O estilo Sócrates

Para mim ele até podia ser agricultor ou picheleiro.
Para mim o que está aqui em causa é um individuo fazer-se passar por algo que não é. se se vier a provar que José Sócrates "comprou" o diploma, isso é uma vigarice.... e cá do alto da minha "pacovianice" acho que um individuo que faz isso não deve estar no cargo de primeiro ministro, mas sim no banco dos réus.


É sintomático da "pacovianice" que grassa por este país exigir que o primeiro ministro tenha de ser licenciado em alguma coisa, não interesse em quê nem onde, interessa é que tenha uma merd@ dum canudo na mão...

- Em nenhum lugar da nossa constituição se indica que o PM tem de ser licenciado...

- Em nenhum lugar da carta dos direitos do Homem se indica que um homem licenciado é mais capaz, mais inteligente, mais perspicaz, entre outros atributos do que um não licenciado...

É triste e revoltante ver ataques deste género... estou-me a cag@r que o gajo tenha uma licenciatura na Independente ou a 4ª classe na escola de correcção da Cova da Moura... isso é totalmente IRRELEVANTE!!! Eu EXIJO é que ele exerça o cargo para o qual foi eleito da melhor forma possível!

Deixem de ser pacóvios...
 
Exacto Rasec

MAS

Se isto servir ou contribuir de alguma forma para o mandarem abaixo, acho mto bem... ele que caia e rapido, por esta razao ou por outra qualquer desde que caia...


Boa, vamos vazer com que ele caia e rápido! e Depois vamos lá por quem?

O micro machines?

O Paulo Tortas ou o Ribeirinho?

O camarada Cassete Cunhal versão 37?

Quem sabe o camarada Cassete Cunhal versão 14 remix?

Ou quem sabe o Xor Alberto do Jardim do atlântico...


NOTA - Eu nunca votei PS na vida...
 
O que está em causa aqui não são as suas graduações académicas (ou falta delas) mas sim as constantes mentiras e quebrar de promessas que fez desde que formou o executivo.
 
Bem, agurdemos as explicações que ele garantiu ir dar para a semana que vem! Esperemos que cumpra esta promessa...

Pois, ainda não acabaram de tratar de todos os papeis que faltavam. [8b]

A UNI mais parece uma UPS que outra coisa. [:D]

O PM afirmou que só se pronuncia depois de resolvido a questão da UNI.
Claro, está tudo ligado.

É tudo uma questão de pressão e contrapartidas [;)]
 
Consigo imaginar as suas explicações de segunda feira:

1º - Isto é uma cabala orquestrada pela oposição para denegrir a minha pessoa, estou a fazer um trabalho tão bom e não conseguiram pegar em mais nada se não em questões pessoas

2º - Problemas administrativos são da inteira responsabilidade da universidade, não meus.

3º - Como se trata de uma não-questão, vamos voltar ao que interessa, consegui reduzir em X% o défice, consegui reduzir a função pública em X%, etc etc...
 
Este assunto é profundamente lamentavel. Na realidade ninguém acredita (excepto os fundamentalistas Pê-ésse) que por trás da licenciatura do Ex-Eng José Sócrates não há haja qualquer coisa menos clara. Não se trata de por em duvida o mérito, trata-se de constatar o obvio.

Uma coisa é certa, pode ser licenciado, mas é concerteza ex-Engenheiro (se bem que ninguém pode ser ex uma coisa que nunca foi).

(de acordo com a RTP, a página oficial do governo já foi corrigida e isso é já reflexo deste caso)

Portanto, vamos a factos, seja licenciado, bacharel ou qq do género, uma coisa é certa:

usava um titulo que não podia usar e isso é lamentavel.

Lamentavel, mas tipicamente portugues. Um tique de provincianismo bem ao nosso jeito.
 
Vamos a ver como o José Sócrates se vai safar desta.

Mas o CV do homem é impressionante.

Licenciatura na UnI, que é a confusão que já sabemos...

MBA no ISCTE, sítio de onde têm saído os últimos líderes do PS. BTW, sabem para onde é que vai regressar o Paulo Pedroso? [:cool:]
 
Esse MBA também ainda não percebi muito bem..

Uns dizem que foi o melhor aluno de média final do MBA, depois também já li que o MBA ficou a meio por causa da politica..

