Loja Amazon sem funcionários

Abriu uma loja de conveniência que não tem Funcionários, ou terá muito poucos, apenas para abastecer as prateleiras.
Eu fico com um misto de emoções sobre isto, eu sei que é sinal dos tempos e que a tecnologia assim o permite, MAS, é isto que queremos?

Enquanto sociedade temos uma palavra a dizer e uma ação a tomar.
Eu pessoalmente recuso-me a comprar numa loja destas, quando cá chegarem.
Para já, recuso-me a usar as caixas self service das grandes superfícies, uso maioritariamente combustível com colaboradore a abastecer, recuso-me a arrumar um tabuleiro nos shopping e restaurantes self service e já vi esta atitude valer empregos num restaurante de uma grande loja.
Só não consigo deixar de usar a via verde... Mas já estive mais longe..
Muitos irão dizer que são empregos sem futuro, eu direi que é a desumanização em curso e que nem todos podemos ser doutores, todos nós podemos fazer alguma coisa para travar isto, se quisermos.
Enquanto isso, parece-me que é um grande golp de marketing e que aquelas pessoas que ali compram se acham supercool.
Quantos mais empregos houver numa sociedade, mesmo pouco qualificados, mais saudável essa sociedade será.

Em Itália e há bombas de gasolina com espaço com o colaborador e espaço self service na mesma bomba e com preços diferentes com diferença de 0,15€ por litro e as bombas com serviço eram as que os Italianos curiosamente escolhiam. Até no McDonalds há secção sefl service e outra onde o cliente era servido tal como num restaurante comum, alias nos restaurantes eles têm já uma taxa de cerca de 10% ou 1€ por pessoa que pagas, é a gorjeta ou chamada de taxa de serviço... La vita è bella e acho muito bem.
 
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As caixas self-service nos supermercados apareceram não para substituir as caixas convencionais mas para facilitar a vida a quem tem apenas meia dúzia de artigos para pagar.

Quem tem um carrinho cheio de compras por norma não vai a uma caixa self-service. Nem sequer está adaptado para isso.

Mas já há supermercados com scanners portáteis, vais fazendo as compras, colocas no carrinho/sacos e depois é só passar na caixa e pagar... Facilita e muito as compras mas, ao mesmo tempo vai substituindo as caixas convencionais
 
O grande desafio vai ser quando chegarem cá e tiverem um tuga a tentar dar a volta ao sistema.
 
vocês andam aí às voltas a tentar explicar o óbvio, quando o problema aqui de fundo é outro....

se até os caixas dos supermercados estão a ser substituídos, o que irá acontecer aos administrativos do Estado que já pouco ou nada fazem?

é a resposta a esta pergunta que está na base de tanto incómodo e consternação.
 
um debate interessante sobre esse tema:
https://fronteirasxxi.pt/trabalhodofuturo/

Deve ter sido Interessante, foca essencialmente o tema do emprego, mas há mais que o emprego, quando a maior parte das pessoas está disposta e permite que substituam os seres humanos em tudo o que é serviços que envolvam interacção humana, há aqui uma preocupação que devia também estar em cima da mesa. Que futuro queremos nós para a nossa sociedade e cultura? Uma sociedade presa a um monitor incapaz de sentir as mais básicas emoções como a compaixão ou praticar a mais básica Boa ação, solidariedade...
Esta tudo tipo cães raivosos atrás do seu próprio umbigo e são capazes das coisas mais atrozes possíveis. Basta ver algumas experiências sociais, podem ser vistas on line, lembro-me de uma de um miúdo nas ruas de NY em pleno inverno enroscado num plástico no chão ao frio, centenas de pessoas passam sem pestanejar... E depois ouvimos este tipo de aparentemente inofensivo modo de estar, vou ali que é mais rápido, poupo tempo,...
 
Temos de chamar os bois pelos nomes: isto são empregos de m*rd@.

