O estilo Sócrates

ainda querias que alguem pague mais de 42% em impostos ?

quanto ao topico a unica coisa que me chateia nos ordenados dos gestores privados de topo é o facto de ainda não estar a ganhar tanto quanto eles[:D]
 
ainda querias que alguem pague mais de 42% em impostos ?
Se leres com atenção o que escrevi, vês que, não.

quanto ao topico a unica coisa que me chateia nos ordenados dos gestores privados de topo é o facto de ainda não estar a ganhar tanto quanto eles[:D]
Isso já é problema teu, o que é preocupante neste país, são os vencimentos do resto da população não serem pelo menos decentes, já não digo sequer vencimentos justos ou sequer tão elevados quanto os dos gestores.
 
Se o tema não fosse tão triste, até me fartava de rir quando alguém aqui diz que o ordenado de alguns gestores é fruto da produtividade de alguns. [:D] [:D]

Porque é que as pessoas não pensam um bocadinho antes de escrever? É que realmente não custa nada e evitava estas figuras.

Já agora, se não têm mais nada que fazer senão preocuparem-se com as remunerações dos Administradores privados, entretanham-se a pensar numa solução para aumentar as pensões de miséria que andam aí à solta por este País.
 
Segundo um estudo efectuado pela UE, são os que ganham mais na UE mas tambem são os que apresentam piores resultados

Nas duas apreciações ficam em primeiro [:)]
Isso recorda-me esta noticia que já postei no tópico dos gestores

Fosso entre ricos e pobres volta a bater recordes

O fosso salarial entre os mais ricos e os mais pobres em Portugal voltou a bater recordes, estando quase duas vezes acima da média europeia a 15. Segundo números divulgados pelo Jornal de Negócios, em 2005, os 20 por cento mais ricos tiveram salários 8,2 vezes superiores aos 20 por cento mais pobres.


( 08:55 / 14 de Agosto 07 )


O fosso nos salários entre os administradores das empresas e os restantes trabalhadores em Portugal voltou a bater recordes, revela o Jornal de Negócios.

De acordo com números de 2005 divulgados pelo Eurostat, os 20 por cento de portugueses mais abastados têm salários 8,2 vezes superiores aos 20 por cento mais pobres.

Comparando com outros países da Europa a 15, Portugal aparece com o fosso maior em relação a todos os restantes países, com um valor quase duas vezes superior à média europeia, que está abaixo dos cinco por cento

Portugal foi ainda um dos três países onde a luta contra as desigualdades recuou, sendo que nos outros, Finlândia e Suécia, o fosso entre os salários de administradores e funcionários foi de 3,6 e 3,3 por cento, respectivamente.

Segundo este jornal económico, o fosso entre os salários em Portugal começou a agravar-se em 2000, após um período mais favorável que aconteceu antes da chegada do Euro.

Dados avançados pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários mostram que os ordenados dos presidentes dos Conselhos de Administração das empresas do PSI-20 mais do que triplicaram entre 2000 e 2005.

De acordo com o Jornal de Negócios, os vencimentos dos administradores foram, em média, 33 vezes superiores aos dos trabalhadores tendo crescido nove por cento entre 2005 e 2006 por comparação com os dos restantes funcionários com aumentos não acima dos cinco por cento.

A recessão e um subsequente período de fraco crescimento económico, acompanhado pelo maior agravamento da taxa de desemprego da União Europeia poderão explicar o recorde no fosso entre estes salários em Portugal.
 
Se o tema não fosse tão triste, até me fartava de rir quando alguém aqui diz que o ordenado de alguns gestores é fruto da produtividade de alguns. [:D] [:D]

Porque é que as pessoas não pensam um bocadinho antes de escrever? É que realmente não custa nada e evitava estas figuras.

Já agora, se não têm mais nada que fazer senão preocuparem-se com as remunerações dos Administradores privados, entretanham-se a pensar numa solução para aumentar as pensões de miséria que andam aí à solta por este País.

Há quem se entretenha com os FPs e passe a vida a falar disso.

Cada um arranja o seu entretimento...são todos legitimos passatempos.
 
Há quem se entretenha com os FPs e passe a vida a falar disso.

Cada um arranja o seu entretimento...são todos legitimos passatempos.
Olha eu gosto de imagens politicas, como esta.

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Estamos num regime aberto, de economia de mercado.

Hoje em dia, ganhar bem não é sinal de oportunismo. É sinal que o esforço é compensado.

E devemos dar graças a Deus por termos estas oportunidades.

Claro que há alguns, que ficam sempre na mesma. Mas esses não contam.
 
Estamos num regime aberto, de economia de mercado.

Hoje em dia, ganhar bem não é sinal de oportunismo. É sinal que o esforço é compensado.

E devemos dar graças a Deus por termos estas oportunidades.

Claro que há alguns, que ficam sempre na mesma. Mas esses não contam.


Isso em Portugal não é bem assim...Eu também concordo que o ganhar bem é em geral sinal de esforço (como aliás já frisei neste tópico) e acho que é lamentavel que haja pessoas a duvidar disso.
Mas, também é verdade que os empresários portugueses (como portugueses que são) estão muito mais preocupados em apropriar-se de valor do que a criar valor (é uma verdade de la palice).

Quanto á k7, e à anormalidade da fixação...bem eu diria que em determinadas alturas é necessário ter alguma capacidade de encaixe, dado que não podemos continuamente atirar pedras para o ar sem que alguma vez uma nos caia na cabeça.

Já agora, sabes quel é nome que se dá a um boomerang que não volta depois de ser lançado?











Chama-se pau!
 
Socrates outra vez entalado

Socrates outra vez entalado

PÚBLICO consultou aleatoriamente 1000 processos na Câmara da Guarda
Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos
31.01.2008 - 23h25 José António Cerejo
José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.

