Isso é uma estratégia algo absurda. Sei que a Volvo quer acabar com os diesel na gama, mas então se eu estiver interessado num S60 e não tiver interesse ou uso a dar a uma carrinha, não tenho acesso às motorizações diesel que estão disponíveis na mesma. Não faz sentido.
Se podem desprezar as vendas na Europa, a abolição do diesel da gama é acertada, caso contrário, estão a tomar uma medida que pode sair cara.
Não é absurdo. Na geração que acabou de ser substituída, as vendas na Europa estavam repartidas mais ou menos 80-20, com vantagem V60.
O S60 vendeu em 2017 menos de 7500 unidades e no seu melhor ano ultrapassou as 15 mil. A V60 vendeu em 2017 quase 38 mil unidades com pouco mais de 45 mil no seu melhor ano.
Não estamos a falar de mega-volumes.
A nova geração será produzida exclusivamente nos EUA, exportando-o para o resto do mundo, um dos poucos mercados mundiais que ainda come sedans — apesar do declínio desta tipologia, os volumes ainda são generosos —, criam uma versão longa para a China, onde o volume também continua a ser apreciável, e o business-case do S60 está resolvido.
A Europa quer cada vez menos sedans. O mercado europeu está mais ou menos estagnado em 2018, mas as vendas dos sedans continuam a diminuir, da mesma forma que diminuiram quando o mercado recuperava — excepção feita no ano em que apareceu a corrente geração do VW Passat.
Agora que têm uma gama completa de SUV e uma carrinha média, já têm tudo o que precisam para fazer o volume necessário na Europa. Fica só a faltar o sucessor do V40 para rematar a coisa.
O S60 torna-se quase desnecessário por estas bandas.