OTA - O Aeroporto negócio !!! - Governo escolhe ALCOCHETE!

Mais lenha para a fogueira:


"A opção de construir o novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete pode resultar num apoio comunitário de 800 milhões de euros, ou seja, 38% do total do custo previsto (2,1 mil milhões de euros), contra apenas 5,6% dos 3,1 mil milhões de de euros no caso da Ota, apurou o DN junto de fonte ligada ao estudo patrocinado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP)."

in: http://dn.sapo.pt/2007/06/16/economia/ue_mais_dinheiro_a_alcochete_que_a_o.html
 
Mais lenha para a fogueira:


"A opção de construir o novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete pode resultar num apoio comunitário de 800 milhões de euros, ou seja, 38% do total do custo previsto (2,1 mil milhões de euros), contra apenas 5,6% dos 3,1 mil milhões de de euros no caso da Ota, apurou o DN junto de fonte ligada ao estudo patrocinado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP)."

in: http://dn.sapo.pt/2007/06/16/economia/ue_mais_dinheiro_a_alcochete_que_a_o.html
bem... posto isto, nem sei qual é a duvida!
em Alcochete, sai mais barato, tem mais apoios financeiros, demora menos tempo a construir, tem maiores probabilidades de expansão, os terrenos são já do estado

enfim...
 
Campo Tiro Alcochete: FAP com preocupações ambientais

A localização entre os estuários do Tejo e do Sado, classificados como Reservas Naturais, e a proximidade da Zona de Protecção Especial para aves (ZPE) são algumas das razões que levam a Força Aérea Portuguesa (FAP) a classificar o campo de Tiro de Alcochete como «uma área de elevada sensibilidade ambiental», noticia hoje o Expresso.
Esta posição consta de um relatório de candidatura elaborado pela própria Força Aérea em 2004, que valeu ao Campo de Tiro o «Prémio de Defesa Nacional e Ambiente», atribuído pela Direcção-Geral de Infra-Estruturas do Ministério da Defesa.

Desde então, tem sido desenvolvido um programa de protecção e monitorização ambiental da zona.

Na sequência de um estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), divulgado esta semana, Alcochete passou a ser equacionada como localização alternativa à Ota para a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa.

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, recusa fazer qualquer comentário sobre a opção Alcochete, mas em declarações ao Expresso na semana passada afirmara que «os impactes ambientais são os mesmos, mais para a esquerda ou para a direita» referindo-se às várias localizações até então ponderadas para a Margem Sul.

DD
 
Não esquecer o TGV,

A ser na margem sul, o traçado teria ser repensado e viria pela margem sul do Tejo, o que tornaria o TGV muito mais barato, já incluindo uma nova ponte/túnel sobre o Tejo a ligar ao Braço da prata.


E já agora:

