OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE!

Chegou por email. Sintetiza muito bem os muitos problemas, quer de engenharia, quer operacionais.

Os graves problemas da OTA

1. A Ota não tem qualidade de espaço aéreo por incapacidade de assegurar evoluções seguras e eficazes dos aviões num raio de 50 km , devido à orografia eriçada de montes e colinas altas a N, W e S a curta distância. Muito próximo, a 2 Km o Monte Redondo (212m) e a uma dezena de km apenas, ergue-se a Serra de Montejunto ( 666 m) . Este incumprimento coloca problemas à segurança dos voos.

O Governo é a entidade responsável perante a comunidade aeronáutica internacional da Segurança Aérea dos aeroportos, pelo que não deveria fazer a apologia de localizações inseguras.

2. A orografia e a hidrografia do terreno limitaram o perímetro do aeroporto a um espaço exíguo, ocupado por um leito de cheias, impedem a sua futura expansão, critério básico para aprovação de uma localização aeroportuária, e obrigaram ainda a rodar 20 graus a orientação das pistas para N-NE desalinhando-as perante os ventos predominantes de NW (orientação da antiga pista militar da F. Aérea).

Estas limitações foram a razão principal para NAER exigir às consultoras um estudo para as duas localizações (Ota e Rio Frio) apenas para 2 pistas afastadas de 1700m, distância mínima exigível. Esta não isenção desfavorece as potencialidades que Rio Frio oferecia.

3. A orografia envolvente ao aeroporto impede em uma das pistas aterragens em Categoria III (CAT III ), que todos os grandes aeroportos comerciais desejam, já que implica com as aterragens em condições climáticas adversas como nevoeiros com tecto abaixo de 30 m (120 feet) e RVR - Visibilidade Horizontal da Pista inferior a 550m , perdendo-se a independência de operacionalidade das pistas.

Esta limitação, diminuindo o nº de movimentos, implica roturas frequentes no desempenho operacional do aeroporto, afectando as partidas, com atrasos e cancelamentos, e originando desvios nas chegadas, altamente penalizadoras às companhias que o operam que tenderão por isso a evitá-lo.

4. As condições meteorológicas locais não foram estudadas por se não ter instalado uma estação meteorológica. Conhece-se porém, historicamente, que a zona da Ota é conhecida por ser invadida frequentemente por nevoeiros mais ou menos intensos, sobretudo no Inverno, devido à sua localização entre os rios da Ota e Alenquer e da sua proximidade com o vale do rio Tejo. Estas condições pedem a certificação do aeroporto em CAT III B, para este ter uma melhor operacionalidade em H 24.

5. Os avultados investimentos, estimados no seu final, sem as derrapagens, em 5000 milhões de euros, necessários a uma obra de tão grande envergadura e para a qual a Europa só irá contribuir com 180 milhões de euros, exigem um estudo custo - benefício aprofundado. Como a localização decidida não é compatível com os pontos 1. e 2. anteriores, cuja exigência de cumprimento devia ser mandatória, irá ser um dispêndio de capitais com nula rentabilidade .

O aeroporto de Atenas terá custado, a preços de 2006, 3700 milhões de euros. Admitindo uma inflação de 3% a Ota iria custar em 2017 exactamente 5300 milhões. Se considerarmos ainda que a infra estruturação (preparação de consolidação do terreno e terraplanagem) necessária na Ota irá originar fortes derrapagens, ainda se estará a ser muito optimista.

6. Se considerarmos a taxa de crescimento prevista para o período 2000/2035 de 3,6 % da consultora Parsons, o aeroporto da Ota a partir da sua data de inauguração prevista para 2017 terá uma vida útil de apenas 16 a 20 anos. (Ver attach acima). Ora Rio Frio possui capacidade para expandir-se para 6 ou mais pistas. Longa vida útil !

Um aeroporto deve ser projectado para um século sempre que possível.

7. A Portela hoje permite-se receber todo o tipo de aviões e garante uma capacidade de 40 movimentos/hora (aterragens + descolagens) enquanto que a Ota só terá capacidade para 44 a 72 movimentos, devido às suas condições orográficas desfavoráveis que afectam particularmente a pista W (Oeste).

8. Condicionou-se o traçado da nova rede de AV (Alta Velocidade) e VE (Velocidade Elevada) à localização da Ota. Daqui resultou uma má opção, porque a Ota não consegue coexistir com a nova rede de A. V. nem com o triângulo portuário. Este é um profundo erro estratégico. (Ver mapa de Portugal)

9. Projecta-se construir o aeroporto sem saber como efectuar as suas ligações ferroviárias com a nova linha de A.V. de bitola europeia Lisboa - Badajoz – Madrid e com a futura linha Lisboa - Porto já que ainda se não sabe como esta linha de A. V. ( TGV ) vai entrar em Lisboa, à falta de espaço – canal.

10. A Ota é uma escolha errada do ponto vista da logística, pois fica longe dos portos marítimos do triângulo portuário Lisboa - Setúbal - Sines e não se coordena (coexiste) com a restante rede de infra-estruturas rodoviária e ferroviária existente e futura.A consolidação dos terrenos movediços por colunas de brita , (além do seu baixo coeficiente sísmico de 1,02 para um necessário 1,5) impede a construção de uma estação terminal ferroviária para o shuttle e logicamente muito menos para o TGV.

11. Para construir o aeroporto vai ser necessário executar escavações de 50 milhões de metros cúbicos, o que corresponde ao volume de um paralelepípedo com uma base igual à área de um ha de um estádio de futebol e altura de 5000 metros. São necessários ainda 30 milhões de m3 para aterros. Só a movimentação das terras é colossal. Para tentar diminuir a movimentação das terras e escavações prevê-se que as duas pistas fiquem a cotas desfasadas (a do lado W será mais alta em relação à que será construída sobre o leito do rio Ota).

