Os nossos pais

Se me dou bem com quem me rodeia no meu dia a dia? Sim, o facto de os meus pais me terem educado/serem assim em nada afecta a minha relação com os meus/minhas amigos/as.

Se me deixam sair à noite? Talvez devido à minha educação/estar sempre sozinho em casa enquanto os meus pais trabalhavam, sempre fui muito caseiro, logo não me puxa muito sair.
Mas eu e os meus colegas da faculdade com quem me dou mais organizamos 2 jantares só para nós e embora com algumas reservas da parte da minha mãe(não saio à noite, vou para Setúbal, vou beber muito, etc[:D]) lá fui aos 2 jantares[;)]
menos mal!

podias ser um nerd informático que só conhece o sol a través de uma janela loool
 
Eu ADORO o meu paizinho :)
e a minha maezinha tambem...
os 2 por igual..
São o meu porto de abrigo..pode estar tudo fud**** mas com o meu paizinho sei que posso contar sempre..
Confio plenamente neles e as relaçoes sao as melhores..
Assim eu e os meus 2 irmaos..
Fui criada numa base de estabilidade e respeito...
Uma coisa que me impressiona é a falta de respeito pelos pais,por exemplo frequento a casa de uma amiga minha janto la muitas vezes com ela e com os pais e o desrespeito dela pelo pai e vice-versa é impressionante...
tratam-se por boi, psicopata, animal....Lol....
Não é nada comigo..e eles parecem sentir-se bem naquele ambiente...mas pra mim viver assim nao dava.
Posso ser muito extrovertida, brincalhona...etc..mas o respeitinho é muito bonito :)

e Pai é Pai...

a unica experiencia "traumatizante" foi o meu pai me ter comprado o livro do ratinho das tabuadas..tinha pra i eu 16 anos e quase que me chegava a roupa ao pelo pra eu aprender..LOL
Mas como nunca fui dada a nº's ainda hoje nao sei as tabuadas direito..kakakakakkakakakkaka
 
Eu podia estar aqui um dia inteiro a escrever sobre o meu pai mas vou-me resumir ao básico.

Eu neste momento sou filho de pais separados por isso apenas vivo com a minha mãe, com os meus irmão mais novos (16 e 18 anos) e com o meu irmão mais velho (30 anos) por isso o contacto que eu tenho com o meu pai é pouco ou quase nenhum (para terem uma ideia o ano passado visitei-o 2 vezes (No aniversário e no Natal). Isto pode chocar muitos de vós mas sinceramente não consigo passar muito tempo com o meu pai porque culpo-o por muita coisa que me aconteceu a mim e á minha família.

Eu os meus irmãos e a minha mãe fomos vitimas de violência doméstica (sim violência, não é levar um estalo mas sim levar porrada) e fomos habituados a lidar com isso no nosso dia a dia. Por mais que isto vos choque para mim era normal levar porrada e no dia a seguir dizer que caí das escadas apesar de toda a gente saber que o meu pai nos batia.

Ao meu irmão mais velho foi diagnosticada esquizofrenia desde os 16 anos e a mim nada me convence do contrário de que foi o meu pai que a provocou devido à violência física e psicológica.

Quando fiz 17 anos o meu pai saiu de casa e deixou a minha mãe com 3 filhos menores (eu incluído) para tomar conta, um irmão doente e dividas para pagar e um café/restaurante para gerir.

A minha mãe sempre foi muito boa para nós desde pequenos e quando o meu pai saiu de casa aquilo foi uma liberdade total e a verdade é que a minha mãe sozinha não consegui impor respeito na casa por isso alguém tinha que assumir aquela responsabilidade e como já devem ter percebido sobrou para mim.

Claro que não foi logo aos 17 anos que eu fiquei responsável mas gradualmente fui ganhando responsabilidades atrás de responsabilidade até que hoje com 26 anos sou a pessoa a seguir à minha mãe é claro que eles mais respeitam. Ajudo a minha mãe em tudo o que posso e hoje ainda vivo em casa da minha mãe não por necessidade mas sim para a ajudar porque apesar de tudo ela foi a pessoa que mais sofreu no meio disto tudo.

Por isso ainda hoje culpo o meu pai por me ter roubado a minha adolescência, por ter arruinado a vida do meu irmão e por todo o mal que causou a mim e à minha família.

