O estilo Sócrates

Efectivamente só lhe posso dar razão.

Mas eu espero que isto não esteja assim tão pidesco, mas a julgar por algumas atitudes ... se calhar ...

Eu também espero que não seja nada pidesco. Mas garanto-te que nas últimas horas já me arrependi de colocar aqui alguns textos ou imagens. E é essa insegurança que me está pessoalmente a perturbar. Eu não me deveria sentir assim, preocupado, numa democracia.
 
Grupo 1 - O Sócrates é um malvado, a abater a todo o custo, qualquer assunto serve.

Grupo 2 - O Sócrates não interessa, o que interessa é a mentira.

Grupo 3 - O Sócrates até é engraçado, vamos esquecer a mentira, está perdoado.

Grupo 4 - Ninguém toca no Santo-Sócrates, tudo o que faz é justificado!
 
A voz dos outros

A voz dos outros

Obviamente que não é obrigatório que o primeiro-ministro tenha grau académico, nem sequer se exige que seja - ou não - licenciado. Só em Portugal é que ainda se usa destes preconceitos, num país em que se chamam "senhores engenheiros" aos avaliadores de cartas de condução. Porém, o que está em questão pode ser mais uma vez a mentira na política - porque se na página oficial do Governo se mudou a designação de "Engenheiro" para "licenciado em Engenharia" é porque se reconheceu que se estava a faltar à verdade dos factos. A investigação do "Público" apurou pelo menos indícios de situações pouco claras no que diz respeito ao modo como a licenciatura foi obtida. Por outro lado, verifico com alguma apreensão que também em alguma blogosfera se evite pudicamente falar sobre o conteúdo da notícia - que seria manchete em qualquer jornal de referência do mundo civilizado - e até exista quem expresse muito sintomaticamente a sua tristeza com o facto de o jornal "Público" ter investigado uma história mal contada. Continuamos a viver num país reverente e obrigado que ainda não percebeu muito bem o que representa a liberdade de informação.
Paulo Pinto Mascarenhas
http://revista-atlantico.blogspot.com/
 
Para que fique registado, o nosso país tem sido governado por engenheiros, economistas e advogados...

Como está o nosso país mesmo?...Pois...
 
Sobre este assunto, gostaria de dizer o seguinte:

A diferença entre ser Engenheiro ou Licenciado em Engenharia é na maior parte dos casos... o pagamento mensal à ordem dos Engenheiros. As ordens são uma espécie de cartel profissional que não fazem sentido nenhum....

Já as dúvidas relativamente à Licenciatura do Sócrates parecem ter fundamento, o que, a ser verdade é VERGONHOSO. Ou talvez não...

Não estamos já habituados às mentiras dos políticos? Então... é só mais uma :)

Até não é tão grave como estas:

"Prometo que não aumentamos os impostos"
"Com o PS, as SCUTS são para manter"
 
Última edição:
Sobre este assunto, gostaria de dizer o seguinte:

A diferença entre ser Engenheiro ou Licenciado em Engenharia é na maior parte dos casos... o pagamento mensal à ordem dos Engenheiros. As ordens são uma espécie de cartel profissional que não fazem sentido nenhum....

Bom, mas em troca recebes uma revista e um cartão de sócio.[:D][:D][:D]
 