Fora do perímetro do aeroporto, a Nordeste da pista Este, terá ainda de se proceder à escavação e remoção de 3,5 milhões de m3 de terra de uma colina que interfere com as aterragens, de modo a obter-se o necessário OCH ( Obstacle Clearance Hight).

Na semana passada foi colocada no site da NAER o Relatório de Terraplanagem de Dez 2004 da Parsons , de leitura obrigatória . Colossal a obra de engenharia necessária à consolidação dos terrenos e respectivos custos, de mais 120 milhões de contos antigos relativamente a Rio Frio.

Ao exigir 235 617 colunas de brita para sustentar a pista Leste e as instalações criaremos UM AEROPORTO PALAFITA !


12. A Ota é pois um caso raro de um aeroporto construído sobre um leito de cheias sendo parte das instalações e pistas assentes na ribeira de Alvarinho e toda a pista Leste largamente implantada no vale do rio Ota, de terrenos argilosos com o firme «Bed Rock» a -20 m. Se a pista ficar à cota +20 m são exigíveis aterros de altura de um prédio de 7 pisos assentes sobre colunas de brita (ou outra alternativa) de 20 m para consolidar os lodos .

Este extra, explicará as futuras derrapagens e os 5000 milhões finais estimados para a construção, serão muito conservadores.

(Notar que o aeroporto Sá Carneiro já derrapou 10 X e a remodelação actual da via férrea do Norte derrapou já 23 X, com o inicial previsto 75,8 milhões (1990) para os actuais 1780 milhões de euros!!!!) .

NOTA: O concessionário será obrigado , face aos custos de construção, a criar taxas aeroportuárias altíssimas afastando as companhias de Low Cost e deste modo afectando gravemente o turismo nacional , uma das nossas poucas fontes de riqueza.


13. Por razões de geotecnia e topografia muito desfavoráveis atrás descritas, a construção do aeroporto na Ota será, estima-se, duas vezes mais onerosa do que numa região plana como Rio Frio. Este aumento vai implicar que as taxas aeroportuárias cobradas sejam mais elevadas para recuperar o investimento inicial, o que tornará o aeroporto pouco competitivo e poderá levar à morte da TAP de um modo idêntico ao acontecido com a Olimpic Airways grega no seu novo aeroporto em Atenas.

14. O argumento invocado, segundo o qual o projecto tem que avançar desde já para aproveitar os fundos comunitários (sabe-se hoje que são apenas 180 milhões de euros), não tem sentido, pois o aumento dos gastos, devido à localização em causa e o tempo previsto para a preparação do terreno (3 anos) é muito superior ao que iria ocorrer comparativamente a uma região planáltica como a de Rio Frio (sem problemas de segurança aérea e com muito melhores condições meteorológicas).

15. Não existem hoje ligações rodoviárias e ferroviárias a Lisboa com capacidade de servir um aeroporto que na inauguração (2017) prevê 17 milhões de passageiros e 16 anos depois 30 milhões/ano.

Não existem dados, nem foram contabilizados os custos de uma nova e necessária auto-estrada por saturação já actual da A1. Também por saturação da via férrea do Norte é necessário, por falta de espaço canal, construir 40 km de túneis e viadutos com um custo estimado de mais de 1000 milhões de euros. Todos estes extras terão de ser suportados pelo Estado.

Pelo contrário RIO FRIO irá beneficiar da TTT e da linha de TGV entre Lisboa-Badajoz-Madrid para fazer passar o shuttle a custo zero e beneficia ainda directamente da auto-estrada pela ponte Vasco da Gama ainda longe da saturação para se ligar por rodovia, também a custo zero, ao centro de Lisboa .

16. Ao concessionar a privados a exploração do Novo Aeroporto, estes irão exigir contrapartidas que garantam o seu investimento, isto é privatização da Ana em Lisboa (única rentável) e os terrenos do actual aeroporto da Portela.

De igual modo o prazo da concessão (não repugnou ao Min. Mário Lino aceitar até 90 anos, conforme entrevista pública televisiva) pode colocar ao futuro Governo na altura em exercício e com o novo aeroporto já saturado, graves problemas perante as garantias do contrato de concessão obtidas pelo concessionário.

17. Na escolha da localização do novo aeroporto deu-se absoluta prioridade a razões ambientais em detrimento da navegação aérea, da sua Segurança e da fiabilidade do aeroporto em estar operacional H 24. Se os critérios ambientais fossem os prioritários, então a melhor opção seria manter a Portela e nada construir.

18. Como a vida útil do aeroporto na OTA fica limitada por incapacidade de expansão, dentro de 10 ou 20 anos, estaremos de novo a estudar a construção de um novo e definitivo aeroporto, agora sim, em Rio Frio, se não for o caso de estar agora o actual ainda espaço livre, já coberto por urbanizações.

Por pretextos ambientais iremos assistir, no futuro, a uma segunda Grande Agressão Ambiental!!!

Mário Ribeiro, Eng.º
 
"Governo conhece estudos que permitiriam tirar ao custo do novo aeroporto 2,5 mil milhões de euros
02.04.2007 - 09h34 José Manuel Fernandes

O Governo tem em cima da mesa um estudo preliminar que mostra ser possível construir o novo aeroporto de Lisboa na margem sul do Tejo com menos impacte ambiental, melhores acessibilidades e custos muito inferiores aos da Ota.
O dossier entregue a José Sócrates, e que é do conhecimento do ministro Mário Lino, não é um documento definitivo, pois implica estudos completares, mas defende uma solução que pouparia, na construção do aeroporto e nas acessibilidades, até 2,5 mil milhões de euros.

