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00bjz00

Well-known member
Na pesquisa encontrei posts dispersos sobre isto.

Preferi abrir um novo post.


Resumindo de forma sintéctica:

Pais com filhos A, B e C.

Em vida Pais financiaram mensalmente filho A durante cerca de 20 anos com um valor ainda não determinado, mas entre 400€ e 800€.
Em vida Pais financiaram mensalmente filho C durante cerca de 5 anos com valor ainda não determinado, mas entre 400€ e 800€.

Pai morre.

A e C recusam falar com B.

B apercebe-se que durante anos, aqueles usufruíram daquelas mensalidades.

1- O que pode fazer B?
2- Pode-se pedir junto do banco relação de transferências para A e C de forma a ferir exactamente o valor total das transferências?
 
Pode dividir a herança por 3.

O que os pais decidiram dar quando eram vivos era lá com eles.

Ninguém anda depois da morte dos pais a fazer contas sobre quem recebeu mais.

Provavelmente quem vai ficar mais prejudicado são eles que vão deixar de mamar mensalmente
 
Não haverá muito a fazer quanto a isso. Seria necessário saber a que título esses pagamentos eram feitos. Porque eram a uns e não a outros e o porquê de cada montante.

Numa situação honesta, cada irmão poderia ter consciência do que recebeu anteriormente e fazer algum ajuste. Mas se nem se relacionam, a herança será a que existe à morte da pessoa.
 
Pode dividir a herança por 3.

O que os pais decidiram dar quando eram vivos era lá com eles.

Ninguém anda depois da morte dos pais a fazer contas sobre quem recebeu mais.

Provavelmente quem vai ficar mais prejudicado são eles que vão deixar de mamar mensalmente

A sério...?! é que o herdeiro B sempre pensou que se fizesse um "acerto de contas" mais tarde ou mais cedo...
 
Last edited:
Não haverá muito a fazer quanto a isso. Seria necessário saber a que título esses pagamentos eram feitos. Porque eram a uns e não a outros e o porquê de cada montante.

Numa situação honesta, cada irmão poderia ter consciência do que recebeu anteriormente e fazer algum ajuste. Mas se nem se relacionam, a herança será a que existe à morte da pessoa.

Os pagamentos mensais e regulares eram "para ajudar".

Então é possivel ter sido dado 100K a um filho... 30K a outro... e 0 ao terceiro?
 
Os pagamentos mensais e regulares eram "para ajudar".

Então é possivel ter sido dado 100K a um filho... 30K a outro... e 0 ao terceiro?
Nesse caso, sim. Pode ser considerado pensão de alimentos a familiar.

O dinheiro é do seu dono e ele ajudou quem quis. Se foi uma situação assim, dependerá da boa vontade de A e C. Mas diria que B vai ficar a arder.
 
A sério...?! é que o herdeiro B sempre pensou que se fizesse um "acerto de contas" mais tarde ou mais cedo...
Nestas coisas pensar não vale de muito. E se a pessoa deixasse um testamento a beneficiar A? Se não o fez, poderá tê-lo feito em vida com os pagamentos mensais.
 
Nesse caso, sim. Pode ser considerado pensão de alimentos a familiar.

O dinheiro é do seu dono e ele ajudou quem quis. Se foi uma situação assim, dependerá da boa vontade de A e C. Mas diria que B vai ficar a arder.

Fdx... então não existe qualquer protecção aos herdeiros?!

Eu até aceitava que tivessem gasto tudo em vinho verde... mas esta desproporção nos herdeiros não é "corrigível"?
 
Nestas coisas pensar não vale de muito. E se a pessoa deixasse um testamento a beneficiar A? Se não o fez, poderá tê-lo feito em vida com os pagamentos mensais.

Porque penso que no testamento teria um "tecto" na "discriminação" que presumo seria 1/3.

Se deu 100K a um, 25K a outro e zero a outro, penso que talvez algo esteja errado...
 
Fdx... então não existe qualquer protecção aos herdeiros?!

Eu até aceitava que tivessem gasto tudo em vinho verde... mas esta desproporção nos herdeiros não é "corrigível"?
Existe, sobre os bens existentes à data da morte. 2/3 dos bens, pelo menos, têm de ser divididos por todos os herdeiros.
 
Existe, sobre os bens existentes à data da morte. 2/3 dos bens, pelo menos, têm de ser divididos por todos os herdeiros.

Para clarificar... dar 100K a um herdeiro, 25K a outro e 0K a outro está ok?

Isto está ratificado pela legislação em vigor?
 
Porque penso que no testamento teria um "tecto" na "discriminação" que presumo seria 1/3.

Se deu 100K a um, 25K a outro e zero a outro, penso que talvez algo esteja errado...
Se deu o dinheiro para ajudar, então não faz sentido entrar sequer na contas.

Faz sentido pedires a um filho que te devolva o dinheiro que lhe pagaste para o sustentar e alimentar? E a um irmão faz sentido?

Há quem dê dinheiro e há quem coloque 500 euros de compras de supermercado em casa dos filhos todos os meses.
 
Para clarificar... dar 100K a um herdeiro, 25K a outro e 0K a outro está ok?

Isto está ratificado pela legislação em vigor?
Sim. Tal como podes gastar 100k a pagar estudos a um filho e nada a outro, se ele não quiser estudar, por exemplo.
 
Fala com um advogado.

Aquilo que estás a descrever não é nada de novo para um advogado, o direito sucessório está cheio de situações mais complicadas que essa.

Há casos em que os valores entregues em vida podem ser considerados adiantamento da legítima. Por isso, isto é tudo menos linear... [;)]
 
@obtuso


Epá... Não quero duvidar da tua boa vontade em participar neste fórum... até porque gosto bastante de te ler...

Mas neste caso, acho que terei de pagar uma consulta num advogado...
 
Fala com um advogado.

Aquilo que estás a descrever não é nada de novo para um advogado, o direito sucessório está cheio de situações mais complicadas que essa.

Há casos em que os valores entregues em vida podem ser considerados adiantamento da legítima. Por isso, isto é tudo menos linear... [;)]

Pois, por isso é que após muitas pesquisas é que trouxe esta questão.

Acho que não é legítimo (ao longo dos anos) um receber 100k, outro 25k e outro 0k.
 
@obtuso


Epá... Não quero duvidar da tua boa vontade em participar neste fórum... até porque gosto bastante de te ler...

Mas neste caso, acho que terei de pagar uma consulta num advogado...
Obviamente que terás de consultar um advogado para analisar pormenores.

O que te quero transmitir é que esse cenário é muito difícil, porque se fala em dinheiro, e o motivo desses pagamentos pode influenciar muito.

E a situação começa logo mal. Se o objectivo da pessoa era deixar por igual aos três herdeiros, porque andou a beneficiar em vida mais uns do que outros. E se beneficiou em vida registou tudo em testamento para as contas serem acertadas aquando da morte?

Basta um herdeiro dizer que recebia todos os meses 1000 euros por transferência mas que esse valor era para fazer compras de mercearia, e que ajudava o pai e tal.

Com dinheiro líquido, mesmo com registo de transferências, nada é linear.
 
Pois, por isso é que após muitas pesquisas é que trouxe esta questão.

Acho que não é legítimo (ao longo dos anos) um receber 100k, outro 25k e outro 0k.
E é legitimo um filho ter 100k gastos em estudos e outro filho não?

Mero exemplo...
 
@obtuso


Epá... Não quero duvidar da tua boa vontade em participar neste fórum... até porque gosto bastante de te ler...

Mas neste caso, acho que terei de pagar uma consulta num advogado...
O advogado também vai agradec€r
 
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