Eu vou um bocadinho mais à frente e também estou curioso pelo que vai sair dali. Se bem que se bem conheço o Murakami (e tendo lido os livros todos dele já conheço um bocado) é capaz de não ir dar a lado nenhum e termos de ser nós a fazer um final a nosso gosto.
Keyser, ainda relativamente ao surrealismo e às pontas soltas dos livros do Murakami, lembrei-me de uma frase do António Lobo Antunes que me parece lapidar no assunto em questão: "os livros servem para serem escritos pelos leitores". A interpretação que dou a esta frase é que um bom livro é como um filme, sendo que o escritor é apenas o argumentista e o leitor é o realizador. Já que estás com o "Kafka à beira mar" ainda bem presente na memória, agora imagina que o Kafka Tamura era meio maluco e algumas das personagens do livro só existiram na cabeça dele. Quando me lembrei disso foi como um estalo, é uma das interpretações possíveis para a história, cada um terá a sua. Até porque o Murakami nunca se descose muito sobre os seus livros,
ele prefere que sejamos nós o "realizador"[
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