O que é um bom salário? (Reportagem no Jornal da noite sobre o emprego)

Logo é utópico/irrealista estar a falar de bons ordenados/renumerações se á partida nem trabalho/emprego/profissão há que se exerça para se aumentar a riqueza do País.
Por isso é que defendo que "o ordenado mínimo deve ser de pelo menos 1500€, qql valor abaixo disso deveria dar origem a uma inspecção pormenorizada por parte das finanças as empresas, multas pesadas e a obrigação de serviço cívico por parte dos gestores e empresários dessas empresas em horário pós-laboral."


Acabava logo a precariedade no trabalho.






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Por isso é que defendo que "o ordenado mínimo deve ser de pelo menos 1500€, qql valor abaixo disso deveria dar origem a uma inspecção pormenorizada por parte das finanças as empresas, multas pesadas e a obrigação de serviço cívico por parte dos gestores e empresários dessas empresas em horário pós-laboral."


Acabava logo a precariedade no trabalho.


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Explica lá isso melhor.
 
Explica lá isso melhor.

Empresas cumpridoras das obrigações fiscais, dinâmicas e empreendedoras, colaboradores mais caros e olhados como uma mais valia e não como carne para canhão.

Poucas empresas pensariam em despedir uma pessoa se tivessem que lhe pagar bem e voltar a investir numa formação (um funcionário seria mais valorizado), bem como a perspectiva de serem apanhados por fazerem trafulhices nas contratações e nas declarações de falência da treta.

Nisto como em outras situações a permissividade leva a bandalheira generalizada e a corrupção, ao retrocesso e marasmo económico e ao aumentar do fosso social.



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E os anúncios irritantes de crédito por telefone em 24h até 10000€, não falam, que passam na altura de maiores audiências? Os Estado o que faz? NAda!!!! Não quer saber, ninguém quer! Todos sabemos que os portugueses são dos mais individados da Europa e depois em horário nobre passam anúncios destes! Acham normal!?!?!?!
Desculpem o desabafo mas quando se fala em qualidade de vida e salários salta-me a tampa!:sh)

já agora acrescento que os jornais diários gratuitos estão inundados desses anuncios já que são pertenca de algumas dessas empresas de crédito.

2000 euros para um casal com um filho já é bem razoável....
 
"as férias custavam 2200 euros, mas a mim ficaram por 95 euros por mês!*


*TAEG 29%"


já viram que poupança?
em vez de gastar 2200 euros, são só 95 euros por mês!
eu não tenho certeza de estar a fazer bem as contas, mas para pagar 95 por mês, ao fim de 2 anos ainda só se pagou 2280 euros, faltam os juros... os quais devem dar mais um ano... dois?
a viagem vai ficar quase pelo dobro.

e no ano seguinte? não se vai de férias, não é?
e no segundo ano a seguir também não...
e no terceiro ano também não, porque ainda não se poupou dinheiro suficiente para a viagem, porque já aprenderam que pagaram um balúrdio pelo outro empréstimo...
 
"as férias custavam 2200 euros, mas a mim ficaram por 95 euros por mês!*


*TAEG 29%"


já viram que poupança?
em vez de gastar 2200 euros, são só 95 euros por mês!
eu não tenho certeza de estar a fazer bem as contas, mas para pagar 95 por mês, ao fim de 2 anos ainda só se pagou 2280 euros, faltam os juros... os quais devem dar mais um ano... dois?
a viagem vai ficar quase pelo dobro.

e no ano seguinte? não se vai de férias, não é?
e no segundo ano a seguir também não...
e no terceiro ano também não, porque ainda não se poupou dinheiro suficiente para a viagem, porque já aprenderam que pagaram um balúrdio pelo outro empréstimo...


Os portugueses gostam de gozar umas boas férias nem que para isso o resto do ano ou anos sejam um "inferno monetário"[8b]
 
Há dias estive a falar com um casal Italiano, com uns 25/30 anos os dois, ele trabalha numa empresa de transportes públicos, ela numa loja de roupa, tiraram dois meses de férias não pagas para conhecer a Europa.

Os países que acharam mais caros foram a Inglaterra e a Irlanda, mas ainda assim acessível, gostaram muito do nosso clima e da nossa gente, que já conheciam desde a Itália a outros países por onde passaram onde encontram muitos Portugueses a ...

