Speedsilver
New member
Boa tarde caros colegas de fórum, é o meu primeiro post aqui e resolvi partilhar convosco a minha experiência com o meu P2008 de 2020. Vou dividir este relatório em 3 pontos, a escolha, a compra e a experiência de utilizador. Estou ao vosso dispor para quaisquer questões.
Peugeot 2008 - Escolha
Com este carro foi literalmente amor à primeira vista, algures em meados de 2019, quando começou a sair nas revistas. A frente agressiva, em particular aqueles faróis, foi o que mais me impressionou, assim como o interior, bastante tecnológico e em ruptura com o meu carro até aí, o Astra Twintop de 2008. Acho que se a Land Rover fizesse um SUV de entrada de gama, poderia ser este, bastava substituir o logotipo.
Em finais de dezembro, começo a fazer configurações e visitar 3 stands, os preços base e opcionais eram iguais até ao cêntimo, variando apenas o valor que davam pelo meu carro.
Comecei por oscilar entre um Allure bem equipado e um GT Line, mas acabei por escolher este último, porque a diferença de preço compensava. Em termos de motores optei pelo 1.2 Puretech 130 cv automático de 8 velocidades. Já estava farto de andar no pára-arranca a meter mudanças e pelo que me informei, esta caixa automática é bastante competente.
A cor, pelo meu gosto pessoal, tinha de ser preta, até porque não gosto de carros com duas cores. A título de curiosidade a cor preta em Portugal custa 150€, na Alemanha 350€. Provavelmente por questões de marketing, porque o carro, para a Europa, é produzido em Vigo e em Wuhan, para o mercado Asiático, sim, essa Wuhan! Ou seja não há outras razões para o preço dos opcionais ser diferente, excepto o marketing.
Continuando, optei pelos estofos em couro napa, porque me dava uma opção que considero fundamental: os estofos aquecidos. E porquê? No Inverno, os bancos aquecidos não interferem com a minha esposa no banco do lado; ao contrário do AC. Assim, posso ir ali a grelhar que não incomodo ninguém. De resto, essa opção tem ainda o bónus do toque que realmente é muito agradável, são bonitos, o banco do condutor tem massagem e regulações eléctricas (mas apenas nesse banco, forretas…).
A próxima decisão seria o teto de abrir, que para mim seria uma opção natural, uma vez que vim de um descapotável; no entanto verifiquei que a abertura é mínima (35 cm?) e achei que por 800€ a mais não compensava. Acho que até 250€ ainda dava.
Depois incluí o acesso e ligação mãos-livres proximity, por comodidade; a roda suplente de emergência; a navegação com ecrã táctil 10 polegadas (de notar que vem com um acesso Tom Tom por 3 anos, depois disso temos de pagar se quisermos manter) e naturalmente os Airbags laterais traseiros e alarme.
Deixei de fora os apoios à condução todo-o-terreno, o pack onde estava incluído o aviso de ângulo morto e as câmaras de estacionamento à frente e atrás e estacionamento automático, assim como o sistema áudio Focal.
De série vem com os vidros fumados atrás, os faróis de nevoeiro, o visio park, com aviso sonoro 360º e câmara traseira, com reconstituição superior do carro e proximidades e o pack safety plus, com travagem de urgência automática.
Para espicaçar o apetite, até porque a decisão estava tomada, fiz 2 test-drive, num modelo Allure, 130 CV com caixa manual e dei-me por satisfeito.
De referir ainda o resultado de 5 estrelas nos teste de segurança EURO/NCAP.
Peugeot 2008 – compra / entrega
Com data de encomenda em 11 Janeiro e entrega dia 20 Março (+69 dias), foi dos últimos carros a ser entregue antes do confinamento (dia 22), assim como foi dos primeiros 2008 configurados de fábrica. A entrega foi meio “largada”, porque, por causa da COVID, não deu para o vendedor me explicar todos os pormenores; o que também não fez mal, porque eu já tinha lido todo o manual do carro antes.
À data em que escrevo, em Setembro de 2020, já se vão vendo alguns, sendo que um chamou-me particularmente a atenção: todo laranja, ou seja sem o tejadilho preto. Gostava de saber como foi possível aquela configuração, mas curiosidade, não gosto de cores berrantes.
Peugeot 2008 – experiência 5000 km
Ainda com o carro com cheiro a novo (o confinamento e eu não fumar ajudam). Pontos a ressaltar:
Irritação: A configuração de luz ambiente é um pormenor agradável na condução nocturna, sendo o verde a cor standard. Mas o que me irrita é eu configurar com uma determinada cor e alguns dias depois voltar ao verde, sem qualquer indicação minha. Vou reler o manual, embora isto me pareça mais um erro de software do que eu me ter esquecido de carregar em alguma opção.
