Nissan PATROL

Que outras opções com um bocado mais pulmão?

Deixei há uns dias por aqui, precisamente um Pajero Did longo por 14k com menos de 150k kms.

Parecia porreiro e estava nO Estoril, creio.

Com 165cvs mexe se muito melhor ( dentro desta realidade... ATENÇÃO! [:D])
 
Dia 3 Finalizado!

Mais um dia bem passado que começou com uma aventura bastante “pesada” em 4L...[:)]

Entrei pela Serra pelo Coentral e enfiei me num trilho espectacular com umas vistas tremendas, depois decidi subir ao Parque Eólico pelo sítio mais difícil, calhau e pedra com um grau de inclinação já de muito respeito!!! Subi em 2a 4L... e fiz dos ocupantes picadinho la atrás!!![:D]

Mas com um precipício do lado direito consegui por o meu Puto a chorar em pânico... foi a parte menos divertida... e que cortou um pouco a experiência.

No último terço do percurso aquilo começou a apitar para ali, a luz do aba começou a piscar e o calor que vinha da ventilação era aterrador (a/c nestas subidas vai em off, tudo faz falta!!!)...

Quando lá cheguei acima parei numa sombra e abri o capot para ver algo “bufava” mas não... verifiquei apenas que durante uns kms a Luz da barra estabilizadora off manteve se acesa e era impossível voltar a activa la...

Pensei que já me tinha metido em despesas mas depois de alguns kms e ligar e desligar o carro, la permitiu desligar.

A seguir rolei com muito cuidado para ver se notava algo mas nada, tudo normal! O ponteiro tb não se mexeu... (será que o colaram? [:D]).

Depois mais voltas e alguns trilhos no meio do mato sem desafios de maior mas que permitiram aquela proximidade da natureza que sabe tao bem!

Já deixo aqui mais algumas fotos... que para variar não incluem nada do período mais excitante! [:)]
 
Deixei há uns dias por aqui, precisamente um Pajero Did longo por 14k com menos de 150k kms.

Parecia porreiro e estava nO Estoril, creio.

Com 165cvs mexe se muito melhor ( dentro desta realidade... ATENÇÃO! [:D])

Daqui a um ano trato disso
 
Dia 3 Finalizado!

Mais um dia bem passado que começou com uma aventura bastante “pesada” em 4L...[:)]

Entrei pela Serra pelo Coentral e enfiei me num trilho espectacular com umas vistas tremendas, depois decidi subir ao Parque Eólico pelo sítio mais difícil, calhau e pedra com um grau de inclinação já de muito respeito!!! Subi em 2a 4L... e fiz dos ocupantes picadinho la atrás!!![:D]

Mas com um precipício do lado direito consegui por o meu Puto a chorar em pânico... foi a parte menos divertida... e que cortou um pouco a experiência.

No último terço do percurso aquilo começou a apitar para ali, a luz do aba começou a piscar e o calor que vinha da ventilação era aterrador (a/c nestas subidas vai em off, tudo faz falta!!!)...

Quando lá cheguei acima parei numa sombra e abri o capot para ver algo “bufava” mas não... verifiquei apenas que durante uns kms a Luz da barra estabilizadora off manteve se acesa e era impossível voltar a activa la...

Pensei que já me tinha metido em despesas mas depois de alguns kms e ligar e desligar o carro, la permitiu desligar.

A seguir rolei com muito cuidado para ver se notava algo mas nada, tudo normal! O ponteiro tb não se mexeu... (será que o colaram? [:D]).

Depois mais voltas e alguns trilhos no meio do mato sem desafios de maior mas que permitiram aquela proximidade da natureza que sabe tao bem!

Já deixo aqui mais algumas fotos... que para variar não incluem nada do período mais excitante! [:)]

Pá, tens que arrefecer o 6° cilindro de vez em quando [:D]
 
Ganda maluco

Foi Marrocos, Mauritânia e Senegal.

Fui integrado num grupo de 67 viaturas (jipes e motas), mais umas 5 viaturas de organização, incluindo equipa médica.

