O que é uma boa poupança?

Sobre o assunto ADSE, é excelente para todos (beneficiários e instituições privadas). Só não é excelente para quem ganha bem acima da média nacional.

Não há nenhum seguro no mercado com as mesmas vantagens da ADSE. Nem de perto! Seja em burocracia, seja em cobertura de tratamentos/procedimentos. A diferença é abissal.

A ADSE já não é o que era, tem tido uma queda brutal nos últimos tempos anos. A expansão dos seguros e o facto de pagaram muito abaixo destes tem feito cair muitos acordos, sobretudo os de qualidade, estando cada vez mais a permanecer apenas as grandes unidades de saúde que conseguem compensar o pagamento baixo com o volume de negócio gerado pelo acordo. Mas isso reflete-se na qualidade do serviço (materiais utilizados, tempo de espera, etc). Continua a ser uma boa alternativa para quem tem ordenados mais baixos (a mensalidade é à percentagem do ordenado), mas para ordenados mais altos já há seguros competitivos.
 
Que raio de contas foram essas? [:D]

Como chegas aos 210€?

A ADSE há uns anos que dá lucro..

Se fizermos a conta a um salário de 1000€, já dá uns bons 500€ anuais... [;)]

Faltou os subsídios. Dá 245€ para o salário mínimo.

500€ continua a ser melhor que o normal.

Eu tenho um familiar com um seguro já bom e ADSE e só praticamente usa ADSE.

A oferta ainda é imbatível.

Acho que isso responde às dúvidas.
 
Não tenho ADSE, mas fazer da ADSE a galinha dos ovos de ouro só mesmo para quem não está dentro do assunto.

Dependendo do ordenado, pode ser um seguro bastante caro, pois pagá-lo 14x por ano quando apenas se pode usar 12 meses.. Faz sentido.

Os bons acordos têm ido à vida, apesar disso continua a ser um bom seguro, mas longe do que alguns querem aqui pintar.
 
O que é uma boa poupança?

A ADSE cobre melhor consultas mas em cirurgias é mais caro.

Mas a principal diferença é que num seguro a seguradora pode cancelar a apólice quando quiser. O segurado paga anos e quando necessita mais, pode fica a arder
 
E continua a mesma lenga lenga de sempre, a ADSE é a melhor coisa que existe e só está ao alcance dos Portugueses de primeira porque os outros mesmo se quiserem aderir não podem, isto é mais uma injustiça como muitas outras, se é assim tão mau como pintam, o estado acabava com a ADSE e ficava tudo na mesma, sim, iam fazer já isso a correr e depois como é que iam comprar óculos de sol para a família toda a pala dos Portugueses de segunda, (sei que agora pia mais fino, já não dá para a família toda, mas ainda dá para alguns:sh)), os FP são uns privilegiados ainda se queixam [8b], tem bom remédio, vão para o privado e vão ver o que é entrar a horas e não ter horas para sair, deixar de ter dia certo para receber e ter que aturar patrões, estar sempre na corda bamba, etc....por isso antes de se queixaram tenham respeito pelos portugueses de segunda.

Cumps
 
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A ADSE cobre melhor consultas mas em cirurgias é mais caro.

Mas a principal diferença é que num seguro a seguradora pode cancelar a apólice quando quiser. O segurado paga anos e quando necessita mais, pode fica a arder

Mais uma razão importante para ser melhor que um seguro de saúde do mercado.

E por alguma razão têm sidos sempre criados limites ao uso da ADSE.



Eu refaço a minha afirmação peremptória.


Para a maioria da população de Portugal a ADSE é o melhor seguro geral de saúde de Portugal.



Se é para depois falar de todos os pormenores, complementos como comparticipação de medicamentos, distribuição dos prestadores de saúde, relação salário/seguro, pertença a entidades especiais, tinha de se abrir um tópico para a ADSE e seguros de saúde.

