Presidenciais Americanas - Obama eleito

Presidenciais Americanas - Obama eleito

  • Barack Obama

    Votos: 167 89,3%
  • John McCain

    Votos: 13 7,0%
  • Ralph Nader

    Votos: 7 3,7%

  • Total de eleitores
    187
  • Sondagem encerrada .
Claro que todos (os que apostam no Obama) pretendemos uma mudança significativa naquilo que é um hábito das políticas das diversas administrações USA.

A nossa visão fora dos USA é ligeiramente diferente dos domésticos, mas tenderá a conciliar-se, pois uma boa saúde económica em casa é o princípio para um mundo melhor.

Agora que o mundo é um sítio complexo para viver, isso é.

E hoje o Obama fez uma coisa que não gostei. Numa conferência sobre o Estado de Israel lá fez a sua profissão de fé do costume, incluíndo o reconhecimento de Jerusalém como capital do Estado Judeu. Coisa que até agora o tio Sam tinha excluído da sua agenda. Para os USA a capital é Tel Aviv e esta é uma questão que costuma icendiar o mundo árabe.

Não percebi se o Obama anda a tentar conquistar o eleitorado judeu, importante para assegurar uma vitória sobre McCain, ou se anda a congeminar uma estratégia em arco que irá promover cedências na política da região, ou se é apenas por ingenuídade....

Não gostei.

Não foi a única opinião negativa.

A questão da Cidade Santa é um dos se não o maior problema para a resolução da questão Israel/Palestiniana bem como os despojos da guerra salvo erro da dos 6 dias em que simplesmente Israel só devolveu os territórios que simplesmente não lhes interessou a nível estratégico para a sua sobrevivência como nação.
 
AS expectativas são elevadíssimas, mas ele tem o apoio que tem por quem acredita relamente numa verdadeira mudança.

Se começa a tornar-se igual aos outros e adar tiros nos pés desaparece do mapa tão rapidamente como surgiu ...

Ainda faltam muitos meses e digamos que começou MUITO mal...
 
Hillary Clinton decidiu pôr termo à sua campanha para a nomeação democrata à eleição presidencial e vai apelar ao apoio a Barack Obama e à unidade do partido, disse na quarta-feira um dirigente da candidatura.

A senadora de Nova Iorque anunciou na quarta-feira, numa conferência à porta fechada com membros democratas da Câmara dos Representantes, que vai saudar Barack Obama por ter conseguido os delegados necessários para ser nomeado pelo partido, disse Howard Wolfson, director de comunicação da campanha.

No entanto, informou Wolfson, Hillary Clinton poderá deixar, por enquanto, aberta a opção de manter os seus delegados e promover a sua própria agenda.

"A senadora Hillary Clinton vai promover na sexta-feira um evento em Washington para agradecer aos seus apoiantes e manifestar o seu apoio ao senador Obama e à unidade do partido", informou Wolfson.

No seu discurso, Hillary irá apelar aos democratas, até agora desavindos com a corrida à nomeação, para se concentrarem no objectivo de derrotar o candidato republicano, John McCain.

O conselheiro de Hillary disse que ela e os seus colaboradores mais próximos discutiram as várias maneiras de pôr fim à campanha presidencial, nomeadamente suspender as actividades e manter o controlo dos seus delegados à convenção democrata de Agosto e garantir a sua visibilidade, de modo a promover a sua bandeira pela reforma do sistema de saúde.

A reforma do sistema de saúde é uma aposta que Hillary Clinton tenta concretizar desde o primeiro mandato de Bill Clinton, em 1993, mas viu gorados os seus planos por uma aguerrida coligação da direita parlamentar com os interesses das seguradoras, corporações médicas e hospitalares.

Outras das opções seria libertar os seus delegados para que apoiem Obama e terminar incondicionalmente a campanha.

Wolfson disse que nem Hillary nem o seu círculo mais próximo tomaram ainda qualquer decisão sobre esta matéria, a não ser reconhecer que a sua aposta em ser a primeira Presidente dos Estados Unidos está perdida.

Hillary teve de ser insistente junto de apoiantes seus na Câmara dos Representantes, no sentido de tentar que passem a apoiar Obama, disse Wolfson.

Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/338142
 
AS expectativas são elevadíssimas, mas ele tem o apoio que tem por quem acredita relamente numa verdadeira mudança.

Se começa a tornar-se igual aos outros e adar tiros nos pés desaparece do mapa tão rapidamente como surgiu ...

Ainda faltam muitos meses e digamos que começou MUITO mal...

Acho que vamos ainda a assistir a muitos tiros nos pés.
Obama tem muita vontade e boas intencões mas muito pouca experiencia.
Quando mais a pressão começa a apertar, muitas gaffes são dadas.
 
A quase-rendição de Hillary

10:20 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008

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Rodrigo

Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/337512

[:D]
 
Acho que vamos ainda a assistir a muitos tiros nos pés.
Obama tem muita vontade e boas intencões mas muito pouca experiencia.
Quando mais a pressão começa a apertar, muitas gaffes são dadas.

É vago, muito, exige-se conteúdo e um pouco mais, neste ponto o povo norte-americano sempre foi muito objectivo e pragmático no meu ponto de vista.
 
É vago, muito, exige-se conteúdo e um pouco mais, neste ponto o povo norte-americano sempre foi muito objectivo e pragmático no meu ponto de vista.

Pior que o Bush não pode ser, e apesar do discurso oportunista e vago é o melhor dos candidatos. Primeiro, porque transborda juventude e atitude positiva. Segundo, porque é muito mais racional do que os nabos desta administração Bush todos juntos. Terceiro, porque era um underdog, soube defender os seus ideais sem procurar criticar os ideais de outros. Já os outros candidatos não.

E o discurso vago pode ser mau, mas ao mesmo tempo um discurso idealista pode ser muito bom, se os ideais forem racionais.

Para além disso, para mim, qualquer candidato que seja contra a guerra é melhor que os outros. Principalmente na nação mais desenvolvida do mundo, que tem todos os recursos ao seu dispor.
 
Toda esta temática é complexa e exige muita ponderação.

Israel está na agenda de todos os candidatos e o suporte à existência do mesmo é inequívoca. A solução para aquela região é simples. A sua aplicação, nem tanto.

Por um lado, obrigar Israel a cumprir a agenda de Oslo. Onde deliberadamente a questão do estatuto de Jerusalém foi deixado para as calendas, assim como a dos colunatos e dos refugiados.

Por outro, acabar com a velha fixação das diversas administrações de que naquela zona há os bons e os maus.

Deveria ser o principal objectivo da próxima administração, dialogar por igual com todas as nações e com todas as facções.

E deixar que eles próprios tratem dos seus assuntos. Estou convencido que o Irão e a Síria poderão contribuir para a pacificação da zona.
Assim como a Arábia Saudita poderá ser o próximo factor de perturbação nos próximos tempos. E ser seguida atentamente, em especial no seu fundamentalismo Wahhabista.

Daí não ter percebido a intenção de Obama ao pronunciar-se sobre Jerusalem.
 
Toda esta temática é complexa e exige muita ponderação.

Israel está na agenda de todos os candidatos e o suporte à existência do mesmo é inequívoca. A solução para aquela região é simples. A sua aplicação, nem tanto.

Por um lado, obrigar Israel a cumprir a agenda de Oslo. Onde deliberadamente a questão do estatuto de Jerusalém foi deixado para as calendas, assim como a dos colunatos e dos refugiados.

Por outro, acabar com a velha fixação das diversas administrações de que naquela zona há os bons e os maus.

Deveria ser o principal objectivo da próxima administração, dialogar por igual com todas as nações e com todas as facções.

E deixar que eles próprios tratem dos seus assuntos. Estou convencido que o Irão e a Síria poderão contribuir para a pacificação da zona.
Assim como a Arábia Saudita poderá ser o próximo factor de perturbação nos próximos tempos. E ser seguida atentamente, em especial no seu fundamentalismo Wahhabista.

Daí não ter percebido a intenção de Obama ao pronunciar-se sobre Jerusalem.