Desenvolvido por uma equipa dinamizada pelo professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas, o estudo iniciou-se depois de aquele docente ter manifestado ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, o seu desconforto com a opção pela Ota. O próprio ministro o estimulou a propor localizações alternativas, o que fez utilizando metodologias que não estavam disponíveis há dez anos. A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) tem apoiado o desenvolvimento destes trabalhos, tendo-se disponibilizado para pagar uma análise de viabilidade mais aprofundada, já que o Governo não mostrou ter interesse em fazê-lo.

O Presidente da República, Cavaco Silva, está a par da existência destas alternativas à Ota, umas localizadas junto ao Poceirão, outras na zona de Faias, ambas não muito distantes de Rio Frio, mas sem acarretarem o tipo de impactes ambientais negativos. Contudo, o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, escreveu esta semana no jornal oficial do PS, o Acção Socialista, que, "até este preciso momento, que se saiba, não existe qualquer dado novo que justifique ou que nos aconselhe a reanalisar o que quer que seja". Campos dirigia-se aos que, no PS, têm defendido a necessidade de voltar a estudar o problema, em especial os dois antigos ministros mais responsáveis pela escolha da Ota: João Cravinho e Elisa Ferreira.

Os problemas da Ota

A opção pela Ota nunca foi pacífica. O estudo de impacte ambiental, considerado como o principal responsável pelo "chumbo" de Rio Frio, não era taxativo. Até porque os custos ambientais do novo aeroporto na Ota não são negligenciáveis. Será necessário abater sobreiros, desviar cursos de água, aterrar zonas alagadiças e as pistas também se situam num corredor ecológico de aves.

Por outro lado, a opção pela Ota implica um investimento muito elevado só em movimentação de terras. O total de metros cúbicos a deslocar equivale a uma coluna com as dimensões de um campo de futebol e... 10 quilómetros de altura. A zona do aeroporto pode provocar problemas operacionais (ventos cruzados, nevoeiros) e é tão apertada que qualquer expansão futura será impossível. Por fim, como se soube nas últimas semanas, ao interferir com corredores aéreos utilizados pelas Forças Armadas, ainda se distingue o número máximo de voos que pode comportar por hora, apesar de possuir duas pistas. Os primeiros estudos indicavam que dificilmente suportará muito mais movimentos do que previstos para a capacidade limite do aeroporto da Portela.

Os especialistas que têm trabalhado com José Manuel Viegas também estão preocupados com as consequências daquela localização para a rede viária e rodoviária da Grande Lisboa. Um dos factores que os levaram a regressar ao problema foi a opção, tomada pelo Governo de Durão Barroso, de fazer entrar o TGV em Portugal por Elvas, ligando-o à linha Lisboa-Porto em Lisboa. Quando João Cravinho participou na decisão de escolher a Ota o modelo adoptado era o do "T deitado", em que a linha seguia de Cáceres até à linha Lisboa-Porto, juntando-se a ela num ponto que não ficaria muito longe da Ota. Isso criaria nessa zona um verdadeiro e importante centro logístico.

O custo das acessibilidades

Com a deslocação da linha do TGV para sul, surgiram dois novos problemas: era necessário que esta atravessasse o Tejo numa das zonas de maior largura e tinha de se resolver como levar o TGV até à Ota. Surgiram duas hipóteses: ou em túneis e viadutos pela margem norte; ou utilizando a nova ponte e fazendo a viagem pela lezíria. A primeira opção, a preferida por Mário Lino, é muito cara e obriga o TGV a circular a baixa velocidade nos túneis. Com a segunda opção, a Ota ficaria demasiado longe.

Já a entrada do TGV pelo Sul favorece um aeroporto na península de Setúbal. Os vários mapas a que o PÚBLICO teve acesso indicam que o aeroporto ficaria a menos de uma hora de Badajoz (onde vive um milhão de pessoas) e a apenas mais oito minutos de comboio de Lisboa do que a Ota. Isto se, nessa ligação, fosse utilizada uma extensão do actual comboio que passa na ponte sobre o Tejo, opção muito barata, pois já existe uma linha preparada para comboios pendulares a passar perto do Poceirão.

Conjugando uma grande redução nos custos de construção do novo aeroporto, pois as obras de engenharia seriam muito menos complexas, e reduções ainda maiores no custo das diferentes acessibilidades, a equipa de José Manuel Viegas calcula que o investimento total poderia cair cerca de 25 por cento. Em termos práticos, isso representa mais de dois mil milhões de euros, talvez 2,5 mil milhões. Ou seja, o custo de duas a três pontes de Vasco da Gama."


http://publico.clix.pt/shownews.asp?id=1290034&idCanal=21
 
Lobbies de interesse ... querem aeroporto

Lobbies de interesse ... querem aeroporto

A noticia é de hoje, e fala por si:

Investimento - 3,5 mil milhões de Euros na Região Oeste
Ota disputada por lóbis do turismo

Dois grandes grupos de pressão estão em guerra pela localização do novo aeroporto. Um na região Oeste e outro no Litoral alentejano.

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Construir o novo aeroporto na Ota será ouro sobre azul numa região onde serão investidos, até ao ano 2015, 3,5 mil milhões de euros em empreendimentos turísticos, o mesmo ou mais do que custa construir o novo equipamento aeroportuário.

Os empreendimentos previstos – 18 no total, 7 dos quais já em curso – vão criar 7 mil empregos directos e cerca de 20 mil indirectos, e se o aeroporto for mesmo construído, a região do Oeste tornar-se-á, sem dúvida, num dos cinco pólos de atracção turística de Portugal, como está previsto no Plano Nacional de Turismo, equiparando-se à Madeira.

