Mazda CX-3 (2014/15)

Este CX3 tem tudo para dar certo mas faltam motores conceptualmente mais interessantes e modernos para concorrer com o que já começou a ser norma, ou seja, um otto 3cil. turbo com 120/130cv. + um diesel 1.5/1.6 com potencia similar.


Motores modernos vai ter com certeza, os do Mazda 3 a gasolina e um novo 1.5 diesel.
 
Este CX3 tem tudo para dar certo mas faltam motores conceptualmente mais interessantes e modernos para concorrer com o que já começou a ser norma, ou seja, um otto 3cil. turbo com 120/130cv. + um diesel 1.5/1.6 com potencia similar.

Penso que em alguns países vai ter os motores diesel de 2.2 cc 150 cv e no mercado americano pode vir a ter o 2.5 cc 192cv skyactiv.
 
Este CX3 tem tudo para dar certo mas faltam motores conceptualmente mais interessantes e modernos para concorrer com o que já começou a ser norma, ou seja, um otto 3cil. turbo com 120/130cv. + um diesel 1.5/1.6 com potencia similar.

Não são modernos? Foram colocados no mercado à 3 anos...
O facto de não serem sobrealimentados não significa que não estejam na linha da frente do ponto de vista tecnológico.

A taxa de compressão mais alta do mercado para motores a gasolina e a mais baixa em motores diesel em termos absolutos é um feito tecnológico brutal.

Temos de compreender que o recurso massivo ao downsizing e sobrealimentação, permite não só economias de escala brutais (o mesmo motor com diversos patamares de potência), como também garantem melhores resultados nos testes de homologação.

Apesar dos pequenos tri e tetra cilindricos sobrealimentados apresentarem números muito promissores no campo das emissões e consumos, no mundo real, a Mazda tem demonstrado que os seus motores otto NA de cilindradas "elevadas" são efectivamente mais poupadinhos.

As discrepâncias entre o que é anunciado e o que é verificado é sempre muito menor nos motores NA da Mazda, ou na generalidade dos NA do que nas outras propostas sobrealimentadas.
 
La vem a crítica aos motores.. Vejam no tópico ao lado do mazda3 do que estes motores são capazes
Não interessam à fiscalidade portuguesa mas o governo começa a ver a tendência e vai arranjar maneira de cascar em todos na mesma
 
Referia-me a motores concebidos não só em termos de eficácia mas tb exequíveis ao nível do PVP em países onde a fiscalidade aperta em relação á cilindrada.

Se a maioria das marcas estão a chegar lá com excelentes resultados como os ecoboost da FORD, parece que a MAZDA deverá seguir o mesmo caminho para não perder quotas em certos mercados.

Assim sendo, pergunto-me por quanto sairá o otto 2.0 aqui na nossa terrinha uma vez que é a única opção a gasolina.
 
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Referia-me a motores concebidos não só em termos de eficácia mas tb exequíveis ao nível do PVP em países onde a fiscalidade aperta em relação á cilindrada.

Se a maioria das marcas estão a chegar lá com excelentes resultados como os ecoboost da FORD, parece que a MAZDA deverá seguir o mesmo caminho para não perder quotas em certos mercados.

Assim sendo, pergunto-me por quanto sairá o otto 2.0 aqui na nossa terrinha uma vez que é a única opção a gasolina.

Felizmente para a Mazda, países como o nosso, onde a fiscalidade incide injustificadamente sobre a cilindrada, são mercados periféricos, com muito pouco peso nas contas finais.
A Mazda está a passar por um boost de vendas a nivel global, acompanhadas de lucros recorde.
As vendas da marca na Europa, EUA, Japão e China estão a subir este ano, e em alguns casos de forma expressiva, como no nosso continente, em quase 20% relativo a 2013. Mais recordes de vendas/lucros deverão ser batidos quando se conhecerem os resultados deste ano fiscal.
 
Felizmente para a Mazda, países como o nosso, onde a fiscalidade incide injustificadamente sobre a cilindrada, são mercados periféricos, com muito pouco peso nas contas finais.
A Mazda está a passar por um boost de vendas a nivel global, acompanhadas de lucros recorde.
As vendas da marca na Europa, EUA, Japão e China estão a subir este ano, e em alguns casos de forma expressiva, como no nosso continente, em quase 20% relativo a 2013. Mais recordes de vendas/lucros deverão ser batidos quando se conhecerem os resultados deste ano fiscal.

Então por que carga de agua a FORD, PSA, Renault, FCA, BMW ( MINI )... andam a gastar fortunas em desenvolver motores downsized ?

Não sei ao certo que países por este mundo fora terão mais ou menos carga fiscal com respeto à CC e não vejo nenhum problema em manterem motores 2.0 para outros mercados mas parece claro que deviam desenvolver tricilíndricos/baixa cilindrada para acompanhar a concorrência onde esse fator é decisivo por varias razões.