1- Ontem, comecei o dia mal disposto. Então não é que sou cidadão de um país cujo primeiro-ministro não é engenheiro civil, mas apenas licenciado em Engenharia? O facto por si só não explica a nossa crise, mas, quem sabe, não é factor de peso. Salazar, dito o Botas, salvou as nossas finanças mercê dos seus profundos conhecimentos e confortável assento na cátedra de Coimbra, mas, depois, enterrou o país. Marcelo, que também tinha cátedra na praça de Lisboa, saiu de tanque para um exílio triste depois de uma governação medíocre. Sócrates, que é apenas um licenciado, ainda por cima por uma universidade que anda agora nas bocas do mundo pelas piores razões, só pode acabar pior. Afinal de contas, ele nem engenheiro é! A Europa que se cuide! Dentro de poucos meses, terá na presidência um reles licenciado! A Europa, aliás, preocupa-se muito com isso. Os drs. e eng.ºs não são usados e, por exemplo, Jacques Delors, o último grande dirigente europeu, não tinha curso superior. Em Portugal, infelizmente, continua a valorizar-se os títulos académicos. Ai de quem seja apenas "senhor" ou "senhora". Significa isto que continuamos agarrados às aparências, olhando de soslaio os que sem título académico progridem, fazem progredir, e se notabilizam. E não faltará quem, tendo lido ontem o "Público", acabe concluindo que "ele nem engenheiro é". Uma tristeza, se assim for.

JN


Impecável! [:D]
apr:) apr:) apr:)
 
Mas pelos vistos, ele nem sequer tirou a licenciatura.

A minha preocupação não é ser governado por um Engenheiro (o outro que passou por lá, especialista em pântanos não deixou saudades...).

Preocupa-me que o nosso Primeiro minta.

E é essa a única avaliação que deve ser feita.
 

Impecável! [:D]
apr:) apr:) apr:)


Realmente o seu fanatismo ultrapassa tudo.
Sempre pensei encontrar este tipo de fanatismo noutros quadrantes mas..... afinal .... há em todo o lado.
Continua a não querer entender qual a gravidade do problema.
coloco-lhe aqui uma nota que acompanha o artigo do público com a certeza que continuará a fazer essa triste figura.

Por que decidimos fazer esta investigação - Nota da Direcção Editorial

Há cerca de um mês que se avolumaram, na blogosfera, referências múltiplas, algumas delas entretanto reproduzidas em jornais ou citadas nas rádios, à forma como José Sócrates obtivera a sua licenciatura em Engenharia Civil.

Para o PÚBLICO, o currículo académico de um político ou qualquer outra figura pública não é critério para o avaliar nem como pessoa, nem para saber se é ou não competente para exercer o cargo que ocupa. Grandes figuras políticas europeias - como Jacques Delors - não possuíam qualquer licenciatura. Na banca portuguesa, o presidente de um dos principais bancos privados e o vice-presidente doutro grande banco também não completaram a sua licenciatura.

E, entre os seis membros da direcção do PÚBLICO, só um completou a licenciatura, e não é o director. Em contrapartida, para o PÚBLICO, é importante verificar se referências susceptíveis de colocar em dúvida a forma como o primeiro-ministro se licenciou merecem ser investigadas. Não para saber se merece ou não o título com que se apresenta, mas para verificar se agiu sempre de forma limpa, leal e legal. Era isso que os boatos que corriam um pouco por todo o lado punham em causa - e saber se um curso superior foi obtido ou não de forma limpa, clara e legal é fácil de provar.

O resultado dessa investigação, assim como os passos dados pelo jornalista para recolher a informação aqui reunida, permite ao leitores ajuízarem sobre o que estava certo e o que estava errado no que se dizia à boca pequena, algo que só foi possível porque o próprio primeiro-ministro deu autorização para que consultássemos o seu processo individual na Universidade Independente. Desse processo apenas reproduzimos nestas páginas imagens das peças que considerámos mais relevantes, o que resultou da opção de não divulgar outros elementos do currículo escolar que não eram relevantes para esta investigação. Fizemo-lo por considerar que isso podia configurar uma intromissão na esfera privada de José Sócrates que nada acrescentava ao esclarecimento do que era relevante.

Esta investigação permitiu já ao gabinete do primeiro-ministro corrigir um elemento do seu currículo que era disponibilizado no site oficial do Governo, o que em si mesmo é positivo.

O PÚBLICO não dá à estampa boatos, mas não deve ignorar que eles existem e que a melhor forma de acabar com eles é confirmá-los ou infirmá-los. Foi isso que procurámos fazer, até ao limite do possível, com esta investigação.
 