Acho mesmo que a pedra no sapato de Obama vai ser o Irão e o seu lunatico presidente.
Desde o caso do nuclear até ás afirmações (por enquanto) de querer eliminar Israel do mapa, Obama vai ter aqui o seu mais dificil problema de politica externa.
As tensões entre o Irão e Isreal poderão entrar em ebulição numa fracção de tempo e criar uma crise politica a nivel mundial.
 
Aliados
O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, de visita a Washington, se apressou em classificar o discurso de Obama de "muito emocionante" e "impressionante". Ele foi a primeira autoridade israelense que reagiu publicamente ao discurso de Obama.
Inicialmente, o Ministério das Relações Exteriores de Israel não quis fazer comentários, para evitar acusações de interferência em assuntos internos norte-americanos. O embaixador de Israel em Washington, Salai Meridor, tentou manter certa neutralidade.
"Os discursos que os três candidatos à presidência americana [Obama, Hillary Clinton e o republicano John McCain ] pronunciaram ante os delegados da AIPAC foram muito importantes e muito animadores", declarou Meridor.
No discurso, Obama reafirmou os laços "inquebráveis" entre os EUA e Israel e afirmou que, como presidente, nunca faria nada contra a segurança de Israel.
No evento, Obama afirmou ainda que Jerusalém deve permanecer como a capital "indivisível" de Israel. "Jerusalém continuará sendo a capital de Israel e deve permanecer indivisível", disse Obama durante a reunião anual. Este é um dos temas mais controversos nas negociações entre israelenses e palestinos.
Durante a guerra de junho de 1967, Israel conquistou e depois anexou a parte árabe de Jerusalém. Esta anexação jamais foi reconhecida pela comunidade internacional.
Por sua parte, os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado.
Meridor minimizou o alcance das declarações de Obama, recordando que o Congresso americano reconheceu em várias oportunidades a Jerusalém reunificada como capital de Israel, enquanto a administração norte-americana se mostrava mais prudente.
Uma referência clara ao projeto sempre mencionado pelos presidentes norte-americanos, mas jamais concretizado, de transferir a embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém.


Palestinos
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, criticou o candidato democrata pelo discurso. Conhecido por sua política externa de diálogo aberto, Obama era a esperança dos palestinos de um governo menos pró-israelense que o do presidente George W. Bush.
"Nós rejeitamos essas propostas. Jerusalém é uma das questões que vêm sendo objeto de negociações. Todos sabem perfeitamente que Jerusalém Oriental foi ocupada em 1967 e não aceitaremos um Estado sem Jerusalém, isto deve ser claro", afirmou Abbas aos jornalistas em Ramallah.
"Os candidatos norte-americanos não podem ser mais israelenses que os israelenses. Esta linguagem não existe nem mais entre os negociadores israelenses", disse o negociador palestino Saeb Erekat.
Na faixa de Gaza, o Hamas, que controla o território desde o ano passado, também criticou Obama.
"Nós consideramos que as declarações de Obama constituem uma nova prova de hostilidade dos dirigentes americanos em relação aos árabes e muçulmanos", afirmou Sami Abu Zuhi, porta-voz do grupo.

Pois é, não quererm crer que isto já deu barraca...
 
Acho mesmo que a pedra no sapato de Obama vai ser o Irão e o seu lunatico presidente.
Desde o caso do nuclear até ás afirmações (por enquanto) de querer eliminar Israel do mapa, Obama vai ter aqui o seu mais dificil problema de politica externa.
As tensões entre o Irão e Isreal poderão entrar em ebulição numa fracção de tempo e criar uma crise politica a nivel mundial.
Todo o discurso de Obama me leva a crer que entende ser mais produtivo o diálogo que as armas.

E sobre o Irão, tem demonstrado uma sensatez digna de um grande estadista.

Ou achas que eu gosto dele por ser preto? [:D] [:cool:]

Acho estranho este tipo de discurso, ele e a H.Clinton estarem no mesmo edifício, com o futuro ex-PM de Israel (parece que vai de cana...). Dá idéia que alguém escreveu os discursos dos 2 candidatos, pois soavam ao mesmo...
Espero que tenha sido uma idiotice desse género.
 
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