Os projectos de investimento na Região de Turismo do Oeste (RTO), só rivalizam com os pensados para o Litoral alentejano, entre Tróia e Grândola (ver caixa). Belmiro de Azevedo, José Roquette e BES são os principais impulsionadores do desenvolvimento desta região, para a qual também é importante ser servida por um aeroporto a sul do Tejo, seja em Rio Frio ou no Poceirão. Daí que a Ota se tenha transformado numa disputa de lóbis.

Para o presidente da RTO, António Carneiro, a questão é clara: o novo aeroporto irá beneficiar a região Oeste, assim como o litoral alentejano. “Mas não é fundamental para os empreendimentos previstos, pois, com ou sem ele, serão uma realidade”. Trata-se de 6 resorts, 11 hotéis de luxo, 15 campos de golfe e spas, num total de 30 mil novas camas. Um terço do investimento total vem do estrangeiro, essencialmente de Inglaterra e da Irlanda. Países com capacidade de exportar turismo de grande qualidade, juntamente com a Espanha, Holanda, Alemanha e Suécia.

No entender de António Carneiro a execução dos investimentos na região Oeste não depende da Ota, mas era importante que pelo menos o aeroporto de Lisboa não fosse desactivado. Na verdade, o tempo que se demora entre a Ota e o litoral Oeste é praticamente o mesmo do que vai de Lisboa a esta região.

“O Poceirão, a terceira via, é uma falácia para encobrir os grupos que queriam Rio Frio. É deitar poeira para os olhos, porque não querem que se descubra quem está por detrás desta falácia”, diz António Carneiro, acrescentando: “Acho legítimo a pressão dos grupos. O que acho imoral é estarem escondidos. Dêem a cara”, declara o presidente da RTO.

"TRANSFORMADO NUMA QUESTÃO DE LÓBIS" (FELICIANO BARREIRAS DUARTE, DEPUTADO DO PSD)

Correio da Manhã – Que importância têm estes investimentos para a Região Oeste?

Barreiras Duarte – Tem a mesma importância que teria noutra região qualquer do País, que é aproveitar todo o potencial da região e catapultar o desenvolvimento económico e social e traduzir a região nos mercados internacionais como uma das mais atractivas.

– Para essa concretização é necessário que o novo aeroporto fique na Ota?

– Não é indispensável, mas poderá ser complementar. Agora, esta região não ficará exclusivamente dependente da Ota. Se estivessemos à espera do aeroporto, não existíamos.

– A construção do aeroporto é uma questão de lóbis?

– Infelizmente, leva-me a dizer que nos últimos meses foi transformado numa questão de lóbis.

– Qual a sua posição em relação à localização do aeroporto na Ota?

– Fico muito surpreendido com as posições que o PSD tem sobre a matéria. Neste momento, é moda ser contra a Ota.

MILHÕES APLICADOS NO ALENTEJO

É um dos grandes destinos dos investimentos turísticos que se projectam nos próximos anos. No Alentejo marcam presença todos os grandes grupos económicos portugueses, e muitos estrangeiros. Na região de Grândola, por exemplo, começaram no início do ano as obras do Resort Costa Terra, promovido pelo Grupo suíço Volkart, num investimento orçado em 535 milhões de euros.

Este projecto envolve a criação de unidades de alojamento de luxo, vários hotéis e aldeamentos e campos de golfe. Para além deste investimento, um outro, o da Herdade do Pinheirinho, na mesma zona, soma 167 milhões de euros com a construção de dois hotéis de 250 e 180 quartos, três aldeamentos (400 a 500 quartos) com 260 apartamentos e moradias em banda, 204 moradias e um Championship Golf Course de 27 buracos.

Na zona de Portel estão concentrados os interesses de Américo Amorim. São dois empreendimentos na freguesia de Amieira com 80 camas e restaurante. O Grupo Espírito Santo (GES) tem interesses em Mourão, conjuntamente com o Grupo Sonae. Tratam-se de vários empreendimentos junto da estrada nacional que liga Reguengos a Mourão. Na zona de Reguengos de Monsaraz está a investir o empresário José Roquette.

TURISTA DE GOLFE GASTA 275 EUROS/DIA

ww Portugal parece estar rendido ao golfe. Nos últimos anos têm nascido campos como

cogumelos em várias regiões

do País. E a razão é evidente: cada turista pode gastar 275 euros por dia.

De facto, segunto o presidente da região de Turismo do Oeste, António Carneiro, cada um dos turistas definidos como de qualidade, que procuram o golfe, o hotel de luxo, o resort e o Spa, poderá representar “cerca de 275 euros por dia em despesas na região”.

Assim, explica António Carneiro, “os investimentos previstos para a região Oeste (que compreende onze concelhos) terão um impacto muito grande não só no turismo, mas também a montante e a jusante do sector, como, por exemplo, na construção civil e no comércio local (aumento do consumo dos produtos regionais).

António Carneiro diz que as resorts da região Oeste não são comparáveis com as de Tróia. “Tróia é uma imobiliária pura. Não estamos a falar no mesmo conceito de resort.”

OUTROS DADOS

REGIÃO OESTE

Compreende os concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche,

Rio Maior, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

COMO CHEGAR

As auto-estradas A8 (Lisboa-Leiria) e A15 (Óbidos-Santarém) permitem um fácil acesso. A proximidade a Lisboa ajudou no crescimento e modernidade da região.

CONGRESSO

A 4 e 5 de Maio realiza-se o III Congresso do Oeste em Alcobaça. Telmo Faria, Alexandre Relvas, o ministro Mário Lino e Cavaco Silva ou José Sócrates, serão alguns dos presentes.

HABITANTES

Tem 350 mil habitantes e uma costa de 70 quilómetros de praias. O vinho é uma das maiores riquezas da região que tem dos espaços vitivinícolas mais importantes do País.

PROMESSAS

A construção do aeroporto na Ota foi prometida por vários governos: passou os de Cavaco Silva, António Guterres e Durão Barroso.

