CarlosL
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Conversa de advogado... [...
P.S.- Desde já as minhas desculpas ao fórum pelas palavras, que mesmo assim foram contidas, e se os Srs. Moderadores entenderem que eu devo ser "punido", concordo
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Conversa de advogado... [...
P.S.- Desde já as minhas desculpas ao fórum pelas palavras, que mesmo assim foram contidas, e se os Srs. Moderadores entenderem que eu devo ser "punido", concordo
infelizmente ainda há gente é demasiado estúpida para não ver um boi à frente, quanto mais para saber destrinçar e analisar um processo judicial, se há provas ou se não há, etc... Felizmente, ainda hoje há Tribunais (Juízes) que não condenam apenas porque o povo assim o acha...é que nem é uma questão de prova...é um mero achar. Infelizmente, muitos de vós não têm o ónus de ter um processo crime pesado contra vós em que, embora sendo inocentes, todos acreditem naquele (s) que vos acusam, e por isso sejam condenados e passem uma temporada na prisão para ver como é bom.
P.S.- Desde já as minhas desculpas ao fórum pelas palavras, que mesmo assim foram contidas, e se os Srs. Moderadores entenderem que eu devo ser "punido", concordo
infelizmente ainda há gente é demasiado estúpida para não ver um boi à frente, quanto mais para saber destrinçar e analisar um processo judicial, se há provas ou se não há, etc... Felizmente, ainda hoje há Tribunais (Juízes) que não condenam apenas porque o povo assim o acha...é que nem é uma questão de prova...é um mero achar. Infelizmente, muitos de vós não têm o ónus de ter um processo crime pesado contra vós em que, embora sendo inocentes, todos acreditem naquele (s) que vos acusam, e por isso sejam condenados e passem uma temporada na prisão para ver como é bom.
P.S.- Desde já as minhas desculpas ao fórum pelas palavras, que mesmo assim foram contidas, e se os Srs. Moderadores entenderem que eu devo ser "punido", concordo
pelos vistos, o desconhecimento relativamente aos outros, para si é impedimento liminar para que não se profiram quaisquer adjectivações ou se façam quaisquer juízos desvaliosos, certo?Acho que não me conhece o suficiente, para usar este tipo de adjectivação sobre mim.
Por mais desajustada que pudesse ser a minha opinião só teria de a rebater sem usar os modos que usou.
E sobre isto ficaremos conversados, porque seria dar-lhe uma importância que você não possui.
Lamento, essencialmente por si.
até pode ser, mas não é por isso que deixa de ser verdade, até porque, nunca tinha usado aquele tipo de linguagem neste fórum...Conversa de advogado... [] [
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Estava a referir-me ao teu PS, o outro PS,.... [até pode ser, mas não é por isso que deixa de ser verdade, até porque, nunca tinha usado aquele tipo de linguagem neste fórum...
Abraços[]
Eu falo por mim.Só me pergunto, se na realidade quem defende o Sr. Paulo Pedroso e a sua indemnização, pondera quais foram os danos humanos e patrimoniais, de quem foi realmente abusado.
Estava a referir-me ao teu PS, o outro PS,.... []
Quanto ao resto, já tivemos bastantes conversas sobre o assunto. E quem acredita nos princípios de um Estado de Direito, não deve abdicar deles quando as coisas não correm a favor.
Ainda ontem uma notícia de uma mulher que matou o marido, a justificação era de violência doméstica, e que depois de apresentada a Tribunal saiu com uma medida de coacção de se apresentar às autoridades. Cá em casa, o sector feminino aplaudiu com todo o vigor. O mesmo sector que lamenta a falta de capacidade dos juízes de meter os 'outros' criminosos na cadeia. []
os danos patrimoniais têm que ser provados e não dá para ir por estimativas ou expectativas, ainda que legitimas[Eu falo por mim.
