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Percebeste mal ou expliquei-me mal... O Eça tem um estilo de escrita clássico. Não "inventa", como Saramago ou Lobo Antunes (dando exemplos portugueses). Era só isso que queria dizer.
Claro que depois os gostos de cada um ditam as regras e as preferências.
Aos anos que não lia um livro. Actualmente estou a ler "A mão do Diabo" do osé Rodrigues dos Santos. Passando à volta da ficção, há ali muita informação acerca desta malvada crise no que nos põe os cabelos brancos.... E dá para chegarmos à conclusão que a crise grega é bem pior que a nossa... Aconselho, ritmo alucinante, qual Dan Brown qual carapuça []
Se não consegues encontrar nos Maias situações actuais... vai lá vai.
Encontras situações que se assemelham a algumas de hoje em dia, mas isso não faz dos Maias um livro actual.
Aliás, nem é esse o objectivo de um livro escrito no séc. XIX.
O que eu estava a dizer é que gosto de coisas mais actuais, do quotidiano, não coisas sobre famílias cheias de peneiras de há não sei quantos anos.
Por exemplo, pegando no ensaio sobre a cegueira, um livro de J.S, que referi há alguns posts como sendo das obras dele que mais gosto, tem uma história mais contemporânea, não vai buscar coisas do tempo dos afonsinhos.
Sim, o Eça tem uma escrita clássica, mas enfadonha e massuda. Para mim...
Se calhar não te fazia assim tão mal leres um bocado mais de Eça.
Foi a descrição mais redutora que já vi d'Os Maias. Logo de uma obra que é tão mais do que isso!!!
No 12º ano fui " obrigado " a ler esse livro, mas, não passei da 1ª pagina.
Sinopse
Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.
In: Kafka à Beira-Mar, Haruki Murakami - WOOK
Já é o segundo livro que leio deste autor e mantenho a mesma opinião. É estranho. Gosto da sua escrita mas a história em si é surreal e há que estar para aí virado para se poder apreciar devidamente este tipo de contos.
Isso para mim é uma obra-prima. Surreal sim, tem de ser lido sem estar à espera de realismo. Ou então podemos-lhe chamar realismo mágico, como se faz aos livros do Garcia Marquez.
Eu neste momento estou a ler o 3º volume do 1Q84 e é mais do mesmo: estupidamente bom e surreal (até andam por lá duas luas no céu e tudo).
Ando a ganhar coragem para a minha Nemésis - A montanha mágica.
Olha, somos dois!Isso para mim é uma obra-prima. Surreal sim, tem de ser lido sem estar à espera de realismo. Ou então podemos-lhe chamar realismo mágico, como se faz aos livros do Garcia Marquez.
Eu neste momento estou a ler o 3º volume do 1Q84 e é mais do mesmo: estupidamente bom e surreal (até andam por lá duas luas no céu e tudo).
O próximo que ler, mudarei o chip do pragmatismo para o do surrealismo. [] Mas ele escreve bem, disso não tenho dúvidas - como se a minha opinião para o escritor fosse importante. [
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Ando a ganhar coragem para a minha Nemésis - A montanha mágica.
Olha, somos dois!
Adorei os 2 primeiros volumes! No terceiro, estou nas primeiras 70 páginas e ainda não percebi bem para onde vai, mas as personagens por ele criadas e o ambiente em que se inserem são qualquer coisa de especial! Já para não falar em todas as situações surreais (acho que é mesmo o termo certo).
É a minha terceira incursão pelo mundo Murakamiano ("Kafka..." e "Sputnik..." são as outras duas) e já é dos meus autores favoritos.
A montanha mágica do Thomas Mann? Li-o para aí à uns 15 anos...não foi fácil mas no fim até gostei![]()