CARMONA RODRIGUES

Quando Carmona Rodrigues era ministro do Equipamento foi ao Bombarral dizer que o aeroporto da Ota não estava em causa.

LUDGERO MARQUES

Ludgero Marques, da Associação Empresarial de Portugal, chegou a dizer que o aeroporto na Ota era um crime.

POCEIRÃO

Construir o novo aeroporto no Poceirão foi a surpresa de última hora na disputa entre a Ota e Rio Frio.

José Rodrigues

Diário de Referência

 
Diz o Mário Lino que...

Diz o Mário Lino que...

... o futuro aeroporto da Ota é sustentável !!apr:) apr:) [:)] [:)]

(leia-se sustentar alguns durante várias gerações)

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/956501.html

Mário Lino considera que aeroporto da Ota é sustentável
O projecto de 3,2 mil milhões de euros (M€) do novo aeroporto internacional na Ota é sustentável e o Governo desconhece qualquer estudo que aponte alternativas melhores face a esta localização, disse Mário Lino, ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações
.
(...)
O ministro salientou que a hipótese de continuar a haver o aeroporto da Portela e ser construído um outro complementar não tem funcionado noutras cidades, nomeadamente na Europa, pelo que essa hipótese não é sustentável.

Alguém que leve o homem a Londres, Paris...
 
Não vejo o espanto.

Como ex-comunista e fã do regime soviético, aprendeu bem as técnicas para conseguir dizer que o preto é branco e que o branco é preto, com a maior das calmas e sem pestanejar.
 
A Operação OTA já chegou a um ponto em que o Governo não pode voltar atras.

Os compromissos e promessas já são tantas que mesmo que queira, JS já não tem hipotese de mudar o rumo da historia, pois aqueles com ele se comprometeu já não o deixam.

A OTA é um dado adquirido.

A ANA, os terrenos da Portela e da OTA, a construção do Aeroporto e TGV já estão todos prometidos e mais que certo já foram "adiantados".
 
Uma pessoa que conheço, assegurou-me que alguns proprietarios de herdades no Poceirão têm recentemente andado a ser "sondados" para saber valores de terras e se estão dispostos a negociar...

Estranho...

PS: Tb pode ser boato, sei lá, estou a vender o peixe ao preço que comprei...
 
... o futuro aeroporto da Ota é sustentável !!

A OTA será sempre sustentável/viável.
Sobre essas falácias da sustentabilidade, recomendo este texto de 2005 do João Caetano Dias, onde se explica porque é que seria sempre viável construir por exemplo uma nova autoestrada Lisboa-Porto ao lado da A1 ... desde que a A1 fosse encerrada...

Este texto foi escrito há cerca de ano e meio, e os últimos desenvolvimentos mostram que o autor tinha razão, é exactamente isso que está a acontecer, por exemplo, a entrega da ANA e dos restantes aeroportos nacionais ao consórcio que vai construir a Ota.

1. Falácia da Viabilidade

Obviamente, a OTA é viável. Como qualquer operação em regime de exclusividade protegida por lei, com possibilidade de estabelecimento de preços de monopólio, num mercado de dimensão satisfatória em que a concorrência não é autorizada a entrar porque as barreiras legais são impenetráveis.

Há perguntas que o governo não quer ver respondidas. Será a OTA viável se a Portela se mantiver em actividade? Será a OTA viável se o governo autorizar outros grupos a construir e a explorar aeroportos comerciais em Alverca, Rio Frio ou em Tires? Admitindo que a Portela tem a sua capacidade limitada, quais as melhores alternativas criadoras de valor? Precisamos mesmo de receber mais aviões ou é melhor aumentar as taxas aeroportuárias para conter a procura?

Há outra maneira simples de aferir a viabilidade da OTA. Afaste-se a ANA do negócio do novo aeroporto e abra-se um concurso público para um novo aeroporto em regime de "Design, Build, Finance, Operate", sem quaisquer garantias de monopólio, sem prometer o encerramento da Portela e sem qualquer aval sobre financiamentos por parte do estado. Se aparecer algum consórcio a jogo, então a OTA é viável.

Claro que o governo não vai fazer nada disto. O governo vai garantir não só o encerramento compulsivo da Portela como vai entregar o monopólio de mão beijada a um só consórcio, vai também liderar o processo de expropriações e ajudará a viabilizar financiamentos avalizando todos os riscos que se mostrarem difíceis de cobrir.

E mesmo assim a OTA só será viável porque nas contas não se vai entrar em linha de conta com outros custos. Por exemplo, os custos que todos os passageiros vão suportar nas acrescidas taxas de aeroporto; os custos acrescidos de deslocação que milhares de trabalhadores e milhões de passageiros vão ter que suportar para se deslocarem da zona da grande Lisboa para o Ribatejo, o custo da nova auto-estrada que será obrigatoriamente construída (ou o alargamento das actuais) para permitir o maior afluxo de veículos entre a OTA e Lisboa e cujas portagens serão também pagas pelos consumidores ou ainda as perdas sentidas pelo turismo pela menor competitividade da cidade de Lisboa.

É como se diz aqui. Uma nova auto-estrada Porto-Lisboa também é economicamente viável desde que a actual A1 seja convertida numa pista para bicicletas.

2. A Falácia dos Privados

"Estão a ver, olha aqui no DN, estavam todos com problemas por causa do défice, afinal vai ser tudo feito por privados, já os calaram", dizia-se hoje na minha mesa de almoço.

Seria muito bom se assim fosse. Para o projecto Ota ser verdadeiramente privado o estado deve abster-se de garantir aos investidores, mais uma vez, coisas como exclusividade ou monopólios, garantias públicas ou preços garantidos. Em situação alguma o estado deve assinar qualquer contrato, garantia, confortos ou side letters com os concessionários ou com as entidades financeiras que se estão a alinhar para financiar o projecto, para lá nas habituais licenças necessárias para desenvolver qualquer actividade económica.

