O que é uma boa poupança?

Há valente
E o tal fundo de emergência?
Compras acções indeviduais, ou ETFs de acções?

Ambas as 3 !

Acabei de comprar uma casa, estou descapitalizado.

Tenho aí uns 70% do património em tijolos. 25% em ações (fundos, ETFs e ações individuais) e 5% em dinheiro.

O que eu disse é que não tenho contas a prazo (o dinheiro está à ordem) e não tenho CTs.
 
Atendendo ao estado atual do mundo, isso é uma perfeita loucura. Há ações que já atingiram valores pré-covid, numa altura que a "normalidade" está longe de acontecer. Nos EUA então, com o país a ferro e fogo, não se percebe como o mercado sobe.

Em relação ao tema do tópico, este ano, desfiz toda a poupança que tinha e que tantos anos demorou a juntar. Gastei numa casa [s)]
Não estou certo que fiz bem em enterrar toda a poupança num imóvel... só o tempo o dirá!
E fi-lo porquê? Tive o dinheiro a render e rendeu bem. Atualmente (e na próxima meia duzia de anos) não me parece que haja nenhuma aplicação financeira sem risco, que valha a pena, pelo que optei por ficar "liso" [:D]


Já o fiz por diversas vezes, e até hoje sem arrependimento.

Antes de investir compre uma casa

https://www.portal-gestao.com/artigos/6503-antes-de-investir-compre-uma-casa.html

Um artigo que vai de acordo com aquilo que penso.
 
Última edição:
Já o fiz por diversas vezes, e até hoje sem arrependimento.

Antes de investir compre uma casa

https://www.portal-gestao.com/artigos/6503-antes-de-investir-compre-uma-casa.html

Um artigo que vai de acordo com aquilo que penso.

Também acho que comprar uma casa é um bom investimento na maioria das vezes, ainda para mais numa situação de se conseguir recorrer pouco ao crédito.

Os juros nestes últimos 5-6 anos têm andado como nunca visto e amigos da malta endividada. O que acaba por não encarecer muito o custo real da casa devido ao recurso ao crédito.

Mas atenção que me lembro-me de em 2009 com taxa TAN acima dos 5,5%, com um crédito longo mais ainda apenas com 6 anos decorridos, andar a pagar 85% de juros e apenas 15% de amortização. :sh) A sorte foi ter sido uma coisa que durou pouco tempo... Mas dá para imaginar onde iria parar o verdadeiro custo real da compra!
 
Também acho que comprar uma casa é um bom investimento na maioria das vezes, ainda para mais numa situação de se conseguir recorrer pouco ao crédito.

Os juros nestes últimos 5-6 anos têm andado como nunca visto e amigos da malta endividada. O que acaba por não encarecer muito o custo real da casa devido ao recurso ao crédito.

Mas atenção que me lembro-me de em 2009 com taxa TAN acima dos 5,5%, com um crédito longo mais ainda apenas com 6 anos decorridos, andar a pagar 85% de juros e apenas 15% de amortização. :sh) A sorte foi ter sido uma coisa que durou pouco tempo... Mas dá para imaginar onde iria parar o verdadeiro custo real da compra!

Existe sempre esse risco, o ideal é investir num imóvel que não comprometa a taxa de esforço, já para prevenir esse tipo de situação no futuro.

Em 2009 já tinha CH feito no inicío do milénio, e sinceramente, não me lembro de a prestação ter aumentado significativamente. Mas sei de casos próximos que tiveram um aumento substancial, especialmente aqueles que tinham feito crédito pouco tempo antes.
 
Existe sempre esse risco, o ideal é investir num imóvel que não comprometa a taxa de esforço, já para prevenir esse tipo de situação no futuro.

Em 2009 já tinha CH feito no inicío do milénio, e sinceramente, não me lembro de a prestação ter aumentado significativamente. Mas sei de casos próximos que tiveram um aumento substancial, especialmente aqueles que tinham feito crédito pouco tempo antes.