Até poderá haver um seguro de saúde melhor em relação qualidade/preço mas eu sou ignorante.


Ninguém está aqui a atacar funcionários públicos. Isso já é verem o que querem e isto é o tópico da poupança.

E como é o tópico da poupança, infelizmente são as pessoas com menor poder de compra que tem maiores necessidades de saúde, pelo que e agora até pareço de esquerda[:D], até beneficiariam com a ADSE.
 
À pala dos Portugueses? [:D]

A ADSE não é financiada pelos portugueses/estado, andas mal informado.

Se a Pf é óptimo porque não ides tu para a fp? [:D]

Já trabalhei lá, infelizmente era uma altura complicada e não havia vagas para o quadro, acabou o contrato e tive que me desenrascar para outro lado e posso te dizer melhor emprego que FP não existe, por isso voltava para lá sem pensar 2 vezes, as chefias não chateiam, recebia sempre a horas, tinha horário para sair e entrar, que a maior parte não cumpria (quadro), os contratados que trabalhem, agora sei que é diferente tem que ir por o dedo e voltam a sair fazer a sua vidinha, reconheço que é mais chato, não tem lógica nenhuma estar lá as 9h para sair passado 10 min, antigamente era melhor nesse aspecto apareciam quando quisessem [8b]:sh)[:D], por isso sei bem como funciona, quem trabalha são os contratados para mostrar serviço e porque tem esperança de ficar, mas se não houver vagas para quadro e tiverem uma boa cunha não tem hipótese, por isso não vale a pena atirar areia para os olhos porque já passei por lá [;)].

Cumps
 
À pala dos Portugueses? [:D]

A ADSE não é financiada pelos portugueses/estado, andas mal informado.

Se a Pf é óptimo porque não ides tu para a fp? [:D]

Esqueci-me de falar da ADSE, a estas horas ainda esta a coisa complicada [:D], explica uma coisa, se não é como digo mas sim como tu dizes, e ainda dizem que dá lucro[:D], porque não disponibilizar a Adse a restante população? Aqui fica a pergunta.

Cumps
 
E continua a mesma lenga lenga de sempre, a ADSE é a melhor coisa que existe e só está ao alcance dos Portugueses de primeira porque os outros mesmo se quiserem aderir não podem, isto é mais uma injustiça como muitas outras, se é assim tão mau como pintam, o estado acabava com a ADSE e ficava tudo na mesma, sim, iam fazer já isso a correr e depois como é que iam comprar óculos de sol para a família toda a pala dos Portugueses de segunda, (sei que agora pia mais fino, já não dá para a família toda, mas ainda dá para alguns:sh)), os FP são uns privilegiados ainda se queixam [8b], tem bom remédio, vão para o privado e vão ver o que é entrar a horas e não ter horas para sair, deixar de ter dia certo para receber e ter que aturar patrões, estar sempre na corda bamba, etc....por isso antes de se queixaram tenham respeito pelos portugueses de segunda.

Cumps
A ADSE já há uns anos que é paga integralmente pelos beneficiários, e até já deu umas dezenas de milhões de lucro que foram usados para tapar um buraquito qualquer nas contas da Madeira.

Em termos de consultas, cada vez menos gente faz convencionado com a ADSE. Já com o copagamento do utente, dá 18€ brutos por consulta...
 
Verdade, mas se dá lucro e a unidades de saúde a deixar de ter Adse, das 2 uma ou acabam com a Adse ou disponibilizam para toda a população, tipo seguro de saúde e não esquecer que a poucos anos que é "paga" e os outros anos anteriores? Quem pagava a factura.

Cumps
 
Verdade, mas se dá lucro e a unidades de saúde a deixar de ter Adse, das 2 uma ou acabam com a Adse ou disponibilizam para toda a população, tipo seguro de saúde e não esquecer que a poucos anos que é "paga" e os outros anos anteriores? Quem pagava a factura.

