Ruibadboy
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Sim, isso é verdade.
Mas com bons resultados irá certamente chamar a atenção de outras marcas.
Interessa agora ganhar rodagem, compreender esta categoria, conseguir alcançar resultados interessantes, e depois esperar que olhem para ele.
O facto de ser português, em termos comerciais, é que é um contra, mas esperemos que olhem acima disso (podemos tomar como exemplo o caso do Hafizh que nunca me pareceu ser um bom piloto, já anteriormente em Moto2, mas que comercialmente será muito apelativo em função do país que representa).
Felizmente já olham para o Oliveira hã muito tempo, alguns até agradecem que o gajo esteja mesmo na pior moto do pelotão, dúvidas? Não hã e não é por ser o nosso Miguel.
Em finais de 2017, o Folger desistiu e Hervé teve de preencher a vaga, estava praticamente tudo com contratos que, quase ninguém os queria libertar, e mesmo a Tech3 não ia estar com loucuras a pagar a quebra, Hafizh foi o mais apelativo que foi solto de contrato, a 1ª opção para o que aconteceu, depois de Folger ter dado à sola (são outros 500), era sempre o Xavi Vierge, mas os gajos da Dynavolt quiserem que ele cumpri-se o contrato para 2018.
Hafizh tem contrato para 2020, duvido seriamente que vá passar de 2019, provavelmente o Binder vá subir e Oliveira poderá ir para um lugar na equipa de fábrica, já que ele tem contrato diretamente com a KTM (apenas claro para 2019), mas a continuar assim, mas esperemos resultados superiores ao Zarco, ou ao Pol e não duvido que não os haja.
Não percebo o celeuma com a mota e a vitimização de ser português, sinceramente...
Apesar da mota ser má e não estar ainda ao nível das ambições das marcas que a representam (KTM e Red Bull), a verdade é que o Miguel está dentro de uma estrutura de fábrica, e é uma questão de tempo até chegar à equipa oficial, desde que faça o seu trabalho, que vai fazer.
A KTM até pode ter mantido lá o malaio, mas é uma questão de tempo até o pôr a mexer. Quem lá devia estar era o Binder.
Não me parece que a KTM esteja a investir tanto em todas as categorias para depois desistir, mais ano menos ano até chegarem às vitórias.
E podem escrever aqui, quando lá chegarem têm todas as condições para dominarem a modalidade (é assim em tudo o que se metem). Precisam é de perder a teimosia e corrigir os problemas, sendo que alguns deles já estão identificados.
O facto do Miguel ser português vai ser cagativas, ou tem talento ou não tem, e ele tem muito!
O Miguel só poderá depender do seu talento, somente isso, temos casos que são preferidos e são levados e trabalhados, mesmo que os resultados não apareçam, casos como Alex Marquez (somente na melhor equipa de moto2), casos do Bulega (VR46), caso do Mir (o Rookie com a melhor moto e equipa, em relação aos outros e isto sem ter ganho uma única corrida nas moto2), o que é que o Miguel não fazia naquela Suzuki.
A KTM nunca vai ganhar corridas a seco, enquanto não existir concorrência de pneus, aqueles pneus são feitos para chassi de alumínio e não para treliça em aço.
É isto... a KTM onde se mete é para ganhar. Pode não conseguir, mas vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para chegar lá.
Só não concordo (completamente) com a parte de o Miguel ser português não interessar nada. Ele vai ter que se esforçar mais por ser português do que se fosse, por exemplo, espanhol.
Então o rapaz não assinava pela Tech 3. Fazia o quê? Ficava à espera que uma outra equipa de fábrica o fosse buscar? Isso é que era bom esperar sentado.
O Miguel teve oferta da Avintia (Ducati GP18), mas com a equipa técnica mais fraca do plantel e a equipa mais tesa do plantel, a opção foi simples, o Miguel está numa grande equipa e numa enorme estrutura, pena é a filosofia da KTM, mas não hã nada a fazer.