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A discussão já se vinha arrastando há algum tempo e agora finalmente chegou-se a uma conclusão. A Comissão de Grandes Prémios esteve reunida no último fim de semana, em Assen, no qual decidiu que a tempo inteiro a partir de 2018 nas categorias de Moto3 e MotoGP, e no ano de 2019 em Moto2, existirá a possibilidade das equipas nas boxes comunicarem com os seus pilotos através de um sistema de mensagens curtas que aparecerão no painel de instrumentos das motos.
Foi também divulgado que as equipas que já têm este sistema incorporado nas motos, e consequentemente aprovados pela Comissão de Segurança, podem desde o GP da Alemanha, que começa amanhã em Sachsenring, proceder à sua utilização
Até agora esse sistema de comunicação com os pilotos era apenas realizado pela Direcção de Corrida, que enviava para o painel de instrumentos das motos dos pilotos informações de segurança – através de luzes de aviso – como por exemplo a alertar para uma penalização a cumprir ou que a corrida em causa encontra-se interrompida com bandeira vermelha. Isto para além das tradicionais placas que as equipas exibem no muro das boxes, que era o único instrumento de comunicação das equipas com os pilotos.
Agora as equipas poderão comunicar diretamente com os pilotos através de um sistema de mensagens curtas e dar a estes a conhecer informações, de acordo com uma lista previamente confirmada pela Comissão, e da qual podem constar indicações como acidentes ou uma chamada às boxes. Segundo a Comissão de Grandes Prémios o objetivo é que este sistema funcione como uma espécie de “placa do muro das boxes virtual”.
Bem se pode considerar que estamos perante uma inovação histórica no Mundial de MotoGP e que poderá ter o seu impacto durante as corridas.
Existe fortes probabilidades que o Grande Prémio da Alemanha, em Sachsenring, decorrerá debaixo de chuva. Apesar de ser um piloto que exibe regra geral grandes dificuldades com este tipo de piso, Jorge Lorenzo mostra-se confiante e deixa rasgados elogias à sua moto, a Ducati Desmosedici GP17.
“Em termos gerais a Ducati é uma moto competitiva com a pista molhada e neste momento é a máquina mais completa quando o piso está molhado. Isto porque apresenta muita aderência o que ajuda muito quando existe água na pista. Em Assen sempre que rodei com a pista molhada fui rápido. Só tive dificuldades e pouca confiança quando rodei com pneus slick em condições mistas”, entende o piloto maiorquino.
O início de ligação de Andrea Iannone à Suzuki não tem sido fácil com os resultados até ao momento a estarem muito abaixo do esperado. Não obstante este cenário o piloto italiano considera que nem tudo vai mal e não deixou de fazer comparações com o seu antecessor, Maverick Viñales, agora piloto da Yamaha.
“Já vi os dados do Maverick referentes ao ano passado apesar de pilotarmos de forma muito diferente. Ao contrário de Viñales sofro muito com a dianteira da moto. No entanto em ritmo de corrida estou a ser mais rápido do que o Maverick. Melhorei sempre os seus tempos”, explicou o piloto italiano em declarações ao site do MotoGP.
Apesar desta situação os resultados são muito diferentes em comparação com os obtidos pelo espanhol, que chegou mesmo a vencer em 2016, mas o ‘Maníaco’ tem um explicação para o sucedido. “Com melhores tempos por volta estou no 10º lugar, enquanto o Maverick estava entre o segundo ou quarto lugares. É completamente distinto porque o nível é muito alto”.