Nos 19 dias que por lá andei, nunca me senti inseguro. É ter atenção ao pequeno furto, (carteira ou objectos à vista no carro), evitar combustíveis da candonga, ao câmbio as compras (principalmente Senegal) e os normais cuidados alimentares. Quando o carro não pode ficar em parque fechado, dás uma gorja ao vigilante do hotel para ele te lavar o carro.

É essencial que se meta o "chip África", senão pode ser uma má experiência. Tudo leva o seu tempo, principalmente nas fronteiras, mas pelo valor certo (10€ ou menos por vezes) as coisas "magicamente" agilizam. Isto a partir do Sahara Espanhol para sul...

Reportando-me à realidade de 2015...

Marrocos - Pacífico, andei pelo Norte, junto à fronteira com a Argélia, depois virámos em direcção ao mar (Boujdour ou Cabo Bojador como conhecemos melhor), passámos pelas zonas da Frente Polisário com tudo tranquilo até à Mauritânia.

Mauritânia - País mais fechado e pessoas tipicamente mais fechadas, com a posse de álcool a ser penalizada como em qualquer república islâmica, julgo eu. Tinha e tem algumas zonas não aconselháveis, maioritariamente junto à fronteira com o Mali, todavia eram/são "aliados" dos EUA que asseguravam equipamento, formação e algumas tropas. A fronteira era monitorizada em permanência, e eram feitas acções militares "preventivas" ainda no Mali. Tivemos escolta militar desde a fronteira com Marrocos, até à fronteira com o Senegal. Por problemas no carro, estive 2 dias sem escolta, no último rolámos uns 140 km, e 0 problemas. O mais "dentro" que fui, foi a Atar, que já fica algures a meio caminho entre a costa e o Mali.

Tem algumas diferenças culturais, como o facto de ainda não ser bem aceite pela população do interior as mulheres conduzirem. a única situação que tivemos foram uns impropérios, e umas cuspidelas para o chão, num momento em que ela ia a conduzir. Na capital, é tranquilo para elas conduzirem. Já o trânsito é caótico, ganha quem tiver o mais carro e que faça mais barulho.

Senegal - é a África das cores fortes, do chill out, em que os problemas estão lá à vista de todos, mas parecem não existir. No 1º hotel em St. Louis, dormi toda a noite com um soldado armado de metralhadora à porta do quarto. Pelo menos, quando recolhi ao quarto ele estava lá, camuflado no escuro, e de manhã lá continuava. Na 2ª noite, junto ao Lac Rose, já não houve nada disso.




























 
Peço desculpa pelo OT e termino com estas


























por vezes, à falta de estrada, temos que recorrer a outras via, mas sempre cedendo passagem ao dono.

 
Last edited:
A minha mulher nem ao Gerês vai sem ser por asfalto, quanto mais a uma expedição dessas
Daqui a 10 anos quando poder ir com o meu rapaz espero que:

1) ele goste e queira ir

2) que ainda sejam organizadas expedições desse género

3) que o meu SUV, como o @brunopf tão carinhosamente o trata, esteja já com mais ares e capacidades de trator.
 
A minha mulher nem ao Gerês vai sem ser por asfalto, quanto mais a uma expedição dessas
Daqui a 10 anos quando poder ir com o meu rapaz espero que:

1) ele goste e queira ir

2) que ainda sejam organizadas expedições desse género

3) que o meu SUV, como o @brunopf tão carinhosamente o trata, esteja já com mais ares e capacidades de trator.

A ideia de integrar esta expedição nasceu numa noite de "copos", em Novembro de 2013. Nessa vi um prospecto com a descrição e preço. a coisa agradou-me, falei com um dos elementos que já conhecia há mais de 20 anos, e ficou ali o bichinho. A minha mulher não estava muito afim, mas quando viu que estava a falar a sério declarou solenemente "Eu vou porque tenho que ir, tenho medo que vás sozinho".