De outro modo não é privado. É uma mistura de SCUT, em que não se paga no tempo deste ministro mas paga-se no tempo dos próximos, com um utilizador/pagador em que a portagem são os "impostos diferidos" na forma de preços artificialmente altos que serão suportados em excesso pelos consumidores de viagens aéreas.

3. A Falácia das Avaliações.

Ao que parece o governo vai publicar estudos económicos feitos pela banca de investimentos. Não preciso ler os estudos para saber o que por lá consta: a Ota é um excelente projecto, com uma TIR entre 11% e 13%, e com um worst case scenario em que a taxa de rentabilidade baixa para os 7%.

Já fiz muitos do género para saber que é assim. O estado raramente quer saber da viabilidade económica de um projecto. O estado pretende quase sempre algo diferente. Em vez de se avaliar o mérito de um projecto baseado num conjunto de pressupostos, pretende-se encontrar o conjunto de pressupostos que melhor viabilizam o projecto. Nesses pressupostos incluem-se todas as garantias e alcavalas necessárias para tornar qualquer nado-morto sem pés nem cabeça numa apelativa mina de ouro para os investidores.

A banca de investimentos, a quem foi entregue a responsabilidade dos estudos, é um dos principais grupos beneficiários de projectos como o da Ota. Basta fazer contas. 1% a 2% de comissões sobre 4 ou 5.000 milhões, para estudos, consultadorias, fees de montagem das operações e de montagem de sindicatos. É difícil dizer que um projecto destes que nos acena com sorriso tão largo não vale a pena. Vale sempre. Mesmo que seja péssimo para outros, é sempre bom para a banca de investimentos. E neste caso, como em quase todos os outros, quem faz o frete ganha o contrato.

A banca comercial, espera, paciente. Já se sabe que para qualquer pedrinha que se encontre no caminho, há um estado que se atravessa e limpa a estrada. Nenhum banco nacional vai querer ficar fora dos sindicatos bancários. Nem todos conseguirão o convite, mas a maior parte vai ter a sua fatiazinha, na proporção da importância relativa de cada um. Todos os participantes vão conseguir aplicar uma parte significativa dos seus recursos disponíveis num excelente projecto risk-free, suportado pelo grande e descuidado accionista Portugal. Não há nada melhor do que isto. É ver as acções dos bancos em alta, assim que a coisa atingir o ponto de não retorno, à medida que os nomes dos vários sindicantes vão sendo conhecidos nos mercados.

O Project Finance será, como sempre, muito bem estruturado, com todos os riscos privados bem identificados, bem cobertos e, nos casos mais complicados em que as companhias de seguros ou as relações contratuais não o permitem, garantidos pelo pai estado. E durante meia dúzia de anos todos estes bancos vão poder aligeirar as suas estruturas comerciais porque a OTA absorve uma parte significativa das novas carteiras de crédito. Dinheiro aplicado na OTA, a longo prazo, é carteira que não precisa de ser renovada todos os anos no competitivo mercado de crédito português.

Parece que ninguém perde. Mas não é bem assim. Os recursos que vão para a OTA não vão para o resto da economia. Nos próximos tempos, as empresas privadas vão sentir maiores dificuldades em encontrar fundos para os seus projectos e as taxas de juro vão subir devido à diminuição da oferta de dinheiro. Toda a actividade económica vai pagar em juros mais altos a opção OTA. E claro, alguns investimentos ficarão pelo caminho por falta de financiamento disponível.

As empresas que vão dedicar parte significa das suas capacidades ao novo aeroporto, não vão ter a mesma disponibilidade para as alternativas que o mercado exige. Os preços vão aumentar no mercado da construção e nas actividades relacionadas e de suporte. O mercado imobiliário vai ser o mais castigado. Alta do preço da construção a par da alta do preço do dinheiro é um sinal de dias negros para o sector. A verdade é que perdemos quase todos, excepto os bancos e as construtoras.

É por estas e por outras que os estudos que vão ser apresentados pelo governo não valem nem o custo do papel em que são impressos. Afinal, para que é que interessam estudos quando a decisão já está tomada? *
Novembro de 2005
João Caetano Dias
http://www.causaliberal.net/documentosJCD/falaciasota.htm
 
Última edição:
A OTA será sempre sustentável/viável.
Sobre essas falácias da sustentabilidade, recomendo este texto de 2005 do João Caetano Dias, onde se explica porque é que seria sempre viável construir por exemplo uma nova autoestrada Lisboa-Porto ao lado da A1 ... desde que a A1 fosse encerrada...

[:D] [;)]
 
O que eu gostei foi de ver o SOL este fim de semana.

Os tipos da NAER que fizeram o relatório a dizer que a OTA terá péssima viabilidade económica, que dificilmente dará resposta adequada para além de 13 anos porque não tem qualquer capacidade de expansão, entre outras coisas interessantes...

...vão para a rua.

Soviestismo puro à la Lino.

Isto é tal e qual a história do Estaline e dos números de produção agrícolas.

Lindo.
 
Eu acho que a OTA vai sair tão cara que provavlemente saía mais barato deslocar população para Madrid. LOL

E barajas foi recentemente aumentado porque o governo reservou durante 20 anos terrenos para que se construisse um aeroporto ao lado do antigo...


cumprimentos..... a nuestros hermanos....
 
A técnica do governo é a de Mário soares quanto à casa da música

O que é preciso é fazer, depois de feito já não vai abaixo:sh) :sh) :sh)


cumprimentos
 
Lindo

Lindo

O que eu gostei foi de ver o SOL este fim de semana.