Cumps

Pois, aí é que pagavam todos.
Toda a gente fala da ADSE, mas ainda poucos perceberam o grande negócio que é para o estado ter mais de um milhão de pessoas a pagarem integralmente a saúde do seu bolso...

Alargar a toda a população implicava uma reforma radical do SNS, passar integralmente de um sistema bevridgiano à imagem do NHS para um bismarkiano à Europa central.

Não quer dizer que se calhar não fosse uma boa opção. Não sei.
 
Bismarkiano?

Tas a dizer passar se um sistema à esquerda pra um a direita?

Não acho que tenha a ver com a esquerda ou a direita. Quer dizer, no sentido lato, provavelmente, mas a verdade é que o sistema bevridgiano nasceu no UK, que nunca foi muito dado a esquerdas.

A grande diferença é que no bismarkiano separas o pagador do prestador. Podes continuar a ter um sistema universal e tendencialmente gratuito, se o custo for assumido pelo estado.

Digamos que no nosso país desde a criação do SNS que na verdade vivemos num original sistema misto; bev no SNS e bis nos subsistemas do estado (ADSE, SAD PSP; GNR, ADM...) mais os seguros privados, que só agora se começam a impor.
 
Os anúncios para técnicos ou assistentes nunca incluem o subsidio de alimentação. São o valor base e depois consoante as funções ou organismo podem existir alguns "bónus". Nos anúncios para cargos de direção intermédia (chefias e afins) os valores que vês de subsídios são relativos a custos de representação e afins, nunca o de alimentação.

Apesar de existirem partidos políticos contra a discriminação geográfica aplicada nos salários do setor privado, pessoalmente sou favorável à mesma e acho que deveria existir também no setor público.
Seja pelo nível de vida ser mais caro em cidades maiores, mas também pelo volume de trabalho que existem nos serviços e pela pressão e responsabilidades associados ao mesmo.
O técnico superior que ganha os 1200€ brutos paga por um T2 em Melgaço 200€, ao passo que em Braga precisa de 500€ e no Porto já ascende a 700/800€. Escusado será dizer que o trabalho que esse técnico tem em Melgaço não é o mesmo que o técnico de Braga ou do Porto.
Com isto não quero dizer que tem de existir uma proporcionalidade exacta e ao milímetro, seria muito difícil de quantificar, mas sem dúvida que deveria ser criado e aplicado um coeficiente. O setor privado sabe disto e se quer ter os melhores profissionais aplica esta discriminação positiva. Basta ver exemplos de empresas com sedes em Lisboa e Porto para perceber a diferença nas suas tabelas salariais.
Para terminar esta questão, dou ainda o exemplo do programa de estágio internacionais INOV Contacto. Um dos muitos parâmetros para aferir o valor da bolsa era precisamente a localização. Independentemente da empresa para onde se for trabalhar, a bolsa é diferente se o destino for Madrid ou Sevilha, São Paulo ou Nova Iorque. Não só difere entre países como entre cidades.

Resumindo, como bem referes o paradigma mudou e as premissas que definem o atual sistema estão desatualizadas.
De um modo geral todo o sistema de remunerações e progressões na função pública deveria ser revisto com urgência e prioridade. Se essa reforma fosse realizada de forma correta (leia-se sem pressões dos stakeholders) e racional, depois de efetuados os levantamentos e estudos necessários, estou convencido que se conseguiria reduzir a despesa da função pública em milhões de euros.
Problema: O partido que anunciasse uma reforma integral e profunda perderia votos e nunca ganharia as eleições. A única solução seria fazer os ajustes de forma parcial nas diversas carreiras e mesmo assim os partidos políticos não se arriscam. O que dá votos é aumentar o salário mínimo e pensões, não reformular a Segurança Social ou o sistema de recrutamento e avaliação de desempenho da função pública.