[FONT=Georgia,Times New Roman,Times,serif]Ambientalistas e turismo juntos na solução "Portela + 1"[/FONT]
13.06.2007, Ana Fernandes, Inês Sequeira e Paulo Miguel Madeira[FONT=Georgia,Times New Roman,Times,serif]A reavaliação da Ota face ao Campo de Tiro de Alcochete veio dar novas forças aos defensores de outras alternativas que pareciam afastadas[/FONT]
Receosos dos impactes sobre as áreas protegidas do Tejo e do Sado por causa da especulação imobiliária que seguirá o aeroporto para Alcochete e dos acessos, os ambientalistas estão cautelosos em relação à nova proposta de localização. Mas antes de se discutirem opções, defendem que se deveria primeiro provar que é necessária a construção de um grande aeroporto, considerando que a opção Portela +1 nunca foi devidamente avaliada - uma posição partilhada com a Confederação do Turismo Português, que considera também urgente o Governo viabilizar imediatamente um aeroporto secundário para companhias aéreas de baixo custo (low cost).
"Até podemos estar errados", admite Susana Fonseca, da Quercus, "mas o certo é que, além de discursos e pareceres, nunca se estudou a fundo se há mesmo necessidade de se construir um grande novo aeroporto." Para a ambientalista, este é um problema crónico português: a enorme tendência de construir, e construir sempre em grande.
"Temos de avaliar tudo para perceber o que é melhor para Portugal, sabendo que tráfego vai ser desviado pelo aeroporto de low-cost em Beja ou pelo TGV, assim como pelo Aeroporto Sá Carneiro, e ver se realmente precisamos de uma grande infra-estrutura ou se não bastaria um aeroporto mais pequeno para low-cost sem os luxos de um internacional", defende Susana Fonseca.
Para a associação, o problema em Alcochete pode não ser a localização da estrutura em si mas os impactos que gerará indirectamente fruto dos acessos e da pressão imobiliária. Sobretudo sabendo-se da proximidade de duas zonas húmidas de importância comunitária e da existência do maior aquífero do país.
CTP pede estudo de turistas
As dúvidas sobre a necessidade de um grande aeroporto são partilhadas pelos representantes do sector do turismo, que apelam à realização de um estudo de mercado para quantificar o número de turistas que chegarão a Portugal, via transporte aéreo, durante os próximos anos.
"Não se pode pensar que o crescimento mundial do turismo vem todo para Portugal, há hoje uma forte concorrência dentro do sector", afirmou ao PÚBLICO o presidente da confederação, José Carlos Pinto Coelho.
Face à "degradação da qualidade" do aeroporto lisboeta e às "limitações" no crescimento, a CTP considera aliás que é urgente "pôr imediatamente a funcionar um aeroporto para companhias aéreas low cost", aproveitando para isso uma base militar da Área Metropolitana de Lisboa, "e ir-se ampliando conforme seja necessário". A base do Montijo ou o Campo de Tiro de Alcochete são opções em cima da mesa.
Nas contas da CTP, a solução Portela + 1 permite servir cerca de 22 milhões de passageiros logo à partida: as obras em curso no aeroporto lisboeta vão expandir a respectiva capacidade anual para 17 a 18 milhões de pessoas, a que se juntariam outros quatro milhões com o aproveitamento de uma das bases militares.
Por outro lado, um aeroporto com menos custos e taxas mais baixas, atraindo mais passageiros, é essencial para concorrer directamente com os aeroportos espanhóis. As taxas aplicadas sobre o transporte aéreo em Espanha - que estão abaixo da média europeia - são praticamente metade daquelas que existem em Portugal, salienta a confederação.
Falhas da Ota, diz geógrafo
Um menor efeito positivo sobre o tecido socioeconómico ao nível nacional e um mais difícil acesso ferroviário serão os principais inconvenientes de uma eventual opção pela localização do novo aeroporto da região de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, disse ontem também o geógrafo Jorge Gaspar, que coordenou a equipa técnica do Programa Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT), enviado há meses pelo Governo para aprovação pela Assembleia da República.
No entanto, este geógrafo, professor catedrático aposentado, apontou também ao PÚBLICO lacunas em relação à Ota, indicando que "todo o processo é vergonhoso", pois "nunca foi feito um estudo de custos/benefícios". Questiona mesmo quem é que introduziu a Ota no processo de decisão: "Quem o fez devia vir justificar por que é que o fez."
A Comissão Europeia tem uma posição de "neutralidade" em relação à localização do novo aeroporto mas admite que se o projecto for numa região mais pobre, como é o caso da Margem Sul, poderá receber mais apoios do FEDER. Fonte comunitária reconheceu ontem, em Bruxelas, à Agência Lusa que, se o projecto for na Margem Sul do Tejo, terá a "possibilidade teórica" de receber mais dinheiros do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional), visto situar-se numa região do país considerada menos desenvolvida. No entanto, a mesma fonte advertiu que mais fundos para um projecto significam menos para outros, não sendo de prever que Bruxelas aceite desviar uma quantidade elevada de dinheiros do FEDER para um projecto da dimensão do novo aeroporto.

in PUBLICO
 
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Campo Tiro Alcochete: FAP com preocupações ambientais

A localização entre os estuários do Tejo e do Sado, classificados como Reservas Naturais, e a proximidade da Zona de Protecção Especial para aves (ZPE) são algumas das razões que levam a Força Aérea Portuguesa (FAP) a classificar o campo de Tiro de Alcochete como «uma área de elevada sensibilidade ambiental», noticia hoje o Expresso.
Esta posição consta de um relatório de candidatura elaborado pela própria Força Aérea em 2004, que valeu ao Campo de Tiro o «Prémio de Defesa Nacional e Ambiente», atribuído pela Direcção-Geral de Infra-Estruturas do Ministério da Defesa.