Os tipos da NAER que fizeram o relatório a dizer que a OTA terá péssima viabilidade económica, que dificilmente dará resposta adequada para além de 13 anos porque não tem qualquer capacidade de expansão, entre outras coisas interessantes...

...vão para a rua.

Soviestismo puro à la Lino.

Isto é tal e qual a história do Estaline e dos números de produção agrícolas.

Lindo.


Ota: responsáveis por estudo substituídos
2007/04/21 | 12:30
Relatório alerta para problemas do espaço aéreo. Governo muda equipa

MAIS:
Governo pondera novo aeroporto antes da Ota
Aeroporto «só pode ser na Ota»
Ota: «Não há tempo a perder»

O Governo vai susbtituir os principais responsáveis pelo estudo que alertou para os problemas do espaço aéreo na Ota, noticia o jornal Sol. Segundo o jornal, o executivo prepara-se para nomear novos dirigentes para a NAV (Navegação Aérea de Portugal, gestora do tráfego).

Já esta sexta-feira, reformou-se o chefe de projectos da área operacional, a quem reportava a equipa de trabalho que efectuou o relatório de navegação aérea da Ota. Plancha Alberto vai ser substituído por outro controlador aéreo, Mário Neto.

Entretanto, também o presidente Gonçalves da Costa se aposentou e o vice-presidente, Kuhl de Oliveira, deverá regressar à ANA, onde foi requisitado, avança o Sol.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=800251&div_id=291
Ota: equipa que fez relatório polémico está de saída da NAV

A equipa que elaborou o relatório polémico que relançou o debate sobre o novo aeroporto da Ota está de saída da Navegação Aérea de Portugal (NAV), informa hoje o semanário Sol.
Ao que o jornal apurou, os principais responsáveis pelo relatório, que alertou para os problemas do espaço aéreo da Ota, vão ser todos substituídos por novos dirigentes.

O chefe de projectos da área operacional, a quem reportava a equipa de trabalho, Plancha Alberto, reformou-se na sexta-feira e vai ser substituído por outro controlador aéreo, Mário Neto.

Entretanto, também o presidente Gonçalves da Costa aposentou-se e o vice-presidente, Kuhl de Oliveira, deverá regressar à ANA, onde foi requisitado, avança o Sol.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=272648
 
OTA Não

OTA Não

Documento que recebi.


O Futuro Aeroporto da OTA


O local previsto para a implantação do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) é uma zona de aluvião, com altitudes de 2 a 3 metros, onde confluem 3 linhas de água:

O Rio de Alenquer
(no limite sul)

A Ribeira e Paul do Alvarinho
(atravessa a zona central do NAL)

O Rio e Paul de Ota
(coincidente com a pista este do NAL)


ota1kb6.jpg




ota2zk1.jpg

A zona de implantação na OTA, vendo-se, em primeiro plano, a base aérea e a A1 e ao fundo o Monte Redondo e a serra de Montejunto.


ota3gp5.jpg


ota4qd7.jpg



A norte. No enfiamento das pistas ... No passado? Desastres...





Para aterrar e nivelar a zona da plataforma,

com 20m de altura, será necessário

movimentar...

cerca de 50 milhões de m3 de terra...

Ou seja, para se ter uma ideia do número :

O equivalente a um muro com 5m de largura, 10m de

altura ( geometria média da muralha da China ) e 1.000km de

comprimento ( distância de Lisboa a Barcelona ).


É encher o Terreiro do Paço e a Baixa e, depois, as
avenidas desde o Rossio até ao Campo Grande com um
monte de terra até ao nível do tabuleiro da Ponte 25 de
[FONT=&quot]Abril ( 80 m de altura ).

A foto explica melhor
ota6jm4.jpg



[/FONT]
O solo de fundação é constituído por lodos com cerca

de 20m de espessura.

Para a melhoria das condições de fundação foi

escolhida a solução de tratamento com estacas de brita.
( São 20 m de terra em cima de “****res” mergulhados em
20 m de lodo. Uma espécie de “ponte”...)

Estas estacas, em número de 235.617 , com 0,90 m de

diâmetro e dispostas numa quadrícula com 2,00 m de

lado, representam uma construção com mais de

2.600 km de comprimento


As condições de estabilidade deste aterro são

particularmente desfavoráveis quando se considera

a acção sísmica.

Esta acção revela-se muito gravosa e conduz para uma

aceleração média na base de 0,27g a valores de factor

de segurança mínimos de 1,02... ( que precisão! )

O desvio da ribeira de Alvarinho, com cerca de 2,5

milhões de m3 de movimentação de terras ( uma fila com

35.000 camiões ), constitui um trabalho prioritário.

Outro trabalho prévio é o da construção das estacas

de brita, para o qual se estima um prazo de cerca de

16 meses.

( Embora os trabalhos de movimentação de terras se possam iniciar 9 meses após o início daquele trabalho).

É apontado um prazo global de execução ( só para os

trabalhos de movimentação de terras ) de cerca de 2,5

anos ( o que só se considera realista com condições meteorológicas
favoráveis).

A possibilidade de fasear a construção das duas pistas

é drasticamente prejudicada pela acentuada assimetria

das pistas em relação ao terreno natural.

São 2,5 anos para construir uma parte da barbaridade...

mas dizem não haver tempo para o estudo de alternativas.


Que existem

Dizem, também, que esta localização foi objecto de

numerosos estudos ( verdade... ) e que é de todas as

estudadas ( seleccionadas sem critério... ) a única possível...

( ignorância...)

Em boa verdade, tendo sido avaliada por numerosos

estudos, não é a única e a metodologia seguida para

a selecção de potenciais localizações foi totalmente

errada do ponto de vista técnico.

