O complexo de que lá fora é que é

Bem este topico da para responder de duas maneiras:

- Ha aquele que vai para "fora" para ganhar dinheiro sujeitando-se as condições miseraveis para poupar o maximo que podem para depois "investir" ca em PT. Tive a oportunidade de ir uns tempos para fora e vi la portugueses que ja la estao ha anos a viver em condições que eu nunca queria e ja passei um bom bocado, depois vêm para ca de ferias num carro novo a mostrar os €€ que trazem. Amigos isso nao e viver vamos para fora para melhorar a vida não para viver miseravelmente e depois mostrar ca as penas!!!!!

- Ha aquele que vai para "fora" para fazer vida, não pensa em ca vir tão depressa e, como ja foi dito, arranjam mulher, casa filhos etc. etc. vêm ca de ferias para estar coma familia e rever amigos. Ponderam claro voltar para PT mas somente depois de estarem reformados. Isso chama-se visão !!! Tenho alguns amigos assim e posso dizer que fizeram a opção certa.

Resumindo: Quem vai para fora tem estes duas hipoteses mas tem de adaptar a vida: cafezinhos na "tasca" so as vezes, bares e discotecas so as vezes etc. etc. Embora o maior parte dos paises tem uma vida nocturna reduzida (Noruega por ex. onde a noite ha muito pouco a fazer, a França que tem as bares a fechar cedo) que certamente ajudara a mudar o estilo de vida "tuga". Certo que ha coisas mais caros, mas ha coisas mais baratos, certo que o ordenado e superior mas fazendo as contas para quem faz la vida consegue arranjar um nivel superior ao de ca. Se no entanto optarem por "esbanjar" o que ganham vale mais ficar ca em PT !!!!!

Nos ca em PT temnos preços a moda da UE mas com ordenados a moda de um pais de 3º mundo, partindo desse principio esta tudo dito. Posso dizer que enquanto tive la fora e sem "vadiagem" consegui ainda apurar uns bons trocos para trazer para ca, agora estou ca em PT tenho um emprego interessante mas estou a afundar cada vez mais devido a maneira que este pais e gerido, nao faço vida de luxo mas simplesmente nao consigo orientar-me com os "trocos" que me são dados ao fim do mes.

La fora e dificil tambem arranjar um bom emprego, ha muita concorrencia de paises de leste que trabalham por qq preço e nao se importam de fazer GRANDES sacrificios para levar os €€€ de volta. Por isso e que hoje em dia so vale a pena "fugir" se tivermos a certeza que temos trabalho certo porque se corre mal temos de ca voltar e................. desemprego!!! Emigração era na decada de 70 e 80 onde era facil arranjar trabalho e melhorar a vida, hoje me dia e cada vez mais dificil fazer o mesmo.

Se esta melhor la "fora"??? Para quem se sabe orientar esta sim, para quem gosta de fazer vida a "Tuga" nem pensa em ir........ Mais uma vez e a mentalidade que gera a nossa posição na sociedade.
 
Isso é o que se chama uma redução da visão da emigração actual[:p]

Só de cabeça arranjo muitas mais razões para uma pessoa emigrar:

- Formação, experiência profissional, contactos com o exterior que abrem outras portas no futuro
- Conhecer um ou vários países...o que eu chamo de espírito navegador[:D]
- Razões pessoais » por exemplo conheci portugues(a)s que foram para o RU porque se andarem a comer uma miúda na pista de dança os ingleses aplaudem e os portugueses não sabem se olham para o tecto ou para o chão[:)]
- Conheço quem esteja meia semana em Portugal e outra meia no RU ou vá ao RU 1/2 vezes por mês.

Com certeza há muitas mais razões. Reduzir a duas actualmente é que não é muito correcto
 
De que na generalidade dos países europeus vive-se melhor do que cá, com melhores serviços, maior poder de compra, melhor justiça, menor corrupção, ninguém minimamente lúcido e conhecedor pode ter dúvidas.

Quem não inveja o ensino e saúde gratuitos e com meios nos países nórdicos?
Quem não se revolta com o estado vergonhoso da nossa Justiça?
Quem não tem vergonha da nossa classe política que se enche de mordomias quando noutros países a modéstia e espírito de missão são muito maiores?
Quem não tem vergonha de sermos o país da EU onde as desigualdades são mais gritantes?
Quem não se envergonha de sermos um povo tipicamente porco nas ruas?
Quem tem orgulho da nossa elevada taxa de analfabetismo e abandono escolar superior à de muitos países há 130 anos atrás?
Quem tem orgulho de termos 23% de pobres e 35% perto do limiar da pobreza?
Quem se pode orgulhar daquilo que fizemos com os 50 mil milhões de fundos de coesão oferecidos pela UE deixando o país sem empregos, sem tecido empresarial, sem agricultura nem pescas, sem futuro para os jovens e sem uma distribuição de riqueza justa?
Quem se sente feliz com a infeliz rede de transportes que temos e o fraco acesso financeiro para dela usufruirmos?
Quem se pode envaidecer dos níveis de corrupção que temos?

