O que é uma boa poupança?

Boa tarde pessoal das poupanças,

Com a aproximação do IRS dei por mim a pensar se não devia fazer um PPR, a ideia era utilizar o valor devolvido pelo IRS fazer um PPR sendo que poupava 700€ de IRS e ainda juntava uns trocos para a reforma ( 3500€ anuais )

Qual é a vossa opinião? a ideia é estúpida e devo gozar mais a vida ( opinião da mulher ) ou seria melhor outro tipo de poupança?

Acho que é algo que toda gente deveria ter, nem que fosse um valor pequenino...

Tem em atenção duas coisas: possibilidade de movimentar o dinheiro e penalizações. Há muitos anos que não olho para isso (tenho o meu há 5 anos com entregas mensais) mas há alguns com possibilidade de movimentar o capital, sem penalização de juros ou fiscais, para determinados fins.

Se estás a considerar apenas o reembolso do IRS para isso, vê os limites do benefício fiscal e faz de acordo a ter o máximo rendimento, mas complementa com entregas mensais. O Novo Banco e o ActivoBank tinham produtos interessantes..
 
Boas,

Ninguém quer dar a sua opinião?

Analisa esta parte:

[TABLE="width: 100%"]
[TR]
[TD]Limitações a deduções à coleta e a benefícios fiscais[/TD]
[TD="align: right"]2016[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="width: 70%, colspan: 2"]Limite de soma das deduções à coleta (5)[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD="colspan: 2"]Para 2016, o limite da soma das Deduções à Coleta é:[/TD]
[/TR]
[TR]
[TD]rendimento coletável inferior a € 7.035[/TD]
[TD="align: right"]Sem limite[/TD]
[/TR]
[/TABLE]


2016-art78-formula@2x.png


rendimento coletável superior a € 7.035 e inferior a € 80.000




[TABLE="width: 100%"]
[TR]
[TD]rendimento coletável superior a € 80.000[/TD]
[TD]1.000[/TD]
[/TR]
[/TABLE]


(5) Inclui despesas de saúde e com seguros de saúde, educação e formação, à exigência de fatura, encargos com lares, encargos com imóveis, pensões de alimentos e benefícios fiscais. Nos agregados com três ou mais dependentes a cargo, estes limites são majorados em 5% por cada dependente ou afilhado civil que não seja sujeito passivo.

http://www.pwc.pt/pt/pwcinforfisco/guia-fiscal/2016/irs/deducoes-coleta.html
 
Gavela,

Não estava a par das limitações à colecta, segui o o link e vi já os dados para 2017 e ainda consigo um bom valor de poupança, obrigado.

Mazzeo,

Faz-me alguma confusão não poder mexer, mas como tem a possibilidade de movimentar o capital em casos mais graves, acaba por não ser muito mau.
Acho que todos obrigam a entregas regulares, vou ver os que falaste.
 
No início de cada mês coloco as contas a valores certos, o que sobra vai para a poupança.
Poupo mal recebo por assim dizer.

Não gosto de ter muito dinheiro à ordem. Já fui vítima de phishing ou lá como se diz e aprendi a não ter demasiado à ordem.


Boas,

No meu caso também opto por colocar logo um determinado montante numa outra conta intermédia. Depois governo-me com o que deixo na conta e normalmente chega.

Tenho portanto três contas.

Conta corrente
Conta intermédia, onde coloco algum dinheiro em "quarentena"
Conta poupança para onde passo o dinheiro quando realmente já não preciso dele.

E assim se vai poupando algum, menos do que gostaria mas mantendo uma vida +/- desafogada.

[;)]
 
Gavela,

Não estava a par das limitações à colecta, segui o o link e vi já os dados para 2017 e ainda consigo um bom valor de poupança, obrigado.

Mazzeo,

Faz-me alguma confusão não poder mexer, mas como tem a possibilidade de movimentar o capital em casos mais graves, acaba por não ser muito mau.
Acho que todos obrigam a entregas regulares, vou ver os que falaste.

Podes sempre mexer quando quiseres e por qualquer motivo. A diferença é que se for um motivo "não grave" desses que deves ter visto, terás de devolver o benefício fiscal que tiveste.
 
