Livros - O que andam a ler?

Nos últimos tempos li dois grandes romances. Duas histórias de amor que são facilmente reconhecidas como clássicos da temática. Um é inglês, o outro português. Um é do século XX, o outro do século XIX.

Expiação
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Do aclamado autor Ian McEwan, chega-nos um dos melhores livros que já li. Adaptado para o cinema em 2007, confesso que fiz o processo inverso... Vi primeiro o filme e só depois me dediquei à leitura. E decidi ler "Expiação" porque o filme foi um dos melhores que vi nos últimos largos tempos.
Desde logo, o factor-surpresa ficou excluído. Já conhecia o enredo, já conhecia o desenrolar da história, já conhecia o fim. Mas isto em nada tira brilhantismo à fantástica escrita do autor britânico, da qual fiquei fã - foi o primeiro livro que li dele, e espero voltar brevemente à sua companhia.

O livro fala de uma relação entre dois jovens universitários na década de 30, relação essa que é posta à prova depois da invenção de uma mentira por parte da irmã mais nova da rapariga. Pelo meio, são-nos introduzidos pormenores deliciosos da sociedade elitista inglesa da época, bem como outros horrendos, realistas e factuais do que aconteceu durante os primeiros anos da II Guerra Mundial.
É uma livro que tem uma abordagem bastante interessante e algo diferente, e que vive da escrita envolvente do autor, que não descura pormenores descritivos sem ser cansativo. O trabalho realizado dentro da mente das personagens é também ele fantástico.

O final e a finalidade do livro são das melhores coisas que já tive oportunidade de ler. Absolutamente comovente.

Recomendo intensamente!

(...)



E é realmente intenso. Muito bom, esse livro.

Hoje terminei o "Sputnik, meu amor" e achei o final um pouco abrupto.

Está na hora de começar o calhamaço número 2 da saga Millenium apr:)
 
Nos últimos tempos li dois grandes romances. Duas histórias de amor que são facilmente reconhecidas como clássicos da temática. Um é inglês, o outro português. Um é do século XX, o outro do século XIX.

Ainda não li nada do McEwan mas tenho andado curioso, até estive quase a comprar o "Solar" há uns tempos, parece que é desta que me convenci.[;)]

Em relação ao Camilo... é um génio e o "Amor de Perdição" um livro incontornável da literatura portuguesa, talvez seja mesmo o meu preferido juntamente com o "Crime do Padro Amaro".

Hoje terminei o "Sputnik, meu amor" e achei o final um pouco abrupto.

É uma constante nos livros do Murakami, os finais abruptos. Um gajo acaba o livro e fica "wtf, e então depois como é que tudo ficou":confused:

E é (também) por isso que o Murakami é para muitos genial, envolve as pessoas com as suas histórias surrealistas, deixa-nos a pensar nos mil e um finais possíveis e depois... acabou.[:cool:]
 
STIEG LARSSON - "A Rainha no Palácio das Correntes de Ar"

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Terceiro (e último) volume da trilogia Millennium de Stieg Larsson, que segundo reza a lenda estava programada para dez volumes não fosse a morte prematura do autor sueco, "A Rainha no Palácio das Correntes de Ar" é para mim o melhor livro dos três.

Neste terceiro volume, a acção, o suspense, a caracterização das personagens, são mais fortes do que nunca, tudo se desenrola de forma perfeitamente alucinante, obrigando o leitor à leitura compulsiva, um autêntico vício.

Não vou falar aqui da história, primeiro porque poderá estragar o prazer de leitura de quem ainda está a ler o segundo livro e daí antever o final do mesmo, e também porque uma sinopse de "A Rainha no Palácio das Correntes de Ar" só terá mesmo interesse para quem já tiver lido os dois livros anteriores. Deixo apenas o testemunho de que se trata de um magnífico livro e o momento mais inspirado de toda a trilogia Millennium, a qual aconselho vivamente a todos os leitores, adeptos de policiais ou não. No fim, fica o sentimento de pena por a saga ter ficado por aqui, queríamos mais, muito mais.

