O Linux, para quem não ligue a jogos e para quem não precise de 100% de compatibilidade com o MS Office, é provavelmente das melhores opções.
Tinha a desvantagem de uma gestão de energia muito duvidosa nos laptops com autonomias francamente inferiores, não sei se corrigiram.
Infelizmente para o Linux, a Microsoft nos últimos anos praticamente tem tomado sempre as decisões correctas e tem feito um grande trabalho. Isso fez com que para o utilizador comum, ou para o típico utilizador de escritório, hoje o Linux seja menos alternativa do que era há uns anos. O Satya Nadella seguiu um caminho muito diferente dos caminhos anteriores, muito menos baseado em explorar de forma anti concorrêncial a sua posição e muito mais assente na integração de serviços online, na colaboração, fazendo coisas inéditas como p.ex. o Edge baseado em open source. A própria percepção da Microsoft como uma empresa intrinsecamente má, praticamente desapareceu.
O resultado é um Windows 10 mais estável e maduro do que os seus antecessores, o sistema de rolling updates e a optimização para hardware muito menos capaz, acabou com a sensação de obsolência que muitos utilizadores sentiam quando a sua versão do Windows era descontinuada.
No Office 365, então não há hipótese. A única coisa minimamente parecia é o Gsuite da Google, mas a falta de apps nativas acaba por ter um impacto brutal na usabilidade. A forma como a Microsoft nos últimos anos integrou os seus serviços online com o Office criou uma ferramenta incrivelmente boa para as organizações, para o trabalho colaborativo e para o trabalho remoto. Na minha empresa neste momento seria impensável voltar para trás, o impacto na produtividade e nos métodos de trabalho, em especial com a pandemia que colocou tanta gente a trabalhar em casa, seria enorme.
E depois claro, há as falhas eternas, poucos jogos, não há as apps da Adobe, etc... etc..
Infelizmente o Linux tem sido sempre incapaz de sair dos mercados de nicho (nos desktops) e temo que o timing para o fazer tenha passado a competição agora é muito mais capaz do que era há dez anos.