O que é uma boa poupança?

A ideia é mesmo para não ter tentações em mexer. Tipo comprar um LCD ou um carro não é ultra necessário, se tiveres um cancro já pode ser.

É uma coisa que custa bastante, poupar e planear no longo prazo.
 
Gavela,

Não estava a par das limitações à colecta, segui o o link e vi já os dados para 2017 e ainda consigo um bom valor de poupança, obrigado.

Mazzeo,

Faz-me alguma confusão não poder mexer, mas como tem a possibilidade de movimentar o capital em casos mais graves, acaba por não ser muito mau.
Acho que todos obrigam a entregas regulares, vou ver os que falaste.

A ideia é ser um reforço para a reforma, é um dinheiro para meter de lado e esquecer...

A verdade é que as entregas, por norma, não são substanciais e não é algo que afecte o teu dia-a-dia ou a tua qualidade de vida.
Eu tenho feito ~950€ por ano em entregas, que a minha empresa complementa com mesma quantia. A rentabilidade anual tem sido entre os 5% e os 8%. Nos primeiros 3 anos os valores foram mais baixos, mas mesmo assim tenho visto sempre a crescer. Houve um ano em que rendeu 14%.
 
Já agora, o melhor PPR do mercado é o leve mas o DUO da fidelidade. Tem capital garantido mas arrisca mais que o tradicional garantido, como a versao UNI e outros.

Pex, o DUO em 2016 deu 6,9% e em 2017 0%.

O Uni deu 2,5 e 1,9

Com o Duo na pior das hipóteses nunca se perde dinheiro e tem boa possibilidade de rentabilidade sem risco.


Houve muitos PPR conservadores sem capital garantido que em 2008 e 2009 desvalorizaram 20 e 30%. Claro que em 20 ou 30 anos recupera mas é melhor evitar não é.
 
Já agora, o melhor PPR do mercado é o leve mas o DUO da fidelidade. Tem capital garantido mas arrisca mais que o tradicional garantido, como a versao UNI e outros.

Pex, o DUO em 2016 deu 6,9% e em 2017 0%.

O Uni deu 2,5 e 1,9

Com o Duo na pior das hipóteses nunca se perde dinheiro e tem boa possibilidade de rentabilidade sem risco.


Houve muitos PPR conservadores sem capital garantido que em 2008 e 2009 desvalorizaram 20 e 30%. Claro que em 20 ou 30 anos recupera mas é melhor evitar não é.

Quando estás a olhar para uma coisa a longo prazo o valorizar ou desvalorizar no curto é irrelevante, o que interessa é a rentabilidade no fim.

Normalmente nestes tipos de investimento numa fase inicial investe-se normalmente com mais risco, diminuindo o risco quando se aproxima da altura de resgatar o investimento.
 
Quando estás a olhar para uma coisa a longo prazo o valorizar ou desvalorizar no curto é irrelevante, o que interessa é a rentabilidade no fim.

Normalmente nestes tipos de investimento numa fase inicial investe-se normalmente com mais risco, diminuindo o risco quando se aproxima da altura de resgatar o investimento.

Sim mas isso a lógica antes da crise, o mercado supera sempre. Nos USA em que a maioria tem planos de reforma, sobre o debate da sustentabilidade da segurança social fala-se da problemática de chegar ao fim de 40 anos e o capital em PPR para resgatar ser menor que o investido. Ou seja, perdeu-se dinheiro puro e duro, sem inflação nem juros.

Porque os fundos imobiliários já não são o que eram, porque as bolsas vai ter crashes muito mais frequentes.
 
Sim mas isso a lógica antes da crise, o mercado supera sempre. Nos USA em que a maioria tem planos de reforma, sobre o debate da sustentabilidade da segurança social fala-se da problemática de chegar ao fim de 40 anos e o capital em PPR para resgatar ser menor que o investido. Ou seja, perdeu-se dinheiro puro e duro, sem inflação nem juros.

Porque os fundos imobiliários já não são o que eram, porque as bolsas vai ter crashes muito mais frequentes.

Isso é sempre um risco que existe dependendo daquilo onde se investe. Quem nao quer correr esse risco pode sempre optar por investir em produtos sem risco.
 
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