[Crime] Maddie-Qual a verdade?

Maddie-Qual a verdade?

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Mas como é que alguém, que não os envolvidos na investigação, pode avaliar a "facilidade com se constituem arguidos"??? Não percebo...

Não é facilidade?

Como é se explica a relação da constituição como arguidos dos pais e de Robert Murat?

seja como for...e mesmo que acertem desta vez, já há muito a explicar por parte da PJ. Afinal será que qualquer um de nós admitiria ser constituido arguido num processo como este ...por engano?
 
Última edição:
Cá para mim, este cenário todo montado é para desviar a atenção dos portugueses...

Com os portugueses distraídos a discutir a Maddie, o Governo vai actuando como quer, sem ser importunado pela Comunicação Social...
 
O Moita Flores sempre foi uma pessoa muito reservada. Aliás, como convém a um Presidente de Câmara em exercício, mas que com grande sacrifício pessoal se disponibiliza a fazer comentários na SIC.

Além disse, sempre foi uma pessoa muito apreciada dentro da PJ... [:cool:]
Mesmo assim, tem lá uns conhecidos que lhe iam dando uns palpites...

Mas estavam a falar de fugas de informação e da porta-voz dos McCann? [:D] [:p]

Logo essa pessoa que esteve profundamente envolvida em todo o processo de investigação. [:)] [:)]
 
Por acaso ...

Por acaso ...

Alguns podem não gostar do homem, mas a verdade é que as diz acertadas.


Condição de arguidos

Antes de mais é preciso que diga aquilo que a emoção, muitas vezes apressada e disparatada, esquece. As diligências que a PJ está a fazer no caso dos McCann continuam incompletas, no que respeita aos exames laboratoriais do ADN do sangue encontrado pelo cão inglês. Quer isto dizer que a imensa expectativa que se gerou em torno dos acontecimentos de ontem, tal como já aqui tinha escrito, foi muito para além daquilo que a sensatez mandava.

Dito de outra forma: a fortíssima pressão que existe a nível mundial sobre este caso (só me lembro de uma coisa assim nos últimos trinta anos com o caso O. J. Simpson), com particular destaque para Portugal e Inglaterra, não é compatível com a tranquilidade, os métodos, a paciência necessários ao êxito da investigação criminal. Por isso que se diga que o tempo do jornalismo não é o mesmo tempo da justiça. Ao jornalista basta-lhe a confirmação de uma fonte ou duas, sejam pessoais ou documentais; a polícia precisa de confirmar exaustivamente cada indício na medida em que os seus actos podem atingir imediatamente os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

É aqui que entra a constituição de arguidos. No caso da mãe de Maddie, segundo julgo saber, foi ela quem pediu esse estatuto. É um direito que lhe assiste. As perguntas que a polícia lhe terá feito como testemunha podiam, eventualmente, deixá-la exposta a maior responsabilidade criminal e, por esta via, requereu outro estatuto. O arguido apenas responde se quiser. Até pode remeter-se ao silêncio absoluto. É um direito constitucional. Quem acusa é quem tem a obrigação de produzir prova contra quem está sob suspeita.

Por outro lado, se não foi ela, ou o seu advogado que solicitou tal estatuto, e foi decisão da polícia, então quer dizer que as contradições entre a prova recolhida e o depoimento são de tal maneira evidentes que não pode, e não deve, continuar a inquirição sem informar a testemunha que o seu estatuto foi alterado e passou a ser suspeito (arguido).

Porém, nenhuma destas decisões tem qualquer efeito se não for ratificada pelo Ministério Público, entidade que dirige a investigação e, então, o magistrado pode decidir ir mais longe e proceder à apresentação dos arguidos ao juiz de instrução.

Ainda não se chegou aqui. A PJ fez bem em não ter dado este passo. Foi prudente. As notícias que vão chegando de Inglaterra, raiando o insulto, apoiadas em declarações quase histéricas de raiva, ódio e racismo contra Portugal e a polícia portuguesa são a expressão mais visível das forças que se movimentam para liquidar esta investigação. E desgraçadamente para os homens da PJ que estão no terreno da investigação poucos têm sido os apoios e muitos os silêncios que a cobardia política, disfarçada de prudência, continua a omitir.