O meu tinha iniciado em 2003 e nessa altura a taxa também não era "meiga"...TAN acima dos 3,4%
Eu nem me estava ali a referir à taxa de esforço, estava sim a fazer uma chamada de atenção que o custo total do imóvel será bem diferente do valor da compra.
 
O meu tinha iniciado em 2003 e nessa altura a taxa também não era "meiga"...TAN acima dos 3,4%
Eu nem me estava ali a referir à taxa de esforço, estava sim a fazer uma chamada de atenção que o custo total do imóvel será bem diferente do valor da compra.

Sim sem dúvida, mesmo com juros baixos uma compra a crédito atira sempre o preço do imóvel para + 50% a brincar... mas quanto a isso nao à grande volta a dar. Só comprando a pronto.
 
Qual a percentagem da vossa poupança líquida (excluindo aqui o imobiliário ou outros) que está em produtos financeiros que não Depósitos a prazo ou CTPM?

0.

Mas gostaria de mudar isso.

Simplesmente penso sempre que mais cedo ou mais tarde vou precisar da poupança.
 
Uma dúvida de quem não percebe nada disto.

Se eu comprar uma casa de 100k e pedir 80k e o MTIC for de 100k, se no fim do ano quiser amortizar todo o valor do empréstimo em dívida tenho de pagar os 80k ou os 100k?

Os valores não interessam é só para exemplificar
 
Uma dúvida de quem não percebe nada disto.

Se eu comprar uma casa de 100k e pedir 80k e o MTIC for de 100k, se no fim do ano quiser amortizar todo o valor do empréstimo em dívida tenho de pagar os 80k ou os 100k?

Os valores não interessam é só para exemplificar
Pagas o capital em dívida à data da liquidação antecipada e os juros corridos até à data de liquidação e que ainda não foram pagos.

O MTIC é um valor indicativo de quanto te custará o crédito se pagares todas as prestações sem alteração dos pressupostos aquando do cálculo do MTIC.
 
Pagas o capital em dívida à data da liquidação antecipada e os juros corridos até à data de liquidação e que ainda não foram pagos.

O MTIC é um valor indicativo de quanto te custará o crédito se pagares todas as prestações sem alteração dos pressupostos aquando do cálculo do MTIC.

Antes de mais obrigado pela resposta.

Isso é o que eu penso, mas tinha dúvidas devido às situações em que se ouve que ainda estou no inicio do empréstimo e só estou a pagar juros...:confused:

Então não está a abater no montante em dívida?
 
Antes de mais obrigado pela resposta.

Isso é o que eu penso, mas tinha dúvidas devido às situações em que se ouve que ainda estou no inicio do empréstimo e só estou a pagar juros...:confused:

Então não está a abater no montante em dívida?
Não percebi que situação te referes.

Das duas uma, ou estás a falar de um empréstimo que tem carência de capital por um determinado período de tempo e durante o mesmo só se paga juros ou seja não amortizas capital ou então estamos a falar de um empréstimo com método de amortização francês, isto é, com prestações constantes (capital+juros) em que inicialmente a componente de juros é maior do que a de capital e com o passar do tempo a amortização de capital por prestação aumenta e os juros diminuem na mesma medida (no pressuposto de taxa de juros inalterada).
 
Não percebi que situação te referes.

Das duas uma, ou estás a falar de um empréstimo que tem carência de capital por um determinado período de tempo e durante o mesmo só se paga juros ou seja não amortizas capital ou então estamos a falar de um empréstimo com método de amortização francês, isto é, com prestações constantes (capital+juros) em que inicialmente a componente de juros é maior do que a de capital e com o passar do tempo a amortização de capital por prestação aumenta e os juros diminuem na mesma medida (no pressuposto de taxa de juros inalterada).

Também não sei explicar melhor, mas perante o que disseste, provavelmente será a 1ª hipótese.
 
Pagas o capital em dívida à data da liquidação antecipada e os juros corridos até à data de liquidação e que ainda não foram pagos.

O MTIC é um valor indicativo de quanto te custará o crédito se pagares todas as prestações sem alteração dos pressupostos aquando do cálculo do MTIC.