Por isso quando vocês se queixam dos vossos pais pensem que há muito pior e que a maior parte das vezes eles apenas fazem o que acham melhor para vocês (apesar de por muitas vezes nem sempre ser o melhor).

E se vocês têm problemas com os vosso pais dialoguem com eles, e se isso não resultar saiam de casa e façam-se á vida e tentem fazer melhor que eles quando tiverem filhos mas acima de tudo não se esqueçam que nenhum pai é perfeito. [;)]
 
Infelizmente não é a melhor. Não que nos demos mal, mas somos um pouco distantes. Não me lembro da última vez que tive uma conversa de jeito com ele. Isto deve-se não só por termos feitios que não são muito compatíveis, e por ele ser muito fechado (com toda a gente), mesmo quando éramos crianças, o afecto nunca foi o forte dele (mesmo que nunca nos tenha deixado faltar nada). Agora, por mais que tente, não consigo mostrar grande afecto com ele...

A minha mãe é exactamente o oposto. Super mãe-galinha, super carinhosa. Com ela dou-me super bem, tal como o meu irmão.

No entanto tanto com um como com o outro tenho alguma dificuldade em falar de assuntos delicados, ou desabafar. Quando preciso de um ombro amigo, sei que neles encontro mas, mesmo não sendo propositado, geralmente não é a eles que recorro. Talvez por ter saído de casa ainda novo, não sei...
 
boas malta eu tenho dois pais porreiros.
Como qualquer pessoa tive uma infância bonita omeu pai sempre me incubriu das minhas asneirolas(quem manda lá em casa é a dona aurora"mãe).
A partir dos meus 17 anos, o meu pai viu naquilo que menos queria que me transforma-se (xico espertalhão) mesmo assim não desistiu de mim !!!
Hoje sinto-me uma pessoa bem formada e isso graças ao meu pai e a minha mãe[:cool:]
 
eu tudo o que sou hoje é graças aos meus pais, tanto pai como mãe.

sempre fizeram sacrifícios por nos, eu e o meu irmão, e fico-lhes muito grato, muito mesmo por tudo.

o meu pai não é muito de afectos, mas de vez em quando, quando lá lhe dou um beijo ou um carinho vê-se os olhos dele a brilhar de satisfação, e a mim também me deixa feliz.

a minha mãe é mãe galinha, sempre a procura de mimos.[:D][:D]

no geral dou graças aos pais que tenho e são o que mais amo.

é claro que as vezes também há desacordos, não é o pai perfeito mas pronto lá se ultrapassa tudo.

já o meu irmão é bem mais mal agradecido, no entanto nunca teve um tratamento diferente.
 
Revejo-me em muito do que foi dito, bom e menos bom.
Tive uma relação muito conturbada com o meu pai, levei uns estalos e tal( merecidos).
Mãe protectora e galinha, ainda hoje liga todos os dias para saber se necessito de alguma coisa (o que não deixa se nos fazer sentir queridos).
O meu pai faleceu em Novembro passado, e independentemente de muita sacanagem que ele possa ter feito, amo-o. Tive a sorte de lhe dizer muita coisa antes de ele morrer (e ouvir também), bom e mau.
Se não tivéssemos falado não sei como seria viver com essa amargura toda cá dentro.

Problemas todos temos com os pais, mas há que estimá-los o melhor que podemos. Claro que há casos e casos, como alguns dos descritos no tópico.

Vamos ver como nos portamos como pais..............
 
Tudo aquilo que sou é devido à minha família de casa (pais e irmãos).
Não tenho das melhores relações com o meu pai. Como muitos dizem, teve uma infância difícil, trabalhar desde muito novo, possivelmente traumas de guerra...enfim. Mas não consigo aceitar certas atitudes que podem ter como base as razões enunciadas.

Se tenho uma boa relação com ele? Nem por isso, mas todas as semanas o vejo. Como alguém disse, já não me lembro de quando foi a última conversa interessante e de jeito que possa ter tido com ele. Tantas foram as situações que perdoar não sei se perdoo mas esquecer não esqueço.

Da minha mãe nada a apontar na nossa relação. Sempre teve disponível mesmo quando tinha "dificuldade" em tocar em certos assuntos (é uma pessoa muito mais velha, digamos que vim em fora de prazo[;)], e na mesma situação com a mãe dela haviam certos assuntos dos quais não se falavam).

