O peso dos Funcionários Públicos

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

O que dizer então do sector privado (os tais, os únicos, os exclusivos que produzem riqueza...), já que detemos a mais baixa (ou das mais baixas) taxa de produtividade da UE...[xx(]
Meu caro Pé Leve, no caso das Empresas Privadas, quando não dá, fecha. Ponto final.

É a lei natural das coisas.

No caso da FP, continua. Exige-se mais condições, impede-se qualquer atitude reformista.

E como não vos sai do bolso, tudo tranquilo e esperar pelo fim do mês. :)
Concordo, quando uma empresa não dá terá de fechar, mas quando sector a sector a função pública não estiver a render o que deve a solução não será, convenhamos, um simples "fechar" mas, antes, um remodelar! Não se fecha a função pública...

As diferenças existem e são evidentes, como deverá ser diferente o encarar dos problemas e das respectivas hipóteses de solução! Público e Privado foram, são e serão diferentes e diferente terá de ser o seu tratamento!

Mas, Carlos, o remodelar não significa deteriorar as condições de trabalho, destruir carreiras de décadas conseguidas, tantas vezes, com tanto esforço (já falámos disso), fazendo pagar o tal justo pelo outro!

O esforço colectivo, no que à transversalidade de análise diz respeito, deverá ir no sentido da evolução, da optimização, do alcançar mais e melhor, do nivelar por cima e nunca por baixo! E atenção que não estou (apenas) a falar de "privilégios", estou a falar de objectivos produtivos.:)
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

Todos sabemos que a FP a funcionar a 100% produzia MUITO mais que produz. Não quero omitir isso. Agora dai até a ser culpa da FP do estado do pais... Vai um caminho muito longo.
Não me parece que alguém sério esteja a colocar as coisas desse modo.

Os Funcionários Públicos têm a ver com os estado da Função Pública.

O ESTADO do País é da responsabilidade de todos. :)

Desculpa, OS GOVERNANTES é que têm a responsabilidade do estado do País e da FP.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve
Simples, que seja qual for a forma como se exprimam, os que estão incondicionalmente contra a função pública atacam-na, à sua maneira, de forma cega e abrangente, sendo que nem se dão ao trabalho de fazer "a distinção"!

É que, meu caro, em 737.774 almas que servem na Função Pública concerteza que nem as suas atribuições e competências legais são todas iguais, nem as pessoas que as exercem o são...

É que, amigo André, o que eu contesto não é que parte de Função Pública funcione mal, como uma parte demasiadamente grande da privada também o faz, o que eu contesto é que não haja, claramente, a preocupação de fazer essa distinção!;)

A grande distinção nestas coisas são as prioridades.

Para mim, o país está acima da FP, para ti, provavelmente não (teoricamente até podes dizer que sim, mas nos exemplos práticos é que a coisa que se vê).

Ou seja, se para o bem do país, há que sacrificar comportamentos, direitos e regalias existentes na FP, eu não tenho problema nenhum em defendê-los.

É exactamente o mesmo que se passa na Educação.

Para mim, o aluno é a prioridade. Não o professor. O aluno não existe para o professor. O professor é que existe para o aluno.

Porque o grande problema da FP é que tem sido gerida para os sindicatos e para a coorporação em si, porque a força política sempre cedeu, uns governos mais outros menos, às pressões coorporativistas.

Não tem sido gerida para servir as pessoas ou o país. Veja-se o que nos indicam todos os estudos sobre os procedimentos na FP.

Mais de 60% são procedimentos puramente dirigidos para dentro. E isso está mal. Quando as instituições funcionam para servir-se principalmente em primeiro lugar, algo está mal.

Reconheço que isto é uma questão ideológica, mas é assim que penso. Não o posso evitar.

Eu não tenho nada contra os funcionários públicos nem contra a FP. Eu não acredito que possa existir um país sem FP. Não pode.

A FP é fundamental. E é imperativo que funcione bem, porque se não...atrapalha em muito o desenvolvimento do país.

A FP tem servido como um meio social político no qual o PS principalmente mas também o PSD constituiram a sua base de apoio.

O número actual de funcionários públicos não foi nem é ditado pela necessidade, nem por uma razão de melhoria e eficácia do funcionamento das instituições públicas.

