OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE!

Já agora, como interpretam as últimas declarações do Sócrates relativas à Ota, em que diz que admite ser um processo que "levanta dúvidas" ?!
 
Ontem vi parte do debate.

E o que me saltou à vista é que, por alguma razão, os apoiantes da Ota não querem nem por nada uma avaliação de outro terreno...E isso parece-me no mínimo estranho. São demasiado intransigentes, e não querem sequer ouvir outras propostas...
 
Já agora, como interpretam as últimas declarações do Sócrates relativas à Ota, em que diz que admite ser um processo que "levanta dúvidas" ?!

Sócrates tem aqui mais uma oportunidade para desancar os seus antecessores sobre o arrastamento e negligenciar da situação do novo aeroporto.
 
Ou muito me engano ou a continuar a teimosia de levar por diante este projecto na actual localização, isto irá ter uma derrapagem monumental.
Não tenhas a mínima dúvida !!!

Isto é sempre assim: a empresa construtora vai partir de determinados pressupostos de projecto e quando começar a obra vai "descobrir" que afinal (quem diria) esses pressupostos estão errados. E depois... toca a facturar...
 
Ontem no debate houve uma coisa que me deixou precupado, é que ainda é necessario fazer o estudo de impacto ambiental da OTA.
Havendo neste momento uma unica hipotese de local, o que acontece se o estudo for negativo? Vamos fazer o aeroporto aonde?
Neste caso fico ainda mais precupado com o facto de o proprio estudo estar condicionado e definido logo á partida, o que é muito grave.
 
Sim mas dão tb mais emprego a mais pessoas durante mais tempo...[:D]

Se fosse tudo assim tão simples e milagroso ....

Um aeroporto custando o dobro na construção quer dizer que será um aeroporto com taxas que podem ser o dobro do que outra alternativa. Sendo um aeroporto mais caro de operar, quer dizer que terá menos clientes e menos receitas do que poderia ter, lógica elementar, o que quer dizer que no futuro gerará muito menos emprego e riqueza, quer directa, quer indirectamente. Menos receitas de aeroporto, menos carga, menos passageiros, menos turistas, menos dormidas em Hoteis, menos congressos internacionais, menos refeições em restaurantes, menos passeios, menos vendas nas lojas e por ai além.
Se juntares a isso tudo o fecho da Portela, que significa destruição de valor, riqueza e empregos....

Esse tem sido o grande erro e ilusão dos politicos que decidem os grandes mega-projectos. Criam empregos e crescimento económico durante uns anos, o que é óptimo enquanto estão no governo, mas após isso, o que fica ?
Pega por exemplo no estádio de futebol do Braga. É muito bonito mas custou uma fortuna. Gerou muito emprego e facturação a quando da sua construção. Uma vez construído, agora ficaram as contas para pagar. Vai custar cerca de 10% do orçamento municipal de Braga durante as próximas 2 décadas. Isso cria emprego ?
 
Última edição:
Mas ele próprio foi parte fulcral da escolha da OTA em 1999[8b]

Ainda que assim tenha sido, quem se opunha mais nada disse ou fez (tipicamente português...) até ao alarido actual!... Aliás, os governos que vieram a seguir, subescreveram a decisão (ainda que por eles negligenciavelmente remetida para as calendas gregas, não foi Dr. Marques Mendes?!...) e agora representam a farsa das «virgens inocentes»...
 
O PNR já decidiu! Por isso apresse-se Dr. Marques Mendes!

http://www.alambi.net/aeroporto.html

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Ota sem retrocesso possível: Bruxelas já começou a enviar fundos

Ota sem retrocesso possível: Bruxelas já começou a enviar fundos

Bruxelas já começou a pagar aeroporto na Ota

A União Europeia encaminhou já para Portugal cerca de 8,5 milhões de euros para o aeroporto internacional da Ota, os quais foram aplicados pela Naer, empresa responsável pela condução do processo, na elaboração de estudos sobre o empreendimento. O Diário Económico apurou ainda que os apoios comunitários para o novo aeroporto internacional de Lisboa foram concedidos partindo do pressuposto de que este se localizará na Ota, porque são referentes a esta localidade os únicos elementos enviados pelos diversos responsáveis dos governos portugueses para aprovação do projecto na Comissão Europeia.

Caso o Governo português entenda alterar a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa – como vem sendo insistentemente solicitado por diversos partidos da oposição e sectores da sociedade civil – o processo arriscaria voltar à estaca zero, tendo de se passar todas as fases do complicado processo de aprovação dos fundos comunitários para esta infra-estrutura.

Questionado pelo DE sobre este assunto, Mário Lino, ministro das Obras Públicas, escusou-se a comentar, apenas explicando que “Bruxelas aprovou o novo aeroporto de Lisboa na Ota. É o projecto prioritário nº 8 e é para esse que Bruxelas dedicou fundos comunitários. Se Portugal alterasse a localização, este processo caía e tinha de se recomeçar tudo de novo. O governante acrescentou que “Durão Barroso, enquanto primeiro-ministro, lutou por fazer aprovar este projecto como prioritário. Conseguiu-o e o actual Governo de José Sócrates deu continuidade ao processo”.

