O que é uma boa poupança?

Não; Vida normal no sentido de ser comum ou normal/habitual. Não é comum normal/habitual/comum viver como eremita até quase aos 30 anos, muito menos na geração que tem hj 40 e menos anos.

Andar com carro velho de familia (lá está, a despesa de carros pesa muito) aos 30 não é comum.

Essa expressão não assenta nem de perto aqui.
Tinha tudo em casa do que precisava sem custos e vivia em família. Depois só para os seus mimos pessoais e gasolina é que gastava. Onde é que está aí a vida de Ermita?
Na fase em depois se mudou e nem foi depois viver a dois é que tem uma vida mais só isso sim.

[h=2]Significado de Ermita[/h]substantivo masculino e feminino[FONT=&quot]Pessoa que, através de penitência, habita lugares despovoados e/ou isolados.[/FONT][FONT=&quot][Figurado] Pessoa que evita o contato social; que tende a viver sozinho e/ou buscar a solidão; ermitão.[/FONT]
 
O que é uma boa poupança?

Essa expressão não assenta nem de perto aqui.
Tinha tudo em casa do que precisava sem custos e vivia em família. Depois só para os seus mimos pessoais e gasolina é que gastava. Onde é que está aí a vida de Ermita?
Na fase em depois se mudou e nem foi depois viver a dois é que tem uma vida mais só isso sim.

[h=2]Significado de Ermita[/h]substantivo masculino e feminino[FONT=&quot]Pessoa que, através de penitência, habita lugares despovoados e/ou isolados.[/FONT][FONT=&quot][Figurado] Pessoa que evita o contato social; que tende a viver sozinho e/ou buscar a solidão; ermitão.[/FONT]

Tens toda a razão. Eremita para o q descreves não se aplica.

Mas se tinha tudo em casa nk pagou nada. E isso não é comum.

Repito a ideia q deixei. 100k aos 40 a pagar a despesas habituais e normais até essa idade e sem ajudas não dá.
 
Última edição:
Não tive heranças nem essas coisas, recebi o ensino superior pago pelos meus pais, e comecei a trabalhar ainda com 20anos.

Na altura a situação financeira deles não estava boa e abandonei o mestrado para trabalhar.

Vão lá quase 10 anos.
Tinha cerca de 69e tal euros na conta de onde comprei as botas de biqueira de aço.:sh)

Hoje, tenho casa a CH, carro quase novo pago a PP, casa toda mobilada e equipada, e vivo em união de facto ha quase 5 anos.
A minha mulher nao pofe trabalhar, ainda, pois tem uma doença crónica.
Alem disso ainda gastamos algum dinheiro com medicação etc.

Acho que isto do querer ter e atingir isso é uma questão de esforço. Felizmente e apesar de estar cada vez mais saturado a situação profissional crescente tem ajudado.

Quando comecei a trabalhar, fui para ajudante de encarregado (sou engenheiro civil) numa fábrica, mas não me lamureei por estar fora da área de formação. Foram alguns anos a sair às 01/02h do trabalho e tres ou quatro horas depois já lá estar. Depois fiquei na expedição, depois responsável por determinada área, hoje sou responsável pela produção toda e com convites de algumas fabricas.

É uma questão de nos adaptarmos, muitos de vós, que em Portugal não encontraram saída, foram para longe da família e continuam a lutar.

Aqueles que se refugiam na internet e tentam fazer contas para perceber o porquê de os outros conseguirem e eles não, a diferença é mesmo esta, a vontade de querer, a vontade de vencer.

Depois é o que se tem comentado, qualidade de vida é muito subjetivo, como falaram atrás alguns é ir ao cafe x vezes, sair y vezes. Eu por exemplo não ligo a cafés, mas gosto de fazer uns km para estar em locais que gosto, por exemplo.

Depois é tudi uma questão de controlo, se nao tenho €, não tenho vícios nem procuro o que vejo nos outros. Esse bem é mesmo o mais caro, querer mostrar aos outros destrói muitas vidas.

E não, não acertei sempre. Mas comecei a trabalhar quis logo trocar de carro, PIMBA, crédito. Serviu de emenda, paguei—o em dois anos e depois fui percebendo que sem €, não tinha casa, carro, estabilidade e um dia também um filho meu podia ter de se sujeitar com alguma instabilidade minha.

Começou aos 22/23 anos o gosto por "ter dinheiro", tento sempre poupar. Mas não, não como só atum.
E não, não vos escrevo do Nokia 3310 de quando tinha 15anos.

Tal como outros que aqui colaboram no tópico, para se trr algum dinheiro é tão e só uma questão de opções. (Isto para quem claro, não é vitima de algum problema).
E sim, se hoje ficasse desempregado não tinha problema algum de ir "acartar baldes de massa", pois o status não paga contas.
 
Última edição:
Tens toda a razão. Eremita para o q descreves não se aplica.