Raramente assumo uma parte quando escrevo. Procuro afastar-me, ser distante, emitir juízos não contaminados por paixões.

Mas por lealdade aos meus leitores, e ao jornal que dá abrigo às minhas palavras, devo confessar que neste momento, neste caso, em nome da amizade, do reconhecimento da competência aos meus antigos colegas, e sei que são dos melhores que neste caso estão a trabalhar, à defesa dos valores da nossa justiça, da honradez do trabalho que estão a fazer, tomo partido.

Sobre este caso, estarei aqui a defender a polícia.

Em nome da verdade.

E em nome dos valores em que acredito.

Nomeadamente do meu país, da terra dos meus filhos e dos meus netos.

Que é pobre, onde a imprensa não tem a força dos outros, nem a política a força dos outros, mas cuja polícia, neste caso, tem provado que os melhores ideais de cidadania têm de ser defendidos.

Custe o que custar.

Seja quem for o criminoso.

Moita Flores, Criminalista
Ás vezes um acto de cidadania, é demonstrado em coisas pequenas, e que demonstram quão vãs, são as palavras de uns quantos alegados autores de "prosa pia" alegando cidadania.

[:cool:]
 
Última edição:
O Moita Flores às vezes diz umas coisas engraçadas!...

Resta dizer que esta portuguesa polícia que temos, "pequenina" aos olhos do mundo, parece, do que tem vindo a lume, estar a conseguir pôr no lugar uma brutal pressão internacional de amigos, política, diplomacia, média e, ainda, a incompreensão dos seus concidadãos que, deixem-me dar o palpite, talvez melhor fizessem em dar-lhe o benefício da dúvida e deixar os prognósticos para o "fim do jogo"... [:cool:]
 
... deixem-me dar o palpite, talvez melhor fizessem em dar-lhe o benefício da dúvida e deixar os prognósticos para o "fim do jogo"... [:cool:]

By Sky News Crime Correspondent Martin Brunt
September 06, 2007
...
I speak to Chief Inspector Olegario Sousa who sighs like someone prepared to tolerate a small, persistent child and answers my questions politely without really telling me anything.
But he does have a sense of humour and says if he could predict what was going to happen in the investigation he would be doing the lottery and retiring with his millions. That told me.
Cannot imagine a British detective cracking jokes with a Portuguese reporter in the hack's own language.
If only I could get him out for a long, liquid lunch.
...
http://skynews4.typepad.com/my_weblog/2007/09/waiting-for-dev.html

Este é um mundo cheio de coincidências, não é? [:D]
 
By Sky News Crime Correspondent Martin Brunt
September 06, 2007
...
I speak to Chief Inspector Olegario Sousa who sighs like someone prepared to tolerate a small, persistent child and answers my questions politely without really telling me anything.
But he does have a sense of humour and says if he could predict what was going to happen in the investigation he would be doing the lottery and retiring with his millions. That told me.
Cannot imagine a British detective cracking jokes with a Portuguese reporter in the hack's own language.
If only I could get him out for a long, liquid lunch.
...
http://skynews4.typepad.com/my_weblog/2007/09/waiting-for-dev.html

Este é um mundo cheio de coincidências, não é? [:D]
É, de facto, é muito chato as pessoas quererem saber coisas e não lhes contarem, não é?... Que aborrecimento... [:D] [:D] [:D]
 
Desde que não seja interpretado como ignorância, tudo bem. [:p]
Quando as coisas se não podem dizer corre-se sempre esse risco. Mas esse risco é preferível a outros riscos, mais graves e perfeitamente dispensáveis!

De resto a interpretação de uma "não resposta" "como ignorância" pode sempre ser uma interpretação muito extensiva, para não dizer ignorante ([:D] ), e quem a faz pode estar, também, a ser apreciado da mesma maneira e precisamente por isso!... [:p] [;)]
 
É, de facto, é muito chato as pessoas quererem saber coisas e não lhes contarem, não é?... Que aborrecimento... [:D] [:D] [:D]

E nestas coisa, é melhor nem fazer birra ...
06_02_11.jpg


que o resultado é invariavelmente o mesmo ...