Mário Lino confirma que “o projecto da Ota está em andamento e já gastámos dinheiro de Bruxelas para efectuar estudos para esse projecto”. O DE apurou que a Naer já gastou cerca de 17 milhões de euros em estudos para o futuro aeroporto na Ota, os quais foram comparticipados em 50% pela UE. No ano passado, em termos absolutos, a Naer gastou três milhões de euros em estudos sobre a Ota e para este ano tem orçamentados mais 14 milhões para o mesmo fim.

Em Bruxelas o processo ainda está em aberto. O período para a entrega de propostas de projectos para a linha de financiamento, dirigida às 30 iniciativas prioritárias de redes transeuropeias em Bruxelas, ainda não começou: arranca em Abril, apurou o DE junto de fonte oficial na Comissão. O projecto considerado prioritário pela Comissão está inscrito como um novo aeroporto para Lisboa, tal como o TGV Lisboa-Madrid. Foi escolhido para entrar na lista de 30 prioridades tendo em conta o esgotamento da Portela e os prazos de construção previstos. Apesar de uma mudança de localização à última hora poder reflectir alguma hesitação, Bruxelas não parece fazer questão da localização na Ota, apenas na construção de um novo aeroporto com cumprimento de prazos estipulados.

Esta linha de financiamento para projectos prioritários comporta oito mil milhões de euros para servir alguns dos 30 projectos, aqueles que tenham um perfil transnacional mais forte ou os troços fronteiriços, no caso do TGV. O resto do financiamento comunitário virá dos Fundos Estruturais e de Coesão.



Custos da Ota são sobretudo privados

Teixeira dos Santos rejeitou a ideia de que o novo aeroporto da Ota seria um “luxo”, ideia veiculada pela ex-ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite. “O esforço de financiamento é maioritariamente privado”, pelo que não considera um luxo para as contas públicas actuais que ainda apontam para um défice excessivo. Além disso, o ministro considera que o aeroporto da Portela em breve “não terá capacidade para responder às necessidades de transporte aeroportuário”, por isso considera “óbvio que é preciso um novo aeroporto em Lisboa”. Quanto a novas localizações diz que “os estudos que disponho, desenvolvidos ao longo de 30 anos, dizem que o local mais adequado é a Ota. Não quero acreditar que várias gerações de técnicos neste domínio tenham andado todos distraídos”, conclui.



Força Aérea liberta Ota a partir de 2010

A Força Aérea Portuguesa (FAP) vai começar a abandonar as suas instalações na Ota a partir de 2010, dentro de três anos, anunciou ontem à Lusa um porta-voz oficial da FAP. O processo vai iniciar-se pela transferência para Ovar do centro de instrução da Força Aérea. A mesma fonte adiantou que a decisão de transferir as instalações do Centro de Formação Militar e Técnica para Ovar foi tomada no início do mês, pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Luís Araújo. “O processo de transferência será longo e coincidirá com o início das obras na Ota do novo aeroporto”, disse a mesma fonte, que explicou que “o que conta” para a Força Aérea é que a decisão está tomada pelo Executivo e não o debate e a polémica em torno da localização do novo aeroporto da Ota, que PSD, CDS-PP, técnicos e especialistas querem que seja repensada. A transferência do centro de instrução para Ovar implicará, segundo a mesma fonte, a adaptação do Aeródromo de Manobra número 1, uma base NATO, às novas funções, provavelmente com a construção de novas instalações. Anualmente, passam pelo Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea Portuguesa mais de 1.500 militares, para receber formação técnica em várias áreas.

Diario Economico
 
Pois é. Grande desculpa.

A velha tática de que as coisas já estão a andar e agora não se podem parar.

Mas hoje, felizmente é aceite como bom senso parar e meditar outra vez sobre o assunto.

Não será por aí que o Governo poderá ir.
 
Já sei mais sobre a Ota do que sabia háuns meses atrás... à medida que vou sabendo mais qualquer coisa, mais me oponho à escolha da localização... Por outro lado, e fruto de uma conversa sobre este assunto tida com o meu Pai, acho que já chega de discussão, estudos, especulação, impasses, meditações, etc...

É urgente a construção de um novo aeroporto para Lisboa...a decisão pelo que parece já foi tomada...por isso arranquem as obras ! Não é a melhor nem a mais barata? Paciência...
 
Pois, agora começa-se a descobrir que afinal a Ota não é a localização maravilha mas eles lá arranjaram argumentos para consumar a venda de terrenos que andaram a comprar (na Ota).

Não há volta a dar, estes gajos levam sempre o dinheiro todo.
 
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