GABRIEL GARCIA MARQUEZ - "Os Funerais da Mamã Grande"

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"Os Funerais da Mamã Grande" de Gabriel Garcia Marquez é um pequeno livro de contos e uma mini-novela com o título do livro e que serviu de base para o épico "Cem Anos de Solidão", tem precisamente no conto-título o seu maior ponto de interesse, sendo que os restantes contos são apenas interessantes exercícios estilísticos do inconfundível estilo literário do Nobel colombiano, a que alguns chamam de realismo mágico. Livro indicado sobretudo para fãs "die-hard" de Garcia Marquez.
 
Acabei ontem de ler A Rainha no palácio das correntes de ar de Stieg Larsson.

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Sinopse

Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas…
Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho.
Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

Iniciei a leitura num misto de expectativa, criada pelos outros dois volumes, e de alguma constrição pois sabia que depois deste já não havia mais nenhum para ler, com alguma pena minha pois de facto os livros provocam dependência. Quase que apetece dizer, Olá, eu sou o Keyser Soze e sou Millenniumólico. [:D]

Será, porventura, o mais completo de todos eles mas confesso que o meu favorito será sempre o segundo volume que achei muito mais vertiginoso. Não explora tão activamente a personagem de Lisbeth mas é mais abrangente e permite que se tenha uma perspectiva mais ampla da história. Stieg Larsson tem que ter uma inteligência bem acima da média para poder conceber uma história tão intrincada e por saber tão bem contá-la. É uma pena que não esteja entre nós e que a sua obra fique limitada a 3 volumes.

Em conclusão, acho que a trilogia Millennium é um valor seguro na leitura.
 
O último livro foi o "Kafka à beira-mar" de Haruki Murakami, tendo sido aconselhado por vós como um bom primeiro livro para entrar no mundo de Murakami e para ir de mente aberta lá iniciei esta viagem.

Devo dizer que o mundo surreal em que entramos surpreendeu um pouco, claro surpreende sempre, mas consegui facilmente "entrar" nessa realidade.

A forma como descreve algumas situações, acções é de tal forma simples, certa e ao mesmo tempo poética que me fez pensar: é exatamente isso que penso, sinto nesta situação.

Os personagens são muitos ricos, têm muitas dimensões, abordam vários assuntos e temos várias viagens dentro desta grande viagem.

De referir também que é um livro muito dificil de parar de ler, queremos sempre virar a página e descobrir o que aí vem... e o tempo voa!

Como não tenho grande talento para usar da palavra escrito apenas termino por dizer que adorei o livro e agora meteram-me em sarilhos pois vou ter que continuar a ler os outros livros de Haruki Murakami.

Entretanto, e parece que combinamos todos ler ao mesmo tempo a trilogia, comecei com o primeiro livro da trilogia Millenium de Stieg Larsson.
 
Acabei de ler o segundo da saga Millenium hoje, e só tenho uma coisa a dizer... Ainda bem que já tinha comprado o terceiro volume, porque aquele final.... Ia ter de sair de casa a correr para comprar o terceiro :)

Muito bom, mesmo!
 
Boa tarde,
Tenho 20 anos e nunca fui grande adepto de livros (sempre pensei que os livros deveriam servir para a aprendizagem e não para "fantasiar"). Mas, neste momento e por diversas razões, gostava de começar a ler. Sei que pode ser criticável ou até estranho, mas gostava que me sugerissem livros. Livros sobre a vida, a questão da existência, essencialmente filosóficos. Andei a pesquisar e encontrei uma corrente filosófica que se chama "existencialismo". Acham que devo começar por aqui? Sartre e assim? Também já ouvi falar bastante de F. Kafka. Essa leitura enquadra-se no que quero?

Obrigado.
 