Mas se tinha tudo em casa nk pagou nada. E isso não é comum.

Repito a ideia q deixei. 100k aos 40 a pagar a despesas habituais e normais até essa idade e sem ajudas não dá.

Num seio familiar equilibrado, penso que não seja assim tão fora do comum. Em famílias carenciadas sim, não será comum.

Posso-te perguntar uma coisa?
Quanto custaram os teus carros que compraste até hoje?
 
Epá quando falei em 100 mil euros não estava a pensar em 40 anos, parece-me muito difícil, até porque para mim se tiver 50 mil euros no banco e tiver um CH de 50 k tenho 0 euros.

Se for aos 60 já não está mau.

Basta pensar que se for sozinho e tiver comprado um apartamento de 100 k que já esteja pago, na realidade poupou não 100 mas 200k.[;)]
 
Nmiguel,

esforço, dedicação e abdicar por muito tempo de família e amigos é algo que poucos percebem.

só quem emigrou sabe o quanto custa.

na fase inicial das nossas vidas, temos de saber dar um passo atrás para um dia dar dois em frente.

também trabalhei desde muito novo e em vez de aceitar um lugar na Fábrica de Palmela optei por viajar por esse mundo fora.

ainda hoje são raros os meses que passo mais de 10~15 dias em Portugal, mas estou muito grato e todos os amigos e alguns familiares que diziam que não trocavam Portugal por nada ( opção que respeito e de certa forma concordo ) continuam a pagar a casa e carro.

cada um segue a sua sorte e há quem tenha muita sorte na terra natal, infelizmente não é para todos... antes fosse.

emigrar também não quer dizer que que se fique rico, sem trabalho e alguma sorte também não é possível.

fico feliz pelo teu testemunho que em parte revejo como minha.

um abraço
 
O que é uma boa poupança?

Num seio familiar equilibrado, penso que não seja assim tão fora do comum. Em famílias carenciadas sim, não será comum.

Posso-te perguntar uma coisa?
Quanto custaram os teus carros que compraste até hoje?

Não tem nada a ver com o seio familiar equilibrado. Tem a ver não ser comum ficar até aos 30 sem se autonomizar, sem constituir família nada.

Podes ter a certeza q se esse projecto a 2 se concretizasse essa vida normal aconteceria e com as despesas habituais de cada casal 2 carros filhos etc, ou tinha ajudas de um lado ou de outro ou dificilmente conseguiria.
 
Não tem nada a ver com o seio familiar equilibrado. Tem a ver não ser comum ficar até aos 30 sem se autonomizar, sem constituir família nada.

Podes ter a certeza q se esse projecto a 2 se concretizasse essa vida normal aconteceria e com as despesas habituais de cada casal 2 carros filhos etc, ou tinha ajudas de um lado ou de outro ou dificilmente conseguiria.

Eu não saí de casa familiar muito mais cedo. Dei o sinal para o meu 1º apartamento aos 27 anos e casei-me com 29.
E pelo o que vejo para quem tira cursos superiores, logo começando a trabalhar mais tarde a tendência não é sair muito cedo...!

A pergunta sobre os carros ali atrás não respondida, espero que não tenha caído mal. [;)] Mas penso que era importante para se perceber nalguns casos para onde vai o dinheiro.
 
1% é muita conta ainda em numero.
E só são contabilizadas nessa estatística se os 100k ou mais numa mesma conta.

Quem tiver contas em 3, 4, 5 locais distintos com a massa espalhada nem cai nesses números. [;)]



Quero acreditar que não estás a querer dizer que inventei esta história. [;)]

Qual história, Gavela? Eu estava a responder ao outro user.
 
Após lendo este tópico fiquei a pensar: serei o único que não recebeu casa/carro ou dinheiro dos pais?:sh)

Sabia que algumas pessoas recebiam mas não que era uma proporção assim tão grande.

Os meus pais pagaram-me os estudos e pagaram metade da carta de condução.
Fora isso, comecei absolutamente do zero.
Sem poupanças de miúdo e sem ajudas dos pais (desde que comecei a trabalhar sempre dividi renda e despesas com eles).

Consegui comprar uma mota às prestações para fazer a minha vida (ficou mais barato que transportes públicos), estou neste momento a arrendar uma casa e pagar um carro sem qualquer ajuda familiar.

No entanto, sou a exceção do meu grupo.
Alguns tiveram carro oferecido, outros tiveram casa oferecida ou com a prestação/despesa comparticipada pelos pais, e outros tiveram um enchoval entre 1000 e 5000€ quando foram viver sozinhos.
Conheço quem ganhe bem mais do que eu e tenha os pais a pagar conta da luz, água e gás. Conheço quem ganhe o que eu ganho e a única despesa mensal que tem é quando come fora.

Há de tudo. Pessoalmente gosto do rumo que tive e tenho. Aprendi a dar valor ao que tenho, nunca tive nada (além dos estudos) de mão beijada e acho que isso é uma coisa boa.