Sistema de proximidade para abertura das portas funciona muito bem. Basta aproximar-me ou afastar do carro para destrancar ou trancar as portas, respectivamente. Nas configurações pode optar-se por isto ser em todas as 5 portas ou apenas a porta do condutor.
Caixa automática: competente, rápida quanto baste, especialmente quando comparo com outra caixa que conheço bem, a fabulosa automática de dupla embraiagem (PDK) da Porsche. Esta, claro que fica atrás, mas está perfeita para uma condução normal. A anos-luz da caixa semi-automática de um Smart Roadster que tive e melhor que a caixa automática de variação contínua da Toyota (nos CHR e Corolla de 2019, por exemplo). As patilhas das mudanças no volante são sempre engraçadas de ter e, atendendo ao segmento, não esperava que o carro tivesse.
Potência: mais que suficiente, as recuperações são boas, assim como a aceleração dos 70 para os 100. Não tem grande velocidade máxima, mas também não é isso que interessa neste carro. Dito isto, sobe Monsanto sem perder aceleração e comporta-se bem nas ultrapassagens.
Consumo: Estou nos 8, mas faço uma condução viva e com o AC quase sempre ligado, tb não ajuda.
Sistema de som: tenho o de origem e não sendo seguramente tão bom como o Focal, considero que está óptimo para um automóvel. Quero apreciar música, não vou para dentro de um automóvel!
Espaço de bagagem – não é o porão do meu antigo Opel, ou seja, não engole duas malas full size, mas ainda assim, 434 litros, com bancos rebatíveis, é suficiente uma viagem em família.
Comandos de voz: funcionam muito bem quando peço um artista, por exemplo “ouvir artista Jorge Palma” ou “ouvir artista Iron Maiden”; não funcionam assim tão bem quando quero fazer uma chamada para alguém, nem sempre percebe. Mais útil é a ligação Car Play ou Android Auto e aqui dispormos da navegação Google Maps é bem melhor que o Tom Tom de origem. Por exemplo ao querermos navegar para um restaurante específico. Só não gosto de isso só funcionar por cabo e não Bluetooth.
Problema também atribuível ao software é a configuração dos contactos telefónicos favoritos. Depois de algum trabalho a configurá-los; um dia depois já lá não estava nenhum.
Relativamente aos comandos manuais, metade dos botões na consola central são metálicos, com um toque excelente, os outros são touch, o que quase obriga a olhar para eles durante a condução. Preferia que a regulação da climatização fosse totalmente por botões físicos. A velocidade das ventoinhas, por exemplo, só é regulável no ecrã touch em cima. Mas não é grave. Funciona se não nos importarmos de sair da navegação ou do rádio para fazer esta regulação.
Faróis: Visualmente para mim são o melhor ponto de design deste carro. Conferem-lhe um ar agressivo, especialmente se for a versão GT Line, em que as luzes verticais de assinatura se conjugam com os 3 faróis LED. Em termos práticos importa referir que os máximos automáticos funcionam mesmo bem, não tendo o condutor de se preocupar, ele vai desligando e ligando consoante as situações.
A câmara de marcha-atrás tem a opção de 180º, que permite ver para os lados. Uma característica bastante útil. Além da opção zoom, em que mostra uma versão ampliada da imagem traseira.
O painel de instrumentos, para mim é um ponto forte, é totalmente digital e muito configurável. Tem duas memórias personalizáveis e mais 4 de fábrica, por exemplo uma delas permite ter a navegação. Pormenor curioso: uma das opções é um gráfico para medir os G… Mas num SUV familiar de 130hp?
A posição de condução e particularmente a visibilidade para o painel é, como sabemos, uma área polémica em diversos Peugeot. No meu caso (1,76 m de altura) funciona perfeitamente, o volante não me tapa nada do painel. É uma questão de regularmos a altura do volante, com a altura e posição longitudinal do banco. Já me habituei ao tamanho e toque do volante (gosto imenso). Por exemplo o volante carbono do Cayenne E-Hybrid S não me agradou tanto.
Surpresas:
Não esperava que o carro viesse com ajuda activa na manutenção na faixa de rodagem. Algumas curvas o carro faz sozinho, claro que nunca arriscarei com outros carros por perto, mas é uma característica de segurança importante. Posso comparar com o mesmo sistema da Toyota (num Corolla de 2019) e o da Peugeot é melhor, o volante roda muito mais. Basta perceber que o Corolla não consegue fazer uma curva inteira. Exemplo? IC19, direcção Lisboa, curva em Queluz antes da saída da rotunda das bolas.
Outra surpresa agradável foi a ausência de interruptor das luzes interiores em LED, basta tocar-lhes e acendem ou apagam.
O que falta?
Na minha opinião apenas o fecho eléctrico da bagageira. Opção com bastante utilidade, que eu de bom grado pagava um pouco mais, se existisse.