Ser funcionário de uma cabine de portagem da AE é um emprego de m*rd@.
Ser funcionário de uma bomba de combustivel é um emprego de m*rd@.
Ser funcionário de um supermercado é um emprego de m*rd@.
etc.

Não estou a dizer que isto são emprego indignos, nada disso.
Simplesmente acho que se vamos estar 40 horas semanais a fazer algo a nível laboral, então que seja algo que não seja uma valenta m*rd@.

Óbvio que nem toda a gente pode ser doutora, mas há uma imensidão de empregos que não exigem curso superior e que são bem mais fixes que trabalhar numa portagem, numa bomba de combustivel ou num supermercado. Desde os artisticos (edição de imagem e video, design textil e/ou de moda, etc.) até aos industriais (eletricista, soldador, etc.). O que não falta são empregos porreiros que não exigem qualificação superior e que são muito mais realizantes e agradáveis do que trabalhar num supermercado.
 
Temos de chamar os bois pelos nomes: isto são empregos de m*rd@.

Ser funcionário de uma cabine de portagem da AE é um emprego de m*rd@.
Ser funcionário de uma bomba de combustivel é um emprego de m*rd@.
Ser funcionário de um supermercado é um emprego de m*rd@.
etc.

Não estou a dizer que isto são emprego indignos, nada disso.
Simplesmente acho que se vamos estar 40 horas semanais a fazer algo a nível laboral, então que seja algo que não seja uma valenta m*rd@.

Óbvio que nem toda a gente pode ser doutora, mas há uma imensidão de empregos que não exigem curso superior e que são bem mais fixes que trabalhar numa portagem, numa bomba de combustivel ou num supermercado. Desde os artisticos (edição de imagem e video, design textil e/ou de moda, etc.) até aos industriais (eletricista, soldador, etc.). O que não falta são empregos porreiros que não exigem qualificação superior e que são muito mais realizantes e agradáveis do que trabalhar num supermercado.

Com todo o respeito pelos portageiros, empregados de bombas de combustível ou caixas de supermercado, não estou a ver que tenham as qualificações necessárias para edição de imagem e video, design textil e/ou de moda, eletricista, soldador, etc.
 
Temos de chamar os bois pelos nomes: isto são empregos de m*rd@.

Ser funcionário de uma cabine de portagem da AE é um emprego de m*rd@.
Ser funcionário de uma bomba de combustivel é um emprego de m*rd@.
Ser funcionário de um supermercado é um emprego de m*rd@.
etc.

Não estou a dizer que isto são emprego indignos, nada disso.
Simplesmente acho que se vamos estar 40 horas semanais a fazer algo a nível laboral, então que seja algo que não seja uma valenta m*rd@.

Óbvio que nem toda a gente pode ser doutora, mas há uma imensidão de empregos que não exigem curso superior e que são bem mais fixes que trabalhar numa portagem, numa bomba de combustivel ou num supermercado. Desde os artisticos (edição de imagem e video, design textil e/ou de moda, etc.) até aos industriais (eletricista, soldador, etc.). O que não falta são empregos porreiros que não exigem qualificação superior e que são muito mais realizantes e agradáveis do que trabalhar num supermercado.

Sabes o que é pior que trabalhar nesses empregos de *****? É ter que lidar com certas e determinadas pessoas de *****!
 
Abriu uma loja de conveniência que não tem Funcionários, ou terá muito poucos, apenas para abastecer as prateleiras.
Eu fico com um misto de emoções sobre isto, eu sei que é sinal dos tempos e que a tecnologia assim o permite, MAS, é isto que queremos?

Enquanto sociedade temos uma palavra a dizer e uma ação a tomar.
Eu pessoalmente recuso-me a comprar numa loja destas, quando cá chegarem.
Para já, recuso-me a usar as caixas self service das grandes superfícies, uso maioritariamente combustível com colaboradore a abastecer, recuso-me a arrumar um tabuleiro nos shopping e restaurantes self service e já vi esta atitude valer empregos num restaurante de uma grande loja.
Só não consigo deixar de usar a via verde... Mas já estive mais longe..
Muitos irão dizer que são empregos sem futuro, eu direi que é a desumanização em curso e que nem todos podemos ser doutores, todos nós podemos fazer alguma coisa para travar isto, se quisermos.
Enquanto isso, parece-me que é um grande golp de marketing e que aquelas pessoas que ali compram se acham supercool.
Quantos mais empregos houver numa sociedade, mesmo pouco qualificados, mais saudável essa sociedade será.