Podemo-nos orgulhar de muito da nossa história, de muitos dos nossos produtos, de muito do nosso engenho, criatividade e desenrascanço, assim como o espírito aventureiro que espalhou 5 milhões de portugueses pelos 4 cantos do mundo.

Mas será que teremos de ser completamente cegos à situação miserável e vergonhosa em que nos colocámos e dizer ingenuamente que não existe uma verdade evidente de que “lá fora” (UE) as coisas estão/são melhores?

O que fizemos nós ao nosso país? Como foi possível deixarmos aumentar a pobreza e a fome, a injustiça e a corrupção e deixarmos um país sem futuro para nós e para a nossa juventude?

Faltam-nos algumas coisas essenciais para nos tornarmos tão bons ou melhores do que os outros: humildade genuína, responsabilidade, responsabilização e honestidade.
Tudo o resto já temos, só que numa cultura arcaica como a nossa, isso acaba inevitavelmente por ser mal direcionado.
E o resultado está à vista – andamos nas bocas do mundo pelos piores motivos. Como poderei eu orgulhar-me disso?
 
Eu no nosso país nem do clima gosto, tendo em conta que por mim morava num país onde fizesse frio 325 dias por ano, 12horas por dia (no mínimo[:D]). Apesar disso, e mesmo dizendo tantas e tantas vezes para mim mesmo que odeio este bocado de terra, acabo por concluir que não é bem assim. Não consigo olhar para a bandeira nacional sem me arrepiar, não consigo ouvir o Hino sem me arrepiar, ou sentir calafrios "pela coluna acima". Há coisas que são mais fortes que nós, e afinal de contas foi aqui que eu nasci, e não posso ficar indiferente a isso. Acredito que nem eu, nem ninguém. E sim, também sou dos que quer emigrar, tendo em conta que quero dar uma vida decente aos meus futuros filhos, e sei que neste país é muito dificil de oferecer.

Apesar de tudo, há coisas que admiro e reconheço no nosso país, como o SNS, mas parece que dois ditos senhores, cujos nomes são Paços Coelho e Paulo Macedo, estão a tentar destruí-lo, e a educação também já teve melhores dias.

Posto isto, este país é bom para quem tenha um ordenado muito, mas muito acima da média.
 
O que muita gente só se apercebe depois de ir para fora é que, fazendo a vida como em Portugal, a poupança não é assim tão espectacular.

Em sociedades de mais elevado rendimento, os custos laborais põem em preços estratosféricos produtos onde o custo laboral é o primordial, nomeadamente, serviços.

O exemplo mais demonstrativo é a restauração.

Quando se fala nos países nórdicos, era bom o pessoal ao menos ter noção do que é pagar, no mínimo, €3 por um café ou €15/pessoa no restaurante mais barato e, pelo menos, €10 no fastfood pelo menu mais baratinho.

E basta ver que na maioria desses países os nacionais levam almoço na marmita para o emprego e nem de perto nem de longe, vão tantas vezes ao café como em Portugal.

Trocando por miúdos: por muito que o ordenado seja muito superior, o custo de vida é também ele muito superior.

Mas o pessoal continua a achar que ia ter lá uma vida 3 ou 4x superior porque o ordenado assim o seria...

...mas nada melhor que emigrarem e terem noção da dura realidade [;)]

P.S. E nem falo nos custos de habitação. Não é por acaso que o que é mais comum é o arrendamento. É um luxo ser proprietário...
 
Última edição:
O que muita gente só se apercebe depois de ir para fora é que, fazendo a vida como em Portugal, a poupança não é assim tão espectacular.

Em sociedades de mais elevado rendimento, os custos laborais põem em preços estratosféricos produtos onde o custo laboral é o primordial, nomeadamente, serviços.

O exemplo mais demonstrativo é a restauração.

Quando se fala nos países nórdicos, era bom o pessoal ao menos ter noção do que é pagar, no mínimo, €3 por um café ou €15/pessoa no restaurante mais barato e, pelo menos, €10 no fastfood pelo menu mais baratinho.

