Mitsubishi i MiEV 63Cv 180Nm Vmax 130Km/h

O transporte de mercadorias a longas distâncias deveria ser feito, já hoje, obrigatoriamente de comboio... eléctrico [;)]


Como disse é uma estupidez ver a quantidade de camiões que circulam pelo pais e até do estrangeiro. Toda essa transportação deveria ser feita por outros meios, em particular barco e comboio.

Acontece é que os comboios não andam com baterias às costas e apenas com os seus motores de elevado rendimento. Tornando-se assim extremamente eficientes. [;)]
 
Se os eléctricos fossem realmente uma alternativa eficaz, então de um momento para o outro poder-se-iam ver 100000 carros num espaço de 2 - 3 anos (mais ou menos o volume de vendas nesse espaço de tempo). Como não o são (por enquanto) não se vêem nessa proporção.

Não porque as construtoras automóveis têm muito medo destes veículos:

O dinheiro vem mais da manutenção que das vendas e estes veículos em manutenção custam 10 vezes menos. E trocar baterias´ao fim do seu tempo util é o unico problema.
Outro problema que o motor eléctrico costuma ter é as escovas do motor eléctrico, mas que são baratas e muito faceis de trocar. Enquanto um motor de CI tem oleos, centenas de componentes mecanicos para trocar. Se trocas um motor pagas um balurdio a troca do motor eléctrico completo fica a 1/10 disso. Não tens oleos para lubrificar o motor.

E depois sim já há baterias (ião litio) que num veículo tipo classe citadino podem ter autonomias para 100kms. E sim o futuro vai ser os puros hibridos em que no motor têm um pequeno gerador e esse gerador trabalha para alimentar o motor eléctrico quando as baterias estão esgotadas ou a menos de 10% da sua capacidade.

E ainda não percebo (ou talvez perceba, viva a ganancia das construtoras automóvel) porque não usamos motores eléctricos e usamos geradores para produzir electricidade que alimentariam o veículo, o motor eléctrico tem de rendimento 80% e assim o consumo de diesel (com gerador a diesel) poderia ser de 2l a 3l/100kms. Muito maior rendimento que os veículos actuais.
 
Para quem quiser saber mais sobre as baterias e evolução dos respectivos custos, recomendo vivamente a leitura deste artigo: Lithium-ion Batteries: 9 Years of Price Stagnation -- Seeking Alpha

Eis um gráfico muito interessante sobre a evolução esperada do preço das baterias:

Slide%2014.bmp


Se esta previsão se confirmar, quando os carros eléctricos se massificarem, um pack de baterias de 30 KWh custará cerca de 6000 euros, o que se recupera em dois ou três anos de utilização.
 
Ao reler o artigo da Autohoje encontrei um erro grave, eu considero gravissimo porque induz em erro o real consumo do carro, então é assim.

Eles dizem que o carro ficou a carregar durante a noite o preço do kw é de 0.0663 €, se eles dizem que o carregamento ficou em 1.8 euros / 0.0663 = 27 kw, o que está errado, no máximo e considerando a eficiência de carga destas baterias durante a noite o custo da carga seria no máximo de 17 kw * 0.0663 = 1.13 €. Durante o dia seria de 17kw * 0.1233 = 2.09 €.


Neste sentido todas as contas lá atrás estão erradas.

Não porque as construtoras automóveis têm muito medo destes veículos:

O dinheiro vem mais da manutenção que das vendas e estes veículos em manutenção custam 10 vezes menos. E trocar baterias´ao fim do seu tempo util é o unico problema.
Outro problema que o motor eléctrico costuma ter é as escovas do motor eléctrico, mas que são baratas e muito faceis de trocar. Enquanto um motor de CI tem oleos, centenas de componentes mecanicos para trocar. Se trocas um motor pagas um balurdio a troca do motor eléctrico completo fica a 1/10 disso. Não tens oleos para lubrificar o motor.

E depois sim já há baterias (ião litio) que num veículo tipo classe citadino podem ter autonomias para 100kms. E sim o futuro vai ser os puros hibridos em que no motor têm um pequeno gerador e esse gerador trabalha para alimentar o motor eléctrico quando as baterias estão esgotadas ou a menos de 10% da sua capacidade.

