Q2

não concordo! sem autoblocante é impossível uma reduzir a sua velocidade relativamente à outra, já que o binário é exactamente igual para cada uma delas, não existe repartição.



eu não disse que era bloquear, disse que a roda fica parada em diversas situações. e fica! basta ires ver este TD nessa curva...
não quer dizer que se arraste sempre, mas nota-se que está quase parada devido á acção do autoblocante. especialmente se a potência transmitida à roda exterior for elevada.

Com um diferencial aberto (0% lock) uma das rodas pode receber até 100% de binário, daí as percas de motricidade que ocorrem, por exemplo, numa curva fechada, em que a roda interior (descompensada) roda mais depressa - num diferencial aberto, quanto mais depressa roda mais binário vai receber, o que só piora a situação... Por outro lado, se tiveres um LSD com um lock de 40%, por exemplo, cada roda pode receber até 60% de potência.




citroen_c5_2 said:
Quer-me parecer que esses sistemas não passam de mariquices para encher o ego a todos os condutores que têm um Fangio dentro de si. É tipo os placebos, quem os toma jura que fazem bem.

Parece-te mal.
 
não concordo! sem autoblocante é impossível uma reduzir a sua velocidade relativamente à outra, já que o binário é exactamente igual para cada uma delas, não existe repartição.



eu não disse que era bloquear, disse que a roda fica parada em diversas situações. e fica! basta ires ver este TD nessa curva...
não quer dizer que se arraste sempre, mas nota-se que está quase parada devido á acção do autoblocante. especialmente se a potência transmitida à roda exterior for elevada.

Filipe, um diferencial autoblocante a 100% é um diferencial que roda as 2 rodas motrizes à mesma velocidade, independentemente de estarem em contacto com o chão ou não.

Aliás, de uma forma mais simplista, um diferencial automblocante a 100% é o mesmo que não ter diferencial, tal como um kart ou uma moto 4x4.
No diferencial, os planetários estão soldados aos satélites, não havendo por isso nenhuma descrepância de velocidades entre uma e outra roda.

Esa da roda bloquear parece-me esquisito, mas não vou dizer que é falso.
Pergunto: nessa zona,suponho que seja uma travagem para a curva, não existe um desnível que faça com que a roda fique ligeiramente no ar?
Isso explicaria tudo.
 
Não ! se for a 100% as rodas andam exactamente o mesmo.

Se uma roda ficar parada e a outra andar não há autoblocante, há apenas diferencial sem autoblocante.

Estás a pensar bem, mas não estás em sitonia com o que o Filipe disse.
Num caso normal, sem autoblocante, a roda no ar anda livre,mente e a outra fica sem acção.

O que o Filipe diz é que a roda que está no chão é que leva a potência toda e a do ar pára.
Teoricamente é um autoblocante, mas faz-me confusão a roda que está pouco apoiada parar.
Eu acredito que ela estivesse no ar, ainda que ligeiramente.
 
Antes do Q2, era uma média de 30.000 kms.
Depois do Q2, ainda não sei...
Mas não vai ser o Q2 que vai gastar mais ou menos pneu. A diferença vai ser na condução [:D]

Pelo que me explicaram, sim.
Até me devolveram o diferencial original...

Posso mas não hoje. Estou a trabalhar e tenho a factura em casa.
Mas digo-te já que foram esses dois elementos que compuseram a quase totalidade do preço final.

30.000km está na média dos que conheço! Eu diria até um pouquinho acima da média! [:D]

Quando puderes, agradecia! :)
 
Quer-me parecer que esses sistemas não passam de mariquices para encher o ego a todos os condutores que têm um Fangio dentro de si. É tipo os placebos, quem os toma jura que fazem bem.

Estás redondamente enganado.

Aproveita o tópico para perceber o que está em causa. [;)]
 
Estás a pensar bem, mas não estás em sitonia com o que o Filipe disse.
Num caso normal, sem autoblocante, a roda no ar anda livre,mente e a outra fica sem acção.

O que o Filipe diz é que a roda que está no chão é que leva a potência toda e a do ar pára.
Teoricamente é um autoblocante, mas faz-me confusão a roda que está pouco apoiada parar.
Eu acredito que ela estivesse no ar, ainda que ligeiramente.

Com autoblocante isso também pode acontecer! Existem os autoblocantes sensíveis ao binário, ou torque sensitive, como o Torsen (Q2), Quaife, etc. e os sensíveis às diferenças de velocidade (speed sensitive), como os viscosos/clutchpack (Viscodrive, etc.).