Como no setor privado, nem tudo são rosas ou espinhos. Trabalhar no setor público tem coisas boas e coisas más.
Os fatores externos existem sempre e pior, podem rodar de 4 em 4 anos.[:D] Ao menos no setor privado o patrão é sempre o mesmo, quer se goste ou não![;)] Quem está de fora pode ter dificuldades em perceber mas às vezes a mudança de rumo é tão radical que anda-se um pouco ao "sabor do vento", que é como quem diz, ao sabor dos ideais do partido que está no poder à data.
Mas atenção, na minha opinião, isto sente-se mais nos serviços descentralizados das pequenas cidades e não das grandes cidades. Uma Câmara Municipal de Lisboa tem o seu "rumo" e até pode vir um novo presidente que muda a macroestrutura da Câmara, mas isso pouco irá afetar as tarefas quotidianas do técnico que está no terreno a trabalhar. Já na autarquia mais pequena, onde o Presidente está mais facilmente no terreno o modo de operar já será diferente. De facto, a sensação que possuo, é que numa autarquia de maior dimensão os departamentos e divisões e consequentemente os seus chefes e técnicos, tem uma autonomia muito superior às chefias e técnicos das autarquias mais pequenas. Claro que, não nos podemos esquecer que maior autonomia traz responsabilidades acrescidas.

Existem algumas carreiras que sofrem muito com os lobbies, nomeadamente com as pressões dos sindicatos. Professores, enfermeiros, médicos... Nos funcionários públicos que trabalham nos serviços da administração central e local julgo que isso não acontece da mesma maneira e intensidade.
O que referes da crise e dos cortes não deixa de ser verdade, tal como aconteceria agora numa multinacional que começasse a perder os seus lucros e tivesse que fazer cortes.

Sem dúvida que as progressões existentes beneficiam quem quer levar uma vida pacata e sem grandes chatices. No limite tenta trabalhar o mínimo dos mínimos para obter as avaliação necessária para não ser despedido. [:D] Essas pessoas não batem com a porta precisamente porque sabem que não tem competência para mais. As restantes, apesar de se manterem na função pública, tentam fazer o seu caminho mesmo que através de "baby steps", mudando de serviço ou tentando complementar com outras atividades.

Atualmente quem entra para a função pública tem regime de exclusividade. No entanto, existem muitos trabalhadores que solicitam acumular funções, por exemplo, como professores e regra geral é concedido. Tive alguns professores na universidade que a sua atividade principal era no setor público. Nesses casos, dá para fazer uma carreira "bonita" e com remunerações totais dignas, se bem que também exige muito trabalho e dedicação.

Para terminar, sobre os benefícios de trabalhar no setor público, julgo que os mesmos passam mais pela flexibilidade de horário e por se ter acesso a licenças de maternidade e amamentação, entre outras, sem o patrão resmungar ou "olhar de lado". O lema é, se a lei prevê tem de se cumprir.
No entanto, na maioria dos serviços públicos não se pagam horas extras ou horas incomodas (como aos médicos diga-se de passagem), não existem redes de protocolos e parcerias, não se tem acesso a "galp frotas" ou até mesmo carros de serviço, não é possível ter subsídios de deslocação e outros mecanismos interessantes de remuneração não tributada, entre tantos outros benefícios.
Para quem preza a família e ter um horário laboral digno de 8/9h é porreiro, mas a verdade é que se passa ao lado de muitas outras "soluções" e em termos de trabalho em si as chatices existem na mesma (seja com colegas, chefias ou com o trabalho em si) tal como qualquer empresa do setor privado. Não existem empregos perfeitos.
Estou convencido que ganhando menos muitos não trocam o setor público e muita gente do setor privado se fosse experimentar alguns serviços públicos depressa pediam para voltar ao privado. [;)]

Mais uma vez excelente post, sem tentar entrar em guerras parvas FPs vs privados.

Os lobbies nessas classes (para mim os professores e enfermeiros são dos que mais abusam da greve, e o lobbie professores tem particular força) são muito fortes e se por um lado ajudam os medíocres, prejudicam os honestos/competentes/trabalhadores.


