O peso dos Funcionários Públicos

Pé Leve, já agora.

Como diriges uma equipa, compensas de alguma forma a tua equipa?
Já sei que sendo um "mero" FP, podes não ter poder para lhes atribuir uma recompensa pecuniária, mas tens possibilidades de lhes atribuir pequenos "mimos". Poes isso em prática?
 
citação:Originalmente colocada por testenick

Pé Leve, já agora.

Como diriges uma equipa, compensas de alguma forma a tua equipa?
Já sei que sendo um "mero" FP, podes não ter poder para lhes atribuir uma recompensa pecuniária, mas tens possibilidades de lhes atribuir pequenos "mimos". Poes isso em prática?
Evidentemente que ponho e obtenho resultados de relevo! Como faço? Bem, o "segredo é a alma do negócio", mas posso dizer que, entre outros aspectos, e como tenho poder para fazer isso, jogo muito com o tempo e consigo melhores resultados, por exemplo, em cinco horas de trabalho do que obteria em sete...;)

Mas há várias outras nuances em que intervenho! Quem trabalha bem só tem a ganhar comigo!;)
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por testenick

Pé Leve, já agora.

Como diriges uma equipa, compensas de alguma forma a tua equipa?
Já sei que sendo um "mero" FP, podes não ter poder para lhes atribuir uma recompensa pecuniária, mas tens possibilidades de lhes atribuir pequenos "mimos". Poes isso em prática?
Evidentemente que ponho e obtenho resultados de relevo! Como faço? Bem, o "segredo é a alma do negócio", mas posso dizer que, entre outros aspectos, e como tenho poder para fazer isso, jogo muito com o tempo e consigo melhores resultados, por exemplo, em cinco horas de trabalho do que obteria em sete...;)

Mas há várias outras nuances em que intervenho! Quem trabalha bem só tem a ganhar comigo!;)

E vice versa! ;) Mas agora diz lá também se não apanhas as vezes um que está sempre a controlar o que o outro faz e a "morder"? E que primeiro tens de lhe "dar" a ele em vez de ser ele a "ganhar"?

PS: Por acaso posso dizer que a sexta passada tive uma "borla" do meu chefe! Foi folga para mim! :D[8D];)
 
Nós somos Portugueses, logo indisciplinados como tudo.

O tema aqui seria o de discutir a razão de ser dos 740 mil FP, o porquê e o modo de se encontrar uma solução para este problema.

Creio que é pacífico classificar o nº de FP como elevado, pois consome 60% da receita directa e indirecta do Estado, ficando este sem meios para fazer face a outras despesas.

E esta é uma questão que diz respeito a todos os cidadãos, em especial os contribuintes.

O problema, é que não há lugar a um debate construtivo sobre este tema. Não me compete julgar ninguém, mas os directamente afectados colocam-se num posição de defesa total da sua situação e no imobilismo da mesma.

O Estado não pode gastar tantos recursos numa Administração Pública com o grau de eficiência tão questionável como esta.

Se ao menos tivéssemos respostas do género, Ok, estás a pagar bem, mas tens um serviço de luxo nos diversos sectores, nomeadamente da Justiça, Educação, Saúde e Solideriedade Social, eu diria: Pronto, apenas gostaria de optar por ter este ou outro serviço dentro ou fora da máquina do Estado.

Mas o que se passa é uma total inoperância da máquina do Estado.

Peço desculpa, não há intenção de ofender ninguém, mas gostaria de pegar numa frase de W. Churchill e distorcê-la no contexto da FP:

Nunca tantos fizeram tão pouco, e ficaram a dever tanto a muitos outros.

E um dia, quando não houver dinheiro para sustentar tanto desvairo, vai ser à bruta. Reparem o que se está a passar com a R.A. da Madeira. E vamos a ver o seu desfecho.
Reparem o que se está a passar com a Adm.Local. Vamos a ver os seus efeitos.

E por fim, quando mesmo assim o dinheiro continuar a faltar, vai ser o resto da Administração Pública.

E só não percebo esta atitude cega, de não tentar ver a realidade, por parte dos seus protagonistas.

Poderia evitar-se o grande descalabro social que aí vem.
 
