Não é o Público que está errado, é todo o nosso jornalismo de investigação que está morto há muitos anos e atribuo a isso uma fatia considerável do estado a que o país chegou. Tivessemos mais investigação e mais agressiva, não só sobre a política nacional ou local, sobre as empresas e actividade económica, e sobre muitas outras coisas e se calhar o nosso país seria um pouco diferente.
O PÚBLICO incomoda muita gente porque isto é um país de amplas tradições de subserviência ao poder.
Para se fazer jornalismo sério, só jornalismo ao estilo RTP ou DN.
As eternas "verdades oficiais".
Tudo com muito...respeitinho. Respeitinho.
Para um político ser sério é imperativo falar pouco, fazer cara de mau e ser absoluto no poder.
E monge! Abnegado das coisas mundanas. Um santo que se sacrifica pelo povo.
E por isso é que os homens providenciais são sempre esfinges [

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E já vamos no terceiro nos últimos 100 anos [

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Não temos a maturidade social/intelectual/política para saber ver que os governos, as políticas, têm coisas boas e coisas más.
E nem tudo é mau e nem tudo é bom.
Daí que o não deslumbramento ao poder do momento é logo tomado como algo destrutivo, algo que vai abalar a nossa "paz social" conseguida com tanto custo por um homem providencial de tempos a tempos.
Nós, portugueses, como povo pobre e sempre sedento de esmolinha, gostamos da estabilidade da mediocridade, a verdade é essa.
E o problema destas coisas funcionarem por ondas irracionais, é que quando a onda virar, o homem providencial passa a ser o diabo, sem ter feito qualquer coisa positiva ao longo do seu tempo.
E como o povo justifica que o apoiou tão acerrimamente durante aquele tempo anterior?
Foi enganado! Ludibriado. Ah pois foi, coitado!
Solução?
Outro homem providencial [

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Ora bem [

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