E basta ver que na maioria desses países os nacionais levam almoço na marmita para o emprego e nem de perto nem de longe, vão tantas vezes ao café como em Portugal.

Trocando por miúdos: por muito que o ordenado seja muito superior, o custo de vida é também ele muito superior.

Mas o pessoal continua a achar que ia ter lá uma vida 3 ou 4x superior porque o ordenado assim o seria...

...mas nada melhor que emigrarem e terem noção da dura realidade [;)]

Já estive na Bélgica e na Alemanha e não vi nada disso.
 
Ainda há dias fui abordado por um senhor bem vestido com aspeto mal nutrido, muito bem falante que me pediu 50 cêntimos, se não me fizessem falta e não fosse muito incómodo. Assim o fiz e reparei no enorme pouco à vontade e falta de jeito para aquilo daquela pessoa que teria na ordem dos 60 anos. No minuto seguinte algumas pessoas começaram a olhar para ele e o senhor envergonhado foi-se embora.
Este e muitos outros casos estão à nossa volta e muitos outros estão atrás de portas e nem sequer imaginamos.

Depois temos o género de discurso que essa senhora profere que é vergonhoso e faz lembrar o tempo em que se apregoava ao miserabilismo e humildade como bens maiores para o cidadão honrado onde “o pão e vinho sobre a mesa ficavam bem com certeza”. Uma sociedade com desigualdades gritantes, falta de serviços sociais dignos e da providência de uma velhice com o mínimo de dignidade, não pode ser ignorada senão por gente ignorante ou mal intencionada.


Num país com tantas desigualdades, estamos a assistir a um crescendo de miséria, de gente só e abandonada, de idosos sem aquecimento e sem dinheiro para medicamentos, de deficientes sem apoios, de tanta gente sem emprego nem pão para pôr na mesa... e depois temos uma fulana que provavelmente não saberá nada acerca destas angústias, porque não lhe bateram à porta, vir a público dizer que o povo não sabe o que diz e precisava de ir lá fora ver para crer.

Pode parecer demagogia o que digo, mas acreditem que não é. A realidade ultrapassa largamente a ficção que estes fazedores de opinião querem fazer crer. Querem fazer acreditar que mesmo sem comida na mesa somos uns felizardos.

Como poderei eu esperar que aquele senhor que me abordou a pedir uma esmola se sinta feliz porque a fulana lhe diz que no estrangeiro “Vai-se a ver, e até parecem pobres! Sinceramente, devíamos investir num bilhete de avião para cada português. Não há como ver para crer”.

Realmente, ver para crer é o que esta fulana deveria fazer descendo do seu pedestal e misturando-se com o povo para conhecer a realidade miserável em que muito do nosso povo vive.
Este género de gente mete-me nojo.
Desculpem lá alguma emotividade, mas só quem não sabe o que são dificuldades e como é a realidade do cidadão comum, é que pode escrever com tanta insensibilidade e arrogância.
 
Acho piada como a malta usa o cafe e a restauracao como termo de comparacao de custo de vida. Essa e' uma caracteristica muito nossa. Restauracao boa e barata abunda em portugal e o consumo de cafe esta totalmente enraizado. Comparem la o preco do kilo do arroz ou fruta por exemplo... vao ver que a coisa e' bem diferente.

Na minha experiencia e pelos contactos que tenho mantido com amigos a trabalhar na suica, holanda, UK, noruega, malta com qualificacoes nao anda a contar trocos, longe disso, e mesmo considerando o custo de vida superior.
Da para viver descontraidamente nestes países. Estou a falar num caso de empregos na area de TI.

Agora muita atencao, nem tudo sao rosas. O dinheiro n e' tudo.
 
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O que muita gente só se apercebe depois de ir para fora é que, fazendo a vida como em Portugal, a poupança não é assim tão espectacular.

Em sociedades de mais elevado rendimento, os custos laborais põem em preços estratosféricos produtos onde o custo laboral é o primordial, nomeadamente, serviços.

O exemplo mais demonstrativo é a restauração.

Quando se fala nos países nórdicos, era bom o pessoal ao menos ter noção do que é pagar, no mínimo, €3 por um café ou €15/pessoa no restaurante mais barato e, pelo menos, €10 no fastfood pelo menu mais baratinho.

E basta ver que na maioria desses países os nacionais levam almoço na marmita para o emprego e nem de perto nem de longe, vão tantas vezes ao café como em Portugal.