" E aos costumes disse, NADA !"

[:D] [:D] [:D]
 
Quando as coisas se não podem dizer corre-se sempre esse risco. Mas esse risco é preferível a outros riscos, mais graves e perfeitamente dispensáveis!

De resto a interpretação de uma "não resposta" "como ignorância" pode sempre ser uma interpretação muito extensiva, para não dizer ignorante ([:D] ), e quem a faz pode estar, também, a ser apreciado da mesma maneira e precisamente por isso!... [:p] [;)]
Aí inclino-me perante a tua superior experiência. [:p]
 
Incrível, a mãe de Kate disse que se a polícia recolheu provas em casa do casal foi porque as meteu lá... Passou agora na SIC.

Realmente não há limites para o que se diz!... [8b] [8b] [8b]
 
Não vi TV hoje, ou seja, nem sei ao certo o que aconteceu, mas se é como dizes, sinto igualmente vergonha, isso é típico de atitude de gente pequena, de gente que não pensa, de gente que defenderia sem a menor sombra de dúvida a justiça popular...


A razão da minha vergonha :(

KATE APUPADA À CHEGADA

Kate enfrentou ontem à entrada da PJ de Portimão um cenário bem diferente do vivido nos últimos quatro meses: foi apupada pelos curiosos que se concentraram em frente às instalações da Judiciária.

Já na quinta-feira os populares tinham dado mostras da sua desconfiança em relação ao casal, ainda que a medo. Ontem, contudo, eram muitas as pessoas que teorizavam sobre a “ausência de sofrimento visível” de Kate. Sublinhava-se, sobretudo, o facto de nunca a terem visto verter uma lágrima.

Maria Rosa, do Porto, era uma das turistas da região que trocaram um dia de férias no Sul do País pela possibilidade de assistir, em directo, aos novos desenvolvimentos do caso. “Sempre achei estranho porque esta senhora nunca teve uma lágrima pela filha”, disse ao CM, enquanto Zulmira Rosa Grácio, de Portimão, foi mais peremptória. “Ela é cínica. Tem sorrisos estranhos. Se me faltasse um filho eu ficava triste. Nem tinha forças para andar, também morria.”

O sentimento destas duas mulheres era partilhado pela onda popular que crescia a cada hora.

“Acho que foram eles. A campanha foi uma farsa. Mas enquanto não houver provas tem de se esperar. A Judiciária está a ter um comportamento correcto, talvez com poucos meios, mas bons homens”, comentou José Vilão, de Serpa, enquanto Jorge Gomes, de Portimão, deixava um apelo aos pais de Maddie: “Se calhar a miúda morreu por acidente e eles estão a ocultar o caso. É possível isso ter acontecido se beberam tanto vinho como dizem durante essa noite. Eles devem saber alguma coisa e têm de dizer a verdade.”

Diferente foi a entrada de Gerry nas instalações da PJ. O marido de Kate recebeu um ou outro apupo, mas nada comparável ao que se passou à passagem da mulher.

Diário de referência

 
A canalha

canalhafg8.jpg


A canalha não é o povo. A canalha é a caricatura do povo para a televisão. São os que se juntam à saída de interrogatórios e julgamentos para insultar quem está na mó de baixo. Trata-se da mais abjecta espécie de cobardes. É provável que alguns tenham chorado a sorte da Madeleine McCann como se fosse alguém da família. Não, não é compaixão. Vivem a vida dos outros como se vive uma novela. São tudo personagens, motivo de conversa, uma forma de passar o tempo. Amanhã já se esqueceram. Mas hoje insultam os vilões do momento.
http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2007/09/a_canalha
Acrescento que a canalha não é só a que se junta à porta dos tribunais, também anda pela Net, nos foruns....
Despejam opinião sobre tudo e nada, julgam e acusam, quando absolutamente nada sabem.
 
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