:sh)
 
Como acho esta situação muito delicada parece-me que é de bom tom esperar pelas explicações! O assunto é sério, pois é a credibilidade de um homem que está em causa, mas é ainda mais sério por ser ele quem é.

Ser verdade, ou não, a resolução desta questão terá, forçosamente, de retirar consequências, sérias e definitivas, para o político, para o homem e, quiçá, para o país!

Espero que a situação seja tratada com toda a dignidade e que todos os envolvidos neste assunto saiam do mesmo idêntica postura.
 
...
Ainda relativamente ao assunto do tópico, o Expresso noticia que a UnI está já a averiguar nos arquivos deles, e esta semana, para bem [e mal] do povo, o assunto será definitivamente encerrado (já cheirava mal [:vm)] ).

...
Parece que te enganaste nas tuas previsões...
 
Infelizmente acho que vai tudo dar em nada... Não porque não haja fundamento, mas porque vão arranjar maneira de dissimular bem a coisa :(

E agora a Univ. está com a corda no pescoço, não sabe se terá ou não autorização para continuar, e como depende do ministro "Pê-esssse" alguém acredita que não irão fazer tudo para não lixar o PM?
 
"Justificação do Governo sobre inexistência de licenciados na UnI é contrariada por estudo oficial
05.04.2007 - 16h38 Ricardo Dias Felner


A justificação dada ontem ao PÚBLICO pelo Ministério do Ensino Superior para explicar por que razão, em 1996, não surge no relatório do Observatório para a Ciência e Ensino Superior (OCES) qualquer licenciado no curso de Engenharia Civil da UnI, que José Sócrates afirma ter concluído nesse ano, é contrariada pelos próprios dados desse estudo.
O Ministério do Ensino Superior alegara que tal se devia ao facto de o relatório Diplomados (1993-2002) não contabilizar os alunos licenciados que haviam sido transferidos de outros estabelecimentos de ensino: ou seja, de acordo com esta explicação, apenas seriam indicados os alunos que haviam iniciado e concluído os seus cursos no mesmo estabelecimento de ensino.

Olhando para os dados do levantamento estatístico percebe-se no entanto que, ao contrário do que refere o ministério, foram somados também casos de alunos que ingressaram na Universidade Independente (UnI) por transferência.

Para o ano de 1997, por exemplo, aparecem no relatório sete alunos diplomados em Engenharia Civil pela UnI, que só podem ali ter ingressado por transferência, uma vez que esta licenciatura apenas tinha três anos de existência nessa altura.

O curso de Engenharia Civil da UnI teve início no ano lectivo de 1994/95, tendo sido o seu plano de estudos posteriormente aprovado pela portaria número 496/95, de 24 de Maio.

A ser correcta a explicação do Ministério do Ensino Superior, os primeiros licenciados indicados no documento do OCES só surgiriam em 1999.

Sucede ainda que na introdução do relatório do OCES não é feita nenhuma ressalva relativamente à exclusão de alunos transferidos, afirmando-se, pelo contrário, que cabe no âmbito das estatísticas o grau de licenciado, “obtido através de diferentes percursos curriculares”.

Entretanto o Ministro do Ensino Superior fez saber, num comunicado enviado pelas 16h00, que solicitou à Inspecção-Geral do Ensino Superior que procedesse "ao esclarecimento cabal" "de apuramento e comunicação da informação estatística, assim como dos procedimentos de equivalência para prosseguimento de estudos, com vista a dissipar a inaceitável suspeição generalizada que foi lançada"."

Em http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290377&idCanal=21

Informação e contra-informação.
 
O diploma e a liberdade de imprensa


O diploma de José Sócrates ameaça tornar-se o seu caso Lewinsky, minando a credibilidade do primeiro-ministro, afectando a acção do Governo, condicionando a recuperação económica e mudando as expectativas positivas dos «animal spirits» que se vinham constatando desde que o líder do PS se instalou em São Bento.

Expresso
 
Investigação do PÚBLICO
Reitor Luís Arouca omitiu documentos do dossier da licenciatura de Sócrates
06.04.2007 - 10h02 Ricardo Dias Felner


O dossier de licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente (UnI), revelado ao PÚBLICO no dia 16 de Março, não estava, afinal, completo. Embora na altura da consulta — autorizada pelo primeiro-ministro — o antigo reitor da UnI tenha garantido que estava a disponibilizar todos os documentos sobre o aluno existentes naquela instituição, as duas jornalistas do "Expresso" que fizeram a mesma diligência seis dias depois tiveram acesso a outras partes do processo.
Por outro lado, pelo menos duas alegadas pautas dadas ao PÚBLICO, e que mostravam notas divergentes com as indicadas no certificado de habilitações do curso, desapareceram do dossier.