Está mais que provado que mais pessoas, não significam...melhores serviços.

E basta ter como exemplo recente a última década. De 95 para cá a FP aumentou a sua força laboral em 1/3.

A qualidade ressentiu-se?

A FP serve melhor o país agora, do que em 95?

Resposta: Não.

A FP vai ter que mudar, inevitavelmente, e seria melhor para vocês que PROPUSESSEM e EXIGISSEM um sistema meritocrático e metessem na cabeça que certos comportamentos que vos deixaram adquirir ao longo dos anos são INSUSTENTÁVEIS no mundo actual.

Vocês precisam de concorrência e exigência.

Tal como o sector privado precisa.

Eu não defendo nada para vocês que não defenda para o sector privado. Nada.

A FP não se pode resumir ao que se resume hoje. Tem de atrair os melhores, tem de ser gerida e dirigida pelos melhores.

Não pode ser virada para atrair os mediocres, nem ser dirigida por mediocres.

E é aqui que a ideologia se intromete mais uma vez. A ideologia seguida por este país em relação à FP leva invariavelmente a que os melhores...fujam da FP e que os piores a desejem.

Nenhum bom aluno hoje aspira a ir para a FP. E isso devia fazer-nos pensar!!!

O contrato do Estado para com os funcionários públicos tem sido:

1. Têm emprego para toda a vida e uma vida descansada, caso assim entendam, pouca exigência nos horários, podem até só marcar corpo-presença;
2. Têm um melhor sistema de reformas e até se reformam mais cedo;
3. Em compensação ganham pior que no privado caso tenham formação superior;
4. A não ser que sejam médicos, juízes e outras poucas carreiras especiais, face à complexidade e especialização do vosso trabalho...até ganham bastante bem, o poder não vos toca e vocês levam a vossa vida.

Este contrato vem do Estado Novo e continuou com a democracia. Não pode continuar mais.

Os funcionários públicos não são mais nem menos que ninguém. Têm de viver com as regras do privado, é o que eu defendo.

Eu não acredito (como a Esquerda) que a FP é um meio de revolução social, nem tão pouco um meio de mudança social, nem tão pouco um meio de sustentação social.

A FP é e deve ser gerida por fundamentos racionais, com racionalidade e sempre tendo em vista a relação custo/benefício.

Actualmente o custo/benefício da FP é...tenebroso.
 
Pé Leve,

Penso que o facto de não sermos disciplinados nas discussões estas por vezes, e infelizmente começam a ser muitas, perdem completamente o sentido da conversa e somos na maioria das vezes improdutivos nas conclusões que pretendemos incutir.

Não se está a falar de extinguir a FP. Fala-se na maior parte das vezes e se ultrapasso este ponto, peço desculpa a todos, em racionalizar.

Como já tentei explicar mais atrás, ñão se espera que a FP seja gerida na perspectiva de lucro. Não é nada disso.

Apenas esperamos que haja racionalidade nos meios. E se não há dinheiro, como é que vamos enfrentar as coisas?
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Pé Leve,

Penso que o facto de não sermos disciplinados nas discussões estas por vezes, e infelizmente começam a ser muitas, perdem completamente o sentido da conversa e somos na maioria das vezes improdutivos nas conclusões que pretendemos incutir.

Não se está a falar de extinguir a FP. Fala-se na maior parte das vezes e se ultrapasso este ponto, peço desculpa a todos, em racionalizar.

Como já tentei explicar mais atrás, ñão se espera que a FP seja gerida na perspectiva de lucro. Não é nada disso.

Apenas esperamos que haja racionalidade nos meios. E se não há dinheiro, como é que vamos enfrentar as coisas?
Sim, mas parece-me que estamos de acordo aqui, sendo certo que o "não se pode fechar a função pública" serve para demonstrar que o critério de gestão, como, e bem, também dizes, tem de ser diverso entre o sector público e o privado!

E claro que, sabemos bem, havendo menos recursos financeiros (o "não há dinheiro" parece-me uma expressão figurativa exagerada...) o que existe tem de ser bem gerido. De acordo.

Agora, o que parece ser o pomo da discórdia é relativamente à forma como fazê-lo!