A 1ª ideia era levar um carro velho de tracção simples, tipo Corsa A, Renault 5/Clio... Mas ao seguir a edição de 2013, percebemos que assim não íamos ver a generalidade das coisas, porque estaríamos sempre em troços alternativos. Refez-se o orçamento, e com a ajuda de alguns users daqui, incluindo o TerranoII, Bruno255 (?), etc. acabei por me decidir pelo Terrano II que está nas fotos e que ainda temos, e por vontade da minha mulher teremos por muitos e longos anos.

Comprámos o jipe em Abril de 2014, mas em Agosto descobre-se uma doença oncológica a um familiar muito próximo, assim ficámos na indefinição se conseguíamos ir até ao dia 7 de Dezembro. Fomos tirando vistos e passaportes, porque os custos eram baixos, e eu fui referenciando o que queria rever no jipe, e que pneus comprar para ir. No dia 6 de Dezembro, esse familiar falha uma sessão de quimio, olhamos para o calendário dos seus tratamentos e percebemos que existe uma janela de tempo que nos permite ir. E pronto, o jipe foi revisto e "equipado" em menos de 20 dias. Na manhã das verificações "técnicas" ainda não tinha carta verde aprovada para Marrocos...[:D]

Dia 27 de Dezembro de 2014 pelas 6h30, como jipe carregado até acima, lá saímos em direcção a Tarifa... 550 km para abrir a boca, logo numa manhã.
 
Espetaculares fotografias !

Isso parece-me uma coisa mesmo muito marcante.

Obrigado, tenho à volta de 1300, julgo eu...

É uma viagem em que vais mesmo ao interior do país, e contactas com diversas realidades. Vês gente a trabalhar, como julgavas já não existir...

Desmontaram-me um pneu em Atar, com um aparelho artesanal, que imita as máquinas actuais. Não tirei fotografia porque os gajos pareciam pouco amigáveis.

Nos arredores de Nouakchott, vi um areeiro em que se enchiam os reboques de 30 ton de forma manual, a toque de pá.

Ao longo da viagem fiz cerca de 92 km pela praia, que para eles é uma estrada.

O relato da viagem está aqui, infelizmente já sem fotos.


https://forum.motorguia.net/road-book/59325-road-trip-pela-europa-fora-topico-das-road-trip-67.html
 
viagem marcante certamente Ruie34,

eu não teria coragem, salvo se tivesse paragens garantidas em Hotéis.

Em certos locais estão incluídos, noutros existem mas são à parte e noutros não existem mesmo...

desta dureza talvez não volte a fazer, mas conto fazer mais incursões deste estilo. De preferência com hotel no fim do dia.

A própria dureza muda a cada ano. No ano anterior alguns participantes queixaram-se de falta de dificuldade, então naquele ano eles aumentaram o nível. As viaturas ressentiram-se, e os passageiros também. Devido à dureza e às tempestades de areia, o meu jipe ficou decapado na parte inferior, excepto o anti-gravilha.

Estas foram as únicas férias em que consegui desligar do trabalho. A preocupação é usufruir, preservar a mecânica e chegar ao fim em tempo útil.
 
Bolas Ruie34!!!

Um gajo aqui a meter umas fotozecas que acha porreiras... e apareces tu e BOOOOOOMMM! soltas um episódio do National Geographic!

Não me parece justo! Porra pah!!! [:D]

Agora a sério, isso é uma aventura para a Vida! Há que ter espírito e saber muito do que se está a fazer...

Em sonhos adoraria fazer algo do género mas só com amigos, ir com a família soma toda uma responsabilidade que não me deixaria nunca aproveitar isso como deve de ser...

Duvido muito é que tivesse arcaboiço de conhecimentos para me safar nessa realidade...[;)]
 
Bolas Ruie34!!!

Um gajo aqui a meter umas fotozecas que acha porreiras... e apareces tu e BOOOOOOMMM! soltas um episódio do National Geographic!

Não me parece justo! Porra pah!!! [:D]

Agora a sério, isso é uma aventura para a Vida! Há que ter espírito e saber muito do que se está a fazer...

Em sonhos adoraria fazer algo do género mas só com amigos, ir com a família soma toda uma responsabilidade que não me deixaria nunca aproveitar isso como deve de ser...