Um dia que tenha filhos tenciono ajudá-los bem mais do que os meus pais me ajudaram, mas nunca lhes darei um carro ou uma casa.
 
desculpa mas acho isso uma bela treta.

o que é isso de "fazer vida com 1000" ou qualquer outro valor?

mas que vida se faz com 1000 euros por exemplo? mas alguém que paga rendas, transportes/carro, impostos vai passar fome e abdicar de uma vida minimamente normal para poupar outro tanto ou parte desse valor?

e já nem vou falar de ter filhos com todos os custos associados a tal a começar pelas creches.

obviamente cada caso é um caso mas regra geral os bons empregos estão nas cidades mais caras e, falando de lisboa, nenhum casal com um rendimento inferior a 3 mil euros em conjunto consegue viver em lisboa (mesmo antes dessa subida de preços) e ter um filho numa creche. faz uma vida perfeitamente normal, vivendo na periferia, mas nao faz uma vida com grandes poupanças sem abdicar fortemente do minimo de qualidade de vida.

agora se temos pais por perto que ficam com miudos, onde se almoça e janta várias vezes, casa/carro paga ou comprada com ajudas familiares aí até 600 por casal vivendo numa cidade como Viseu chega perfeitamente para viver sem grandes dramas.

O meio termo é exactamente o que ela faz para gastar apenas metade.

Imagina alguém a ganhar 2.000 e a fazer vida como se ganhasse 1.000. Na verdade teria sempre de fazer vida de 1000 se ganhasse apenas 1000, por isso a lógica é encarar os 1000 adicionais como bônus e aplicar em poupança.
 
Eu não saí de casa familiar muito mais cedo. Dei o sinal para o meu 1º apartamento aos 27 anos e casei-me com 29.
E pelo o que vejo para quem tira cursos superiores, logo começando a trabalhar mais tarde a tendência não é sair muito cedo...!

A pergunta sobre os carros ali atrás não respondida, espero que não tenha caído mal. [;)] Mas penso que era importante para se perceber nalguns casos para onde vai o dinheiro.

Não caiu nada mal.

És dos users mais correctos portanto não tenho qq problema em trocar ideias contigo.
 
desculpa mas acho isso uma bela treta.

o que é isso de "fazer vida com 1000" ou qualquer outro valor?

mas que vida se faz com 1000 euros por exemplo? mas alguém que paga rendas, transportes/carro, impostos vai passar fome e abdicar de uma vida minimamente normal para poupar outro tanto ou parte desse valor?

e já nem vou falar de ter filhos com todos os custos associados a tal a começar pelas creches.

obviamente cada caso é um caso mas regra geral os bons empregos estão nas cidades mais caras e, falando de lisboa, nenhum casal com um rendimento inferior a 3 mil euros em conjunto consegue viver em lisboa (mesmo antes dessa subida de preços) e ter um filho numa creche. faz uma vida perfeitamente normal, vivendo na periferia, mas nao faz uma vida com grandes poupanças sem abdicar fortemente do minimo de qualidade de vida.

agora se temos pais por perto que ficam com miudos, onde se almoça e janta várias vezes, casa/carro paga ou comprada com ajudas familiares aí até 600 por casal vivendo numa cidade como Viseu chega perfeitamente para viver sem grandes dramas.
É esse o espírito. Como já disse, quanto menos pessoas pouparem, melhor.

Ha ha
 
O que é uma boa poupança?

Posso partilhar aqui uma história q conheço bem ilustrativa das piores formas de criação e gestão da poupança.

Temos um casal q se casou há uns 10 anos.

Recebem tlvz uns 2k por mes.

Tinham um utilitário antes do casamento e mantiveram-no.

Compraram casa na altura do casamento e compraram outro carro, uma carrinha utilitária.

Td bem até aí.

Tinham uma vida com bastantes ajudas. Iam e vão várias vezes almoçar e ou jantar a casa dos pais e dos sogros q vivem perto e ainda bem para eles.

Mas agora vem a parte engraçada. O avô de um deles tem várias propriedades -atenção quase todas rurais- e decidiu partilhar em vida um terreno bem localizado para as preferências desse casal, sendo q os pais deste casal e portanto herdeiros disseram logo q passavam esse terreno para esse casal construir.

Entretanto esse casal teve um filho e compraram um segmento d para substituir o utilitário antigo.

Porém a certa altura um deles teve uma ideia luminosa. Vender a casa onde moravam para assim deixar o ch e ter margem para construir a casa.

Sucede porém q a casa foi vendida em poucos meses. Tb sucedeu q afinal o projecto da casa está totalmente paralisado (pq não sei).

Conclusão: vivem numa casa arrendada mais pequena e com piores condições da q era sua propriedade, com o produto da venda liquidaram o ch mas não chegou para pagar o carro e agora a família vai aumentar outra vez!


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