Isto é o que eu penso em relação ao assunto:

- Primeiro, alguns dizem q todos temos culpa, e é verdade. No entanto, o estado só pode e deve intervir naquilo em que tem competência, e neste caso pode melhorar a eficácia da função pública, pk esta depende directamente do estado e do governo. As empresas tb estão mal no campo da produtividade, mas aí é a lei de mercado que vai resolver o problema. O estado por sua vez, se tem ineficiência no seu motor, deve actuar sem ter complexos quanto ao que se passa nos outros sectores. A FP é um sector em si, e deve ser optimizado sem ter em conta que não se optimiza as outras coisas. Tem que se começar por algum lado, e desta vez calhou-vos a vós. O argumento de "ah e tal, as empresas tb estão mal por isso comece-se pelas empresas e depois resolva-se a FP" não me convence.

- Segundo, o argumento social. O que fazer às pessoas da FP que agora não vão poder comer. Bem, se a função para q elas foram contratadas já não faziam sentido quando foram contratadas (quer por serem redundantes, serem sub-contratadas, ou já existir mta gente a mais para as fazer), se a pessoa for despedida agora ainda ganhou alguns anos de trabalho. Tem que estar grata. Imagine-se que o estado funcionava bem: neste caso não tinha contratado a pessoa de ínicio. Ela tinha que se safar, que se mexer, ir para o privado ou abrir uma empresa. Ou será que morria de fome? E quanto ao argumento de o estado já ter gasto mto dinheiro em formação com a pessoa: se tem muitas qualificações, então rentabilizará melhor essa formação estando no sector privado a trabalhar do que estando no estado com as mãos nos bolsos. A função pública não é a sta casa da misericórdia. O estado deve despedir quando o funcionário não é necessário, e depois criar condições sociais para ajudar essa pessoa, através dos mecanismos de segurança social, ou então melhorando as condições para um crescimento saudável da economia. Professores a ganhar sem trabalhar? Simples, desemprego. Vai obrigá-los a mexer e a aprenderem novas coisas. Quem sabe criarem empresas ou irem trabalhar como funcionários com alguma qualificação numa empresa qualquer, melhorando a produtividade da mesma. Parados a ganhar €€ do estado é que não vão ajudar o País em nada.

- Terceiro, o estado deve fazer o mínimo e interferir o mínimo. Alguém disse o correcto: estado na saúde, segurança, justiça e educação, e claro, regulador da actividade económica. Não precisa de andar com subsidios nem golden shares. Uma empresa não produz? Simples, fecha. Não há subsidio, para adiar o problema que vai continuar lá, ou para pagar o carro novo do Sr Patrão. O solo não produziu por causa da seca? Simples, o agricultor que mude de cultura, invista em sistemas de rega, mexa-se. O estado precisa de legislar e criar um melhor ambiente para a competitividade, e não andar a pagar tudo e mais alguma coisa, e a ajudar tudo e todos, ser a boía de salvação de todos. E o Estado deve optimizar cada uma das àreas e os seus recursos. Por exemplo, começar a ter uma pool de funcionários para todo o país. Se um FP está a mais no Porto mas faz falta em Faro, tranfere-se ou então, caso não queira, vai para o desemprego. É assim que funciona numa empresa. Acabar com as promiscuidades dos médicos, q deixam andar e são pouco produtivos no público, para apanharem os doentes insatisfeitos na sua clínica privada. As leis devem ser o máximo claras, e os procedimentos simplificados ao máximo, evitando que existam funcionários cuja única função é tratar de burocracias desnecessárias.

- Quarto, os FP têm que ter os mesmos direitos e os mesmos deveres do resto das pessoas. Não ser como à uns tempos em q um FP podia-se reformar aos 50 anos, a ganhar o salário por todo, e um tipo do Privado, q provavelmente até trabalha mais e é avaliado por objectivos, tinha que esperar pelos 65 para ganhar menos que o FP. Se um FP achar que um esquema de igualdade em relação aos do privado é muito mau, pode sempre demitir-se e procurar melhor noutro País ou Empresa, assim como fazem os trabalhadores do privado quando as condições não lhes agradam.

- Quinto, se o Estado não tem dinheiro não pode aumentar os salários dos trabalhadores. Deveria até poder baixá-los onde achasse conveniente. Se estes acham mal, podem demitir-se e procurar melhores condições de trabalho noutro lugar, assim como um trabalhador do privado que esteja numa empresa em crise.