Claro que trabalhar no privado tem tb mts desvantagens (claro), mas (resposta ao que está a BOLD) a FP é particularmente boa para esse pessoal que adora abusar de greves, baixas, licenças de maternide etc. Peço desculpa se parece que estou a ser machista, mas muitas mulheres abusam particularmente das benesses e dos direitos para coçar a paxaxa, ou com a desculpa dos filhos, depressões etc.

Bastava investigar bem as baixas e quando ficasse provado que não havia real necessidade de baixa era haver consequências a sério. Assim o pessoal começava a pensar duas vezes. Passo a vida a saber de histórias de pessoal de baixa que todos os dias está em festas, jantares, concertos etc...

Para esta gente nada como a FP onde fazer este tipo de coisas não tem consequência. Pese embora tb haver pessoas a fazer isto no privado, nomeadamente (mais uma vez) sobretudo mulheres com muitos anos de casa em grandes empresas. Empresas essas que têm de cumprir tudo estilo FP e que não se podem dar ao luxo de pagarem indemnizações de valores consideráveis.


Claro que isto de haver mais mulheres nestas situações tem razão de ser, é a coisa dos filhos e é tb, sobretudo, a forma como a sociedade olha para uma mulher que não trabalha vs como olha para um homem que não trabalha.

Este último é muito pior visto. Um homem de baixa é visto como um fraco...
 
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Mais uma vez excelente post, sem tentar entrar em guerras parvas FPs vs privados.

Os lobbies nessas classes (para mim os professores e enfermeiros são dos que mais abusam da greve, e o lobbie professores tem particular força) são muito fortes e se por um lado ajudam os medíocres, prejudicam os honestos/competentes/trabalhadores.


Claro que trabalhar no privado tem tb mts desvantagens (claro), mas (resposta ao que está a BOLD) a FP é particularmente boa para esse pessoal que adora abusar de greves, baixas, licenças de maternide etc. Peço desculpa se parece que estou a ser machista, mas muitas mulheres abusam particularmente das benesses e dos direitos para coçar a paxaxa, ou com a desculpa dos filhos, depressões etc.

Bastava investigar bem as baixas e quando ficasse provado que não havia real necessidade de baixa era haver consequências a sério. Assim o pessoal começava a pensar duas vezes. Passo a vida a saber de histórias de pessoal de baixa que todos os dias está em festas, jantares, concertos etc...

Para esta gente nada como a FP onde fazer este tipo de coisas não tem consequência. Pese embora tb haver pessoas a fazer isto no privado, nomeadamente (mais uma vez) sobretudo mulheres com muitos anos de casa em grandes empresas. Empresas essas que têm de cumprir tudo estilo FP e que não se podem dar ao luxo de pagarem indemnizações de valores consideráveis.


Claro que isto de haver mais mulheres nestas situações tem razão de ser, é a coisa dos filhos e é tb, sobretudo, a forma como a sociedade olha para uma mulher que não trabalha vs como olha para um homem que não trabalha.

Este último é muito pior visto. Um homem de baixa é visto como um fraco...

O Aston fala do exercício cabal de direitos.

O teu post fala de baixas fraudulentas.

Tem tudo a ver.
 
O Aston fala do exercício cabal de direitos.

O teu post fala de baixas fraudulentas.

Tem tudo a ver.

São direitos claro. E acho bem que as pessoas usufruam dos mesmos.

Apenas acrescentei que há muitos abusos, até mesmo fora da FP atenção.

Não sei o porquê do teu post a implicar. O tema é o mesmo, e em lado algum insinuei que toda a gente abusa dos direitos. Até porque obviamente não é verdade.
 
Mais uma vez excelente post, sem tentar entrar em guerras parvas FPs vs privados.

