Peripécias e relatos rodoviários no Porto

Bj40

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Após um longo e bem sucedido tópico dedicado a Coimbra, acho que já era altura do distrito do Porto ter um tópico para relatos dos nossos contactos imediatos de 3º grau com algumas situações de trânsito.

E pronto, estejam à vontade e falem sobre o que quiserem!

(não sei se haverá algum tópico já dedicado à cidade, a pesquisa não deu nada..)
 
Começo eu.

Hoje com o tempo chuvoso decidi que queria ir à baixa Portuense para depois ir tomar uma bebida quente à Avenida da Boavista mas como queria passar na Viauto decidi que iria descer Passos Manuel até à Praça para depois subir até à Praça da Republica e descer finalmente pela Boavista.

Chego ao cima da rua Passos Manuel e está cortada pela polícia, ok, achei estranho mas lá fui até à Batalha e desci pela 31 de Janeiro para, pensava eu, subir Sá da Bandeira. Mas não, logo na Estação de S. Bento estava um polícia a mandar toda a gente para baixo e pensei eu: "Ok, subo até à Cordoaria pelas quelhas atrás do tribunal". Até aqui tudo bem, Clérigos, Leões, Santo António e quando quero virar para Cedofeita mais um polícia a cortar a estrada... Sigo por Soares dos Reis e logo percebo o que se está a passar, a Corrida de São Silvestre. :sh)

Palácio de Cristal, Praça da Galiza viro à direita e logo à beira da Escola Industrial mais um polícia a barrar a estrada e aqui foi um calvário, estive 45min para sair lá de uma quelha.. Estava tudo bloqueado..

Finalmente desenrasco-me daquilo, já com os nervos em franja e.... com algumas infracções à mistura.... chego à Rotunda da Boavista. Ufa..

Lá fui admirar o F12 exposto na Viauto, desço a Avenida e venho embora tranquilamente pela marginal desde o Castelo do Queijo até à Ponte do Freixo. E claro, lá se foi a bebida quente depois de tanto tempo perdido no trânsito. :(
 
Hoje decorreu na Cidade do Porto a 19ª S.SILVESTRE CIDADE DO PORTO.
Por isso, as ruas todas cortadas.
 
20 minutos hoje de manhã para fazer 500m desde a rotunda à saida do túnel das antas até à saída para a estação de campanhã...

Tudo por causa do acidente antes da ponte do Freixo. No espaço de 1 semana, 2º acidente que corta a o trânsito à VCI....

O pessoal não tem a completa noção da curva que tem de fazer, piso húmido, possivelmente pneus já comidos, excesso de velocidade....
 
20 minutos hoje de manhã para fazer 500m desde a rotunda à saida do túnel das antas até à saída para a estação de campanhã...

Tudo por causa do acidente antes da ponte do Freixo. No espaço de 1 semana, 2º acidente que corta a o trânsito à VCI....

O pessoal não tem a completa noção da curva que tem de fazer, piso húmido, possivelmente pneus já comidos, excesso de velocidade....

A VCI é, toda ela, um grande problema. Mas também não faço ideia de como podiam solucionar aquilo sem ser baixar o limite de velocidade para os 60/70 e uma apertada fiscalização.
 
Bem hoje vi um caso curioso a caminho do Porto na A4 sentido Amarante - Porto depois da 1º saída para Penafiel. Passo por uma painel de informações que dizia "Obstáculo na Via" lá fiquei atento e sensivelmente 1 km mais à frente notei que na berma quase em cima da faixa de rodagem estava primeiro uma mola da suspensão e uns 3 metros à frente um amortecedor.... fiquei a olhar e a pensar que alguém tinha batido por ali mas não... uns 100 m à frente estava um Suzuki Vitara parado na berma com a frente mais alta que a traseira. Digo eu que a mola e o amortecedor eram do Suzuki e pelo que vi quando passei ainda tinha as rodas todas no sítio mas deve ter sido um susto valente.
 
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A VCI é, toda ela, um grande problema. Mas também não faço ideia de como podiam solucionar aquilo sem ser baixar o limite de velocidade para os 60/70 e uma apertada fiscalização.

Para mim só há uma solução. Condicionar ou cortar mesmo o trânsito a pesados.
É inconcebível, a nível ambiental e urbanístico, ter esta via a atravessar a cidade do Porto.

Para isto só resta canalizar os pesados para a CREP, o que é uma tarefa difícil...
 
Boas, bom topico. Eu já não vejo solução para a VCI, em horas sem acidentes e sem transito faz se bem, no entanto dado a nem "bermas" ter, quando há acidentes ou carros avariados é uma confusão dos diabos. Ja cheguei a fazer quase a vci toda com a primeira / segunda mudança engatada!
 