Lembrem-se. Quando uma empresa abre falência e vão trabalhadores para a rua, o estado não cria um novo lugar para cada um deles. Isto é o que vocês querem: manter um funcionário no estado, só para evitar o desemprego do mesmo. Neste ponto de vista, o estado devia ser igual para todos e dar emprego a todos os que têm dificuldades financeiras.
Não é só a FP que está errada, mas está também errada. Por isso há que corrigí-la o mais rápido possível. O dinheiro desperdiçado hoje nunca mais poderá ser usado noutras coisas, por muito dinheiro que se venha a ganhar no futuro.
Vejo mtos FPS a queixarem-se por tudo e por nada, a fazerem greves e tal, mas quando olho á minha volta vejo muita gente a querer ir para a FP, e pouca gente a deixar a FP para procurar melhores condições noutro lado qualquer.
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Tinha que ser do zero. [:p]

Estás a falar da Banda Desenhada?
O Pé Leve deve ser o capelão não?? [}:)]

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citação:Originalmente colocada por Carlos.L

(...)Creio que é pacífico classificar o nº de FP como elevado, pois consome 60% da receita directa e indirecta do Estado(...)

Esses 60% já inclui cartões de credito sem limite, viaturas variadas topo de gama, telemoveis topo de gama, obras de renovação de gabinetes, habitações pagas pelo estado e respectivo subsidio de habitação entre outras benesses e privilegios?

É que se não inclui, então isso não está certo, isto tendo em conta que em media um fp tem um vencimento entre os 600 e os 750 €uros.
 
citação:Originalmente colocada por rjtd21

citação:Originalmente colocada por zerorpm

rjtd21, escreveste tanto e só escreveste m....
Pois eu sei,
Deve ser dificil de engolir passar agora a ter os mesmos direitos e deveres do resto dos Portugueses.

Não sabes bem do que falas e por isso andas enganado, a qql trabalhador custa engolir, como dizes, é trabalhar tanto e ganhar menos, trabalhar mais horas e ter cada vez menos direitos.

Se no privado se tem menos direitos é por causa dessa mentalidade comodista de estar a espera que os outros nos resolvam os problemas, algo que até agora os sindicatos da fp tinham feito, garantir direitos para todos os trabalhadores de Portugal.

De cada vez que as associações de trabalhadores marcam acções de protesto vocês vão passear para o centro comercial e depois ainda se queixam de que os que reclamam "não querem é trabalhar", argumento típico de quem é analfabeto político:

citação:O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

Bertolt Brecht

Ps: a intenção não é ofender, mas antes despertar consciências, abrir os olhos, no fundo que as pessoas percebam que não é com festas e romarias que se garante o futuro dos nossos filhos e netos.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Não é que não sejam capazes, nada disso! A sua posição na sociedade nunca lhes permitirá, sequer, querer entender...

Por isso, por vezes convém fazer leitura e reflexão.

;)

Política e cultura 2 #8211; Hobbes e Locke

Hobbes foi, politicamente, um apoiante devotado dos Stuarts e da monarquia reaccionária que aqueles tentaram em vão manter em Inglaterra, quer antes de Cromwell, quer durante a Restauração. Pelo contrário, Locke, meio século mais novo, era contra o regime dos Stuarts, e participou no movimento político que liquidou a Restauração e levou ao trono da Inglaterra Guilherme de Orange.

Hobbes é temível porque a sua doutrina é clara, radical e detestada. Os seus postulados relativos à natureza humana não são lisongeiros e as suas conclusões políticas são despidas de qualquer liberalismo.

A filosofia de Hobbes é materialista e mecanicista - a moral reduz-se ao interesse e à paixão. Na base de todos os nossos valores, há o instinto de conservação. O homem, por natureza, procura ultrapassar todos os seus semelhantes: ele não busca apenas a satisfação de suas necessidades naturais, mas sobretudo as alegrias da vaidade. As expressões pelas quais Hobbes o descreve são célebres: "Homo homini lupus", o homem é o lobo do homem; "Bellum omnium contra omnes", é a guerra de todos contra todos.

Assim sendo, o homem tem medo de ser morto ou escravizado e esse temor, em última instância mais poderoso do que o orgulho, é a paixão que vai dar a palavra à razão. É o medo, portanto, que vai obrigar os homens a fundarem um estado social e a autoridade política. No estado de sociedade, como no de natureza, a força é a única medida do direito. No estado social, o monopólio da força pertence ao soberano. É nesta doutrina profundamente individualista que Hobbes fundamenta o poder absoluto.

Escreve Hobbes no Leviatã: Antes que se possa utilizar das palavras justo e injusto, é preciso que haja um Poder constrangedor; inicialmente, para forçar os homens a executar seus pactos pelo temor de uma punição maior do que o benefício que poderiam esperar se os violassem, em seguida, para garantir-lhes a propriedade do que adquirem por Contrato mútuo em substituição e no lugar do Direito universal que perdem.