Atenção que os bancos cobram uma taxa, por norma 0.5%, sobre o capital em dívida que se pretende antecipar.

Sem certezas, acho que a forma de evitar esta taxa, é ir liquidando por tranches, e deixar um pequeno montante para liquidar no finál.
 
Não percebi que situação te referes.
Das duas uma, ou estás a falar de um empréstimo que tem carência de capital por um determinado período de tempo e durante o mesmo só se paga juros ou seja não amortizas capital ou então estamos a falar de um empréstimo com método de amortização francês, isto é, com prestações constantes (capital+juros) em que inicialmente a componente de juros é maior do que a de capital e com o passar do tempo a amortização de capital por prestação aumenta e os<strong> juros diminuem</strong> na mesma medida (no pressuposto de taxa de juros inalterada).


A taxa de juro é sempre a mesma, o valor dos juros a pagar é que vai diminuindo porque estes incidem no capital em divida.
Inicialmente pagas 2% de 100K,no 2ºmês 2% de 99.980, 3º mês 2% 99.950...

Isto leva a que nos primeiros anos se paguem sempre a maior parte dos juros.

Exemplo:

[TABLE="class: table table-responsive table_tipo1, width: 1140"]
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Última edição:
O meu tinha iniciado em 2003 e nessa altura a taxa também não era "meiga"...TAN acima dos 3,4%
Eu nem me estava ali a referir à taxa de esforço, estava sim a fazer uma chamada de atenção que o custo total do imóvel será bem diferente do valor da compra.

Se adicionares a variável inflação a diferença não será assim tão grande.
 
A taxa de juro é sempre a mesma, o valor dos juros a pagar é que vai diminuindo porque estes incidem no capital em divida.
Inicialmente pagas 2% de 100K,no 2ºmês 2% de 99.980, 3º mês 2% 99.950...

Isto leva a que nos primeiros anos se paguem sempre a maior parte dos juros.

Exemplo:

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O que é que eu disse que não está certo?
Num empréstimo de longo prazo como habitualmente é um crédito habitação se for na modalidade de taxa variável a taxa pode sofrer alterações, o que nunca altera é o spread. É importante que as pessoas não se esqueçam disso.

Obviamente que quanto menos capital em dívida, menor será os juros a pagar. O método utilizado habitualmente neste empréstimo é o francês, ou seja a totalidade da prestação, isto é a soma dos juros e capital amortizado é constante, com a componente de juros a reduzir e a do capital amortizado por prestação a aumentar ao longo da vida do empréstimo.

Se fizeres uma simulação de um crédito habitação, mas com o método hamburguês vais ver que no final do prazo terás pago menos juros, mas este método não é exequível para a generalidade dos contratos, porque significaria que a amortização de capital seria constante, o que implicaria prestação enormes no início e que vão diminuindo à medida que o capital vai sendo amortizado. Este método é mais comum no financiamento a empresas.
 
O que é que eu disse que não está certo?
Num empréstimo de longo prazo como habitualmente é um crédito habitação se for na modalidade de taxa variável a taxa pode sofrer alterações, o que nunca altera é o spread. É importante que as pessoas não se esqueçam disso.

Obviamente que quanto menos capital em dívida, menor será os juros a pagar. O método utilizado habitualmente neste empréstimo é o francês, ou seja a totalidade da prestação, isto é a soma dos juros e capital amortizado é constante, com a componente de juros a reduzir e a do capital amortizado por prestação a aumentar ao longo da vida do empréstimo.

Se fizeres uma simulação de um crédito habitação, mas com o método hamburguês vais ver que no final do prazo terás pago menos juros, mas este método não é exequível para a generalidade dos contratos, porque significaria que a amortização de capital seria constante, o que implicaria prestação enormes no início e que vão diminuindo à medida que o capital vai sendo amortizado. Este método é mais comum no financiamento a empresas.

Aos anos que eu já não ouvia essa terminologia! Método hamburguês e método francês. Os brasileiros é que ainda usam esses termos. Por cá fala-se mais em amortizações constantes e amortizações de capital constantes e juros periódicos.
 
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