Do que retiro deste processo de relação pais/filhos? Aprendi sobre duas perspectivas (se posso dizer assim) e agora retenho o melhor dos dois.
 
Eu tenho uma relação muito boa com os meus pais.
Felizmente as recordações que guardo da infança são praticamente todas positivas. Sempre fui bastante ligado aos meus pais.
Ainda vivo com eles diariamente e com o meu irmão (pelo menos agora em férias, pois quando começar o novo ano só poderei vir a casa aos fins de semana...)
Não tenho qualquer problema e sei que eles me ajudam da maneira que puderem em qualquer coisa que eu precise. E isso acaba por ser importante para mim.

Cumprimentos[;)]
 
A minha mãe é, simplesmente, a pessoa mais bondosa do mundo. Mesmo, não há pessoa neste mundo por quem eu nutra uma admiração maior do que ela. Não há mesmo melhor coração que aqueleapr:)

O meu pai é, também, uma pessoa fantástica. Com coração (embora não demonstre) e com qualidades fantásticas. Só que no passado pecou por muita coisa (mesmo muita, e ainda agora há coisas que me deixam triste). Mas não é por isso que o deixo de amar.

Eu sempre fui um filho "fácil", embora ultimamente tenho perdido um bocado desse epíteto. Já podia ter acabado a universidade e ser mais responsável e por esse motivo só tenho que engrandecer ainda mais o papel dos meus pais: podiam ser intransigentes e duros para comigo, mas sabem que eu é que tenho que me aperceber das asneiras que estou a fazer. E apercebo me disso, especialmente se olhar com "olhos de ver" para eles.

Resumindo: tenho 3 pessoas no mundo que amo e com quem ninguém pode ombrear: o meu pai, a minha mãe e a minha irmã (já posso juntar o meu sobrinho e considerar 4:)). Apesar de algumas imperfeições, sinto orgulho na família (directa) que tenho!

Obrigado pai, mãe e irmã:)

PS - Nunca os meus pais me bateram (nem à minha irmã) e não consigo entender a violência para com os filhos.
 
Last edited:
Estou de relações cortadas (e o meu irmão) com ele à mais de 2 anos. Decidiu viver em função de uma mulher que conheceu do que dar cuidados e educação aos filhos.

Nem ao meu casamento foi porque ela decidiu não ir [s)].
Ontem fiz anos rodeado dos meus amigos e família e ele nem uma SMS mandou.


Não serei assim para os meus filhos. Jamais.
 
Role Model.

Expressão inglesa que descreve bastante bem o que o meu pai representa para mim.

Tanto me deu porrada como me deu o ombro para chorar, sempre na altura certa.

Espero vir a ser tão bom Pai como ele tem sido para mim. Aliás sinto-me verdadeiramente privilegiado por ter os pais que tenho, por me terem incutido os valores e educação que incutiram.
 
Bem, a minha mãe morreu era eu uma criança, portanto nunca a cheguei a conhecer devidamente. Quanto ao meu pai, tenho pena que eu, um homem jovem, esteja a presenciar o seu envelhecimento continuo (tem 81 anos) sem poder fazer nada para o ajudar a minorar o sofrimento que as incapacidades físicas e psíquicas lhe provocam.
Neste momento vou construir uma casa ao lado da dele e o meu maior desejo é poder ser vizinho dele por muito tempo. Quanto à nossa relação, foi uma relação marcada pelas contingências provocadas pela diferença de quase 50 anos nas idades.
Relativamente à minha família, se já antes nos dávamos pouco, então depois de uma "traição" recente da parte deles cortámos completamente. O que me preocupa mais aqui é o facto de existirem bens comuns (terrenos).
Basicamente apenas tenho o meu pai e a minha namorada e nem posso ter filhos, pois ela já não tem idade para isso (e também, em abono da verdade, nunca tive "necessidade" nem tão pouco condições para os ter).
 
A meu ver, ser bom pai ou mãe é providenciar tudo (afectiva e monetariamente) para o correcto desenvolvimento da criança.

Infelizmente há pais que por diversas razões (infâncias problemáticas, inaptidão, dificuldades de relacionamento, etc etc etc) simplesmente não são bons pais ou não o sabem ser na sua plenitude.
 