Ainda relativamente ao segundo da saga Millenium, é um pouco frustrante chegar ao fim e ficar tudo em aberto para o terceiro volume. A determinada altura, estava a ficar ansioso pois via o número de páginas que faltavam a diminuir e ainda muito para acontecer... E de repente, termina.
Aquela segurança de ver tudo resolvido no final do livro, simplesmente não existe e agora, no terceiro a trama ainda fica pior. Estes livros são simplesmente fantásticos.
 
Boa tarde,
Tenho 20 anos e nunca fui grande adepto de livros (sempre pensei que os livros deveriam servir para a aprendizagem e não para "fantasiar"). Mas, neste momento e por diversas razões, gostava de começar a ler. Sei que pode ser criticável ou até estranho, mas gostava que me sugerissem livros. Livros sobre a vida, a questão da existência, essencialmente filosóficos. Andei a pesquisar e encontrei uma corrente filosófica que se chama "existencialismo". Acham que devo começar por aqui? Sartre e assim? Também já ouvi falar bastante de F. Kafka. Essa leitura enquadra-se no que quero?

Obrigado.


Também sou um interessado no existencialismo e posso-te recomendar Dostoievski, Camus e sobretudo Henry Miller. Kafka parece-me que já não se enquadra tão bem, será mais surrealismo.
 

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Raskolnikov é um estudante que vive em precárias condições em São Petesburgo (Rússia). Sem dinheiro sequer para pagar o aluguel e se alimentar decentemente, ele planeja o assassinato de Alena, uma velha senhora agiota. Sua intenção não é apenas ficar com a fortuna dela para resolver seus problemas materiais, mas principalmente ter uma atitude altruísta ao livrar a sociedade de uma figura tão mesquinha e desprezível. Mas, ao colocar seu plano em ação, ele acaba tendo que matar, além de Alena, a meia-irmã dela que chega à cena do crime na “hora errada”. Ao invés de um romance policial, o que lemos em “Crime e Castigo” é uma profunda investigação psicológica dos personagens que vivem sob situações angustiantes de pressão moral e material. O romance foi lançado em 1866, numa época em que seu autor, o escritor russo Fiódor Dostoievsky, lidava com as perdas recentes de seu irmão e de sua primeira esposa e enfrentava sérias dificuldades para sobreviver. O sentimento de culpa e de autopunição de Raskolnikov até alcançar sua redenção está no âmago desse que é um dos melhores romances da riquíssima literatura russa.
HowStuffWorks - Os dez melhores livros de todos os tempos
 
Boa tarde,
Tenho 20 anos e nunca fui grande adepto de livros (sempre pensei que os livros deveriam servir para a aprendizagem e não para "fantasiar"). Mas, neste momento e por diversas razões, gostava de começar a ler. Sei que pode ser criticável ou até estranho, mas gostava que me sugerissem livros. Livros sobre a vida, a questão da existência, essencialmente filosóficos. Andei a pesquisar e encontrei uma corrente filosófica que se chama "existencialismo". Acham que devo começar por aqui? Sartre e assim? Também já ouvi falar bastante de F. Kafka. Essa leitura enquadra-se no que quero?

Obrigado.

Dentro dessa linha recomendo-te:

Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust
A consciência humana nunca foi tão poeticamente explorada como nos sete volumes de “Em Busca do Tempo Perdido”, escritos pelo francês Marcel Proust. Lançada entre 1913 e 1927, a obra é composta por “O Caminho de Swann”, “À Sombra das Raparigas em Flor”, “O Caminho de Guermantes”, “Sodoma e Gomorra”, “A Prisioneira”, “A Fugitiva” e “O Tempo Redescoberto”. A sociedade francesa na transição dos séculos 19 para o 20 é o pano de fundo desse trabalho que foi um dos expoentes do Modernismo europeu. O papel da memória e sua relação com o tempo, as reflexões sobre a arte e a ambiguidade sexual de alguns personagens centrais compõem o núcleo principal dos temas explorados por Proust. Segundo Marion Schmid, da Universidade de Edimburgo, o escritor desafiou as concepções tradicionais de tempo e espaço e questionou as noções recebidas de classe social, gênero e raça.