Uma criteriosa selecção, por varrimento de território,

permite definir duas outras localizações, mais perto de

Lisboa (que não Rio Frio...) , sem as notórias e importantes

deficiências técnicas da OTA

Definidas, de modo expedito, por análise levada

a efeito por técnicos altamente qualificados e de

competência e idoneidade totalmente incontestáveis.

Será necessário um estudo para uma completa

caracterização das soluções, com base no qual

poderão ser elaborados, em tempo útil, os projectos

de execução relativos à localização escolhida

Têm ambas uma lógica integrada com:

- as actuais redes rodo e ferroviárias
- as áreas protegidas,
- a operacionalidade da base aérea do Montijo,
o novo atravessamento do rio Tejo, Chelas-Barreiro
- a actual ligação ferroviária Lisboa-Porto.
E optimizam o traçado da futura rede de alta
velocidade...

A sul de Lisboa, a menos dos 45 km da OTA, apresentam
também:

- Um menor prazo de execução.
- Um custo global cerca de 25% inferior ao da OTA
- Excelentes condições orográficas para uma previsível
futura expansão, expansão essa impossível no caso da
OTA !

- Boas condições de ligação a eixos rodoviários e
ferroviários existentes.
- Boas características geológicas do terreno de fundação.
- Boas condições meteorológicas, ao contrário da OTA
( as quais, incompreensivelmente, não foram objecto de qualquer estudo pela NAER ).


E Onde !!??

Em Poceirão e em Faia ...

ota7em4.jpg


A engenharia dirá NÃO !...

...se for consultada , como o deveria ser para todas

as grandes obras.


Elaborado com base no “Relatório” e nos “Anexos” da NAER (www.naer.pt »» Studies»»Análise dasTerraplenagens»»Relatório e Anexos- Parson FCG- retirado da ” net” na 1ªsemana de Março... ) e em diagramas e fotos da Alambi (www.alambi.net)

Luis Leite Pinto, Março de 2007
( Eng. Civil, IST )


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Bastonário.... who???

Bastonário.... who???

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, disse hoje que a escolha da Ota para a localização do novo aeroporto foi uma «decisão política», defendendo que a engenharia não pode servir para «justificar» este tipo de decisões.

«A Ota foi uma decisão política. E se se trata de uma decisão política, é melhor terminar com este assunto, mas se queremos fundamentar a decisão política, os estudos técnicos têm de aparecer», afirmou Fernando Santo, à margem do seminário «Os Engenheiros e a Gestão das Empresas», que decorreu hoje, em Lisboa.
«Não podemos utilizar a engenharia para justificar decisões políticas», acrescentou.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros admitiu ter dúvidas em relação à viabilidade da localização do novo aeroporto de Lisboa na Ota, afirmando que não ter visto «nenhum esclarecimento cabal de justificação» para o novo aeroporto.
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=80917

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, voltou hoje a afirmar que a construção do novo aeroporto na Ota resulta de uma decisão política, salientando que faltam estudos técnicos que a fundamentem.

O responsável, que numa entrevista ao PÚBLICO, em Fevereiro passado, defendeu o estudo de outras alternativas, reafirmou hoje não conhecer "nenhum relatório técnico que justifique" a decisão tomada pelo Governo.

"Há que dizer que esta é uma decisão política", sublinhou o responsável, durante uma sessão do ciclo de seminários "Os Engenheiros e a Competitividade", esta manhã, na sede da Ordem.

Fernando Santo admite que o Governo tem legitimidade para construir a estrutura onde entender — "se os estudos fundamentassem todas as obras, hoje não teríamos dez estádios de futebol" —, mas se assim for deve assumi-lo. Caso contrário, os "estudos técnicos têm que aparecer".

O Governo garante que a decisão já foi tomada, recusando repensar as hipótese Rio Frio (uma zona na margem sul do Tejo, excluída pelos estudos de impacte ambiental) e Poceirão (que alguns técnicos dizem ser uma solução técnica mais apropriada do que a Ota).

Contudo, Fernando Santo entende que a exclusão de Rio Frio foi "uma decisão conduzida pelo lobby ambiental", quando esta era a localização defendida pelos estudos técnicos. "É o ambiente que está a conduzir o aeroporto para a Ota", criticou.
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1293310&idCanal=12

Fernando Santo, Bastonário da Ordem dos Engenheiros, considera que faltam estudos técnicos que fundamentem a construção do novo aeroporto na Ota, pelo que se trata, na sua opinião, de uma decisão política.

A posição de Fernando Santo foi manifestada à margem da conferência "Os Engenheiros e a Gestão de Empresas", que decorreu hoje na sede da Ordem.

"Entendo que as decisões que respeitam a infra-estruturas devem ter subjacentes estudos técnicos transversais que abordem questões tais como o ordenamento do território, políticas de transporte, actividade económica e criação de emprego gerado pelas próprias infra-estruturas", aponta, em declarações ao Jornal de Negócios.

"Todos estes factores devem ser ponderados para quaisquer infra-estruturas. Se isso tivesse acontecido, talvez tivéssemos apenas quatro estádios de futebol e não dez", acrescenta.

Na opinião de Fernando Santo, a exclusão de Rio Frio, na zona na margem sul do Tejo, como possibilidade de construção do novo aeroporto, resultou de uma decisão de "lobby" ambiental. "A verdade é que, se por acaso existem estudos que fundamentem que as barreiras do ambiente são intransponíveis, eu não os conheço. Não foram apresentados".
http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=295430
 
É a política do "Quero, Posso e Mando" do Sr. Pinto de Sousa! Qual menina mimada a fazer birra por aquilo que quer!

Se fosse era levar na anilha e deixasse de brincar com o dinheiro que não é dele é que fazia bem!!!

É asneira atrás de asneira, só fazem *****, estou farto!!!! [8b] [8b] [8b]
 
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