As fotocópias fornecidas ao PÚBLICO somavam 17 folhas, delas constando, nomeadamente, para além do certificado de habilitações da universidade e da folha apresentada como sendo um pauta, uma folha com as cadeiras que José Sócrates concluíra ao longo da sua licenciatura e uma certidão das cadeiras completas no Instituto de Engenharia de Lisboa, com a data de Julho de 1996.

Nessa altura, questionado sobre se não existiriam outras provas que indicassem, por exemplo, quem haviam sido os regentes das cadeiras concluídas por José Sócrates, o antigo reitor da Independente, Luís Arouca, afirmou taxativamente: “Nós não temos cá mais nada para além daquilo que eu lhe dei”, acrescentando ainda: “Ao fim de cinco anos vai tudo para o maneta”.

No dia 22 de Março, contudo, quando duas jornalistas do "Expresso" se dirigiram à UnI para ver o processo, surgiram novas folhas, sem que tenha sido dada qualquer explicação para tal facto. De acordo com uma das jornalistas do "Expresso" presentes nessa consulta — que foi acompanhada por quatro homens, para além de Luís Arouca —, foram revelados, pelo menos, seis novos documentos relativamente ao dossier mostrado ao PÚBLICO.

Entre eles estavam cinco alegadas pautas, cada uma correspondendo às cadeiras que constam do certificado de licenciatura de José Sócrates. A de Inglês Técnico aparece com a assinatura de Luís Arouca e as restantes, todas da área das estruturas, com a assinatura de António José Morais. Não foram, contudo, incluídos no dossier mostrado ao "Expresso" outras duas “pautas” reveladas ao PÚBLICO.

Nessas folhas, que são uma grelha do plano de curso, com a carga horária e a designação de cada disciplina, foram acrescentadas as notas de Sócrates. Comparadas as notas aí apresentadas com as que constam do certificado de habilitações, conclui-se que as avaliações finais são díspares em três cadeiras. Na disciplina de Betão Armado e Pré-Esforçado, a nota manuscrita é 17 e no certificado é 18.

O mesmo sucede na cadeira de Projecto e Dissertação: uma nota de 17 passa a ser de 18. Só a Análise de Estruturas é diminuída a avaliação: de 17, no certificado, para 16, na folha apresentada como pauta. A Inglês Técnico a nota mantém-se.


Em http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290437
 
Reacção a notícia divulgada hoje
Presidência da República nega reunião sobre polémica com licenciatura de Sócrates
06.04.2007 - 14h52 Lusa


Uma fonte da Presidência da República negou hoje à Lusa que Cavaco Silva se tivesse reunido com colaboradores para preparar uma resposta em caso de "danos colaterais" provocados pela polémica em torno da licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.

O "Dário de Notícias" noticiou hoje, citando uma fonte não identificada de Belém, que o Presidente da República terá analisado o curso do primeiro-ministro numa reunião "com colaboradores próximos".

Agora, uma fonte da Presidência da República não identificada pela Lusa desmentiu "categoricamente o teor da notícia de hoje publicada pelo 'Diário de Notícias'".

De acordo com aquele diário, o chefe de Estado "reuniu-se esta semana, discretamente, com os seus colaboradores mais próximos para preparar as eventuais ondas de choque do caso Universidade Independente e a polémica em torno da licenciatura do primeiro-ministro".

A fonte de Belém adiantou também ao DN que "Cavaco Silva está muito preocupado" com toda a polémica que tem gerado a licenciatura de José Sócrates.

O jornal adianta ainda que a percepção vigente em Belém é a de que o primeiro-ministro "anda muito nervoso" e não tem feito a melhor gestão do assunto, ao optar pelo silêncio, em vez de prestar todos os esclarecimentos sobre a sua licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente.

Em http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290450

A polémica continua (infelizmente).
 
A polémica continua (infelizmente).

1º - Curso tirado numa instituição privada, só aí já dá pra desconfiar, embora haja algumas instituições privadas de qualidade e seriedade, é verdade é que a maior parte não passam de supermercados de cursos superiores.