Os lobbies nessas classes (para mim os professores e enfermeiros são dos que mais abusam da greve, e o lobbie professores tem particular força) são muito fortes e se por um lado ajudam os medíocres, prejudicam os honestos/competentes/trabalhadores.


Claro que trabalhar no privado tem tb mts desvantagens (claro), mas (resposta ao que está a BOLD) a FP é particularmente boa para esse pessoal que adora abusar de greves, baixas, licenças de maternide etc. Peço desculpa se parece que estou a ser machista, mas muitas mulheres abusam particularmente das benesses e dos direitos para coçar a paxaxa, ou com a desculpa dos filhos, depressões etc.

Bastava investigar bem as baixas e quando ficasse provado que não havia real necessidade de baixa era haver consequências a sério. Assim o pessoal começava a pensar duas vezes. Passo a vida a saber de histórias de pessoal de baixa que todos os dias está em festas, jantares, concertos etc...

Para esta gente nada como a FP onde fazer este tipo de coisas não tem consequência. Pese embora tb haver pessoas a fazer isto no privado, nomeadamente (mais uma vez) sobretudo mulheres com muitos anos de casa em grandes empresas. Empresas essas que têm de cumprir tudo estilo FP e que não se podem dar ao luxo de pagarem indemnizações de valores consideráveis.


Claro que isto de haver mais mulheres nestas situações tem razão de ser, é a coisa dos filhos e é tb, sobretudo, a forma como a sociedade olha para uma mulher que não trabalha vs como olha para um homem que não trabalha.

Este último é muito pior visto. Um homem de baixa é visto como um fraco...
Os teus pais fizeram sempre tudo a meias? (Cozinhar, limpar, etc?)

Já estivesse grávido? Sabes as implicações médicas factuais que existem a nível psicológico e físico?

Então se calhar ficavas a perceber melhor.
 
Eu acho que nem acreditas no que escreves.

Com tantos trabalhadores a ganhar o salário mínimo ou perto ainda alguém acha que um seguro de 210€ por ano (para o salário mínimo) com tantas mais valias é mau?

Com esse valor só tens seguros básicos.

O que está errado nesse raciocínio é que quem ganha o salário minimo evita fazer seguros de saúde. Prefere apostar na "sorte" a ter uma despesa fixa desse género. Para quem possui orçamentos mensais e anuais tão limitados as prioridades não passam necessariamente por aí. Além do mais o contribuinte não gosta de ser "obrigado" a nada e mesmo quando se trata de algo facultativo mas que exige alguma contribuição monetária ao Estado e esforço financeiro existe uma enorme desconfiança e as pessoas retraiem-se.
O que descrevi anteriormente vem nos livros e quem já se debruçou um pouco em matérias de gestão pública sabe que os estudos indicam este tipo de comportamento por parte do cidadão.
Posto isto, na minha opinião, o cidadão com baixos salários não iria aderir e o cidadão de classe alta e com elevadas remunerações teria um leque de opções mais abrangente e competitivo no setor privado, ou no limite os seus bons empregos já inclui seguro de saúde. O problema do valor ser uma percentagem do salário é que nas situações em que o vencimento é baixo, o seguro torns-se barato, mas para os casos em que os salários são elevados o seguro sai caro.
A classe média e informada acredito que estivesse disponivel para aderir, mas como sabemos esta encontra-se aos poucos a desaparecer em Portugal.

