Livros - O que andam a ler?

Viva, li recentemente o livro 1808, do jornalista brasileiro Laurentino Gomes, um retrato a cores da então colónia do Brasil, e da revolução que foi a ida da corte portuguesa para o Brasil, na sequência das invasões francesas, muito interessante.
Acabei de ler o livro Dentro do Segredo, do José Luís Peixoto, sobre a sua "visita" à Coreia do Norte. Gostei muito, mas apesar de ser no fundo um livro de viagens, parece que estamos a ler uma fábula sobre qualquer coisa, dado o surrealismo e o absurdo, que é o modo de vida imposto àquela pobre gente, pelos loucos Kim Il Sun e descendentes.
 
Já venho um pouco tarde, mas aqui fica o meu balanço de 2012!

(Vou copiar a ideia de colocar a negrito os que mais gostei. [:D])


1. “Sopro do Mal” – Donato Carrisi
2. “El Príncipe de la Niebla “– Carlos Ruiz Zafón
3. “O Álibi Perfeito” – Patricia Highsmith
4. “Boneca de Luxo” – Truman Capote
5. “A Conspiração” – Dan Brown
6. “Onze Aventuras de Sherlock Holmes” – Arthur ****n Doyle
7. “El Palacio de la Medianoche” - Carlos Ruiz Zafón
8. “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” – José Saramago
9. “Dragão Vermelho” – Thomas Harris
10. “Las Luces de Septiembre” – Carlos Ruiz Zafón
11. “ A Queda dos Gigantes” – Ken Follett
12. “A Um Deus Desconhecido” – John Steinbeck
13. “O Silêncio dos Inocentes” – Thomas Harris
14. “Cadernos do Subterrâneo” – Fiódor Dostoiévski
15. “Hannibal” – Thomas Harris
16. “O Preço do Dinheiro” – Ken Follett
17. “O Bom Inverno” – João Tordo
18. “Hannibal, A Origem do Mal” – Thomas Harris
19. “Enxofre” – Douglas Preston e Lincoln Child
20. “O Estrangeiro” – Albert Camus
21. “O Cirurgião” – Tess Gerritsen
22. “O Triunfo dos Porcos” – George Orwell
23. “A Revoada” - Gabriel García Márquez
24. “O Cego de Sevilha” – Robert Wilson
25. “O Prisioneiro do Céu” - Carlos Ruiz Zafón
26. “O Tribunal das Almas” – Donato Carrisi
27. “A Caverna” – José Saramago
28. “Ossos Cruzados” – Kathy Reichs
29. “A Hora do Lobo” – Jiang Rong
30. “As Paixões de Julia” – Somerset Maugham
31. “Crime Impune” – Simenon
32. “Paixão em Florença” - Somerset Maugham
33. “Claraboia” – José Saramago
34. “Os Cúmplices” – Simenon
35. “A Regra de Quatro” - Ian Caldwell e Dustin Thomason
36. “O Inverno do Mundo” – Ken Follett
37. “As Cinquentas Sombras de Grey” – E. L. James
38. “As Intermitências da Morte” – José Saramago
39. “Da Terra à Lua” – Júlio Verne
40. “O Estranho Caso do Cão Morto” – Mark Haddon
41. “O Clube Mefisto” – Tess Gerritsen
42. “O Conde de Monte Cristo” – Alexandre Dumas
43. “O Hipnotista” – Lars Kepler
44. “O Jogador” - Fiódor Dostoiévski

Este ano:

1. “A Princesa de Gelo” – Camilla Lackberg
2. “A Insustentável Leveza do Ser” – Milan Kundera
3. “Pânico” – Jeff Abbott (vou iniciar hoje)
 
Primeiro livro do ano, Ferrugem Americana, de Philipp Meyer.

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Sinopse:

Passado na Pensilvânia, num cenário de grande beleza mas economicamente destruído, é um livro sobre a perda do sonho americano e do desespero - bem como da amizade, lealdade e amor - que dela advêm.
Esta é a história de dois rapazes ligados à cidade pela família, responsabilidade, inércia e beleza, que sonham com um futuro para além das fábricas e das casas abandonadas. Isaac English é deixado a tomar conta do pai depois do suicídio da mãe e de a irmã ter fugido para a universidade de Yale. Quando finalmente decide partir, acompanhado pelo seu melhor amigo, o temperamental Billy Poe, antiga estrela do futebol do liceu, são apanhados num terrível acto de violência que muda as suas vidas para sempre. Ferrugem Americana, evocativa dos romances de Steinbeck, leva-nos ao coração da América contemporânea num momento de profunda inquietação e incerteza quanto ao futuro. Trata-se de um romance negro mas lúcido e comovente, acerca da desolação que se bate com o nosso desejo de transcendência e acerca da capacidade salvadora do amor e da amizade.

Não lhe achei grande piada. E não é tanto pela história triste, dramática até, das relações entre as diversas personagens e do relato do contexto sócio-económico que espelha uma realidade de várias pequenas vilas norte-americanas, é mesmo porque me parece que o autor exagera no tom monocordico ao narrar a história. Não há picos, altos ou baixos, não êxtase, suspense, climax, nada. É tudo no mesmo tom, plano, como se seguissemos numa auto-estrada direita e interminável.

E não percebo os elogios feitos por vários críticos, mas de certeza que a culpa é minha.
 