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Este:

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Não, não é o Sócrates PM, mas sim o Sócrates filósofo ! [:D]

É um livro de leitura ligeira que utiliza situações comuns do nosso dia-a-dia para explicar alguns pensamentos de grandes filósofos. Mas não deixa de ser interessante.
 
Acabei ontem de ler A Rainha no palácio das correntes de ar de Stieg Larsson.

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Iniciei a leitura num misto de expectativa, criada pelos outros dois volumes, e de alguma constrição pois sabia que depois deste já não havia mais nenhum para ler, com alguma pena minha pois de facto os livros provocam dependência. Quase que apetece dizer, Olá, eu sou o Keyser Soze e sou Millenniumólico. [:D]

Será, porventura, o mais completo de todos eles mas confesso que o meu favorito será sempre o segundo volume que achei muito mais vertiginoso. Não explora tão activamente a personagem de Lisbeth mas é mais abrangente e permite que se tenha uma perspectiva mais ampla da história. Stieg Larsson tem que ter uma inteligência bem acima da média para poder conceber uma história tão intrincada e por saber tão bem contá-la. É uma pena que não esteja entre nós e que a sua obra fique limitada a 3 volumes.

Em conclusão, acho que a trilogia Millennium é um valor seguro na leitura.

Substituir "Keyser Soze" por "Real" e tá aqui a "minha" opinião sobre estes livros :)

Simplesmente os melhores livros que li nos últimos anos.
 
Já não leio nada vai para um mês, e nem é por falta de tempo, agora despertaram o meu interesse pelo aclamado Stieg Larsson e acho que me vou juntar aos milhões de leitores.. A começar pelo primeiro, vamos a ver
 
Esta semana fui a Fnac, e ia-me desgraçando a comprar a trilogia do Stieg Larsson e os livros do Ken Follett... Felizmente, tinha-me esquecido da carteira...[:)]
 
BrunoTRF disse:
Esta semana fui a Fnac, e ia-me desgraçando a comprar a trilogia do Stieg Larsson e os livros do Ken Follett... Felizmente, tinha-me esquecido da carteira...[:)]

Que engraçado, eu também estava lá...[:p]

Eu comprei o Anna Karenina, em inglês, por uma quantia simbólica.[:cool:]

Depois, os meus olhos pousaram num livro enormíssimo, capa preta, dura. A obra completa da Jane Austen, por outra quantia simbólica...[8b]

E eu que andei imenso tempo à procura dos livros todos dela, a preços decentes...6 livros, 3 editoras diferentes.
Aquele poderia ficar tão bem na minha futura biblioteca...[s)]
 
Esta semana fui a Fnac, e ia-me desgraçando a comprar a trilogia do Stieg Larsson e os livros do Ken Follett... Felizmente, tinha-me esquecido da carteira...[:)]

O Follett tem uma obra imensa que aos poucos vai sendo traduzida e editada cá. Os mais recentes são "O Vale dos Cinco Leões" e "A Queda dos Gigantes", este último um respeitável calhamaço de quase mil páginas que será o primeiro de uma trilogia. Ainda não os comprei, nem vou comprar tão cedo pois ainda tenho aqui os dois volumes de "Mundo Sem Fim" para ler, mais dois ou três que a namorada me há-de emprestar e que ainda não li.

Eu comprei o Anna Karenina, em inglês, por uma quantia simbólica.[:cool:]

Anna Karenina em inglês, és uma mulher de coragem[:D]

Eu também a tenho ali à espera de ser lida mas em português.
 
O último que li foi: "Por favor não matem a cotovia" de Harper Lee, e agora estou a ler "À espera no centeio (a catcher in the rye)" de J.D Salinger. Deu-me para ler estes clássicos americanos, e sem dúvida não desiludem. A linguagem do à espera no centeio é que acho um pouco... portuguesa demais, vê-se que o tradutor teve muitas dificuldades em lidar com o calão ao traduzi-lo. No entanto vê-se que são obras realmente intemporais.
 
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