Se grande parte das marcas globais vão por esse caminho, alguma razão de peso haverá.
 
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Então por que carga de agua a FORD, PSA, Renault, FCA, BMW ( MINI )... andam a gastar fortunas em desenvolver motores downsized ?

Não sei ao certo que países por este mundo fora terão mais ou menos carga fiscal com respeto à CC e não vejo nenhum problema em manterem motores 2.0 para outros mercados mas parece claro que deviam desenvolver tricilíndricos/baixa cilindrada para acompanhar a concorrência onde esse fator é decisivo por varias razões.

Se grande parte das marcas globais vão por esse caminho, alguma razão de peso haverá.


Mas a Mazda é uma marca diferente e raramente segue o mesmo caminho das outras. Gosta de arriscar em novas soluções por vezes corre bem outras não tão bem como em todas as marcas que inovam.
 
Mas a Mazda é uma marca diferente e raramente segue o mesmo caminho das outras. Gosta de arriscar em novas soluções por vezes corre bem outras não tão bem como em todas as marcas que inovam.

Então inovem no downsizing, talvez consigam produzir um 0.9 rotativo com 150 cv. a gastar 2lts aos 100, a malta dos países com fiscalidade avessa à cilindrada agradecia :)
 
Então inovem no downsizing, talvez consigam produzir um 0.9 rotativo com 150 cv. a gastar 2lts aos 100, a malta dos países com fiscalidade avessa à cilindrada agradecia :)

A Mazda tem a sua forma de viver o "downsizing".

Em alguns dos casos o downsizing significa cortar um cilindro aos motores existentes e espetar-lhe um turbo, a menor cilindrada conjuntamente com o aproveitamento dos gases de escape permite melhorar os consumos e elevar a potência. Tem a desvantagem de tornar o motor mais complexo com um componente caro e não raro de avariar que é o turbo, além de no caso dos 3 cilindros o motor torna-se mais vibratório e ruidoso. Sem falar do "turbolag" que é outra dor de cabeça.

Em alternativa para melhorar a eficiência dos motores a Mazda optou por uma abordagem diferente.
No lugar de cortar cilindros como em alguns casos optou por mudar o processo de construção de motores utilizando máquinas de última geração de forma a tornar a produção mais flexivel e assim criar uma nova familia de motores que são versões à escala uns dos outros. Contráriamente à generalidade dos casos onde tiram um cilindro, mudam o curso à cambota ou o diametro dos cilindros no caso dos motores Skyactiv são como bonecas matrioska idênticos no desenho mas de tamanho diferente, sendo que os componentes não são reaproveitáveis entre versões. Isto significa a não existência de compromissos no optimizar de cada motor e o motor resulta desta forma mais leve e compacto, sem "gorduras" desnecessárias.
Mas o maior destaque terá sido o aumentar da taxa de compressão para valores record, os mais altos de sempre em veiculos de estrada o que traduz num aumento da eficiência da combustão.

Como já disseram a opção da Mazda tem-se revelado eficiente na vida real embora haja quem prefira o carácter dos motores sobrealimentados com o binário máximo mais cedo mas tem também de levar com "lag".
No fim de contas são opções, umas agradam mais a uns outras a outros mas acima de tudo é de louvar quem ousa pensar diferente e neste caso a Mazda tem conseguido o merecido sucesso pela ousadia e apesar de ser um dos mais pequenos construtores independentes na área tem mostras de ser uma marca digna de respeito e com interessante know-how.
 
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Tudo isso é muito bonito mas no mundo real de mts países com fiscalidade anti CC, o que eu sei é que se quisesse adquirir uma versão otto deste modelo, tinha que papar o IA e IUC do 2.0, o que atendendo as oferta da concorrência, não me parece uma opção viável, mesmo que aprecie muito o design. Tudo tem um preço.

Conlusão, quantas vendas perderá este modelo por não ter um motor otto downsized. Calculo que bastantes, atendendo ao investimento que muitas marcas estão a fazer nesse terreno.
 
A Mazda não tem muito interesse na Europa, não te preocupes, para eles o principal mercado é o americano e russo, na Europa apostam pouco, o que obriga a dar muitas voltas para conseguir o modelo ou versão pretendida, foi o que se passou comigo.
 
é pena não acompanharem realmente o downsizing dos motores com algo "combativo". assim irão mesmo perder umas quantas vendas. concordo com motores mais pequenos, pois é gama abaixo do cx-5, mas pelo menos um motor potente deveriam ter.
 
é pena não acompanharem realmente o downsizing dos motores com algo "combativo". assim irão mesmo perder umas quantas vendas. concordo com motores mais pequenos, pois é gama abaixo do cx-5, mas pelo menos um motor potente deveriam ter.

O problema é que o sistema fiscal português é lixado, não é por um carro ter mais potência que faz mais poluição, a Mazda provou isso, não entendo a mentalidade do governo português nesta matéria, vejam a Espanha a Alemanha, ou mesmo a Itália recebem sempre todas as versões da Mazda seja cx 5 ou mazda 6 ou mesmo o Mazda 3, o porquê de Portugal ser diferente?
 