Mas pelos vistos, ele nem sequer tirou a licenciatura.

A minha preocupação não é ser governado por um Engenheiro (o outro que passou por lá, especialista em pântanos não deixou saudades...).

Preocupa-me que o nosso Primeiro minta.

E é essa a única avaliação que deve ser feita.

O problema está na mentira? Então gostava de saber qual foi o 1º ministro que nunca mentiu. :)
 
A Mentira !!!!

A Mentira !!!!

Porque não se percebe que se censura a mentira fica a definição de mentira.


Mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela.

Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras.

Dependendo das definições, uma mentira pode ser uma declaração falsa genuína ou uma verdade seletiva, uma mentira por omissão, ou mesmo a verdade se a intenção é enganar ou causar uma ação que não é do interesse do ouvinte.

“Mentir” é contar uma mentira.

Uma pessoa que conta uma mentira, em especial uma pessoa que conta mentiras com freqüência, é um “mentiroso”.


Moralidade da mentira

Mentir é contra os PADRÕES MORAIS de muitas pessoas e é tido como um pecado em muitas Religiões.





Uma razão para que a mentira possa persistir como uma estratégia em ambientes sociais é que não é a comparação dos fatos contra alguma noção de verdade, mas em vez disso, a avaliação de se uma traição da confiança aconteceu ou não, que determina a resposta a uma mentira.


Quando a criança primeiro aprende como a mentira funciona, naturalmente elas não possuem o entendimento moral para evitar fazer isso.

É necessário anos observando as pessoas mentirem e o resultado das mentiras para desenvolver um entendimento adequado. A interferência da família também é imprescindível para que a criança compreenda através de bons exemplos a forma correta de agir.

A propensão a mentir varia muito entre as crianças, com algumas fazendo isso de maneira costumeira e outras sendo com freqüência honestas.



Os hábitos em relação a isso mudam normalmente até o início da idade adulta.


Nos casos em que esta mudança não ocorre, a psicologia os definem como adultos no estágio de infancia psicológica.
 
A reter na mente!!!

A reter na mente!!!

Pelas razões que abaixo se descreve quando se mente sobre habilitações literárias ou Académicas.



Mentir no CV


Mentir é como comer cerejas: depois de se comer uma não se consegue parar...


Deve mentir no seu CV?
Está a ler um anúncio e parece ser dirigido a si, uma vez que satisfaz todos os requisitos. Mas ...querem alguém com experiência? "Bem, não tenho experiência nesta área mas tenho a certeza de que consigo aprender."
A maioria de nós já pensou este tipo de coisas, mas como traduzir esse pensamento no nosso CV?


Veja alguns exemplos:
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Candidato 1: "Azar, não posso candidatar-me para este posto". E desiste.



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Candidato 2: "OK, não tenho a experiência que pedem, mas invento qualquer coisa.
A última empresa onde trabalhei já não existe, ninguém vai s
aber o que fiz ou não fiz lá."
O candidato dois acrescenta ao CV responsabilidades que nunca teve.


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Candidato 3: "É óbvio que não tenho a experiência que pedem mas posso aprender facilmente o que é necessário para fazer o trabalho. A única coisa que posso fazer é candidatar-me e explicar na minha carta de candidatura que não satisfaço totalmente o perfil mas que farei todo o possível para aprender. Não tenho nada a perder."
O candidato três tomou a decisão mais sensata e o número um pode ter deixado escapar um emprego fantástico.

O candidato dois é um perdedor, pois mentir nunca é boa ideia. Afinal, dizer que está doente é diferente de atribuir a si mesmo conhecimentos e experiências que não tem.

Uma mentira leva a outra?



Regra geral, sim. Suponhamos que decide mentir no seu CV. De facto, tem experiência de trabalho numa firma semelhante mas não era verdadeiramente responsável por aquilo que colocou no CV. Pensa que foi uma mentira sem importância, mas vai ver que, mais cedo ou mais tarde, vai questionar-se se foi mesmo uma mentirinha sem importância.