Quero ainda realçar o que já referi nos meus posts anteriores, nomeadamente o facto de muitas empresas já incluírem seguros de saúde mesmo para os quadros médios (bancos, empresas de software, empresas de retalho, etc.). Não estamos a falar de seguros fracos ou com poucas coberturas, além do mais existe a possibilidade do trabalhador negociar com muito maior facilidade os seus beneficios. E já agora, no setor privado, quantos trabalhadores até não preferem prescindir desse mesmo seguro em prol de um ordenado superior? Pois... Eu conheço muitos casos desses!
Na administração pública o seguro não é um beneficio do colaborador. Pagas separadamente para o ter, e caso o recuses não recebes o valor do mesmo em extra, como acontece no privado. Independentemente da ADSE compensar ou não, trata-se aqui de uma filosofia diferente. A ADSE não é uma remuneração do trabalhador, é um serviço que está a ser pago pelo mesmo e se o sistema dá lucro ou não ou se a gestão do mesmo é danosa já é algo alheio ao cidadão e este não deve ser responsabilizado por isso. Apontarem o dedo aos funcionários públicos por estarem a ser clientes de um determinado serviço é somente ridiculo e digno de uma mentalidade pequena.

Já trabalhei lá, infelizmente era uma altura complicada e não havia vagas para o quadro, acabou o contrato e tive que me desenrascar para outro lado e posso te dizer melhor emprego que FP não existe, por isso voltava para lá sem pensar 2 vezes, as chefias não chateiam, recebia sempre a horas, tinha horário para sair e entrar, que a maior parte não cumpria (quadro), os contratados que trabalhem, agora sei que é diferente tem que ir por o dedo e voltam a sair fazer a sua vidinha, reconheço que é mais chato, não tem lógica nenhuma estar lá as 9h para sair passado 10 min, antigamente era melhor nesse aspecto apareciam quando quisessem [8b]:sh)[:D], por isso sei bem como funciona, quem trabalha são os contratados para mostrar serviço e porque tem esperança de ficar, mas se não houver vagas para quadro e tiverem uma boa cunha não tem hipótese, por isso não vale a pena atirar areia para os olhos porque já passei por lá [;)].

Cumps

Tens uma visão bastante particular dos funcionários públicos e acho errado usares a tua experiência como uma generalização.
Conheço bem as duas realidades (setor privado e público) e tenho de discordar completamente dessa ideia que transmites. Não vou dizer que não existem pessoas como as que descreves (a tal visão mais antiga da FP) mas hoje em doa começam a escassear. Nos termos que colocas eu não conheço ninguém por exemplo.
A questão das cunhas infelizmente é igual no setor privado e no público. No momento em que existem seres humanos a tratarem de processos de recrutamento e seleção será inevitável. Vai do carácter e ética de cada um, desde os trabalhadores de base aos gestores de topo.
Relativamente ao horário para entrar e sair então era porque tinhas um horário rígido (das 9h às 18h por exemplo), o que é excelente, mas há muitos funcionários públicos que tem horário flexível que já não funciona assim e regra geral é propicio a realizar horas extras não remuneradas.

Percebo a tua visão, não vou negar que tenha existido no passado, mas hoje já não é tanto assim e não se pode generalizar. Também existem empresas privadas onde se pica o ponto e onde ainda não foi implementado esse sistema. Depende se estamos a falar de pequenas e médias empresas ou de multinacionais, tal como no setor público também existem serviços maiores e menores e melhor ou pior organizados.

Para terminar e uma vez que tentei sempre pautar as minhas exposições pela imparcialidade e factualidade, questiono somente se tens noção que existem diversos municipios a implementar filosofias kaizen e lean nos seus serviços com vista ao aumento da eficiência, produtividade e qualidade dos serviços que prestam. Estamos a falar de filosofias de trabalho ao nível do que de melhor se faz em termos de práticas de trabalho nas maiores e melhores empresas nacionais e internacionais. Uma Câmara Municipal do Porto, um Hospital de Santo António no Porto ou até uma Câmara Municipal de Cascais tem implementadas as mesmas práticas de trabalho que uma Corticeira Amorim ou um Grupo Sonae.
Aconselho a visitar o site do Kaizen Institute e verificar a secção dos prémio atribuídos e ficas a perceber um pouco daquilo a que me refiro.

Esta questão do público vs privado, tal como a vida, não é a preto e branco, mas sim a escala de cinza. Tem bons e maus exemplos, como em todo o lado.
 
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