Atenção Air...
E cada um aqui descreve o que foi ou tem sido a sua experiência. O meu mestrado é integrado. Não tive nenhum semestre sem cadeiras, sendo que nos últimos 2 anos do curso, tive sempre 6 e 7 cadeiras e no último semestre, duas. No final, o balanço é mais cadeiras e uma tese que, sem desprimor, por grandes trabalhos finais de curso que tive oportunidade de ler durante a minha investigação, o nível de qualidade médio era em geral inferior. Nunca nos esqueçamos das excepções. O que Bolonha veio trazer (no meu curso, faculdade...) foi uma "profissionalização" dos trabalhos finais de curso, denominadas em Bolonha, de teses de mestrado. Falo quer em apresentação, métodos de investigação, recursos postos ao serviço dos alunos, etc...não existe nenhuma diferença da minha tese de mestrado para um das antigas de mestrado. (Falo do meu caso e dos meus colegas...) A minha tese não foi de 6 meses...foi de mais de um ano pois o tema e orientadores são resolvidos com essa antecedência.
Não tenho dúvidas que com Bolonha, os licenciados pré-Bolonha, ficaram ligeiramente prejudicados no mercado de trabalho. É como tudo, quando existem mudanças...prós e contras. Cabe ao empregador, o lado da procura, desvirtuar a ideia pré-concebida, de que os pós Bolonha são mais capazes. É verdade que desenvolvi capacidades, mas não me considero em vantagem face a ninguém, apesar de uma tese de mestrado ter sido um desafio que nunca tinha experienciado. No final, elevei os meus limites, sem dúvida.
Mas isto é sempre a mesma história. Ao empregador cabe conhecer muito bem o mercado....quantos e quantos têm "n" pós-graduações no seu CV que todas juntas não valem o que à partida parecia prever?