Um empregador lê o seu CV e fica interessado. É chamado para uma entrevista e é questionado sobre a sua experiência. Agora, vai ter de continuar a mentir o que implica ter que falar de uma forma credível sobre coisas com as quais não está familiarizado.

Imagine que é recrutado. Ainda pior! Agora tem que fingir que está familiarizado com o trabalho.
Até aqui só mentiu à pessoa que o contratou; agora tem que mentir a colegas e eventualmente a clientes.


E se for apanhado?

Ainda não falámos do motivo mais evidente para não mentir: ser apanhado!
A sua nova empresa pode verificar as suas referências e apanhá-lo de imediato. Pode pensar que não tem nada a temer, se o empregador anterior faliu ou se já não existe, mas pense bem antes de mentir.

Afinal, o mundo é pequeno e isto é especialmente verdade no mundo profissional, onde todos se conhecem. Sabe lá quem o seu novo chefe conhece, de quem o filho dele é amigo ou de quem foi colega na faculdade!

Nem é preciso que o denunciem. Afinal, nunca exerceu aquela função na vida e não se está a safar lá muito bem... o seu director considera-o um incompetente e manda-o embora.

Por ser mentiroso ou incompetente, você é despedido e começa a procurar um novo emprego. Aprendeu uma lição e jurou que nunca mais mentir, por isso o melhor é fazer um novo CV.

E agora? O que fazer com o emprego anterior, obtido através de uma mentira? Omiti-lo é mentir novamente.
E vai dizer porque foi despedido? Mais uma vez, você é confrontado com a pergunta: posso mentir no meu CV?

Moral da história: a mentira tem pernas curtas e mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

Semanário de Referência
 
É... Para alguns está difícil de perceber que o problema está apenas na mentira.

Para mim não é importante se alguém é ou não Engenheiro mas para o Sócrates deve ser, de outra forma não teria aceite andar todo este tempo a ser tratado por engenheiro. O Delors não era licenciado, mas ele também nunca disse que era.

Se não estou em erro o John Major também não era licenciado.
 
Preocupa-me que o nosso Primeiro minta.

1. Vamos lá a ver, a falsificação/omissão/pouca transparência deste processo todo tem que se perceber no contexto da evolução política do Sócrates.

Ele meteu-se na política cedo, entra prá JSD da Covilhã porventura por influência do pai -militante do PSD-, percebe que o que vai dar em Castelo Branco é o PS, muda-se para o PS, entra para o aparelho, delfim do popular e ascendente Guterres e todos aqueles anos pouco ou nada faz para além de política.

Em 95 chega a secretário de Estado e não ser doutor num cargo desses já parecia mal, quanto mais ministro do Ambiente, a que aspirava.

Por isso era necessário ter o título.

Transferências disto e aquilo, de cursos aqui e acolá, universidade independente presta favorzinho ao PS-poder, equivalênciazinha, patati patata e pronto, passa a ser o senhor engenheiro, problema resolvido neste país indígena.

Isto é não desculpá-lo, atenção, mas as circunstâncias levam a esta embrulhada que agora está a vir ao de cima.

2. E isto também vem acrescentar mais um capítulo na história recente dos PMs portugueses. Nada fizeram para além de política na vida. NADA. Desde o Guterres ao Santana, passando pelo Barroso. E isso devia-nos preocupar. Eu sei que esta questão parece secundária quando está em causa uma mentira/dissimulação deste nível mas no fundo é uma das questões mais substanciais que explicam o estado da política portuguesa.

3. Quanto ao carácter do nosso PM, isto não é novidade nenhuma, não vejo que choque é que isto pode provocar a alguém.
 
Última edição:
E agora!? Com que cara vou aparecer no fórum AHO que é o meu preferido!? Já não bastava não estar a cumprir com as promessas feitas pré eleições, agora isto!? E a minha mãe sempre com aquela treta proverbial; "Filho, escuta, olha que a mentira tem perna curta"...[:blush:]


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