Além disso, talvez mais 50 cavalos, mas sem aumento de consumo [
]
Resumo:
Estou bastante contente com o carro, muito confortável, excelente design interior e exterior. Recomendo.
Peugeot 2008 - Escolha
Com este carro foi literalmente amor à primeira vista, algures em meados de 2019, quando começou a sair nas revistas. A frente agressiva, em particular aqueles faróis, foi o que mais me impressionou, assim como o interior, bastante tecnológico e em ruptura com o meu carro até aí, o Astra Twintop de 2008. Acho que se a Land Rover fizesse um SUV de entrada de gama, poderia ser este, bastava substituir o logotipo.
Em finais de dezembro, começo a fazer configurações e visitar 3 stands, os preços base e opcionais eram iguais até ao cêntimo, variando apenas o valor que davam pelo meu carro.
Comecei por oscilar entre um Allure bem equipado e um GT Line, mas acabei por escolher este último, porque a diferença de preço compensava. Em termos de motores optei pelo 1.2 Puretech 130 cv automático de 8 velocidades. Já estava farto de andar no pára-arranca a meter mudanças e pelo que me informei, esta caixa automática é bastante competente.
A cor, pelo meu gosto pessoal, tinha de ser preta, até porque não gosto de carros com duas cores. A título de curiosidade a cor preta em Portugal custa 150€, na Alemanha 350€. Provavelmente por questões de marketing, porque o carro, para a Europa, é produzido em Vigo e em Wuhan, para o mercado Asiático, sim, essa Wuhan! Ou seja não há outras razões para o preço dos opcionais ser diferente, excepto o marketing.
Continuando, optei pelos estofos em couro napa, porque me dava uma opção que considero fundamental: os estofos aquecidos. E porquê? No Inverno, os bancos aquecidos não interferem com a minha esposa no banco do lado; ao contrário do AC. Assim, posso ir ali a grelhar que não incomodo ninguém. De resto, essa opção tem ainda o bónus do toque que realmente é muito agradável, são bonitos, o banco do condutor tem massagem e regulações eléctricas (mas apenas nesse banco, forretas…).
A próxima decisão seria o teto de abrir, que para mim seria uma opção natural, uma vez que vim de um descapotável; no entanto verifiquei que a abertura é mínima (35 cm?) e achei que por 800€ a mais não compensava. Acho que até 250€ ainda dava.
Depois incluí o acesso e ligação mãos-livres proximity, por comodidade; a roda suplente de emergência; a navegação com ecrã táctil 10 polegadas (de notar que vem com um acesso Tom Tom por 3 anos, depois disso temos de pagar se quisermos manter) e naturalmente os Airbags laterais traseiros e alarme.
Deixei de fora os apoios à condução todo-o-terreno, o pack onde estava incluído o aviso de ângulo morto e as câmaras de estacionamento à frente e atrás e estacionamento automático, assim como o sistema áudio Focal.
De série vem com os vidros fumados atrás, os faróis de nevoeiro, o visio park, com aviso sonoro 360º e câmara traseira, com reconstituição superior do carro e proximidades e o pack safety plus, com travagem de urgência automática.
Para espicaçar o apetite, até porque a decisão estava tomada, fiz 2 test-drive, num modelo Allure, 130 CV com caixa manual e dei-me por satisfeito.
De referir ainda o resultado de 5 estrelas nos teste de segurança EURO/NCAP.
Peugeot 2008 – compra / entrega
Com data de encomenda em 11 Janeiro e entrega dia 20 Março (+69 dias), foi dos últimos carros a ser entregue antes do confinamento (dia 22), assim como foi dos primeiros 2008 configurados de fábrica. A entrega foi meio “largada”, porque, por causa da COVID, não deu para o vendedor me explicar todos os pormenores; o que também não fez mal, porque eu já tinha lido todo o manual do carro antes.
À data em que escrevo, em Setembro de 2020, já se vão vendo alguns, sendo que um chamou-me particularmente a atenção: todo laranja, ou seja sem o tejadilho preto. Gostava de saber como foi possível aquela configuração, mas curiosidade, não gosto de cores berrantes.
Peugeot 2008 – experiência 5000 km
Ainda com o carro com cheiro a novo (o confinamento e eu não fumar ajudam). Pontos a ressaltar:
Irritação: A configuração de luz ambiente é um pormenor agradável na condução nocturna, sendo o verde a cor standard. Mas o que me irrita é eu configurar com uma determinada cor e alguns dias depois voltar ao verde, sem qualquer indicação minha. Vou reler o manual, embora isto me pareça mais um erro de software do que eu me ter esquecido de carregar em alguma opção.
Sistema de proximidade para abertura das portas funciona muito bem. Basta aproximar-me ou afastar do carro para destrancar ou trancar as portas, respectivamente. Nas configurações pode optar-se por isto ser em todas as 5 portas ou apenas a porta do condutor.