O executivo defende um exercício (quanto a mim falhado no método) de reorganização assente nos supranumerários, com todas as nuances já aqui faladas e consequências directas na produtividade que, evidentemente, põem em causa a escolha do mesmo, até porque (e começa logo aí) a escolha dos supranumerários assenta em critérios quiçá pouco objectivos e, em alguns casos, reveladores de desconhecimento profundo das instituições em análise, não obstante as auditorias já realizadas...

Depois, e igualmente polémico, por contrariar um princípio universalmente aceite em direito que é o da não rectroactividade, é o da aplicação, já, das medidas independentemente do tempo já decorrido nas carreiras e sejam elas quais forem, independentemente de renegociarem, unilateralmente, condições contratuais de raiz e prejudicando objectivamente muitos milhares de funcionários!
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

Carlos.L e se virmos uma teoria diferente.

UM FP não pode fugir aos impostos, e uma empresa privado pode... Então quem é que está a fazer pior pelo país?
Um dia temos que poder conversar sem essa anátema de pago/não pago impostos.

Tens que considerar que um trabalhador por conta de outrém está condicionado à retenção na entidade patronal e portanto está em situação de igualdade com um da FP.
 
Já todos sabemos que há muita coisa a mudar neste país, despedir fp não vai resolver problema nenhum na fp, isto pq? Pq os métodos de trabalho vão ser os mesmos, vai continuar-se a contratar empresas privadas para fazer funções, para as quais há funcionarios formados no estado e que devido a ausência cronica de acções de formação e a forma como toda a função publica tem sido gerida pelos governos e "caseiros das quintinhas" (os tais boys e afilhados), vão ficando desactualizados em conhecimentos e sabemos que há áreas em que é vital manter-se actual.

Os meios de produção vão continuar desactualizados e a falta de pessoal nos vários sectores vai acentuar-se aumentado a morosidade e diminuindo o desempenho dos vários sectores do estado

Mas havemos de cá estar todos para ver os resultados.

E quanto aos trabalhadores do privado, o que vão fazer com os 200 mil que a cip (ou de qql que seja o nome da nova associação de empresários) quer no desemprego, não esquecer que:

citação:(...)

RETRATO DO EMPREGADO PÚBLICO

Há mais mulheres que homens a trabalhar para o Estado, a idade dominante é entre 45 e 49 anos, há muitos licenciados, mas o escalão salarial dominante é entre 501 e 750 euros mensais. Isto a avaliar pelos dados ontem divulgados pelo Ministério das Finanças e da Administração Pública. De facto, as mulheres constituem a maioria dos funcionários públicos – 61 por cento – sendo que 92 946 têm idades entre os 45 e 49 anos.

O segundo grupo etário mais representado na Administração pública é o imediatamente a seguir, isto é entre os 50 e os 54 anos, onde se encontram 89 103 funcionários. Parte significativa dos trabalhadores do Estado (211 062) tem uma licenciatura ou então o 12.º ano de escolaridade (69 121). Já no que respeita aos salários, 87 253 funcionários ganham pouco mais de 501 euros mensais e 73 450 auferem entre mil e 1250 euros mensais.

Há uma minoria de 675 funcionários com vencimentos superiores a seis mil euros. No que respeita à antiguidade dos funcionários, 70 066 trabalham há mais de dez e menos de 14 anos na Função Pública. Além disto, 138 548 funcionários são educadores de infância ou professores do ensino básico e secundário. O grupo com menos representantes é o de diplomata, são apenas 513.

(...)

@ http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=215259&idselect=11&idCanal=11&p=200

Isto agora é que vai ser bom para os empresários, contratar pessoal com cursos superiores por 70€ por mês para desempenhar funções abaixo das habilitações ;), com a ameaça de haver vinte gajos que o fazem por metade desse valor.

Resumindo:

Uma das maiores forças dos trabalhadores era o impulso e a pressão que os sindicatos da fp tinham dentro das centrais sindicais nas negociações com os "parceiros" sociais e que puxavam para cima os vencimentos e garantiam o respeito pelos direitos de quem trabalha, tanto no publico como no privado.