2º - Licenciatura passada num Domingo ? (Telejornal da SIC)

3º - José Socrates, Armando Vara, professor que deu as últimas cadeiras para a licenciatura amigo de Armando Vara.... Muito estranho

4º - No ano de 1996 não houve licenciados em Civil na UnI.

PDF que mostra os Licenciados de 1993 a 2002 (pág. 139) http://www.oces.mctes.pt/docs/ficheiros/diplomados19932002.pdf

Noticia no Publico http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290306&idCanal=21

Toda a verdade em http://democraciaemportugal.blogspot.com/

Não acreditem no que os outros dizem, vejam pelos vossos próprios olhos
 
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Sócrates forçado a mostrar diplomas para se defender


Ana Sá Lopes e Susete Francisco
Arquivo DN-Nuno Fox (imagem)
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Quebrando o silêncio que desgasta a sua imagem pública há duas semanas, José Sócrates vai mostrar ao país todos os seus diplomas, numa intervenção de contra-ataque àquilo que afirmará ser "uma campanha de calúnias" dirigida à sua "honorabilidade" e "reputação".

Na terça ou na quarta-feira, depois de Mariano Gago decidir o futuro da Universidade Independente, Sócrates fará uma intervenção pública em sua defesa, cujo formato ainda não está definido. Na segunda-feira à tarde, o ministro da Ciência e do Ensino Superior comunica a decisão do Governo sobre a Independente, que poderá passar pelo encerramento da escola.

Pressionadíssimo para vir a público defender-se, Sócrates decidiu ficar calado enquanto o processo de investigação à Independente não estivesse concluído. Agora, o DN sabe que o primeiro-ministro vai publicitar os diplomas do curso de Engenharia Civil que concluiu no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, a frequência do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, a licenciatura na Universidade Independente e o MBA concluído no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) com 17 valores.

Sobre as irregularidades processuais, Sócrates justificará que nenhum aluno pode ser responsável por trapalhadas de secretaria - como, de resto, já o seu gabinete veio a público declarar. Provavelmente, Sócrates aproveitará para lembrar que a Universidade Independente em que se matriculou era, à época, uma instituição tão honorável que Manuela Ferreira Leite, enquanto ministra da Educação de Cavaco Silva, lhe deu o alvará e o título de "instituição de utilidade pública".

Sócrates justificará que frequentou o ensino superior durante seis anos - quatro no ISEC, um no ISEL, as cadeiras da Universidade Independente e o MBA no ISCTE -, o que fará dele um cidadão com um currículo académico acima de muitos dos seus críticos.

A falta da frequência das aulas, denunciada publicamente por alguns dos seus colegas, também será desmentida pelo primeiro-ministro. Uma curiosidade: o seu motorista, à época em que era secretário de Estado, ofereceu-se para testemunhar as noites em que ficou à espera que o então secretário de Estado de António Guterres saísse das aulas.

José Sócrates não poderá esclarecer todas as dúvidas que persistem em torno da licenciatura, nomeadamente o facto de não existir Conselho Científico (o órgão que dá equivalências) na altura em que pediu as equivalências. Dirá que fez o que qualquer cidadão faz quando se dirige a uma universidade reconhecida pelo Estado para ministrar Engenharia Civil, nomeadamente por Manuela Ferreira Leite, que agora o critica: pediu equivalências, deram-lhe.

Para o Governo, Sócrates está a ser vítima de uma "campanha negativa", com origens obscuras, mas com precedentes: os boatos durante a campanha eleitoral e o caso Freeport. O tempo o dirá.

Uma opinião que se estende ao Governo e ao grupo parlamentar do PS. Na bancada da maioria, o sentimento definido ao DN por um dos deputados é de "preocupação" - "faz sempre mossa" - , mas também de "solidariedade" com Sócrates. "Há uma ideia geral de que, não o conseguindo pela via política, há uma tentativa de atacar o carácter do primeiro-ministro, tentando atingir a sua credibilidade", diz a mesma fonte. Sobre a reacção do chefe do Executivo ao adensar das dúvidas em torno da sua licenciatura, este deputado sustenta que esta é uma situação particularmente delicada: "Em condições normais devia ter falado, mas a crise na Independente criou particulares dificuldades a que pudesse reagir."

Em http://dn.sapo.pt/2007/04/07/tema/socrates_forcado_a_mostrar_diplomas_.html

Aguarde-se então pelas explicações do 1º Ministro.
 
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