Caixa automática: competente, rápida quanto baste, especialmente quando comparo com outra caixa que conheço bem, a fabulosa automática de dupla embraiagem (PDK) da Porsche. Esta, claro que fica atrás, mas está perfeita para uma condução normal. A anos-luz da caixa semi-automática de um Smart Roadster que tive e melhor que a caixa automática de variação contínua da Toyota (nos CHR e Corolla de 2019, por exemplo). As patilhas das mudanças no volante são sempre engraçadas de ter e, atendendo ao segmento, não esperava que o carro tivesse.
Potência: mais que suficiente, as recuperações são boas, assim como a aceleração dos 70 para os 100. Não tem grande velocidade máxima, mas também não é isso que interessa neste carro. Dito isto, sobe Monsanto sem perder aceleração e comporta-se bem nas ultrapassagens.
Consumo: Estou nos 8, mas faço uma condução viva e com o AC quase sempre ligado, tb não ajuda.
Sistema de som: tenho o de origem e não sendo seguramente tão bom como o Focal, considero que está óptimo para um automóvel. Quero apreciar música, não vou para dentro de um automóvel!
Espaço de bagagem – não é o porão do meu antigo Opel, ou seja, não engole duas malas full size, mas ainda assim, 434 litros, com bancos rebatíveis, é suficiente uma viagem em família.
Comandos de voz: funcionam muito bem quando peço um artista, por exemplo “ouvir artista Jorge Palma” ou “ouvir artista Iron Maiden”; não funcionam assim tão bem quando quero fazer uma chamada para alguém, nem sempre percebe. Mais útil é a ligação Car Play ou Android Auto e aqui dispormos da navegação Google Maps é bem melhor que o Tom Tom de origem. Por exemplo ao querermos navegar para um restaurante específico. Só não gosto de isso só funcionar por cabo e não Bluetooth.
Problema também atribuível ao software é a configuração dos contactos telefónicos favoritos. Depois de algum trabalho a configurá-los; um dia depois já lá não estava nenhum.
Relativamente aos comandos manuais, metade dos botões na consola central são metálicos, com um toque excelente, os outros são touch, o que quase obriga a olhar para eles durante a condução. Preferia que a regulação da climatização fosse totalmente por botões físicos. A velocidade das ventoinhas, por exemplo, só é regulável no ecrã touch em cima. Mas não é grave. Funciona se não nos importarmos de sair da navegação ou do rádio para fazer esta regulação.
Faróis: Visualmente para mim são o melhor ponto de design deste carro. Conferem-lhe um ar agressivo, especialmente se for a versão GT Line, em que as luzes verticais de assinatura se conjugam com os 3 faróis LED. Em termos práticos importa referir que os máximos automáticos funcionam mesmo bem, não tendo o condutor de se preocupar, ele vai desligando e ligando consoante as situações.
A câmara de marcha-atrás tem a opção de 180º, que permite ver para os lados. Uma característica bastante útil. Além da opção zoom, em que mostra uma versão ampliada da imagem traseira.
O painel de instrumentos, para mim é um ponto forte, é totalmente digital e muito configurável. Tem duas memórias personalizáveis e mais 4 de fábrica, por exemplo uma delas permite ter a navegação. Pormenor curioso: uma das opções é um gráfico para medir os G… Mas num SUV familiar de 130hp?
A posição de condução e particularmente a visibilidade para o painel é, como sabemos, uma área polémica em diversos Peugeot. No meu caso (1,76 m de altura) funciona perfeitamente, o volante não me tapa nada do painel. É uma questão de regularmos a altura do volante, com a altura e posição longitudinal do banco. Já me habituei ao tamanho e toque do volante (gosto imenso). Por exemplo o volante carbono do Cayenne E-Hybrid S não me agradou tanto.
Surpresas:
Não esperava que o carro viesse com ajuda activa na manutenção na faixa de rodagem. Algumas curvas o carro faz sozinho, claro que nunca arriscarei com outros carros por perto, mas é uma característica de segurança importante. Posso comparar com o mesmo sistema da Toyota (num Corolla de 2019) e o da Peugeot é melhor, o volante roda muito mais. Basta perceber que o Corolla não consegue fazer uma curva inteira. Exemplo? IC19, direcção Lisboa, curva em Queluz antes da saída da rotunda das bolas.
Outra surpresa agradável foi a ausência de interruptor das luzes interiores em LED, basta tocar-lhes e acendem ou apagam.
O que falta?
Na minha opinião apenas o fecho eléctrico da bagageira. Opção com bastante utilidade, que eu de bom grado pagava um pouco mais, se existisse.
Além disso, talvez mais 50 cavalos, mas sem aumento de consumo [
Resumo:
Estou bastante contente com o carro, muito confortável, excelente design interior e exterior. Recomendo.