Livros - O que andam a ler?






Quando os revolucionários entram no enorme palácio em ruínas encontram o corpo do ditador em decomposição numa emaranhada anarquia onde se misturam o passado e o presente. Um presente já perdido e desfeito, um passado de uma riqueza inimaginável num palácio pejado de ministros, guarda-costas e criados que mantinham o ditador precariamente equilibrado no poder, e também uma imensidão de mulheres e crianças e um sósia cuja perfeição provocava graves crises de identidade em ambos.A atmosfera é de sonho, mesmo de pesadelo, real, vibrante e sensualmente exacta, ao mesmo tempo vaga e inacreditável. Um romance extraordinário, uma escrita densa, rica e brilhante por um dos mais originais e dotados escritores do nosso tempo.



O Outono do Patriarca de Gabriel García Márquez

Um dos livros mais difíceis de ler que tenho conhecimento. A história é óptima como todas as do Garcia Marquez mas o estilo experimental que ele adoptou para este livro, sem paragráfos e incluindo no último capítulo uma frase de 40 páginas :sh)faz com que ler "O Outono do Patriarca" seja um suplício.
 
Um dos livros mais difíceis de ler que tenho conhecimento. A história é óptima como todas as do Garcia Marquez mas o estilo experimental que ele adoptou para este livro, sem paragráfos e incluindo no último capítulo uma frase de 40 páginas :sh)faz com que ler "O Outono do Patriarca" seja um suplício.

Não vou mentir: houve partes em que ponderei abandonar o livro. A escrita é densa e exige uma tremenda atenção, contudo, foi daqueles livros que ao chegar ao fim, me deixou um sentimento de orgulho por ter lido aquele livro. Entretanto, li o relato de um náufrago, e, nem parecia do mesmo autor.
 
6Dias.JPG
Actualmente estou a ler este.
Publicado em julho de 1967, ou seja: 1 mês depois da guerra acabar.
Fiquei impressionado com a rapidez com que foi escrito, traduzido e publicado.
 
Esse é dos poucos dele que não li, está na lista de compras. Que tal?

Devo dizer que gostei. É, como o próprio nome indica, um relato - tal e qual!
Conta a história de um marinheiro que cai de de um navio, e que, depois de bastante tempo a sobreviver no mar, encontra terra.
Esse dito marinheiro vai contar posteriormente a história a Gabriel García Marquez, que a transcreve.
É um livro fácil e rápido de ler, mas que encerra uma grande história.[;)]
 
Devo dizer que gostei. É, como o próprio nome indica, um relato - tal e qual!
Conta a história de um marinheiro que cai de de um navio, e que, depois de bastante tempo a sobreviver no mar, encontra terra.
Esse dito marinheiro vai contar posteriormente a história a Gabriel García Marquez, que a transcreve.
É um livro fácil e rápido de ler, mas que encerra uma grande história.[;)]

Acabei de ler dois livros sobre naufrágios (A Vida de Pi e A Narrativa de A. Gordon Pym), acho que vou esperar um bocado para ler esse então, já deito tubarões e tartarugas pelos olhos[:D]
 
Actualizando as minhas últimas leituras:

"O Físico" de Noah Gordon, livro já aqui falado e que me despertou o interesse pelas opiniões bastante positivas e deu para perceber porquê. É uma excelente história passada no séc. XI e que percorre toda a Europa desde a Inglaterra até à Turquia, terminando no Irão. A história de um homem que tinha o sonho de ser médico e que passou por muito para o conseguir em tempos particularmente difíceis para se ser seja o que for. O livro é enorme e levou-me quase dois meses a ler, mais por preguiça do que por falta de interesse. Mas aproveitei as férias para lhe dar um bom avanço e terminá-lo. Um livro ao estilo dos melhores de Ken Follett, altamente recomendável.

Depois li "A Vida de Pi" de Yann Martel, história de um naufrágio com um final esplêndido e que compensa e justifica algum irrealismo presente ao longo da história. Depois percebe-se porquê. Gostei bastante e falta agora ver o filme. Seguiu-se "Patagónia Express" de Luis Sepúlveda, meio autobiográfico meio livro de viagens do autor chileno, percorrendo as terras do Fim do Mundo. Gostei mas nada de mais, reforçando a minha ideia de que Sepúlveda é um dos autores mais sobrevalorizados da actualidade.

"A Ignorância" de Milan Kundera foi o segundo livro do autor checo que li este ano, depois de me ter iniciado com "A Insustentável Leveza do Ser". Escrita muito rica e poética, este livro trata sobre regressos, todo o tipo de regressos e como eles acabam por ser uma forma de ignorância. Mais uma vez Kundera aposta em relações cruzadas entre as suas personagens, pelos vistos imagem de marca do autor, tal como a emigraçao pós-Primavera de Praga, o exílio político é uma constante na obra de Kundera. Seguiu-se "A Narrativa de A. Gordon Pym", único romance do contista Edgar Allan Poe. É um livro sobre um naufrágio, esplêndido até perto do final onde na minha opinião o autor se espalha ao comprido numa coisa sem eira nem beira. Pena, porque a escrita de Allan Poe é bastante cativante e muito cinematográfica, fazendo muitas vezes lembrar Júlio Verne, mas substituindo o humor deste pelo horror. E este livro deixou-me a pensar que o anteriormente referido "A Vida de Pi" veio aqui buscar muita inspiração.