...trabalhar.

Isto tudo para dizer que, é pouco provável que os Portugueses tirem dois meses de férias não pagas, sem ficarem logo sem emprego, a maioria de nós não tem vencimento para correr a Europa desta maneira e os que saem de cá vão para trabalhar e acabam por construir as vidas lá fora onde há melhores condições de vida e vencimentos.

É triste, por cada Português que sai é riqueza que o país perde, neste momento não é só a "fuga" de pessoas formadas que é preocupante, mas a saída de pessoas validas que são mal recompensadas pelo seu esforço e que sabem que se por cá ficarem o futuro que os espera é serem explorados por um estado corrompido pelos grupos económicos e por empresários corruptos.

O estado não faz nada contra essas empresas de credito que habitualmente cobram juros altíssimos impunemente porquê?

A quem pertencem esse tipo de empresas para o estado não accionar os mecanismos legais?
 
Última edição:
Há dias estive a falar com um casal Italiano, com uns 25/30 anos os dois, ele trabalha numa empresa de transportes públicos, ela numa loja de roupa, tiraram dois meses de férias não pagas para conhecer a Europa.


Os países que acharam mais caros foram a Inglaterra e a Irlanda, mas ainda assim acessível, gostaram muito do nosso clima e da nossa gente, que já conheciam desde a Itália a outros países por onde passaram onde encontram muitos Portugueses a ...

...trabalhar.

Isto tudo para dizer que, é pouco provável que os Portugueses tirem dois meses de férias não pagas, sem ficarem logo sem emprego, a maioria de nós não tem vencimento para correr a Europa desta maneira e os que saem de cá vão para trabalhar e acabam por construir as vidas lá fora onde há melhores condições de vida e vencimentos.

É triste, por cada Português que sai é riqueza que o país perde, neste momento não é só a "fuga" de pessoas formadas que é preocupante, mas a saída de pessoas validas que são mal recompensadas pelo seu esforço e que sabem que se por cá ficarem o futuro que os espera é serem explorados por um estado corrompido pelos grupos económicos e por empresários corruptos.

O estado não faz nada contra essas empresas de credito que habitualmente cobram juros altíssimos impunemente porquê?

A quem pertencem esse tipo de empresas para o estado não accionar os mecanismos legais?

Mas Nthor,

O casal italiano não tem um empréstimo de habitação de 200 mil euros... Não tem um empréstimo automóvel de 30 mil euros... Não tem o portátil, os móveis, o LCD, os telemóveis a crédito...

[;)]
 
Mas Nthor,

O casal italiano não tem um empréstimo de habitação de 200 mil euros... Não tem um empréstimo automóvel de 30 mil euros... Não tem o portátil, os móveis, o LCD, os telemóveis a crédito...

[;)]
Bem provavelmente não, mas pq não precisam de andar a pedir creditos para tudo isso, pq os vencimentos chegam.

E se juntarmos um mercado de arrendamento funcional onde compensa alugar casa sem ser um barraco a cair ou sem o risco de ficarem sem casa por dá cá aquela palha.

Sabes, eles tinham bons telemoveis com eles, vestiam bem, pareciam pessoas com qualidade de vida, provavelmente tinham um chasso qql em casa comprado sem o absurdo IA e um pc com o win98, comprado por metade do preço a que eram vendidos por cá à epoca.

O problema não é as pessoas terem o que querem comprar, mas recorrerem ao credito pq os vencimentos não lhes permitem comprar a pronto ou sequer poupar para as ter.

Porque aquilo que os outros tem, comprado com o dinheiro deles (e desde que não seja a fugir ao fisco ou a explorar o trabalho de alguem) não me faz comichão.





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Empresas cumpridoras das obrigações fiscais, dinâmicas e empreendedoras, colaboradores mais caros e olhados como uma mais valia e não como carne para canhão.

Poucas empresas pensariam em despedir uma pessoa se tivessem que lhe pagar bem e voltar a investir numa formação (um funcionário seria mais valorizado), bem como a perspectiva de serem apanhados por fazerem trafulhices nas contratações e nas declarações de falência da treta.

Nisto como em outras situações a permissividade leva a bandalheira generalizada e a corrupção, ao retrocesso e marasmo económico e ao aumentar do fosso social.



