Livros - O que andam a ler?

Não é fácil manter uma personagem durante tanto tempo. Ele bem tenta mas penso que acaba por fracassar. A fórmula de Deus tem o seu quê de interesse mas também não lhe achei assim tanta piada. Os não-Noronha são mais giros.

Eu li os primeiros dois dele (impulsionado pelas tuas críticas) e até gostei. Mais da "Filha..." do que da "Ilha...". Depois comprei a nice price a trilogia Noronha, que ainda não li, mas pelo que estou a ver mais valia ter ficado quieto?:sh)
 
Ninguém deve dizer que não gosta do Eça sem ter pelo menos tentado ler o "Crime do Padro Amaro" e ter desistido. Se desistirem com esse livro, então muito bem, não gostam do Eça. Mas tentem primeiro.

Quando era mais novo também não o conseguia ler, admito. Hoje acho-o acima de genial e percebo o que andei a perder.

Não podia concordar mais. Sou suspeita pois adoro Eça e já devo ter lido os Maias umas 5 vezes, e em todas descubro algo novo. O Crime do Padre Amaro foi a primeira obra de Eça que li, tinha os meus 13 anos, sensivelmente, e, talvez em parte por conhecer perfeitamente os locais referidos na obra e por aí me identificar com ela, fiquei "agarrada" a Eça.

Entretanto acabei este:

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Numa palavra... uma bofetada! Há muito tempo que um livro não me impressionava (e incomodava) tanto. A escrita de tom arcaico (toda a história parece passar-se na Idade Média), dotada de grande beleza estilística (apelidada por Saramago de "um novo parto da língua portuguesa"), impressiona-nos com a crueza com que nos relata a violência doméstica, a subjugação da mulher, o amor doentio.

Recomendo! A sério!!!!
 
Última edição:
Mais um que gosta muito do Eça e que considera "Os Maias" (Raista, lido a tempo do programa escolar! Hein?[:p][:D]) um dos melhores livros que já leu!
Faltam-me imensos livros dele, mas "A Relíquia" é super engraçado.[;)]

MrsX, só ontem ouvi falar desse autor com nome esquisito (através do FB do Markl), mas aquilo que referes parece-me ser suficiente para ficar na lista! :)
 
Eu li os primeiros dois dele (impulsionado pelas tuas críticas) e até gostei. Mais da "Filha..." do que da "Ilha...". Depois comprei a nice price a trilogia Noronha, que ainda não li, mas pelo que estou a ver mais valia ter ficado quieto?:sh)

Epá... Quase que aposto que o interesse vai diminuir à medida que lês cada um deles. A Filha do Capitão e A vida num sopro são obras, no meu entender, muito mais interessantes, até do ponto de vista histórico. De qualquer das formas, lê-os numa altura que te apeteça algo mais ligeiro.
 
Epá... Quase que aposto que o interesse vai diminuir à medida que lês cada um deles. A Filha do Capitão e A vida num sopro são obras, no meu entender, muito mais interessantes, até do ponto de vista histórico. De qualquer das formas, lê-os numa altura que te apeteça algo mais ligeiro.

se calhar também vou seguir a dica. estou agora a ler o primeiro do harry potter (a minha maria não me largava para eu ler), e a seguir estou a pensar reler os 9 livros de Tolkien. Depois disso se calhar me vire para o Rodrigues dos Santos para desintoxicar [:)]
 
Continuo na minha cruzada de descobrir a obra de Steven Saylor - O lance de Vénus.

Sinopse:

Roma, ano 56 a.C.: o grande general Pompeu conquistou o Oriente. Júlio César está a derrotar os gauleses. Apenas o Egipto, com os seus celeiros estratégicos e os vastos tesouros de ouro continuam a evitar o domínio de uma Roma que se torna cada vez mais corrupta à medida que a última geração da República romana cede a traições políticas, a litígios infinitos, a relações amorosas escandalosas e a assassinatos ocasionais. Gordiano, o Descobridor, é contactado por um velho amigo egípcio, Díon, que lhe pede auxílio por acreditar que a sua vida está em perigo. Pouco tempo depois, de sair de casa de Gordiano, Díon é assassinado em circunstâncias deveras misteriosas. Veneno, traições e segredos bem escondidos vão confrontar Gordiano, que, desta vez, vai temer pela sua sobrevivência....

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Vou ser novamente parcial na apreciação. Cada vez gosto mais deste autor e da subtileza da dua escrita. Mais uma vez temos três histórias numa só: temos o romance policial, a intriga política romana e a história familiar de Gordiano. E se apenas as duas primeiras bastariam para me afagar o intelecto confesso que é praticamente impossível não nos deixarmos encantar pelo humanismo e rectidão de Gordiano. Verdadeiramente encantador.

Já aí vem um Crime na Via Ápia...
 
Terminei hoje "Zorro" de Isabel Allende. Surpreendeu-me bastante e no final, fiquei com a sensação que queria ler mais aventuras do jovem Diego de La Vega.

Recomendo!

Agora tenho de encontrar outro livro nas prateleiras para ler.
 