Também a mim... Possa...
E eu que todos os dias ouço a minha mãe dizer "ohh pró ano já não te tenho cá :(" (vou estudar para fora)

Como a minha irmã anda por aqui, tbem ela poderá dar a sua opinião.
Mas felizmente os meus pais acho que fizeram o seu "trabalho" de uma maneira que acho "normal".
N considero que na minha familia exista uma relação de proximidade, pelo menos semelhante a outras que conheço e até algumas q acho quase dependência, mas nunca houve problemas do tipo dos relatados aqui.
Admiro os meus pais sem dúvida, pela capacidade de sacrificio e "juizo" que tiveram por vezes acho que até demais, em conseguirem construir uma vida com o minimo sem grandes recursos, mantendo sempre uma situação estavel, e conseguindo criar dois filhos de maneira a que tenham melhores condições do que eles.
O grande ensinamento que me passaram foi esse de que garantir os valores realmente importantes para a familia devem ser sempre uma prioridade.
O que acho que continuam a deixar é o de muito emdo de arriscar, que de certa maneira acabei por herdar.

Há sempre tropelias e chatices, mas tbem eu tenho a minha cota parte neles, mas como tbem n partilho muito as coisas e n guardo rancor (defeito meu) acaba por n ser grave.
 
Bem,se há tópico OT que mexe comigo provavelmente é este...

Que dizer do meu pai sem ser demasiado incisivo e injusto com ele?Cresceu numa familia humilde de quatro irmãos e devido a o meu avô ter ficado paraplégico cedo lhe foi incutida a responsabilidade de fazer mais do que a idade determinaria.A minha mãe não podia ser mais diferente dele,vinha de uma familia mais abastada e habituada a um certo nível de vida.Casaram e passado um ano nasci eu...
Se houve coisa que o meu pai sempre adorou e que se mantém ainda hoje é o gostar de andar na rua.Gosta de cumprimentar amigo A,B e C.Gosta de comer e beber bem.À custa disso o meu pai,que era um rapaz elegantissímo e bem parecido quando eu nasci,desleixou-se e hoje aos 55 anos parece já não se importar com o colesterol apesar dos avisos e da supervisão da actual esposa(os meus pais divorciaram-se tinha eu 17 anos).Logo o meu pai que foi desportista...
O gostar de andar na rua casou na perfeição com o gosto pela politica,ele arranjava sempre maneira de andar metido em alguma,foi presidente disto e daquilo.No meio disto tudo nem sempre esteve dísponivel para mim.Foi passando a responsabilidade à minha mãe de uma foma subtil,não estando a par dos mais diversos acontecimentos do filho.O que sabia sobre mim não via,transmitiam-lhe.Era mais importante ajudar a eleger um presidente de camâra ou a dirigir a sede de um clube de futebol.Devido a isso meio mundo conhecia o meu pai.O que o satisfazia imagino.O meu pai sempre desejou ter um papel de relevo na sociedade.Não para armar,que o meu pai é um individuo terra a terra,mas antes para se sentir útil e activo.
Outra coisa que o meu pai sempre mostrou ser foi ser um sonhador,alguém que tinha ideias e queria concretizá-las,mesmo que por vezes fosse demasiado inocente a sonhar essas ideias.O mundo é mau e come inocentes ao pequeno almoço... mas pelos vistos eu sou filho do meu pai pois muitas vezes também olho o mundo com olhos inocentes na esperança que as coisas possam realmente ser simples como as sonhamos.Sou um positivista por excelência.Mas como também sou fiilho da minha mãe herdei tudo o resto dela logo não posso afirmar que seja um espelho do meu pai,pois muita coisa nos separa.Mas ao menos posso dizer que me deu uma educação correcta e nunca me bateu.Ele preferia sai porta fora que descarregar em cima de alguém.Tenho muito orgulho nele por isso.Só lamento que não tenhamos sido mais amigos quando eu estava a crescer,lamento não termos feito mais coisas juntos,lamento ele ter preferido esforçar-se por ser presidente de algo do que ser o meu melhor amigo.Um dia tentou ser.Mas eu já tinha passado muitos anos sem contar com ele...