Trocando por miúdos: por muito que o ordenado seja muito superior, o custo de vida é também ele muito superior.

Mas o pessoal continua a achar que ia ter lá uma vida 3 ou 4x superior porque o ordenado assim o seria...

...mas nada melhor que emigrarem e terem noção da dura realidade [;)]

P.S. E nem falo nos custos de habitação. Não é por acaso que o que é mais comum é o arrendamento. É um luxo ser proprietário...

Já estive na Bélgica e na Alemanha e não vi nada disso.

Aqui na Bélgica é bem assim.
 
O que muita gente só se apercebe depois de ir para fora é que, fazendo a vida como em Portugal, a poupança não é assim tão espectacular.

Em sociedades de mais elevado rendimento, os custos laborais põem em preços estratosféricos produtos onde o custo laboral é o primordial, nomeadamente, serviços.

O exemplo mais demonstrativo é a restauração.

Quando se fala nos países nórdicos, era bom o pessoal ao menos ter noção do que é pagar, no mínimo, €3 por um café ou €15/pessoa no restaurante mais barato e, pelo menos, €10 no fastfood pelo menu mais baratinho.

E basta ver que na maioria desses países os nacionais levam almoço na marmita para o emprego e nem de perto nem de longe, vão tantas vezes ao café como em Portugal.

Trocando por miúdos: por muito que o ordenado seja muito superior, o custo de vida é também ele muito superior.

Mas o pessoal continua a achar que ia ter lá uma vida 3 ou 4x superior porque o ordenado assim o seria...

...mas nada melhor que emigrarem e terem noção da dura realidade [;)]

P.S. E nem falo nos custos de habitação. Não é por acaso que o que é mais comum é o arrendamento. É um luxo ser proprietário...

Não é só neste tema, basta ver os temas de política que muitos toldam a sua opinião de acordo com a ilusão que querem viver. Neste caso em particular concordo contigo, nada como sair do país para ver a realidade.

Depois temos opiniões de pessoas que só sabem ver o copo meio cheio e nunca meio vazio, mas isso já faz parte do nosso fado.
 
Realmente como ainda não dei a minha opinião quanto ao comentário que deu origem a esta discussão, aqui fica.

Já desde que ouço a participação dessa senhora na Antena 1 que cada vez mais a tenho como uma pita cheia de moral que provavelmente nasceu e cresceu no meio do joio da sociedade e não tem bem noção do que é a vida "cá fora".

Não conheço a sua biografia mas é a impressão com que fiquei, de toda a sua demagogia e das ideias que defende.
 
Só conto uma pequena história muito recente.
Uma senhora que eu conhecia, trabalhava numa empresa promovendo certos produtos.
Sem horários, sem ajudas de custo no trabalho que empreendia e com abusos e ameaças de desemprego do patrão, despediu-se e resolveu ser empreendedora abrindo o seu negócio (no mesmo ramo). Com os excelentes incentivos do estado, um estado mau pagador, mas bom cobrador, e com a crise a aumentar, abriu falência.

Recebeu um convite para trabalhar na hotelaria na Suíça (servir à mesa). 3 mil € com comida e alojamento no hotel onde trabalha. Um familiar também já para lá foi como porteiro.
Os descontos são maiores e os preços mais elevados do que cá, mas a qualidade de vida é superior.

Por cá pagamos das mais elevadas taxas de impostos e não se vê nada em termos de serviços que se compare com a UE.
No nosso país temos os licenciados a trabalhar a recibos verdes, nas caixas dos hipermercados ou a contratos a 6 meses com salário mínimo (485€).

Não nos iludamos que no restante da europa é o paraíso, mas tenhamos a humildade de reconhecer que não temos qualidade de vida nem soubemos proporcionar um futuro digno para nós nem para os nossos.
 
Mas o pessoal continua a achar que ia ter lá uma vida 3 ou 4x superior porque o ordenado assim o seria...
Ninguém com a mínima noção das coisas pensará que a coisa é assim tão linear.

Mas em muitos países "lá fora", onde consegue o tal ordenado 3x ou 4x superior, com esse ordenado facilmente consegue um poder de compra 2x superior. Se o poder de compra não fosse superior quase ninguém lá ficava, quando o que vejo é que quem vai (dos que vão para fazer vida e não para juntar uns trocos durante uns meses) raramente volta. Aliás, conheço quem tenha voltado de tão próximo como Espanha e ainda hoje diz que foi a pior coisa que fez, voltou para passar de cavalo para burro.