Estamos contigo, sozinho vais fazer a diferença!! [:D][:D]

Concordo que é mau...mas é inevitável. [8b]
 
@winteriscoming, sem me estar a meter na tua vida, que emprego tens tu?

Era giro eu dizer que era caixa numa loja de conveniência, mas não. Muito longe disso.
O que eu posso dizer é que o meu trabalho não tem forma de ser substituído por uma máquina, pelo menos não se vislumbra isso tão cedo.
Mas isso não invalida que olhe para isto de uma forma mais macro que nos afectará a todos.
 
acho que tem dois, o de delegado partidário aqui no forum e outro de FP algures, provavelmente o segundo deriva do primeiro
 
Eu sou dos que usa a via verde, dos que usa as caixas automáticas, dos que levanta o tabuleiro... Desculpa
 
não sou acólito, até podia ser,, mas pelo menos os acólitos são-no por amor à camisola, não por quererem um tacho atribuido pelo partido
de qualquer modo penso pela minha cabeça, não sou como os politicos que seja em que assunto for debitam a cartilha do partido independentemente daquilo que eles próprios pensam
 
Eu sou dos que usa a via verde, dos que usa as caixas automáticas, dos que levanta o tabuleiro... Desculpa

para ser coerente deixavas o tabuleiro, afinal poupas tempo
o tabuleiro que se levante sozinho se quiser, robotizem-no

já agora, quanto ao postos de combustivel, o mais barato aqui da zona é um não é self, mas tem sempre uma fila considerável
e há muitos em redor
 
Este é um tema que tem sido debatido mundialmente que vai bem mais longe que isto e que têm a ver com a sustentabilidade dos sistemas de segurança mundial, mas uma coisa é certa a automatização é uma certeza e combatê-la é uma parvoice.

Quanto a essa loja em particular, não deixa de ser engraçado que numa loja criada para a não interacção humana e rapidez, abriu com enormes filas que geraram exactamente o que pretendiam eviatr.
 
Deve ter sido Interessante, foca essencialmente o tema do emprego, mas há mais que o emprego, quando a maior parte das pessoas está disposta e permite que substituam os seres humanos em tudo o que é serviços que envolvam interacção humana, há aqui uma preocupação que devia também estar em cima da mesa. Que futuro queremos nós para a nossa sociedade e cultura? Uma sociedade presa a um monitor incapaz de sentir as mais básicas emoções como a compaixão ou praticar a mais básica Boa ação, solidariedade...
Esta tudo tipo cães raivosos atrás do seu próprio umbigo e são capazes das coisas mais atrozes possíveis. Basta ver algumas experiências sociais, podem ser vistas on line, lembro-me de uma de um miúdo nas ruas de NY em pleno inverno enroscado num plástico no chão ao frio, centenas de pessoas passam sem pestanejar... E depois ouvimos este tipo de aparentemente inofensivo modo de estar, vou ali que é mais rápido, poupo tempo,...

A interaccao com um monitor em nada interfere com a capacidade de sentir emocoes. A compaixao devia ser pelas pessoas que andam a fazer trabalhos pouco desafiantes e que nao representam grande valor acrescentado para a sociedade onde se inserem, penso que cada pessoa gosta de se sentir útil na sociedade, mas esta utilidade nao pode ser a todo o custo. Por exemplo, nao podemos andar a deixar lixo para o chao só para que possam existir mais varredores do lixo.

As experiencias sociais valem o que valem e pouco querem dizer sobre a sociedade actual. Mas sao boas para os indignados do Facebook darem á tecla.
 
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