No intervalo dos livros de Steven Saylor resolvi ler um livro duma autora portuguesa sobre a qual li algumas críticas positivas. Depois de alguma pesquisa sobre a sua (breve) obra entendi, como é habitual, começar pelo seu primeiro livro editado - Cruz das almas.

Sinopse:

«António percebe tarde demais que a vida não se refaz, vive-se. Numa reflexão sobre o que não fez, a sua história é relatada por várias personagens: o companheiro do tempo de faculdade, o filho em terras de África, a mulher com quem casou e ainda a mulher que lhe roubou o coração. Cruz das Almas é uma história marcadamente portuguesa, o primeiro romance de Patrícia Reis, com ilustrações de Rodrigo Saias. Uma escrita de enorme sensibilidade que revela um novo talento literário.»...

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É um livro pequeno e que se lê com alguma facilidade mas não é relativamente enfadonho. A história que podia ser de qualquer português é triste e faz-nos lembrar o nosso típico fado. Vou tentar ler o segundo livro mas se for mais do mesmo...
 
Acabei de ler a Filha do Capitão.

Foi uma certa surpresa depois dos lidos anteriormente. Mas deixou um sabor meio agridoce. Gostei bastante da parte bélica, das "histórias" de cada um deles e da descrição da guerra em si. Gostei ao ponto de chegar uma altura em que senti (admito) uma certa humidade no canto dos olhos.
Por outro lado achei a parte romance Afonso/Agnés não mais do que mediana, estando ali apenas como pretexto para contar a história da guerra. (um pouco ao contrário do filme pearl harbour em que existe uma história de amor com uma guerra de fundo lol).

Também achei a certo ponto as descrições sexuais um pouco exageradas. Claro que a actividade sexual dos soldados teria de fazer parte no livro, mas não sei se foi um pouco exagrada a maneira como o fez.
 
Acabadinho de ler mais um livro de Steven Saylor - Crime na Via Ápia.

Sinopse:

Sinopse
Estamos no ano 52 a.C. A luz vibrante dos archotes projecta manhas sombrias nas imponentes paredes de mármore. O rumor da multidão ecoa pela rua. O corpo nu de Públio Clódio está prestes a ser carregado através das ruas fervilhantes de Roma. Públio, um nobre que se tornara um arruaceiro, fora assassinado na mais esplêndida estrada do mundo: a Via Ápia. Milo, o rival de Públio, surge como o suspeito natural daquele crime, desencadeando uma série de actos de vingança que conduzem a cidade à beira do caos. O julgamento deste processo irá contar com um dos mais astutos discursos de Cícero e de Marco António; por outro lado, Gordiano o Descobridor é contratado pelo próprio Pompeu para investigar a verdadeira causa deste crime. Com o Senado feito em cinzas, Gordiano, arriscando a vida, vê-se obrigado a regressar ao troço deserto da Via Ápia para descobrir a verdade e, assim, salvar uma cidade que sucumbe à sua própria glória e loucura.

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Não me vou estender muito na crítica pois já é do conhecimento de todos que fiquei fã dos livros deste autor. Resta-me apenas dizer que a história aqui contada é por muitos encarada como o rastilho para aquilo que viria a ser a guerra cívil entre Júlio César e Pompeu, um pouco à semelhança do assassinato do Arquiduque Francisco Fernando em Sarajevo em 1914 funcionou como interruptor para a I Guerra Mundial. Apenas uma curiosidade. Destaque ainda para a volumosa quantidade de pormenores descritos num julgamento romano. A ler, claramente.
 
Estou a ler o primeiro volume de "Mundo sem fim" de Ken Follet.

Estou a gostar bastante, mas parece-me que há uma colagem de estilo aos "Pilares da Terra", relativamente ao facto de parecer que tudo corre mal às personagens principais, quase desde início. Isso põe-nos a pensar muito n'Os Pilares... e relembra-nos que tudo (ou quase tudo) acabou por correu bem e o mais provável é que aconteça exactamente o mesmo neste novo épico.
 
Acabei de ler a Filha do Capitão.

Foi uma certa surpresa depois dos lidos anteriormente. Mas deixou um sabor meio agridoce. Gostei bastante da parte bélica, das "histórias" de cada um deles e da descrição da guerra em si. Gostei ao ponto de chegar uma altura em que senti (admito) uma certa humidade no canto dos olhos.
Por outro lado achei a parte romance Afonso/Agnés não mais do que mediana, estando ali apenas como pretexto para contar a história da guerra. (um pouco ao contrário do filme pearl harbour em que existe uma história de amor com uma guerra de fundo lol).

Também achei a certo ponto as descrições sexuais um pouco exageradas. Claro que a actividade sexual dos soldados teria de fazer parte no livro, mas não sei se foi um pouco exagrada a maneira como o fez.

Estou a 200 páginas de o acabar. Já dei por mim a pensar que o JRS ainda consegue ser pior que o Eça.

Quando o acabar venho cá dizer de minha justiça.
 
Ando a ler este. Por coincidência, num dos canais de televisão começou a série os Kennedy. COnta a história dos irmãos JFK e principalmente do Bobby, que foi Procurador geral da justiça e investigou quase em privado o assassinio do irmão. Anos depois, também ele foi morto. CIA, Mafia e Cuba são os principais factos e hipóteses para ambas as mortes.

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