No caso de um diferencial "torque sensitive" de engrenagens helicoidais (como o Q2), quando uma das rodas tem resistênica nula (quando está no ar, por exemplo) este comporta-se como um diferencial aberto!

Se tivermos um torsen com um rácio de distribuição de binário de 4:1, por exemplo, à roda com mais tracção (resistência) é transmitido até 4 vezes mais binário que à roda com menos tracção (que desliza). O que acontece é que quando uma das rodas tem resistência nula, o binário transmitido à roda com mais tracção é 0 (4x0=0), e nesta situação comporta-se como um diferencial aberto...

Mas se não me engano, já existem alguns torsen com embraiagem pré engrenada onde isto não acontece.


Ah, e penso que o Q2 é de 1 via, mas também pode ser de uma e meio.
 
Quer-me parecer que esses sistemas não passam de mariquices para encher o ego a todos os condutores que têm um Fangio dentro de si. É tipo os placebos, quem os toma jura que fazem bem.

Sabes qual é a funcionalidade de um diferencial autoblocante torsen?

Se sim, explica-me p.f. [;)]
 
Com autoblocante isso também pode acontecer! Existem os autoblocantes sensíveis ao binário, ou torque sensitive, como o Torsen (Q2), Quaife, etc. e os sensíveis às diferenças de velocidade (speed sensitive), como os viscosos/clutchpack (Viscodrive, etc.).

No caso de um diferencial "torque sensitive" de engrenagens helicoidais (como o Q2), quando uma das rodas tem resistênica nula (quando está no ar, por exemplo) este comporta-se como um diferencial aberto!

Se tivermos um torsen com um rácio de distribuição de binário de 4:1, por exemplo, à roda com mais tracção (resistência) é transmitido até 4 vezes mais binário que à roda com menos tracção (que desliza). O que acontece é que quando uma das rodas tem resistência nula, o binário transmitido à roda com mais tracção é 0 (4x0=0), e nesta situação comporta-se como um diferencial aberto...

Mas se não me engano, já existem alguns torsen com embraiagem pré engrenada onde isto não acontece.


Ah, e penso que o Q2 é de 1 via, mas também pode ser de uma e meio.

Adiciono que o diferencial Q2 é capaz de repartir o binário no mesmo eixo numa proporção 67/33. [;)]
 
Com autoblocante isso também pode acontecer! Existem os autoblocantes sensíveis ao binário, ou torque sensitive, como o Torsen (Q2), Quaife, etc. e os sensíveis às diferenças de velocidade (speed sensitive), como os viscosos/clutchpack (Viscodrive, etc.).

No caso de um diferencial "torque sensitive" de engrenagens helicoidais (como o Q2), quando uma das rodas tem resistênica nula (quando está no ar, por exemplo) este comporta-se como um diferencial aberto!

Se tivermos um torsen com um rácio de distribuição de binário de 4:1, por exemplo, à roda com mais tracção (resistência) é transmitido até 4 vezes mais binário que à roda com menos tracção (que desliza). O que acontece é que quando uma das rodas tem resistência nula, o binário transmitido à roda com mais tracção é 0 (4x0=0), e nesta situação comporta-se como um diferencial aberto...

Mas se não me engano, já existem alguns torsen com embraiagem pré engrenada onde isto não acontece.


Ah, e penso que o Q2 é de 1 via, mas também pode ser de uma e meio.

Sim, exacto, mas isso é no caso dos diferenciais autoblocantes que precisam de um cagagésimo de atrito na roda pouco apoiada!

A questão dos autoblocantes é que são mais que as mães.[:D]
 
Quer-me parecer que esses sistemas não passam de mariquices para encher o ego a todos os condutores que têm um Fangio dentro de si. É tipo os placebos, quem os toma jura que fazem bem.


nao e preciso andar nos limites para comprovar a facilidade de conduçao de um carro com autoblocante , basta ter a capacidade suficiente para apreciar as capacidades dinamicas de um automovel , mas pelo tua foto estas mais virado para o conforto e menos para a dinamica por isso tanto te faz
 
Belo Tópico.

Já me fartei de aprender. Finalmente começo a perceber o que é um autoblocante.
Pensava que bastava o diferencial para controlar as diferenças de trajectória e rotação das rodas do mesmo eixo em curva. Pelos vistos é preciso muito mais que isto.