20 minutos hoje de manhã para fazer 500m desde a rotunda à saida do túnel das antas até à saída para a estação de campanhã...

Tudo por causa do acidente antes da ponte do Freixo. No espaço de 1 semana, 2º acidente que corta a o trânsito à VCI....

O pessoal não tem a completa noção da curva que tem de fazer, piso húmido, possivelmente pneus já comidos, excesso de velocidade....

Sofia Ribeiro sofre acidente grave no Porto - JN
 
Boas, bom topico. Eu já não vejo solução para a VCI, em horas sem acidentes e sem transito faz se bem, no entanto dado a nem "bermas" ter, quando há acidentes ou carros avariados é uma confusão dos diabos. Ja cheguei a fazer quase a vci toda com a primeira / segunda mudança engatada!


A VCI resume-se a isto:
6081931_700b.jpg


Já estive várias vezes parado na VCI devido a 1 ou 2 carros avariados na berma. O trânsito só se formou porque "toda a gente" queria ver 2 carros avariados na berma... [8b]
 

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Isso acontece imensas vezes. Uma fila impressionante e ao fim ao cabo são carros na berma. Aliás, basta haver um acidente no sentido contrário para aquilo se tornar insuportável.
 
Para mim só há uma solução. Condicionar ou cortar mesmo o trânsito a pesados.
É inconcebível, a nível ambiental e urbanístico, ter esta via a atravessar a cidade do Porto.

Para isto só resta canalizar os pesados para a CREP, o que é uma tarefa difícil...

Difícil? Eu diria quase impossível...

Basta ver os kms entre Espinho e Braga (p.ex.), e ver quantos se faz a mais pela CREP... [8b]
 
Difícil? Eu diria quase impossível...

Basta ver os kms entre Espinho e Braga (p.ex.), e ver quantos se faz a mais pela CREP... [8b]

Sim, o anel à volta do Porto é muito largo...

Uma forma para o fazer poderia ser taxar a VCI a pesados e não taxar a CREP.
 
A VCI é, toda ela, um grande problema. Mas também não faço ideia de como podiam solucionar aquilo sem ser baixar o limite de velocidade para os 60/70 e uma apertada fiscalização.

Eu nem concordo muito com isto.

O grande problema está apenas onde se assistem a mais acidentes (e graves) que é na descida mesmo em frente ao Dragão e depois na curva antes da Ponte do Freixo. E aqui a culpa não é só dos condutores, como muitas outras estradas a VCI aparenta falhas graves de concepção e de construção. Não se admite que essa curva antes do Pte. do Freixo apresente variações notórias da inclinação do piso, em alguns pontos arrsico a dizer que tem o "relevé" ao contrário cuspindo os carros para fora e o mais grave é mesmo o estado do piso. Quando chove já não basta o asfalto ficar tipo espelho como ainda por cima acumula muita água.

Nessa descida isto é fatal, mesmo uma pessoa que venha a 80 Km/h se não conhecer a zona vem sem estar prevenida e basta ter que fazer uma travagem mais fortes e vai andar aos papéis. É que se for um bom carro do segmento D para cima a coisa é menos grave, agora em utilitários, jipes, camiões, carros antigos, etc, é morte do artista.

Repito, para quem não conhece a própria estrada representa um perigo. Nâo estou com isto a desculpabilizar alguma inconsciência de pessoas que acham que conduzir à chuva é igual a conduzir em seco.

Quanto aos radares, é inequívoco que diminuiriam claramente a sinistralidade no momento em que foram instalados e é uma vergonha que estejam desactivados. Eu sou dos que travam à sua passagem, sei que estão desligados mas nestas coisas nunca se sabe, mais vale não arriscar. Para aí há duas semanas vi um Aston Martin passar nos radares da Prelada a uma velocidade jeitosa. Eu ia a 100 Km/h na faixa mais à direita e de repente até pensei que havia uma corrida, passou mesmo muito rápido.
 
Sim, o anel à volta do Porto é muito largo...

Uma forma para o fazer poderia ser taxar a VCI a pesados e não taxar a CREP.

Sim, assim era capaz de compensar para pesados, mas se tiveres em conta que grande parte vai para o Porto de Leixões, estás a ver a volta, não estás?



Eu nem concordo muito com isto.

O grande problema está apenas onde se assistem a mais acidentes (e graves) que é na descida mesmo em frente ao Dragão e depois na curva antes da Ponte do Freixo. E aqui a culpa não é só dos condutores, como muitas outras estradas a VCI aparenta falhas graves de concepção e de construção. Não se admite que essa curva antes do Pte. do Freixo apresente variações notórias da inclinação do piso, em alguns pontos arrsico a dizer que tem o "relevé" ao contrário cuspindo os carros para fora e o mais grave é mesmo o estado do piso. Quando chove já não basta o asfalto ficar tipo espelho como ainda por cima acumula muita água.

