do que por decisão própria.

Decidi fazer uma pausa de Murakami e reli "As Formigas" de Boris Vian. Uma colecção de pquenos contos com um humor sórdido e muito non-sense mas muito bom.

Reli também "A Metamorfose" de Franz Kafka, bizarro conto sobre um caixeiro-viajante que certo dia acorda transformado num repugnante insecto que não pode abandonar o seu quarto. A reacção da família é a que se poderia esperar...

Seguiu-se o badalado "Crepúsculo" de Stephenie Meyer numa espécie de corte com a literatura mais pesada, apeteceu-me ler algo mais ligeiro (não obstante as 500 páginas) e teen. Interessante história de amor entre uma rapariga e um vampiro, por vezes algo previsível mas com um final emocionante. Vi o filme no dia a seguir.

Em seguida li um ensaio sobre os Sonetos de Shakespeare, "O Retrato de W.H." por Oscar Wilde, em que se especula sobre quem seria W.H. presente nos sonetos. Interessante de um ponto de vista de ficar a conhecer algo mais do grande dramaturgo inglês.

Prosegui com o pequeno "A Queda da Casa de Usher" de Edgar Allan Poe, três pequenos contos, nada de extraordinário. Leu-se.

E hoje terminei o fabuloso "Retrato de Dorian Gray" também de Oscar Wilde, uma magnífica ode ao esteticismo e ao dandismo predominantes na alta sociedade inglesa de finais do séc. XIX. Lord Henry é um dos personagens mais brilhantes que conheci até hoje, muito me ri com a sua peculiar visão da vida, da beleza ("sei que vale mais ser belo que bom, mas não nego que vale mais ser bom que feio"[:D]) e das mulheres. Para além disso, é um livro que aborda a interessante temática da futilidade das coisas belas e com estilo, mas vista de dentro, do lado dos fúteis. Para um dandista o que conta é o invólucro, não o conteúdo, seja no ser humano seja nas artes, e Oscar Wilde escreve de forma tão brilhante que quase convence o leitor a converter-se a tão ignóbil linha de pensamento. Verdadeira obra-prima.
 
Ah, e continuo a ler "Os Cantos de Maldoror" de Isidore Ducasse, não leio mais que duas, três páginas por dia, que é para durar mais.[:D] E também porque não há ligação óbvia entre os diversos capítulos, o livro não é linear, é uma espécie de obra poética (maldita e horrorosa, é certo!) em forma de prosa.

Acredito que vá ser o meu livro de cabeceira durante muito tempo, pois quando o terminar vou começa-lo novamente. É indiscritível e decididamente não aconselhavel a pessoas mais sensíveis, o Mal, descrito pela pena de Maldoror (ou Lautreamont ou Ducasse, como se preferir) consegue ser verdadeiramente aterrador.[:cool:]
 
Neste momento ando a ler o Equador, encontrei a edição especial numerada, com capa dura e ilustrada com postais da época com 40% de desconto e aproveitei...
 
"1808" de laurentino dias

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sobre a fuga da corte real para o brasil. não é romance histórico, é documental. mas lê-se excepcionalmente bem.
 
Reli também "A Metamorfose" de Franz Kafka, bizarro conto sobre um caixeiro-viajante que certo dia acorda transformado num repugnante insecto que não pode abandonar o seu quarto. A reacção da família é a que se poderia esperar...

fantástico... li-o numa noite... comecei e só parei quando acabei o livro...
 
Desde o meu último post neste tópico já li:
  • [FONT=&quot][/FONT]"As Formigas” – Boris Vian
  • “A Rapariga que Inventou um Sonho” - Haruki Murakami
  • “Huckleberry Finn” – Mark Twain
  • [FONT=&quot] [/FONT]“A Sombra do Vento” – Carlos Ruiz Zafón
  • [FONT=&quot][/FONT]“A Metamorfose” – Franz Kafka

Na sexta-feira comecei um calhamaço [:D]

  • “Crónica do Pássaro de Corda” - Haruki Murakami
 
  • “A Sombra do Vento” – Carlos Ruiz Zafón

Esse comecei-o ontem e já vão 140 páginas, parece ser muito bom.[;)]

Entretanto li também "Três Contos" de Maximo Gorki, surpreendentemente três contos individuais mas todos à volta do mesmo: a miséria, a pobreza. As histórias em sim não são nada de extraordinário mas estão escritas num estilo algo amargo e decadente que aprecio.
 
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