Finalmente, nestas férias mandei também abaixo dois pequenos livritos com contos de Charles Dickens : "O Guinéu da Orfã" (melhor) e "A História do Limpador de Botas" (não tão bom). Dickens no seu habitual, com o humanismo sempre como peça central.
 




Gabriel Allon, restaurador de arte e espião, está prestes a enfrentar o maior desafio da sua vida. Um alegado simpatizante da Al-Qaeda é morto em Londres e, no seu computador, são encontradas fotografias que levam os serviços secretos israelitas a desconfiar que a organização terrorista prepara um dos mais arrojados atentados de sempre no coração do Vaticano.
Allon avisa o seu velho amigo monsenhor Luigi Donati, secretário pessoal do Papa, e parte para Roma, a fim de ajudar na segurança. O que nem ele nem Donati sabem é que o inimigo já se infiltrou no Vaticano. Nas semanas que se seguem, Allon irá travar um mortífero duelo de astúcia contra um dos homens mais perigosos do mundo, que o levará de uma galeria londrina a uma ilha paradisíaca nas Caraíbas, a um isolado vale na Suíça e, por fim, de regresso ao Vaticano. A Allon resta montar uma armadilha e esperar não ser ele a cair nela. Com a sua intriga densa e imprevisível, A Mensageira consolida a reputação de Daniel Silva como o melhor autor de thrillers internacionais da sua geração.


A Mensageira de Daniel Silva
 
Daniel Silva também é um escritor que gosto de ler, mas ao fim de dois ou três livros torna-se um pouco "mais do mesmo" variando só os sítios onde a coisa acontece.

Gostei particularmente do último que cá saiu. Espião improvável.
 
Sim, nota-se que tem uma espécie de "fórmula pronta" que usa em todos os livros. Eu também gosto de lê-lo; dá sempre para descontrair.[;)]
Também li o espião improvável, gostei bastante.[;)]
 
Sim, nota-se que tem uma espécie de "fórmula pronta" que usa em todos os livros. Eu também gosto de lê-lo; dá sempre para descontrair.[;)]
Também li o espião improvável, gostei bastante.[;)]

Tanto assim é que é o único autor que li, lembro das histórias por alto mas não sei dizer a que volume pertencem ou mesmo dizer quais li...

O espião improvável é porreiro mesmo porque ele sai um pouco da zona de conforto "osborne/allon" e coloca uma hipotética história paralela(e até certo ponto plausível) à segunda guerra o que achei uma ideia simpática se bem que já explorada de algum modo (bastante diferente claro) na história do cerco de Lisboa do Saramago
 
Tanto assim é que é o único autor que li, lembro das histórias por alto mas não sei dizer a que volume pertencem ou mesmo dizer quais li...

O espião improvável é porreiro mesmo porque ele sai um pouco da zona de conforto "osborne/allon" e coloca uma hipotética história paralela(e até certo ponto plausível) à segunda guerra o que achei uma ideia simpática se bem que já explorada de algum modo (bastante diferente claro) na história do cerco de Lisboa do Saramago


Sim, é um facto inegável. Há quem diga que esse traço também se verifica muito no Dan Brown e no José Rodrigues dos Santos.
 
Sim, é um facto inegável. Há quem diga que esse traço também se verifica muito no Dan Brown e no José Rodrigues dos Santos.

No dan Brown acontece um pouco, mas são menos livros ainda da para localizar.

José Rodrigues li um ou dois mas foi a custo, fiquei com o gosto literal que ele estava a tentar ganhar alguma coisa com a onda dan brown
 
No dan Brown acontece um pouco, mas são menos livros ainda da para localizar.

José Rodrigues li um ou dois mas foi a custo, fiquei com o gosto literal que ele estava a tentar ganhar alguma coisa com a onda dan brown

Este fenómeno nota-se mais no José Rodrigues dos Santos, do que no Dan Brown.
Pessoalmente, não sou grande fã do José Rodrigues dos Santos. Acho que a escrita dele ainda tem muito a desenvolver, sendo que se num livro ela é aceitável, no seguinte já não é. Contudo, fiquei agradávelmente surpreendido com a mão do diabo, o seu último livro: muito, mas mesmo muito bom - nem parecia vindo dele!
 





Longo poema épico e teológico, A Divina Comédia divide-se em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso. Não há uma datação exacta da obra, mas presume-se que tenha sido escrita entre 1304 e 1321, ano da morte de Dante.

A Divina Comédia foi escrita em língua toscana - muito próxima do que hoje se designa por italiano - num registo vulgar, portanto, por oposição ao uso generalizado do latim na escrita erudita. Assim se tornou a obra fundadora da língua italiana moderna.

Em Portugal A Divina Comédia chegou a um universo de leitores alargado através da inexcedível tradução de Vasco Graça Moura. Com mais de seis edições desde a sua primeira publicação, A Divina Comédiaconheceu em Portugal um sucesso e uma popularidade extraordinários.


A Divina Comédia de Dante Alighieri
 
Acabei ontem "Seres Que Outrora Foram Humanos" de Maximo Gorki. Uma pequena história sobre a pobreza (ou não fosse Gorki o autor), a crueldade sobre os pobres transformada pelos mesmos em mais crueldade para com os seus semelhantes, mas também um pouco de humanidade que sempre resta mesmo aos mais miseráveis. Bem ao estilo de Gorki, com muita ironia e bom humor (negro) à mistura.
 
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