Agora com a redução de fp essa força esvai-se e a representatividade que os sindicatos tinham dos trabalhadores fica enfraquecida, sendo até agora a fraca adesão sindical no privado que permitia aos empresários fazerem gato-sapato de quem trabalha, de agora em diante o impulso da fp aos privados vai ficar muito mais fraco, pq os empresários e governo vão dizer: "o vosso nº de associados é baixo e portanto os sindicatos tem pouca relevância nas negociações salariais"

Claramente esta "caça as bruxas" contra a fp tem vários propósitos, mas cegamente a maioria acha que está bem.


Havia por aí um tópico onde se dizia que Portugal tinha batido no fundo. Ainda não batemos, mas o fundo fica mais abaixo do que imaginávamos.
 
BOM.
MAS AFINAL QTOS SÃO????

Como isto é tão confuso, tantas situações, excepções, FUNCIONALÊS...

Hoje vem um esclarecimento no DN:

101.000 FP tem um vinculo precário, 19% do total.
Ou seja, 1 em cada cinco tem contratos a termo ou encontra-se em regime de prestação de serviço.
Dos 568.400 FP da adm. central, 427.200 são dos quadros, 24.500 são com contrato individual de trabalho por tempo indeterminado.
Os restantes 101.200 FP têm contratos administrativos de provimento (48.100), contratos a termo resolutivo (41.400), ou estão em regime de prestação de serviços (6.900 tarefeiros e 4.9 avençados).

Além destes existem 23.000 FP que os campos da base de dados foram insuficientemente preenchidos.


Os meus nºs de Ontem eram do D.E.
O cruzamento dos dois deviam acalmar os cometários do estilo: Não sabem do que falam:D;).

Sabemos estes nºs graças à medida corajosa da MFL.
E graças à determinação</u> destes Ministros das Finanças P.S.
Senão continuava a FP a torpedear a governação deste País.

P.S. Deixo a discussão do que é FP para o PéLeve vs Ebay;)
 
Como sempre Nthor, não tens razão.

O problema da FP é o mau serviço que presta e os recursos que consome.

Não há um plano maquiavélico para se aproveitar das fraquezas da FP.

E essa teoria da força/fraqueza dos Sindicatos é de um gajo se partir todo. Deixemo-nos disto.

Este País só produz riqueza se tiver uma classe Empresarial esclarecida e aguerrida e uma força de trabalho bem remunerada.

Um Empresário que queira enriquecer à custa da sua força de trabalho é alguém que vai acabar mal. Uma espécie de empresário Africano...
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por eu

citação:Originalmente colocada por André

Enquanto a função pública custar o que custa e prestar os serviços que presta, definitivamente, o país não avança [:P]
O País não avança apenas por causa da função pública.

Mas que é um bom bode expiatório para muita coisa, lá isso é![:p]
Parece que às vezes dá muito jeito!...;)
E voçês colocam-se mesmo..... a jeito.
Impressionante[:0].
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por zerorpm

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

O ESTADO do País é da responsabilidade de todos. :)

Desculpa, OS GOVERNANTES é que têm a responsabilidade do estado do País e da FP.
Qd fazem o que a FP, sindicatos e o que o Povo quer????
Tens toda a razão[8D];)

Foram os FP que admitiram os FP?
Foram os FP que conduziram a política administrativa?
Foram os FP que criaram as leis burocráticas?
Foram os FP que desmotivaram os colaboradores?
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm

Foram os FP que admitiram os FP?
Foram os FP que conduziram a política administrativa?
Foram os FP que criaram as leis burocráticas?
Foram os FP que desmotivaram os colaboradores?
Sim.
A isso tudo...
Esse é o problema;).
A mentalidade do funcionalismo estatal corporativo Português.

E qd vamos para os grandes ministérios, Saúde Educação ..., salta à vista quem tem mandado nestes anos todos.
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L
Este País só produz riqueza se tiver uma classe Empresarial esclarecida e aguerrida e uma força de trabalho bem remunerada.
Ora nem mais[^][^][^][^][^]

Em Portugal há a mania de arranjar bodes expiatórios para tudo (já agora, os culpados são sempre... os outros). Agora, parece que está na moda culpar a FP por todos os males.

Mas como é óbvio, a pujança económica de um País depende acima de tudo da vitalidade, capacidade de inovação e inteligência dos seus empresários.