O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”. Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”, no entendimento do penalista Manuel Costa Andrade, e são unanimemente condenadas pelas organizações profissionais dos engenheiros técnicos e dos engenheiros.

A actividade privada do actual primeiro-ministro como projectista de edifícios era publicamente desconhecida até que, em Junho do ano passado, um antigo presidente da Câmara da Guarda, o também socialista Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista. “Uma vez disse-lhe [a José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas, particulares. (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena”, afirmou o ex-autarca à Rádio Altitude, pouco depois de ter terminado o cumprimento de uma pena de prisão por corrupção passiva.

Obra quase desconhecida


Ausente dos seus currículos, o trabalho de Sócrates como projectista é muito pouco conhecido. Mesmo os seus amigos da Guarda ignoram se essa actividade se estendia a outros concelhos. Questionado pelo PÚBLICO, Sócrates confirmou que exerceu “funções privadas” desde 1980, mas nada adiantou quanto ao número, natureza e localização das obras que projectou.

O arquivo camarário da Guarda mostra, porém, que essa actividade, no caso daquele município, teve algum relevo. O PÚBLICO consultou aleatoriamente mil processos de licenciamento de obras particulares de entre os cerca de 4000 submetidos à autarquia entre 1981-1990. E só nessa amostra de um quarto da totalidade dos processos encontrou 27 com a assinatura de José Sócrates. No essencial, trata-se de casas de emigrantes, ampliações e anexos mas também dois edifício de habitação colectiva.

Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho.

Noutros casos, os trabalhos manuscritos apresentam uma caligrafia que não corresponde nem à de Sócrates nem à de Caldeira, e alguns deles aparecem dactilografados. Comum a muitos dos projectos assinados pelo técnico da Covilhã, que em 1986 se tornou líder distrital do PS em Castelo Branco, é o facto de serem rapidamente aprovados, apesar dos reparos e observações críticas dos arquitectos da repartição técnica da Câmara da Guarda e até dos pareceres contrários da administração central.

Coincidente em muitos deles é também o facto de os donos dessas obras garantirem que José Sócrates não é o autor dos projectos das suas casas. Dos 13 proprietários que o PÚBLICO conseguiu localizar – muitos dos outros residem no estrangeiro e alguns já faleceram –, apenas um, António Lourenço Fresta, confirmou que foi com ele que “tratou do assunto”.

“Só o conheço da televisão”

Alguns, como Aníbal Beirão, um empresário de Porto da Carne, não só negam que Sócrates tenha tido alguma intervenção nas suas obras, como identificam claramente quem o fez. “Tratei de tudo com o eng. Caldeira e foi a ele que paguei. Agora quem assinou não sei”, diz.

Outros, entre os quais António Caldeira, também empresário na mesma aldeia e irmão do engenheiro Fernando Caldeira, desmentem a ligação do primeiro-ministro às suas obras e apontam para autores mais ou menos incertos: “Isto não tem nada a ver com o Sócrates”, garante António Caldeira. No entanto, o projecto da sua fábrica de blocos de cimento, construída no interior de uma zona urbana, foi assinado em 1990 pelo deputado socialista que então mais se destacava na defesa do Ambiente. Segundo o empresário, o autor foi um conhecido arquitecto da Guarda. Sucede que nessa época este ainda nem sequer tinha concluído o curso.

Já o ex-emigrante José Pereira Ramos não hesita em identificar Cristóvão Pereira, um desenhador da câmara local, como autor do projecto da sua casa. “Foi a ele que paguei. Ao Sócrates só o conheço da televisão.”

Entre alguns engenheiros e arquitectos da Guarda, que pedem anonimato, a versão que corre sobre a ligação profissional de Sócrates à Guarda é simples e é assim resumida por um deles: “Havia aí um grupo de técnicos da câmara que açambarcava uma boa parte dos projectos de casas dos emigrantes. Como não podiam assinar punham o Sócrates a fazê-lo, porque ele era da Covilhã e não tinha esse problema” de impedimento legal.

De acordo com esta versão, o grupo era composto por Fernando Caldeira, António Patrício e Joaquim Valente, todos engenheiros técnicos e antigos colegas de José Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. O primeiro e o segundo são hoje directores de departamento na Câmara da Guarda e o último, que apenas foi técnico da autarquia em 1980 e 1981, tendo depois desenvolvido a sua actividade em duas empresas que criou, tornou-se presidente da mesma Câmara em 2005. Dos três, só António Patrício nega que alguma vez tenha tido relações profissionais com Sócrates. Os outros admitem ter trabalhado com ele, mas sempre “para ajudar pessoas a resolver os seus problemas”.

(mais textos sobre este tema no PÚBLICO de amanhã)
 
Isto condiz muito com a natureza dos portugueses que em geral pensam assim:

"Já que não podemos ser todos ricos, ficamos já muito contentes por sermos todos igualmente pobres."

No fundo, é isto, nada mais.

O povo quer é circo, primeiro foram os FPs, mas já está esgotado...agora viram-se para outros...É uma estratégia deploravel, miseravel.



este post fez-me lembrar um historia engraçada.

no fim dos anos 70 (apos a revolução) Otelo faz uma visita à suécia (considerada, tal como agora com país modelo...)


numa conversa com um ministro local otelo diz que em PT estavama tentar acabar com os ricos para equilibrar a sociedade.

ao que o sueco respondeu: "hum... ´nós aqui estamos a tentar acabar com os pobres...."


cumprimentos
 
x2

É um entre muitos milhares de eng. civis e outros a fazer o mesmo.

Infelizmente é uma realidade comum no nosso país.

Se isso torna o Socrates um primeiro ministro pior: acho que não!

A ver vamos como corre o resto do mandato.
 
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