Duvido muito é que tivesse arcaboiço de conhecimentos para me safar nessa realidade...[;)]

Mete mas é as fotos do dia 3, que ainda não vi nada .

Neste momento já tens praticamente os km de TT que eu tinha, quando parti.

Eu não me mandei à maluca, mas também não esperava tanta dureza. A organização tinha muita gente experiente, equipa médica, mecânico e um facilitador para a Mauritânia e outro para o Senegal. Estes facilitadores fazem disso vida, tendo uma gigantesca rede de contactos. Tu dizes o que precisas e onde, eles pegam num telemóvel e fazem acontecer. A prova é que, nos confins da Mauritânia , precisámos de uma transmissão para o Terrano e uma caixa de velocidades para um Pajero mk1, e menos de 12h depois tínhamos as peças, que percorreram cerca de 450 km na rede de autocarros do país. O Sidi Yoba é uma máquina...

Ao fim do 3o ou 4o dia, os participantes organizam-se em grupos idealmente de 5 jipes. O meu grupo era constituído por 6 jipes ( Terrano 1, O meu Terrano 2, Maverick td, Pajero 2.8 longo, KZJ 95 e KZJ 120). O Maverick, voltou para trás em Dahkla, pois estava a fazer uma versão mais curta da expedição. Os elementos do grupo variavam entre os 19 e os 70 e qq coisa anos, de ambos os sexos. Com uma coisa em comum, uma boa disposição à prova de cansaço extremo.

Para esta viagem, convém que vão apenas pessoas com algum espírito de sacrifício. Se assim não for, o resultado pode ser péssimo... são muitas horas dentro de um carro a levar porrada, e por vezes sem banho há 48 horas. Mas existem outras viagens com etapas muito mais curtas, e a terminar em hotel. Essas aconselho-te...

O arcaboiço ganha-se... nos primeiros dias resguardava-me atrás do dono do KZJ 120. Meu conterrâneo, com mais de 20 incursões em Marrocos, incluindo uma edição anterior desta viagem. Mas a partir de uma certa altura, comecei a pensar que tinha que fazer por mim, e foi o melhor que fiz. Quem tem boca vai a Roma, ou neste caso chega a Dakar.
Tenho um episódio espectacular, para mim, em que precisei de montar uns sinoblocos no Terrano, a uma 6a feira (dia sagrado deles). Só existiam da Toyota, e tiveram que ir ao torno. Este processo demorou 7h30, e proporcionou-me um almoço de couscous, feito pela esposa do patrão, no escritório da oficina. Não existiam pratos, apenas a malga no centro e uma colher para cada um... Para mim, aquele almoço em condições rudimentares, em que estivemos mais de 1h a falar das nossas diferentes realidades, não teve preço!!

Na Mauritânia, enquanto esperava pela transmissão, tivemos um jantar com o dono do albergue e um amigo dele, professor de física no secundário. Foram praticamente 3h à conversa, onde debatemos muita coisa, e onde fiquei a entender melhor a componente religiosa dos muçulmanos. Mais uma coisa que não tem preço!!!
Curiosamente, disse que sou ateu, e ainda hoje tenho a cabeça em cima dos ombros

Eu adoro isto!! Em Outubro tive que ir a Casablanca e Berrechid, em menos de 24h. Assim que acabei o trabalho, pedi logo ao interlocutor. “Leva-me aí a uma tasca, para comer um bom tajine, ou couscous!!”

Surpreendeu-me os miúdos, em Atar, falarem inglês e terem Facebook. Mas percebi que a Microsoft tinha la um projecto de cooperação com eles.


Para uns é a viagem de uma vida, outros vão la todos os anos. É uma questão de orçamento, disponibilidade e vontade.

O meu conselho é, ganha “tarimba”, testa e aperfeiçoa o carro, e depois faz uma incursão num estrutura organizada.

Eu ainda não perdi a esperança de pernoitar neste...

https://www.tripadvisor.pt/Hotel_Re..._du_Sud-Merzouga_Meknes_Tafilalet_Region.html

Bem, que missa que dei neste post.
 
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