Quando tive amigos a queixarem-se de 3 etapas em marrocos e depois leio isto...
Gostava de ter espírito para isso, mas sou "cão de luxo" [

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É um prazer ler relatos assim @ruie34, mas de facto não é fácil comer areia, comer com as mãos, comer com indelicadeza dos transeuntes que não respeitam a tua mulher, é basicamente comer de tudo... e calar.
O pior ainda acho que é a pobreza, acho que me iria impressionar bastante.
Comer areia, comi e aspirei bastante. Até calejar andei ali uns 3 dias a "ganir" com a sinusite.
Comer com as mãos, nunca tive que o fazer, nem vi fazerem à minha frente. E à noite, sempre que possível, recorria a restaurantes/tascas onde estavam marroquinos.
Em 19 dias, houve uma única pessoa que foi indelicada com a minha mulher, praguejou e cuspiu para o chão, julgamos que por ela ir a conduzir. Durou poucos segundos... Por outro lado, como têm a mulher como ser mais frágil fisicamente que o homem, numa das vezes que recorri a oficinas, providenciaram uma cadeira para a minha mulher, enquanto se trocava a borracha do olhal inferior do amortecedor. Assim como foi convidada a almoçar no escritório da oficina, e apenas por questões de pseudo-higiene não aceitou.
Esteve presente no tal jantar de 3 horas na Mauritânia, e se não participou activamente na conversa é porque não fala francês.
Os vendedores optam por abordar mais as mulheres, nas zonas turísticas, porque sabem que muitas vezes são estas que têm o poder de decisão.
No meu grupo existiam mais 3 mulheres, uma delas de ascendência 100% holandesa, e não houve qualquer episódio que me lembre. Esta miúda é que conduziu em Noakchott, ao volante de um Terrano 1 bem levantado, com linha directa e pneus "big foot". [

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Quando lá estive, em Outubro de 2019, a administração da unidade industrial que fui visitar era presidida por uma marroquina. E falamos de um dos sectores com mais requisitos de qualidade a nível mundial.
São um povo amistoso, mas tal como como o dizem dos portugueses, existe uns simpáticos e outros não.
Esta é a minha experiência... mas para isso é preciso meter o "chip África".
A pobreza é o que é, mas não é propriamente o Rwanda [

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PS: Tenho mais episódios, tipo andar à boleia de um marroquino, de noite em Es Smara, à procura de um filtro de gasóleo. Ou ir levantar dinheiro, de noite, em Nouakchott, com o segurança do hotel, a pé pelas ruas da cidade. Um tipo 5 estrelas e um bem disposto... Ou a tasca em Boujdor, que para a laje de tecto fissurada não colapsar, estava sustida por uns extensores... Que belo peixe frito e grelhado ali comemos.