Keyser, não te estás a referir aos elogios da capa, pois não? Toda a gente sabe que isso é só música[:D] E curiosamente as editoras socorrem-se sempre de críticos de jornais mainstream como Washington Post ou o NY Times. Críticos de cordel:rolleyes:
 
No outro dia passei na biblioteca e trouxe de lá mais um livro dum autor que gosto muito - Roma, de Steven Saylor.

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Sinopse:

Este livro é uma saga épica de Roma, da cidade e do povo romano, que abraca um período de um milhar de anos e acompanha as aventuras e desventuras de duas famílias, ao longo de sucessivas gerações. Entretecendo a história, a lenda e as mais recentes descobertas arqueológicas numa narrativa fascinante, confere nova vida aos dramas vividos nos primeiros mil anos da cidade - desde a sua fundação pelos malfadados Rómulo e remo até ao assínio de Júlio César. Uma epopeia em todos os sentidos da palavra e o título mais aclamado de Saylor.

In: Roma, Steven Saylor - WOOK

Já o elogiei aqui várias vezes e só não o faço novamente para não me tornar repetitivo. Nota-se claramente que é um escritor que gosta do que escreve, é possível perceber o carinho que tem por diversas personagens. Aqui junta história, com muitas lendas, ficção com factual mas é por ele assumido que assim é, não há tentativa de ludibriar o autor. Ele assume-o tal como assumiram muitos outros historiadores antes dele.

Gostaria de vê-lo dedicar-se a outras escritas que não a Roma antiga, acredito que tenha potencial para mais.

E agora vou ler os (quatro) livros de Dan Brown. Vamos lá ver o que acho.
 
Nesta primeira fase do ano, li 3 livros.

O Remorso de Baltazar Serapião, de Valter Hugo Mãe
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Baltazar Serapião é um dos filhos de uma família pobre, que vive para servir os seus donos num época que se julga medieval mas que não nos é dada ao certo. O livro trata vários anos da vida dele e dos seus próximos, retrata os costumes, os ideais e as crenças, para além das relações amorosas.
É um livro crú, na medida em que a mulher é tratada abaixo de cão, não tem opinião e não passa de um ser que existe para servir o homem. Alguns dos episódios relatados deixam-nos desconfortáveis, mas é aí que o livro ganha particular interesse.
Um dos mais promissores escritores da nova vaga portuguesa, Valter Hugo Mãe revela uma prosa muito particular, adaptando-se ao estilo coloquial da presumível época em que se enquadra, escolhendo um ritmo literário que não é muito fácil para nos habituarmos. Como penso ter dito há uns tempos, quem pensa que é difícil ler Saramago, o que dirá deste?

Gostei imenso!

O Processo, de Franz Kafka
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A minha segunda aventura no Universo Kafkiano, bastante distinta d' "A Metamorfose".
"O Processo" é uma sátira ao sistema judicial em que reina a ironia e o sentido crítico a todas as burocracias. Aqui, a cidade é fictícia e vive à volta da Justiça, em que pessoas são acusadas, ninguém lhes diz daquilo que são acusadas e por conseguinte vêem-se aflitas para conseguir provar a sua inocência - se é que o conseguem.

É um livro maçudo em alguns momentos, mas bastante curioso na maior parte das páginas. Penso que Kafka, que não chegou a terminá-lo, pretendia que "O Processo" representasse precisamente a podridão do sistema judicial (em que ele se viu envolvido, já que foi formado em Direito) e do tráfico de influências. Apesar da sua vertente exagerada, quase de universo paralelo, não deixa de estar assim tão distante daquilo em que o mundo se transformou, e torna-se assim um marco importante da literatura.

Interessante de ler, mas é preciso o espírito certo.

A Caverna, de José Saramago
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Mais uma aventura num dos meus autores preferidos. É impossível não ficar rendido à narrativa e à forma com que tudo nos é oferecido, e "A Caverna" não é excepção.
Conta-nos a história de uma família de oleiros que se vê em dificuldades perante a substituição das suas peças de barro pelas de plástico, sinal da evolução dos tempos numa cidade quase futurista. A história, para além de fantástica, prende-nos com todos os pormenores que nos vão sendo dados, principalmente com as descrições do Centro da tal cidade, que apresenta muitas peculiaridades.
A questão filosófica tinha que estar presente e o final, apesar de previsível, é bonito.
Andei à porrada com o título do livro quase até ao fim, mas fez sentido quando tem que fazer.

História bonita! E é Saramago.
 
Acabei ontem de ler "O Físico" de Noah Gordon e adorei! Tem tudo o que eu gosto, desde o tema à época em que decorre. Obrigado ao user que referiu este livro neste tópico pois incentivou-me à sua leitura. [;)] Estive a pesquisar e parece que a história vai ser adaptada para o cinema. O filme será lançado em Dezembro deste ano! (Ainda falta tanto! [s)])

Iniciei "O Prestígio" de Christopher Priest, para de seguida ver o filme também.
 
Acabei ontem de ler "O Físico" de Noah Gordon e adorei! Tem tudo o que eu gosto, desde o tema à época em que decorre. Obrigado ao user que referiu este livro neste tópico pois incentivou-me à sua leitura. [;)] Estive a pesquisar e parece que a história vai ser adaptada para o cinema. O filme será lançado em Dezembro deste ano! (Ainda falta tanto! [s)])

(...)

É um livro muito bom, não é? Caso não saibas, faz parte de uma trilogia. O segundo da trilogia também é muito bom (passa-se na época da colonização da América do Norte) e o terceiro passa-se nos anos 80 (é, na minha opinião, o pior da trilogia).
 
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