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E vais pagar 1500euros a quem trabalha numa loja de roupa por exemplo? A quem trabalha num quiosque a fazer cafés?
 
Porque sim? Achas que é trabalho para ser remunerado essa verba? Se tivesses uma cadeias de quiosques basicamente de cafés, tipo delta, era esse ordenado que pagavas aos empregados?
 
Porque sim? Achas que é trabalho para ser remunerado essa verba? Se tivesses uma cadeias de quiosques basicamente de cafés, tipo delta, era esse ordenado que pagavas aos empregados?
Qual é a diferença entre quem trabalha numa loja de roupa ou num quiosque em Portugal na Espanha ou na Alemanha?




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Porque é que achas que quando um alemão veio cá e pagou 20€ por uma refeição ficou todo contente e achou aquilo baratíssimo?
Quantos de nós podem pagar 20€ diariamente para fazer refeições fora de casa?

A maioria gasta 5/10€ num almoço ou vai trabalhar de farnel.

Essencialmente o país não se vai desenvolver com as pessoas a viverem com baixos salários, a pagarem impostos altos a não terem saúde, justiça, segurança e educação.

E assim vamos ser sempre os pobres da Europa.




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Depois de ler este tópico, por vezes senti que não estava no mesmo país que alguns que aqui postaram.
Vejo que há por aqui pessoal a ganhar 1500 euros por mês por cabeça e ainda dizem que dá para sobreviver???
Esse valor é o que entra mensalmente em minha casa fruto do meu trabalho e da minha esposa, e desse valor temos que pagar cerca de 500 euros do crédito da casa que cada vez sobe mais, 200 euros da ama e do atl das 2 crianças, combustível para o carro, alimentação, vestuário para as crianças que estão sempre a crescer e a necessitar de roupa, além das comuns despesas mensais que toda as famílias têm.
E o que sobra? Muito pouco…é preciso fazer uma ginástica mental tremenda para gerir os poucos euros que mensalmente restam.

Tenho 16 anos de experiência como funcionário administrativo já trabalhei nos ramos automóvel, transportes públicos e comércio, tenho o 12ªano, um curso profissional de administrativo de secretariado, frequentei e conclui alguns pequenos cursos de informática em áreas ligadas á minha actividade profissional e no entanto é muito muito difícil na minha zona conseguir quem me pague valores mensais dessa ordem. (mais de 1000 euros)
A minha esposa é também empregada de escritório já com alguns anos de experiência e a situação é muito semelhante.

Tenho verificado que as empresas por aqui preferem gente sem experiência de modo a “moldar” os empregados ás suas necessidades a pagarem-lhes o que bem entenderem, do que funcionários com experiência profissional e provas dadas das suas capacidades. Segundo os empresários, empregados com mais experiência e habilitações saem mais dispendiosos e são mais reivindicativos dos seus direitos por isso há que recorrer a pessoal menos habilitado.
Vejo a coisa a apertar e sinto que tenho que me “mexer” se quero continuar a ter uma vida digna, até já pensei em part-time aos fim-de-semana e tudo, mas quase não me sobra tempo para estar com a família e os filhos e não andamos neste mundo para sermos escravos do trabalho.

 
*Empresas cumpridoras das obrigações fiscais, dinâmicas e empreendedoras, colaboradores mais caros e olhados como uma mais valia e não como carne para canhão.

**Poucas empresas pensariam em despedir uma pessoa se tivessem que lhe pagar bem e voltar a investir numa formação (um funcionário seria mais valorizado), bem como a perspectiva de serem apanhados por fazerem trafulhices nas contratações e nas declarações de falência da treta.

Nisto como em outras situações a permissividade leva a bandalheira generalizada e a corrupção, ao retrocesso e marasmo económico e ao aumentar do fosso social.



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* Sempre vi assim os colaboradores/trabalhadores de qualquer empresa Nthor[;)] . (Ma são rarissímos os que vestem a Camisola!!!)

** O problema é Nthor que nessa idéia também poderá haver "abuso" por parte do trabalhadores.

Alem de ser na nossa realidade praticamente impossível ordenados minímos elevados não esquecer que mais de 90% do nosso tecido empresarial é de pequena/média estatura.
 
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