Sempre a aprender. Continuemapr:)apr:)
 
Tanto quanto sei o diferencial permite que as rodas girem a velocides diferentes. O problema é que quando não existe tracção o binário que é a força de torção exercida tem tendência a escapulir-se pelo lado mais fácil, ou seja por onde não existe tracção. Numa curva como o carro está muito mais apoiado na roda exterior, a potência foge pela roda interior que ofereçe muito menos resitência a rodar fazendo patinar esta. O que faz o autoblocante é impedir esta fuga obrigando a que pelo menos uma percentagem da potência seja transmitida à roda que está mais apoiada, e como esta está mais apoiada tem menos tendência a patinar e transmite maior potência ao pavimento e imprime maior movimento ao carro.

Este video é muito elucidativo da forma como funciona um diferencial (atenção não um autoblocante que é um dispositivo que contraria o efeito mostrado no video)

YouTube - Funcionamento do Diferencial

Dizer que um autoblocante é uma mariquice é no mínimo inqualificável. O que também é verdade é que o autoblocante torna um carro menos agradável de conduzir e na realidade para um utilizador normal não vejo que tenha grande utilidade. Para quem gostar de carros e de conduzir penso que deve ser dos dispositivos com melhor relação preço benefício. Muito melhor do que umas jantes 22 e andar com o carro a raspar no chão. Na verdade, na minha opinião é maior o prazer de fazer uma curva depressa (mesmo que depressa signifique 50 Km/H) do que andar a 250 Km/H numa autoestrada.
 
Tanto quanto sei o diferencial permite que as rodas girem a velocides diferentes. O problema é que quando não existe tracção o binário que é a força de torção exercida tem tendência a escapulir-se pelo lado mais fácil, ou seja por onde não existe tracção. Numa curva como o carro está muito mais apoiado na roda exterior, a potência foge pela roda interior que ofereçe muito menos resitência a rodar fazendo patinar esta. O que faz o autoblocante é impedir esta fuga obrigando a que pelo menos uma percentagem da potência seja transmitida à roda que está mais apoiada, e como esta está mais apoiada tem menos tendência a patinar e transmite maior potência ao pavimento e imprime maior movimento ao carro.

Este video é muito elucidativo da forma como funciona um diferencial (atenção não um autoblocante que é um dispositivo que contraria o efeito mostrado no video)

YouTube - Funcionamento do Diferencial

Dizer que um autoblocante é uma mariquice é no mínimo inqualificável. O que também é verdade é que o autoblocante torna um carro menos agradável de conduzir e na realidade para um utilizador normal não vejo que tenha grande utilidade. Para quem gostar de carros e de conduzir penso que deve ser dos dispositivos com melhor relação preço benefício. Muito melhor do que umas jantes 22 e andar com o carro a raspar no chão. Na verdade, na minha opinião é maior o prazer de fazer uma curva depressa (mesmo que depressa signifique 50 Km/H) do que andar a 250 Km/H numa autoestrada.

A 1ª parte está absolutamente correcta, como já tinha sido dito por aqui, inclusivamente por mim. [;)]

Quanto à utilidade para um condutor normal, concordo com o que dizes e quanto à agradibilidade, creio que também tens razão, pelo menos no caso de um autoblocante mecânico convencional (é aquilo que referi, fica o carro mais brusco nos limites).

Já o resto depende mesmo de cada pessoa. Eu gosto de andar depressa e de curvar depressa. Não desprezo os prazeres da alta velocidade, até porque normalmente 250 já não é uma velocidade que se dê sem uma enorme dose de emoção associada, seja porque as estradas mesmo rectas, planas e sem trânsito com a velocidade transformam-se em curvas, onduladas e movimentadas. [:cool:]
 
Um pouco confuso, tudo isto não é?

1-Tentem ver o que é um diferencial. Como funciona e para o que serve.

E reparem, em circunstâncias óptimas de aderência e de transmissão, um diferencial simples seria o suficiente.

2-Tentem ver o que é um autoblocante.

E vejam que se destinam a compensar as perdas de tracção.

Que não se verificam apenas em curva.

Tentam principalmente trazer equilíbrio ao eixo, contrariando o natural defeito do diferencial de distribuir o binário por um único critério. Onde a roda está mais solta.

E nos carros com tracção à frente, com uma certa potência, para uma condução desportiva é uma chatice. Daí ser recomendado. Mas só para condução desportiva. Porque para andar a fazer uns esticanços de quando em vez, não vale a pena. Fica muito pesado de manobrar.

É uma canseira. [:D] [;)]

Truques: Num diferencial de planetários, mudando a consistência do óleo, muda-se o comportamento. Quanto mais espesso, mais bloqueado fica.

Porreiros são os modernos, todos xpto em que podemos regular ou electronicamente ajustar-se às características da condução. Vai mudando a pressão do óleo.

Tenho de ir xonar, senão já não digo coisa com coisa. ...
 
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