Não me venham cá com tretas, dizer que em Inglaterra com 4000€ se vive como aqui com 1000€. Eu também compro muita coisa de Inglaterra e sei que nem tudo é mais caro, e aliás muita coisa é mais barata (e não me venham também com os exemplos da treta do T1 no centro de Londres porque um T1 no Parque das Nações também não deve ficar nada barato e provavelmente não se sustenta com 1000€).
 
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Aqui na Bélgica é bem assim.

Estive aí há sensivelmente 5 anos, e apesar do café, do tabaco e do alcool serem muito mais caros comparativamente a Portugal, os alimentos necessários à nossa alimentação no supermercado e hipermercado, eram ao mesmo preço, comparando com Portugal. Uma amiga que foi comigo comprou um telemóvel em plena cidade de Bruxelas, e quando chegamos a Portugal, vê-mos que o mesmo telemóvel cá custava mais do dobro.

Sim, e também comi no McDonalds lá, e uma refeição completa de hamburger, batatas fritas, coca-cola e gelado, ficou-me a pouco mais de 5 euros, mas no Quick, era bem mais barato.

Agora também posso dizer que fiquei chocado por me levarem 2 euros para utilizar a casa de banho de um café... Assim como na Alemanha, me levaram 1 euro por um copo de água da torneira. E agora que recordei estas aventuras por estes países, lembrei-me de mais um ponto positivo para Portugal: A fruta vendida em Bruxelas, não chega nem ao calcanhar da fruta portuguesa (no geral).
 
Ninguém com a mínima noção das coisas pensará que a coisa é assim tão linear.

Mas em muitos países "lá fora", onde consegue o tal ordenado 3x ou 4x superior, com esse ordenado facilmente consegue um poder de compra 2x superior.

Não me venham cá com tretas, dizer que em Inglaterra com 4000€ se vive como aqui com 1000€. Eu também compro muita coisa de Inglaterra e sei que nem tudo é mais caro, e aliás muita coisa é mais barata (e não me venham também com os exemplos da treta do T1 no centro de Londres porque um T1 no Parque das Nações também não deve ficar nada barato e provavelmente não se sustenta com 1000€).

Desculpa estar a concordar tanto contigo mas é assim que penso e já o disse no que toca ao poder de compra.
Jogos de consola são mais baratos, camisolas de futebol idem, só para enumerar alguns artigos de primeira necessidade...
 
Vejo todos a falarem dos restaurantes e dos copos, que facilmente se cortam. Não vejo ninguém a falar de habitação, saúde, educação e segurança social. Nunca vão para um país a pensar que as regras são as mesmas que em Portugal, pode correr muito mal.
 
La fora e dificil tambem arranjar um bom emprego, ha muita concorrencia de paises de leste que trabalham por qq preço e nao se importam de fazer GRANDES sacrificios para levar os €€€ de volta. Por isso e que hoje em dia so vale a pena "fugir" se tivermos a certeza que temos trabalho certo porque se corre mal temos de ca voltar e................. desemprego!!! Emigração era na decada de 70 e 80 onde era facil arranjar trabalho e melhorar a vida, hoje me dia e cada vez mais dificil fazer o mesmo.

Tenho ideia, do que li em foruns como o EnglishForum.CH, especifico da suiça, que máis que esses trabalhos que "ninguém quer", há é muita concorrência para trabalho especializado. Engenheiros, cientistas... Lá um salário baixo é 4mil€ ao mês para essas pessoas. Há muitas a receber mais de 8mil ao mês. Aqui pagam-se 600-800€ a muitos engenheiros, e a vida não é tão barata assim. E mais, pelo que li, achei fabuloso, os impostos são muito reduzidos(o oposto da Dinamarca) e se fores casado e tiveres filhos, pagas ainda menos. Um autentico fomento para a Natalidade.
 
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Jogos de consola são mais baratos, camisolas de futebol idem, só para enumerar alguns artigos de primeira necessidade...

Juro que fiquei sem perceber se era ironia! Mas mesmo sendo mais caros, com os rendimentos superiores, as pessoas acabam secalhar por pensar em como gastar o seu dinheiro, então vêm filmes, lêm livros, vão a varios eventos sociais (em portugal é só bares, futebol e festivais de verão..)
 
Comparem la o preco do kilo do arroz ou fruta por exemplo... vao ver que a coisa e' bem diferente.

Volto a repetir: o custo de vida superior é tão mais patente quanto mais o factor laboral for preponderante no custo final do produto.

Por isso é perfeitamente normal a conta do supermercado ser equivalente ou pouco superior.
 
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