Desde então, tem sido desenvolvido um programa de protecção e monitorização ambiental da zona.

Na sequência de um estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), divulgado esta semana, Alcochete passou a ser equacionada como localização alternativa à Ota para a construção do novo aeroporto internacional de Lisboa.

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, recusa fazer qualquer comentário sobre a opção Alcochete, mas em declarações ao Expresso na semana passada afirmara que «os impactes ambientais são os mesmos, mais para a esquerda ou para a direita» referindo-se às várias localizações até então ponderadas para a Margem Sul.

DD

A FAP é que dá pareceres sobre o ambiente?

Nem OTA, nem Alcochete!!

Portela + Montijo ou Portela + Alverca!!!
 
A FAP é que dá pareceres sobre o ambiente?

Nem OTA, nem Alcochete!!

Portela + Montijo ou Portela + Alverca!!!

Já analisaste as cartas aéreas dessas três pistas para teres tanto a certeza que podem funcionar em conjunto com vôos regulares de 5 em 5 minutos? Alverca fica no enfiamento da Portela meia dúzia de milhas náuticas a Nordeste, quando o vento estiver de Sudoeste (como hoje) como é que aterras aviões em simultâneo em Alverca e na Portela?:confused: Do mesmo modo quando o vento está de Norte como é que aterras na Portela e no Montijo ao mesmo tempo?
 
A FAP é que dá pareceres sobre o ambiente?

Nem OTA, nem Alcochete!!

Portela + Montijo ou Portela + Alverca!!!

A Portela + Alverca não serve, como o Raisparta disse. As pistas estão praticamente no mesmo enfiamento, pelo que as aproximações e descolagens são feitas pelo mesmo corredor aéreo, como podes comprovar até pela numeração das pistas, 04/22 em Alverca e 03/21 em Lisboa. Há até aviões que aterram em Alverca usando o ILS da Portela até determinado momento devido a essa particularidade.
Ou seja, em Alverca não consegues ter mais voos.
E mesmo Montijo nunca seria uma solução perfeita, seria um cenário em que 1+1 <2. Mas quanto a mim seria uma boa solução transitória, mas que nunca resolveria em definitivo o problema.
 
Há muito tempo que a questão do aeroporto é muito simples para mim.

Existe a possibilidade de construir um aeroporto na margem sul, sem limitações de expansão, mais barato de construir, mais rapido de construir e pelos vistos com possibilidade de receber muito mais fundos comunitários.

Portanto a dificuldade de decisão resume-se a nada. Nunca deve ter havido decisões tão fáceis de tomar. E por favor não me venham falar dos passarinhos ou dos sobreiros. No entanto porque é que chegámos aqui ?

Porque muitos (a maioria) dos que gerem a coisa pública não querem saber do interesse do Estado e dos contribuintes para nada, o dinheiro não é deles.

Construir um aeroporto na Ota é muito mais aliciante porque possibilita uma série de negócios da China a um reduzido grupo de corporações do sector bancário e da construção.

Sendo um aeroporto caro, muito caro (não acreditem nos valores que têm indicado pois são anedóticos face à complexidade da obra...) o Estado para o pagar tem que oferecer em troca activos muito valiosos, desde a Ana Aeroportos, desde um monopólio de aeroportos e finalmente os terrenos da Portela, e mais umas largas centenas de milhões de € em cash, que poderão ser mais de mil milhões se acabar tudo na trag+edia docostume das derrapagens, dos estudos mal feitos e dos contratos ruinosos que o estado faz nestas situações. Tudo dverbas a pagar por nós, ou mais grave, pelos nosso filhhos, em mais não sei quantos novos impostos e taxas a com nomes engraçados inventar no futuro.

Um aeroporto é um negócio lucrativo em qualquer parte do mundo, não é um negócio onde os contribuintes tenham que perder dinheiro, tem sim a ganhar.

O que se passa é que perante a possibilidade de fazer um aeroporto mais barato, com mais fundos e mais competitivo, o Estado pode ganhar com essa possibilidade, e muito. Em Alcochete isso ainda é mais gritante, com tantos hectares que pertencem ao Estado, só em terrenos do aeroporto ou envolventes o Estado poderia encaixar receitas significativas.
Não teria que vender a Ana, que privatizaria na mesma, mas nunca, no mesmo processo da construção do aeroporto como o governo quer fazer, venda essa que renderia ao Estado seguramente mais de 1000 milhões de euros.