E ainda não percebo (ou talvez perceba, viva a ganancia das construtoras automóvel) porque não usamos motores eléctricos e usamos geradores para produzir electricidade que alimentariam o veículo, o motor eléctrico tem de rendimento 80% e assim o consumo de diesel (com gerador a diesel) poderia ser de 2l a 3l/100kms. Muito maior rendimento que os veículos actuais.


Os teu raciocínio está certo, mas os motores evoluiriam e já não têm escovas, repara que em todos os veículos eléctricos se utiliza motores AC síncronos, não têm qualquer manutenção e duram séculos. Além disso a eficiência saltou dos 80% para os 90-95 %.
 
Ao reler o artigo da Autohoje encontrei um erro grave, eu considero gravissimo porque induz em erro o real consumo do carro, então é assim.

Eles dizem que o carro ficou a carregar durante a noite o preço do kw é de 0.0663 €, se eles dizem que o carregamento ficou em 1.8 euros / 0.0663 = 27 kw, o que está errado, no máximo e considerando a eficiência de carga destas baterias durante a noite o custo da carga seria no máximo de 17 kw * 0.0663 = 1.13 €. Durante o dia seria de 17kw * 0.1233 = 2.09 €.

Neste sentido todas as contas lá atrás estão erradas.




Os teu raciocínio está certo, mas os motores evoluiriam e já não têm escovas, repara que em todos os veículos eléctricos se utiliza motores AC síncronos, não têm qualquer manutenção e duram séculos. Além disso a eficiência saltou dos 80% para os 90-95 %.

Eu não tinha esse conhecimento. assim ainda melhor...
 
Bons dias,

Eu não venho aqui discutir se os veículos eléctricos são melhores ou piores que os movidos a combustíveis fósseis pois isso é como comparar um relógio analógico a um digital ou comparar um gira-discos a um leitor de MP3.

Irá sempre existir espaço para as soluções mecânicas/analógicas mas, no futuro, o eléctrico/digital massificar-se-á dada a sua robustez, versatilidade e economia.

Assim, aguardo ansiosamente por soluções idênticas ao Opel Ampera que trabalhem 90% do tempo a electricidade mas que possuam um depósito de combustível para aquela viagem mais distante.

Existem muitos lobbies na indústria automóvel. Felizmente, agora com esta crise e com a administração Obama parecem estar a criar-se sinergias para a proliferação de soluções eléctricas. Venham elas.
 
Hoje conduzi o i MIEV!!

Hoje conduzi o i MIEV!!

Pois é! Há pouco mais de meia hora tive a oportunidade de conduzir o i MIEV nas imediações do IST.

A primeira reacção é a de um carro excessivamente estreito (que na versão europeia terá uma distância entre rodas aumentada em 15cm), com um formato smartizado, ainda que com 5 portas e 4 lugares. No interior, a grande "surpresa" foi a do volante à direita, mas que no fim acabou por não causar nenhum problema de adaptação. Apenas o pisca do outro lado causou alguma estranheza.

Fui fazer o test-drive com outro jovem que devia ter quase dois metros, e ele, coitado, quase que batia com a cabeça no tecto! O carro tem um interior um pouco reduzido, e embora leve 4 pessoas com algum à vontade, pessoas com alturas superiores ao normal terão problemas.

Na condução, o mais especial é não haver o tradicional barulho do motor. A brecagem é óptima, com uma direcção muito directa e natural. A travagem mostrou-se razoável, ainda que não a tenha usado a fundo. O motor...tem uma resposta óptima. Não se sentem as vibrações involuntárias que um smart, por exemplo, emite da caixa (desconheço o sistema de passagem de tracção às rodas a partir do motor, o homem da Mitsubishi também não me soube informar). Com 4 pessoas dentro do carro, o binário não deixa de ser impressionante. De facto, para além da ausência de som, o binário do motor foi a maior "surpresa". Não só pela sua intensidade, que já me era conhecida, mas sim pela linearidade, que embora seja identificável no gráfico de binário, ao vivo tem outra dimensão. De notar que conduzi apenas com 60% da potência disponível!