Eu não defendo o PP, para isso ele tem advogados.
eu so acho que se ele tem razão como o tribunal parece dizer então 150 mil euros não cobrem que ele eixou de ganhar nos dias que esteve preso, nem o que deixou de ganhar nos anos vindouros frutos do estigma , nem o sofrimento proprio e das pessoas proximas.
quando me ponho no lugar dele, e pensado na destruição de valor meu e da empresa da qual fao a gestão e da qual depende ja algumas familias qualquer coisa inferio a 2,5 milhoes seria injusto
So que isto não implica que todas as vitimas quer dos alegados abusos, quer dos erros da justiça devem ser resarcidas
Sim, nesse caso conseguiu-se provar que foi para se defender. Muitas outras não tiveram a mesma sorte. [recentemente houve um caso em que uma senhora, ao final de décadas de violência doméstica, matou o marido e foi absolvida...tudo depende se consegues caracterizar a situação de exclusão de ilicitude do facto, ou de exclusão da culpa do mesmo.[]
[Sim, nesse caso conseguiu-se provar que foi para se defender. Muitas outras não tiveram a mesma sorte. [] [
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os danos patrimoniais têm que ser provados e não dá para ir por estimativas ou expectativas, ainda que legitimas[]
recentemente houve um caso em que uma senhora, ao final de décadas de violência doméstica, matou o marido e foi absolvida...tudo depende se consegues caracterizar a situação de exclusão de ilicitude do facto, ou de exclusão da culpa do mesmo.[]
quanto ao resto, concordamos.
se eu fosse preso por esses motivos esta chossa onde trabalhamos ia a falencia.
basta multiplicar a facturação por alguns anos para teres esse valor...
e ainda falta o resto
Um sr. conhecido meu tem uma ourivesaria com video-vigilância.
À uns tempos foi assaltado por indivíduos com a cara destapada.
Apresentou queixa à polícia, mas se não estou em erro, contra desconhecido pois as imagens não servem de qualquer prova.
Por aquilo que nos é dado a observar, estamos muito longe de um Estado de Direito.....
Ou este país se torna um Estado de Direito de facto e não esta fantochada ou continuará a ser uma QUINTINHA, que é o que de facto AINDA É.
Para começar, não vou tecer comentários sobre a inocência ou culpabilidade do senhor em causa.
Acho que este caso é bom porque mostra uma das faces do cancro que é a Justiça em Portugal e como as investigações, o MP e afins desenrolam a sua actividade.
Cancro não porque o senhor saiu em liberdade e nunca foi pronunciado ou porque agora vai receber uma indemnização.
Mas antes cancro porque revela uma INCOMPETÊNCIA atroz.
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Por outro lado (e é era aqui que queria chegar), a Justiça portuguesa e as Polícias padecem de uma relação muito conflituosa com a prova.
No fundo funcionam na base da confissão e não na investigação, como devia ser e como funcionam os sistemas judiciais dos países desenvolvidos.
E quando devido à teia kafkiana do sistema, ele próprio não consegue produzir justiça, tentam-se vias fáceis para contornar a impossibilidade de obter resultados (satisfatórios) decorrente da própria desorganização e falta de capacidade de uma verdadeira investigação "by the book".
E as vias fáceis surgem, particularmente, quando os agentes de Justiça/Polícia acham ou têm a certeza que estão na presença do culpado mas não o conseguem provar.
Foi assim no caso "Joana".
Como não se conseguia provar pela investigação (o corpo não aparecia...), espanca-se a mãe e espera-se uma confissão.
Típico funcionamento à séc. XIX em que todo o sistema jurídico e policial português ainda trabalha.
Daí que quando não se conseguia meter o Pedroso na cadeia por falta de provas, faz-se uma prisão ilegal na esperança que surjam provas posteriormente ou decorra alguma contradição do arguido.
O mesmo justifica os conhecidos excessos de prisões preventivas. Como não se consegue provar nada, atenua-se o problema tentando retirar os suspeitos do espaço público...por um tempinho.
Entretanto, com fé, com a esperançazinha, talvez por obra do divino milagre se consiga entretanto provar alguma coisa e fazer cumprir justiça.
Funcionamos muito assim. Bola para frente que talvez tenhamos "sorte" e a coisa se resolva.
O mesmo para as escutas que depois tombam, quase que irremediavelmente, na sua anulação.
Tudo feito em cima do joelho e que depois vai a tribunal e vale ZERO.
No essencial, mais uma vez, estamos perante uma falta atroz de organização e competência que conduz a que se tentem vias indirectas porque "o sistema não funciona".
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