Já agora que aqui estamos, e sem qualquer animosidade pessoal, esta é uma ideia venenosa posta a circular pelas seitas que não gostam de concorrência à sua fé "secular" no progresso miraculoso que curará todos os males e nos levará ao paraíso na terra.
Por exemplo, a república romana, protótipo ideal das repúblicas modernas, exigia dos seus dirigentes a aderência, e o governo, dos cultos religiosos - "pontifex maximus" era um cargo estatal. O temor ao divino era a garantia última do cumprimento das leis: se os homens falhassem na justiça, poderiam ser as divindades a retribuir aos criminosos.
O que temos hoje, aliás, dá razão aos romanos: qualquer espertalhote acha que se conseguir empatar a justiça, escapa impune.