Actualmente tenho uma relação normal de pai e filho.Não é o que eu desejaria mas também já concluí que nesta etapa é a possível dado a maneira de ser de cada um.Ainda assim fico sempre na expectativa que ele me convide para algo sem ser um almoço,quase uma forma subliminar de dizer "anda Pai vamos brincar".A minha mãe morreu este ano vitíma de cancro.Foi e continua a ser duro.Essa tragédia aproximou-nos um pouco.Sei que posso contar com ele sempre que precisar mas faltará sempre aquela cumplicidade que se devia ter construído nos verdes anos.O meu maior desejo em ter um filho passa em muito pela relação que possa vir a ter com ele.Sei aquilo que quero fazer com ele e sei onde falharam comigo.Possuo portanto experiencia para não errar nos mesmos pontos.Deixaria tudo para ir jogar á bola com o meu filho.E o meu filho,ao sentir que era o mais importante nesta vida para o pai,sentir-se-ia muito mais amado.E assim talvez não viesse a ter tantas amarguras como eu tenho.Apesar disso eu afirmo:Eu amo o meu pai.E apenas desejo que ele tenha orgulho em mim....

Revejo-me em grande parte do que escreves, mas tenho a sorte de poder dizer que o meu pai foi mais "presente", até porque tive, durante a adolescência, uma relação extremamente atribulada com a minha mãe (que também morreu com cancro, há uns anos). Considero que o meu pai é uma excelente pessoa, mesmo das melhores que conheço. A minha mãe, com uma personalidade bastante forte e que colidia bastante com a minha, era também uma pessoa de valores extremamente correctos - uma das minhas maiores amarguras é não poder conviver mais com ela, agora que a rebeldia dos anos de adolescência já acalmou bastante...

Quanto ao que escreveste, devo dizer que tenho quase a certeza que os teus pais devem ser óptimas pessoas. Porquê? analisando o que escreves, e sabendo que normalmente somos o resultado de quem nos mais influencia, é o que me parece...
 
Eu acho que isto é só pros Pais, mas pais masculinos, não é para os dois.

Mas aqui vai.

A minha relação com o meu pai é complicada de classificar, tem momentos bons e momentos maus.
Eu e ele somos pessoas muuuito diferentes, ele é um homem humilde gosta do seu trabalho, gosta de trabalhar, é poupado, é sossegado, curte a vida à sua maneira, eu por outro lado sou o "maluco" quero é sair, curtir, andar de carro pra cima e pra baixo, festas... [:D] Ainda no outro dia a minha mãe tinha comprado uma revista cor de rosa e estava lá umas coisas sobre o Sasha e Nikki Beach e eu "Fonix, que revistas, já repararam que aqui só se vê boa vida? Não se vê uma mulher feia e gorda e vê-se o lado bom da vida?" e ele "Cala-te, deixa de ser parvo, isso não é vida para ninguém, a vida é para trabalhar" :sh)
Outra... No outro dia acordei tarde e cheguei à mesa para almoçar com o cabelo arranjado às 3 pancadas, ele aproveita logo para me gozar, brincadeira ou não, não gosto! "Pareces o Homer Simpson quando era novo" e depois "Vai mas é cortar esse cabelo à homem" [8b] Tipo quando eu tenho o cabelo perfeitamente normal pq não o gosto de o ter grande.
Depois somos incompativeis, ontem a vir da praia, eu "Vamos pela A2" ele "Vamos pela nacional" [:)] Eu digo X, ele diz Y.

Ele também é um picuinhas com a minha irmã, parece que a minha irmã é a filha que ele sempre quis, tá sempre a defendê-la e a pita, por vezes, só faz trampa... Dá-lhe muito mais "asas" a ela que a mim, mas isso já me habituei.

Discutimos de vez em quando. Mas isso também é fruto do meu feitio que é o feitio mais lixado que conheço!!! Eu também tenho parte da culpa, tem que ser à minha maneira, etc, etc... A questão é que ele também é assim, mas a dele acaba por ir avante porque ele é que manda! [:D]

Apesar das incompatibilidades, dos gozos, das faiscas (sim pq eu também o provoco e mando-lhe bojardas), vai havendo bons momentos de riso, cumplicidade, etc...!

Não é o pai perfeito, mas numa escala de 0 a 20 dava-lhe um bom 17. Comida da boa à mesa nunca nos faltou em casa, dá-me roupa boa e cara, ajuda-me na escola, vamos de férias umas 2 vezes por ano, boa casa, etc... Faz tudo por nos dar uma vida boa dentro das possibilidades e isso, é fundamental. [;)]
 
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