Tudo isso é muito bonito mas no mundo real de mts países com fiscalidade anti CC, o que eu sei é que se quisesse adquirir uma versão otto deste modelo, tinha que papar o IA e IUC do 2.0, o que atendendo as oferta da concorrência, não me parece uma opção viável, mesmo que aprecie muito o design. Tudo tem um preço.

Conlusão, quantas vendas perderá este modelo por não ter um motor otto downsized. Calculo que bastantes, atendendo ao investimento que muitas marcas estão a fazer nesse terreno.

A marca não tem culpa que as politicas fiscais de alguns países, incluindo Portugal, seja penalizadora para determinadas cilindradas. Na minha opinião esta fiscalidade parece-me muito apropriada ao lobby diesel, tal como as taxas que a gasolina tem a mais, comparativamente com o diesel, as quais que não fazem muito sentido, visto ser mais barato produzir gasolina do que diesel.
No fundo, penso que o esquema está montado para serem sempre os mesmos a lucrarem em detrimento da livre escolha do consumidor e da maior concorrência no segmento.

Aliás, do meu ponto de vista o facto da Mazda não ser uma ovelha e de não seguir o rebanho do downsizing é desde logo uma vantagem para os consumidores, pois como foi mencionado em posts anteriores, os motores turbinados nos bancos de teste são muito económicos e eficientes, mas na realidade perdem para um atmosférico 2.0L com apenas 120CV. Em praticamente todos os campos.

Ou seja, o futuro passará inevitavelmente pela sobrealimentação, mas os motores de combustão interna ainda têm muito para se desenvolver afim de serem mais eficientes e desperdiçarem menos energia em calor e transformá-la em força/trabalho. E neste âmbito estes novos SkyActiv pura e simplesmente conseguem bater a concorrência.
 
estamos a tributar os carros como no antigo sistema fiscal francês ou algo parecido, a castrar versões de serem vendidas e a dar cabo ainda mais do sector.
 
Tudo isso é muito bonito mas no mundo real de mts países com fiscalidade anti CC, o que eu sei é que se quisesse adquirir uma versão otto deste modelo, tinha que papar o IA e IUC do 2.0, o que atendendo as oferta da concorrência, não me parece uma opção viável, mesmo que aprecie muito o design. Tudo tem um preço.

Conlusão, quantas vendas perderá este modelo por não ter um motor otto downsized. Calculo que bastantes, atendendo ao investimento que muitas marcas estão a fazer nesse terreno.

Se o nosso mercado fosse prioritário para esta marca possivelmente teriam optado por outro caminho, infelizmente não é... nem nunca foi. Diga-se a verdade a Mazda sempre vendeu pouco por cá e mesmo tendo uma boa oferta penso que seria preciso algo mais para ter a aceitação merecida, não sei porquê mas estranhamente tenho reparado que quem não liga a carros e nunca teve um mazda na garagem acha que é uma marca de qualidade inferior.:confused:
De reparar que um Mazda 3 que é um carro muito bem nascido em todos os aspectos, com motor 1.5 de 105cv começa nos 18.000€. Um Polo 1.2 TSI de 90 cavalitos ronda os 16.000€. E um Golf 1.2 TSI de 85 burros manda-se para o 21.000€. No entanto Mazda 3 coisa rara de avistar por aí isto também torna o nosso mercado pouco apelativo aos olhos da marca, muito teria de ser feito para mudar as coisas e uma marca tão pequena terá outras prioridades - digo eu...
Guia do Automóvel - Preços dos Novos

A Mazda tem como mercado número 1 os US e aí a cilindrada será menos preocupante. Em seguida é o mercado doméstico que arrecada mais vendas. Em 3º lugar vem a Europa e muito pertinho a China a colar-se ao número de vendas do velho continente. Também muito relevante é o mercado Australiano que sozinho vende metade do conjunto dos países europeus.
http://www.statista.com/statistics/267255/global-vehicle-sales-of-mazda-by-region-since-2006/

Ainda sobre a opção da Mazda no que toca aos motores eles gabam-se que ao possuir neste momento apenas uma familia de motores muito aproximados têm poupado uns cobres no que toca à calibração e afinação dos motores.

É que esta coisa toda do Skyactiv foi bem jogado, soa muito high tech mas na prática tem uma componente muito forte de racionalização e corte nos custos de produção. Quem tem acompanhado algumas noticias sobre a Mazda desde que a Ford abandonou o barco sabia que ia ser dificil, a imprensa especializada agourava a desgraça no capítulo financeiro para estes nipónicos dizendo que seria impossivel sobreviver sozinha...
Por enquanto pelo que se tem visto está a dar-se bem mas vamos ver se assim continua, ainda é cedo para falar. Eu cá espero que a sorte favoreça os audazes. :)
 
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