Quanto a Locke, este deriva a lei civil da lei natural, racional, moral, em virtude da qual todos os homens - como seres racionais - são livres e iguais, têm direito à vida e à propriedade e, na vida política, não podem renunciar a estes direitos, sem renunciar à natureza humana. Locke admite um estado primitivo da natureza antes do estado civilizado. Não, porém, no sentido brutal e egoísta de inimizade universal, como dizia Hobbes; mas com um sentido moral, em virtude do qual cada um sente o dever racional de respeitar nos outros a mesma personalidade que nele se encontra.

Mas em ambos há o mesmo individualismo que contestou a tradição cristã da lei natural. E é inegável que o individualismo de Hobbes a Locke marcou profundamente toda a tradição liberal ulterior. Enquanto princípio fundamental, data de Hobbes. As conclusões deste passarão dificilmente por liberais: todavia os seus postulados estão completamente impregnados de individualismo. Rejeitando os conceitos tradicionais da sociedade, da justiça e da lei natural, é sobre o interesse da sociedade e indivíduos distintos que Hobbes funda a sua teoria dos direitos e obrigações políticas.

Sob a forma de crença na igualdade moral de todos os homens, é ainda o individualismo que se encontra no pensamento político dos Puritanos. E o lugar que ele ocupa em Locke, por ser ambíguo, não é menos considerável por isso. Todas estas doutrinas ligam-se estreitamente à luta pela liberalização do Estado, luta na qual a teoria de Locke e dos puritanos constitui, em grau igual, a principal justificação.

E todos os desenvolvimentos subsequentes, Bentham, etc., assentam nas fundações colocadas por Hobbes.

Os problemas que levanta a moderna teoria da democracia liberal não são senão outra expressão da dificuldade essencial que já aparecia nas origens do individualismo: este é de facto a afirmação de uma propriedade, está ligado indissoluvelmente à posse, ou seja, à tendência em considerar que o indivíduo não é em nada devedor da sociedade da sua própria pessoa ou das suas capacidades, das quais é, por essência, o proprietário exclusivo. O indivíduo não é concebido nem como um todo moral nem como a parte de um todo social que o ultrapassa, mas como o seu próprio proprietário.

O indivíduo não é livre senão na medida em que é proprietário da sua pessoa e das suas capacidades. Ora a essência do homem é ser livre, independente da vontade dos outros e esta liberdade é função do que possui.

Nesta perspectiva a sociedade reduz-se a um conjunto de indivíduos livres e iguais, ligados uns aos outros enquanto proprietários das suas capacidades e daquilo que o exercício destas lhes permite adquirir, em suma, a relações de troca entre proprietários.

Quanto à sociedade política ela apenas se destina a proteger esta propriedade e a manter a ordem nas relações de troca.

Hobbes estará assim tão longe de Locke? O que é substantivo em ambos, não é similar? E as suas opções políticas não serão apenas um epifenómeno de somenos importância?
 
citação:Originalmente colocada por testenick

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Tinha que ser do zero. [:p]

Estás a falar da Banda Desenhada?
O Pé Leve deve ser o capelão não?? [}:)]

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Pelo que diz o Nthor, o Sargento Taínha tem:

cartões de credito sem limite
viaturas variadas topo de gama
telemoveis topo de gama
obras de renovação de gabinetes
habitações pagas pelo estado e respectivo subsidio de habitação
...entre outras benesses e privilegios
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por testenick

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Tinha que ser do zero. [:p]

Estás a falar da Banda Desenhada?
O Pé Leve deve ser o capelão não?? [}:)]

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Pelo que diz o Nthor, o Sargento Taínha tem:

cartões de credito sem limite
viaturas variadas topo de gama
telemoveis topo de gama
obras de renovação de gabinetes
habitações pagas pelo estado e respectivo subsidio de habitação
...entre outras benesses e privilegios


Desculpa mas além das beneces esqueces-te a arrogância, que é condição "sine qua non " para se deambular no meio.
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por testenick

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Tinha que ser do zero. [:p]

Estás a falar da Banda Desenhada?
O Pé Leve deve ser o capelão não?? [}:)]

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Pelo que diz o Nthor, o Sargento Taínha tem:

cartões de credito sem limite
viaturas variadas topo de gama
telemoveis topo de gama
obras de renovação de gabinetes
habitações pagas pelo estado e respectivo subsidio de habitação
...entre outras benesses e privilegios

:D :D :D
 
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