Motor e rotações

Boas pessoal!

Ainda em relação ao assunto aqui debatido, esforço do motor em baixas vs altas.

Hoje de manhã por acaso lembrei-me disto e estive a pensar como poderia exemplificar de uma forma mais clara a a minha explicação anterior.

A diferença entre a potencia medida no volante do motor e a medida na roda poderá servir como um bom exemplo.

Reparem no grafico

grafico.gif


Sendo a:

Amarelo a Potência no Motor;
Vermelho a Potência à Roda;
Verde a Potência Dissipada.

Reparem que com o aumento de rotação a potência dissipada aumenta também. Verificando-se que essa diferença existe devido a diminuição da potencia na roda, que por sua vez é devida a perda de energia com o atrito criado nas engrenagens posteriores ao volante do motor.

Agora este é só um exemplo dado e feito com o carro num banco de ensaio, parado, sem atrito nas rodas em contacto com o piso, nem do ar em contacto com o carro.

Neste ultimo caso é claro que a diferença de energia dissipada tornar-se-ia ainda maior, e sendo assim reforço a minha posição de que com o incremento de velocidade da viatura o motor entra em maior esforço.
 
citação:Originalmente colocada por caz

vcs são uns complicados do caraças.... uma camião q trabalha numa pedreira e outro que anda na estrada, qual a diferença?

um anda em 1 e 2ª velocidade, e o q anda na estrada anda sempre nas velocidades elevadas...agora qual dura mais? o 1 ou o 2? claro que nisto o q conta são as horas de trabalho cada hora corresponde a x km, mas o desgaste nos dois é o mesmo



tentem compreender o desgaste é o mesmo pq no fundo ele só está a andar a 4000rpm o resto, caixa, transmissões, etc é q vai ter um desgaste anormal,

o aquecimento n devia contar para isto, pq o autor do tópico apenas perguntou qual faz mais esforço ou tem mais desgaste.

Não concordo e posso falar com base em experiência.
1º Ponto: por norma um camião que trabalha numa pedreira carrega mais que o peso normal, circula em caminhos com inclinações acentuadas (não é geral, mas quase sempre), etc..logo implica mais esforço
2º Ponto: o camião da pedreira circula obrigatoriamente a uma velocidade mais baixa, o que quer dizer que a temperatura andará sempre no linite do que é normal e porquê, porque o ar forçado também ajuda a manter uma temperatura baixa o que significa um menor desgaste e porquê, porque quanto maior a temperatura maior a dilatação das peças.

Um camião de estaleiro, que neste caso é o camião da pedreira, tem uma duração bem menor que a de um camião de estrada, normalmente. Há casos e casos ;).
 
Esforço = maior ou menor dificuldade em variar (ou manter) a velocidade

Tendo para mim esta definição de esforço como válida, é inegável que em 1ª o carro vai em menor esforço. De todos os argumentos que li que contradizem esta evidência, baseiam-se na "sensação" que os condutores têm e não em factos técnicos.
A do Darth Vader (salvo erro) do motor fazer mais barulho às 4000 rpm em 1ª do que faz em 5ª à mesma rotação, é inacreditável. Como é que se afirma uma coisa destas? Um carro a 40 km/h tem ruído ZERO além do motor. A 160 km/h existem pelo menos uns 60 dBA de ruído exterior, que anulam o ruído do motor. Daí o "parecer"...

É óbvio que em 1ª o carro PARECE que vai a fazer maior esforço. Mas o que vai na realidade a ser marterizado não é o MOTOR, mas sim outros componentes envolvidos, começando pela caixa de velocidades e acabando numa refrigeração menos eficiente do motor que poderá levar a um maior DESGASTE, por exemplo, uma junta de cabeça queimada.

Agora, o MOTOR não sabe nem quer saber do que se passa "lá para baixo"! O que ele sente na pele é que quando vai a puxar um carro a 160 km/h tem de vencer o atrito do vento de uma maneira que em 1ª não existe. Para simplificar, para o motor, o carro pesa muito mais a 160 km/h do que a 40 km/h.

A analogia com a bicicleta não deixa margem para dúvidas.
Quem não concorda há-de tentar fazer um determinado percurso à mesma rotação de pernas em 21ª e em 1ª velocidade! Qual é a cansa mais as pernas/motor?
 
citação:Originalmente colocada por motoserra

Esforço = maior ou menor dificuldade em variar (ou manter) a velocidade

Tendo para mim esta definição de esforço como válida, é inegável que em 1ª o carro vai em menor esforço. De todos os argumentos que li que contradizem esta evidência, baseiam-se na "sensação" que os condutores têm e não em factos técnicos.
A do Darth Vader (salvo erro) do motor fazer mais barulho às 4000 rpm em 1ª do que faz em 5ª à mesma rotação, é inacreditável. Como é que se afirma uma coisa destas? Um carro a 40 km/h tem ruído ZERO além do motor. A 160 km/h existem pelo menos uns 60 dBA de ruído exterior, que anulam o ruído do motor. Daí o "parecer"...

É óbvio que em 1ª o carro PARECE que vai a fazer maior esforço. Mas o que vai na realidade a ser marterizado não é o MOTOR, mas sim outros componentes envolvidos, começando pela caixa de velocidades e acabando numa refrigeração menos eficiente do motor que poderá levar a um maior DESGASTE, por exemplo, uma junta de cabeça queimada.

Agora, o MOTOR não sabe nem quer saber do que se passa "lá para baixo"! O que ele sente na pele é que quando vai a puxar um carro a 160 km/h tem de vencer o atrito do vento de uma maneira que em 1ª não existe. Para simplificar, para o motor, o carro pesa muito mais a 160 km/h do que a 40 km/h.

A analogia com a bicicleta não deixa margem para dúvidas.
Quem não concorda há-de tentar fazer um determinado percurso à mesma rotação de pernas em 21ª e em 1ª velocidade! Qual é a cansa mais as pernas/motor?

Não concordo!

Para mim esforço é o binário que o motor tem que desenvolver.

E esse é igual independentemente da relação de velocidade. O binário apenas varia em função do regime e da carga a que o motor é solicitado. Não depende da velocidade do veiculo.

A analogia da bicicleta é excelente! Mas as conclusões a que chega estão erradas.

Se escolher a mudança mais baixa, realmente a força que as pernas têm que produzir é minimo, mas o tempo que vai estar a ser sujeito é muito maior. Pelo inverso, se utilizar a última relação, vai ter que desenvolver uma força muito mais intensa, mas durante menos tempo. Basicamente e se virmos numa perspectiva meramente teorica, a energia que vai desenvolver é a mesma nas duas situações.
 
Vai dar ao mesmo. Um motor com maior binário tem maior facilidade em variar ou manter velocidade.

Concordo que o binário não depende da velocidade do veículo, mas o binário necessário para realizar determinada tarefa já depende, pois esta dificulta o trabalho do motor.

Se pretendermos elevar a velocidade de um veículo dos 100 km/h para os 160 km/h, num determinado local com condições climatéricas diferentes, por exemplo vento frontal de 100 km/h, é óbvio que as necessidades de binário irão aumentar. Mas isto não tem muito a ver com a discussão.

Quanto às suas conclusões da bicicleta concordo e discordo. A questão do tempo e da energia poderia ser considerada, mas não é disso que trata o tema. Estamos a falar de esforço. E para realizar o trajecto na mudança mais pesada precisaria de umas pernas com muito mais "binário" do que no 1º caso. Disso não tenho dúvidas. Se necessita de maior binário é porque a tarefa implica maior esforço.
 
Back
Top