O que se conclui disto tudo ? Um aeroporto barato não interessa absolutamente nada a um pequeno conjunto de corporações, empresas essas que circulam muito bem nos corredores do poder ao qual de vez em quando até emprestam ministros.

Qual é a solução ideal para mim. Simples. Manter a Portela e abrir uma concessão internacional para um novo aeroporto, aberto a qualquer investidor. Esse aeroporto nunca poderia pertencer à Ana, que seria privatizada com os activos que tem. Mantendo-se a Portela, forçariam os ivestidores do novo aeroporto a construir um barato e competitivo, nunca seria na Ota. Os consumidores ganhariam concorrência num mercado que é monopolista, o Estado encaixava receitas com a concessão de um novo aeroporto e receitas com a privatização da Ana. Claro que isso não interessa a muita gente.... e foi daí que nasceu a fantástica Ota com os seus biliões de metros cúbicos de terraplanagens, com as suas 200 ou 300 mil estacas, com a sua incapacidade de operar 2 pistas em simultâneo, com a sua capacidade esgotada ao fim de uma ou duas décadas.

Os mesmos cambalachos vão ser feitos com o TGV, com a privatização da Tap, e com muitos outros casos, como tem sido até aqui nos últimos 30 anos, e que explicam a situação em que nós hoje vivemos. Quanto mais tempo será necessário para todos dizerem "Basta" ?
 
Última edição:
Liberal e Raiosparta, leiam o artigo do MST no Expresso...

A melhor solução, ambiental, social e económica (sem muito investimento) é a portela + 1...

Ainda hoje mais entidades vieram a público pôr a hipótese da portela +1

Os índices de crescimento foram mal analisados... O TGV vai tirar passageiros de LX-Porto e Lx-Madrid...

Não façam como o Lino "Portela+1? jamais, Jamais..."

Nós não precisamos de um mega aeroporto... Assim como não precisámos de 10 estádios...
 
Liberal e Raiosparta, leiam o artigo do MST no Expresso...

A melhor solução, ambiental, social e económica (sem muito investimento) é a portela + 1...

Ainda hoje mais entidades vieram a público pôr a hipótese da portela +1

Os índices de crescimento foram mal analisados... O TGV vai tirar passageiros de LX-Porto e Lx-Madrid...

Não façam como o Lino "Portela+1? jamais, Jamais..."

Nós não precisamos de um mega aeroporto... Assim como não precisámos de 10 estádios...

MST? É meio caminho andado para não ler[:D]

O encaixe financeiro dos terrenos da Portela será parte importante no financiamento do novo aeroporto, creio eu. Aqueles terrenos no sítio onde estão e com o atrofiamento urbanístico da cidade de Lisboa devem ter um valor incalculável, por isso é que o governo não deve estar interessado na solução "Portela+1", que por acaso era a que eu mais gostava também, já sou um bocado viajado e continuo a achar que uma aproximação á 03 da Portela é das coisas mais bonitas que vi até hoje, mas nestas coisas os cifrões é que terão de falar mais alto.
 
A posse dos terrenos da Portela vai dar um folhetim de todo o tamanho.

Aqueles a quem o Estado expropriou para o referido, poderão levar este mesmo Estado a contas.

Enriquecimento sem justa causa é o que se diz por aí.
 
É pá, já começo a dar razão ao pessoal que dizia que o melhor era contruir e pronto.
É que antes era o mal da Ota, e devia era ser na margem sul. Agora decidiram estudar Alcochete, já o pessoal anda com conversas que devia era ser estudada Portela +1. Estuda-se Portela+1 e vai-se começar a dizer que devia ser noutro sitio... [8b]
O pessoal realmente nunca fica contente com nada...
 
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A melhor solução, ambiental, social e económica (sem muito investimento) é a portela + 1...

Ainda hoje mais entidades vieram a público pôr a hipótese da portela +1

Os índices de crescimento foram mal analisados... O TGV vai tirar passageiros de LX-Porto e Lx-Madrid...

Não façam como o Lino "Portela+1? jamais, Jamais..."

Nós não precisamos de um mega aeroporto... Assim como não precisámos de 10 estádios...