Nessa descida isto é fatal, mesmo uma pessoa que venha a 80 Km/h se não conhecer a zona vem sem estar prevenida e basta ter que fazer uma travagem mais fortes e vai andar aos papéis. É que se for um bom carro do segmento D para cima a coisa é menos grave, agora em utilitários, jipes, camiões, carros antigos, etc, é morte do artista.

Repito, para quem não conhece a própria estrada representa um perigo. Nâo estou com isto a desculpabilizar alguma inconsciência de pessoas que acham que conduzir à chuva é igual a conduzir em seco.

Quanto aos radares, é inequívoco que diminuiriam claramente a sinistralidade no momento em que foram instalados e é uma vergonha que estejam desactivados. Eu sou dos que travam à sua passagem, sei que estão desligados mas nestas coisas nunca se sabe, mais vale não arriscar. Para aí há duas semanas vi um Aston Martin passar nos radares da Prelada a uma velocidade jeitosa. Eu ia a 100 Km/h na faixa mais à direita e de repente até pensei que havia uma corrida, passou mesmo muito rápido.

A VCI desde a passagem sob a Av. Fernão de Magalhães até à Pte do Freixo é um autêntico aborto mal parido... Curvas, curvas e mais curvas, e vão colocar o radar na única recta que lá tem. [8b]

Depois tens a curva à direita (onde se deram os últimos acidentes) que também arrisco que a entrada da curva tem o relevé ao contrário, mas no "meio" da curva já está OK.

Juntas a isto 4 faixas, o que dá uma sensação de "ah, se tem 4 faixas é porque se pode andar bem", e o facto da faixa da esquerda ser colada ao separador, e tens que qualquer deslize ou faz borrar as cuecas, ou "estragas" alguma coisa.

E não se pense que é só a descer. Essa mesma curva a subir, tem uma falha no piso que faz com que o carro "abane" um pouco em curva. Isto com o piso molhado e alguns pneumáticos que por aí andam, faz logo drift...
 
Parece que foi assim que fico o carro da Sofia Ribeiro, no tal acidente na VCI:

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E foi a sair da ponte curiosamente (ou não).
 

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Ontem (ou melhor, Sexta-feira) apanhei algumas situações complicadas.

Durante a tarde, na A3, estava grande aparato no sentido Porto-Maia, na zona da saída para a A4 (não me lembro se antes ou depois). Muita gente na estrada, carros parados na berma... e uma carrinha (pareceu-me uma Mondeo) de rodas para o ar. Praticamente só se passava por uma faixa e a fila ia até à entrada para a VCI.

À noite, já pelas 2h da manhã, vindo do lado dos Carvalhos, apanhei uma situação mesmo "WTF?".
Pouco depois da bifurcação Arrábida/Freixo, seguindo na direcção do Freixo, vejo seguramente uns 5/6 carro a fazer marcha-atrás num nó de saída. Ainda bem que não havia carros perto de mim senão ainda me espetava de tão estupefacto que fiquei [:D]
Ao passar a par do nó é que percebi que o mesmo estava cortado. Algum acidente muito provavelmente, não consegui perceber o que era, se olhasse muito quem se espetava ainda era eu. Deu para ver também um grande aparato, muita gente no meio da estrada, carros parados, umas sirenes... O que se passou ao certo, não faço ideia.

Para mim só há uma solução. Condicionar ou cortar mesmo o trânsito a pesados.
É inconcebível, a nível ambiental e urbanístico, ter esta via a atravessar a cidade do Porto.

Para isto só resta canalizar os pesados para a CREP, o que é uma tarefa difícil...

Diria mesmo impossível. Desviar os pesados para a CREP implicava estar a mandá-los a Alfena para fazer algo tão simples como ir do Porto a Gaia e vice-cersa.
Como já disseram entretanto, há muito camião a ir para Leixões, pelo menos aquele corredor entre a Arrábida e o nó de Francos tem obrigatoriamente que permitir pesados. Por outro lado, se só permitesses esse lanço a pesados, eles teriam todos que vir por esse lado. Libertavas tráfego do lado do Freixo até Francos mas por outro lado forçavas todos os pesados a entrar e sair no Porto pela, já de si muito congestionada, Arrábida.

Uma hipótese seria manter uma das faixas exclusivamente para pesados mas isso provavelmente tornava as entradas e saídas numa aventura.

A CREP podia ser uma alternativa a trajectos de longo curso mas é caríssima e dá uma volta enorme. Até acredito que em muitos casos a poupança em tempo pudesse ser viável mas o custo acrescido torna-a uma não-opção. Resumindo: não vejo grande solução para aquilo.
 
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