Por isso, deveríamos andar aqui a discutir porque razão existem tão poucos empreendedores de sucesso em Portugal! Essa é a questão fulcral se queremos sair da crise.
 
citação:Originalmente colocada por eu

citação:Originalmente colocada por Carlos.L
Este País só produz riqueza se tiver uma classe Empresarial esclarecida e aguerrida e uma força de trabalho bem remunerada.
Ora nem mais[^][^][^][^][^]

Em Portugal há a mania de arranjar bodes expiatórios para tudo (já agora, os culpados são sempre... os outros). Agora, parece que está na moda culpar a FP por todos os males.

Mas como é óbvio, a pujança económica de um País depende acima de tudo da vitalidade, capacidade de inovação e inteligência dos seus empresários.

Por isso, deveríamos andar aqui a discutir porque razão existem tão poucos empreendedores de sucesso em Portugal! Essa é a questão fulcral se queremos sair da crise.
Se queres sair da crise enterra o teu "socialismo" bem fundo na gaveta e muda de discurso pq isto já discutimos n vezes.

Um País onde o ESTADo tem 700 participações em empresas privadas não é um país de economia LIVRE.

E não é só fazer uma empresa na hora, que já é optimo, é ter as licenças para operar..... no mês.
Não em anos.

É ter um país com Leis SIMPLES e não andar a abrir excepções e fura-filas como agora vão fazer na reserva Afgricola para a IKEA.

Pq isto é um país de FORTE intervenção Governamental para abrir uma FÁBRICA de MÓVEIS ou um empreendimento Turistico onde tinham que abater e plantar novos SOBREIROS.

ASSIM NÃO VAMOS LÁ.
Limpem o sistema de Leis e regulamentos e os empreendedores... aparecem.
Como em qq parte do mundo.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por zerorpm

Foram os FP que admitiram os FP?
Foram os FP que conduziram a política administrativa?
Foram os FP que criaram as leis burocráticas?
Foram os FP que desmotivaram os colaboradores?
Sim.
A isso tudo...
Esse é o problema;).
A mentalidade do funcionalismo estatal corporativo Português.

E qd vamos para os grandes ministérios, Saúde Educação ..., salta à vista quem tem mandado nestes anos todos.

Aliás basta reparar no que se diz e no que se defende.

Os FP dizem que a culpa do sistema actual não é deles, que é exclusiva dos políticos.

Ora se isso fosse verdade, há muito</u> que teriam adoptado o comportamento individual (não faltando como faltam, sendo mais produtivos, etc) e colectivo (criando sindicatos ponderados, adeptos da co-gestão e não...comunistas...adeptos da conflitualidade social) de alterar a situação.

Mas pelo que se vê por aqui e por todo o lado, atiram as culpas de forma exclusiva ao poder político mas simultaneamente recusam-se a mudar de sistema.

E porquê? Porque preferem, na sua grande maioria, o actual sistema.

Desculpem mas só se pode concluir isto. Não se pode concluir outra coisa.

Meus amigos, o objectivo dos políticos é serem populares, é ganharam votos, é permanecerem no poder.

Eles fizeram o que o povo quis.

É muito engraçada a desculpabilização que vocês fazem constantemente em relação a isto.

Todos têm responsabilidades na actual situação.

Os políticos que cederam à populaça e aos frutos eleitorais das medidas populares e de curto prazo e os que as exigiram em nome do 4º mês do ano e também os que assistiram passivamente à construção do sistema actual, cheio de vícios.

E volto a dizer...se estão tão revoltados por serem postos no saco dos "imobilistas", então PROPONHAM soluções razoáveis, exigam que a situação mude.

Quando o governo apresentar definitivamente o seu plano para a administração pública, supra-numerários e etc e tal, propunham, façam exigências para com o poder político, exigam-lhe que também abdique das suas regalias tal como ele vos vais obrigar a abdicar das vossas.

Ao continuarem com a lenga-lenga de sempre que são uns coitadinhos, explorados e que só vos querem roubar Abril e o raio que o parta, cada vez ficam mais sozinhos com os...comunistas e trupe de esquerdistas no maravilhoso mundo da ilusão.

Não vão a lado nenhum assim. Ou percebem que também</u> vocês têm de mudar porque se não mudarem, a FP não consegue mudar, ou então ficarão cada vez mais isolados na teia dos dogmas, esperanças e promessas de uma sociedade marxista-socialista que nunca existirá, porque é inviável.
 
Voltar
Superior