Uiii... esse MST é uma sumidade em pessoa... [:D] [:D]
É parecido com o Rebelo de Sousa. Só não opina sobre o futebol pq ainda nao calhou... :sh)
 
Citação:
Originalmente Colocado por Luis Capelo
não esquecer as derrapagens de orçamento que nunca serão inferiores a 200 ou 300% do custo do projecto, como é tradição em portugal.

isso tanto acontece na Ota, como em Alcochete, ou em outra qq localidade

Mas é diferente.[;)]

Ota: 3.100 milhões
Derrapagem de 200%: 6.200 milhões

Alcochete: 2.100 milhões
Derrapagem de 200%: 4.200 milhões

Na OTA a derrapagem ficava mais cara 2.000 milhões...[:D]
 
Há muito tempo que a questão do aeroporto é muito simples para mim.

Existe a possibilidade de construir um aeroporto na margem sul, sem limitações de expansão, mais barato de construir, mais rapido de construir e pelos vistos com possibilidade de receber muito mais fundos comunitários.

Portanto a dificuldade de decisão resume-se a nada. Nunca deve ter havido decisões tão fáceis de tomar. E por favor não me venham falar dos passarinhos ou dos sobreiros. No entanto porque é que chegámos aqui ?

Porque muitos (a maioria) dos que gerem a coisa pública não querem saber do interesse do Estado e dos contribuintes para nada, o dinheiro não é deles.

Construir um aeroporto na Ota é muito mais aliciante porque possibilita uma série de negócios da China a um reduzido grupo de corporações do sector bancário e da construção.

Sendo um aeroporto caro, muito caro (não acreditem nos valores que têm indicado pois são anedóticos face à complexidade da obra...) o Estado para o pagar tem que oferecer em troca activos muito valiosos, desde a Ana Aeroportos, desde um monopólio de aeroportos e finalmente os terrenos da Portela, e mais umas largas centenas de milhões de € em cash, que poderão ser mais de mil milhões se acabar tudo na trag+edia docostume das derrapagens, dos estudos mal feitos e dos contratos ruinosos que o estado faz nestas situações. Tudo dverbas a pagar por nós, ou mais grave, pelos nosso filhhos, em mais não sei quantos novos impostos e taxas a com nomes engraçados inventar no futuro.

Um aeroporto é um negócio lucrativo em qualquer parte do mundo, não é um negócio onde os contribuintes tenham que perder dinheiro, tem sim a ganhar.

O que se passa é que perante a possibilidade de fazer um aeroporto mais barato, com mais fundos e mais competitivo, o Estado pode ganhar com essa possibilidade, e muito. Em Alcochete isso ainda é mais gritante, com tantos hectares que pertencem ao Estado, só em terrenos do aeroporto ou envolventes o Estado poderia encaixar receitas significativas.
Não teria que vender a Ana, que privatizaria na mesma, mas nunca, no mesmo processo da construção do aeroporto como o governo quer fazer, venda essa que renderia ao Estado seguramente mais de 1000 milhões de euros.

O que se conclui disto tudo ? Um aeroporto barato não interessa absolutamente nada a um pequeno conjunto de corporações, empresas essas que circulam muito bem nos corredores do poder ao qual de vez em quando até emprestam ministros.

Qual é a solução ideal para mim. Simples. Manter a Portela e abrir uma concessão internacional para um novo aeroporto, aberto a qualquer investidor. Esse aeroporto nunca poderia pertencer à Ana, que seria privatizada com os activos que tem. Mantendo-se a Portela, forçariam os ivestidores do novo aeroporto a construir um barato e competitivo, nunca seria na Ota. Os consumidores ganhariam concorrência num mercado que é monopolista, o Estado encaixava receitas com a concessão de um novo aeroporto e receitas com a privatização da Ana. Claro que isso não interessa a muita gente.... e foi daí que nasceu a fantástica Ota com os seus biliões de metros cúbicos de terraplanagens, com as suas 200 ou 300 mil estacas, com a sua incapacidade de operar 2 pistas em simultâneo, com a sua capacidade esgotada ao fim de uma ou duas décadas.

Os mesmos cambalachos vão ser feitos com o TGV, com a privatização da Tap, e com muitos outros casos, como tem sido até aqui nos últimos 30 anos, e que explicam a situação em que nós hoje vivemos. Quanto mais tempo será necessário para todos dizerem "Basta"
?

apr:)apr:)apr:)
 
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