Foi uma experiência curta, mas que deu para tomar conhecimento do ideal do carro do futuro. O lançamento está previsto, mas com um preço que rondará os 20.000-30.000€, variando nos apoios do estado (que já estamos a ver, deverão ser poucos).
 
Com 4 pessoas dentro do carro, o binário não deixa de ser impressionante.

Ter o binário máximo logo às 0 rpm é impressionante, não é? [;)] E estamos a falar de "apenas" 180 NM.

Estou ansioso para experimentar os 370 NM do Opel Ampéra [kiss] E levar um para a garagem [;)]
 
Acho que antes de 2012 não será... ainda por cima os problemas financeiros da GM não ajudam nada... [s)]

Pois eu da GM já não acredito em grandes coisas...andam a prometer EV há imenso tempo e até hoje nada. Tirando aquele caso do carrito que foi vendido em leasing e depois foram todos abatidos [:D]

2012 é muito pouco ambicioso...ainda para mais quando o veículo usa um sistema que me parece inovador, mas não tanto.

Deus queira que a Fiat adquira a Opel e tenha rédeas para lançar este veículo o quanto antes!
 
Pois é! Há pouco mais de meia hora tive a oportunidade de conduzir o i MIEV nas imediações do IST.

A primeira reacção é a de um carro excessivamente estreito (que na versão europeia terá uma distância entre rodas aumentada em 15cm), com um formato smartizado, ainda que com 5 portas e 4 lugares. No interior, a grande "surpresa" foi a do volante à direita, mas que no fim acabou por não causar nenhum problema de adaptação. Apenas o pisca do outro lado causou alguma estranheza.

Fui fazer o test-drive com outro jovem que devia ter quase dois metros, e ele, coitado, quase que batia com a cabeça no tecto! O carro tem um interior um pouco reduzido, e embora leve 4 pessoas com algum à vontade, pessoas com alturas superiores ao normal terão problemas.

Na condução, o mais especial é não haver o tradicional barulho do motor. A brecagem é óptima, com uma direcção muito directa e natural. A travagem mostrou-se razoável, ainda que não a tenha usado a fundo. O motor...tem uma resposta óptima. Não se sentem as vibrações involuntárias que um smart, por exemplo, emite da caixa (desconheço o sistema de passagem de tracção às rodas a partir do motor, o homem da Mitsubishi também não me soube informar). Com 4 pessoas dentro do carro, o binário não deixa de ser impressionante. De facto, para além da ausência de som, o binário do motor foi a maior "surpresa". Não só pela sua intensidade, que já me era conhecida, mas sim pela linearidade, que embora seja identificável no gráfico de binário, ao vivo tem outra dimensão. De notar que conduzi apenas com 60% da potência disponível!

Foi uma experiência curta, mas que deu para tomar conhecimento do ideal do carro do futuro. O lançamento está previsto, mas com um preço que rondará os 20.000-30.000€, variando nos apoios do estado (que já estamos a ver, deverão ser poucos).

[kiss] tambem o conduzi e fiquei surpreendido pela forca que o carro tem, nao e nenhuma bomba mas cumpre bem o seu dever... um test drive bastante positivo. [;)]
 
A que horas é que andaste pah????


Eu não tinha a carta em lisboa, mas ainda tive lá a conversa com o gajo.

Quando me vinha embora, vi uma miúda a conduzir aquilo, e achei-o feio.

[:D]

Quantos gajos não chegaram lá e disseram: "Esqueci-me da carta!" Eu tive lá de manha e vi uns 3 ou 4 [:p]

Andei logo no primeiro test-drive...perto das onze [;)]

Se o carro é feio ou não não é relevante. Rompe de certa forma com os standards actuais, mas com esta crise actual, acho que vai ser cada vez mais a norma dos novos veículos.
 
Alguém sabe se vão haver mais oportunidades para experimentar e também noutras cidades, gostava mesmo de dar uma volta nele, já experimentei o eléctrico da Microcar, e foi uma experiência muito interessante.
 
Voltar
Superior