Que vinho bebem?

Ora bem, ainda andam a recuperar das festas de Natal e Final de Ano? Vamos lá fazer um up ao tópico. [kiss]
Então é assim, missão Bairrada!
Provar algumas das jóias da coroa da casta Baga, e nos anos de referência. Então cheguei (e sem desprimor pelos restantes) ao Quinta das Bágeiras Garrafeira 2011, Sidónio de Sousa Garrafeira 2011 e o Outrora Clássico Baga 2013.
Todos com produções algo reduzidas, 5536 garrafas no Sidónio de Sousa, 6056 da Quinta das Bágeiras e no Outrora penso que são só cerca de 2000 garrafas.
Todos os três são vinhos fantásticos, qualquer que seja a escolha vai muito bem servido, cada um com a sua interpretação e diferentes entre si.
Começando pelo Quinta das Bágeiras, aroma a fruta madura, saboroso e macio na boca e com taninos muito presentes e aderentes (deve ser para durar 200 anos em garrafa… [:D]), muito bom já, mas é claramente daqueles vinhos que tem como objectivo a guarda.
Seguindo para o Sidónio de Sousa, bem, tem aroma de enorme impacto, na boca sabor bem amplo mas sem cair em excesso e final delicioso, persistente e longo, para mim é um vinho que se transcende, dar-lhe-ia a primeira posição dos três vinhos. .
O Outrora Clássico Baga, dos três vinhos o mais suave e delicado, mas igualmente profundo, para mim ocupa a segunda posição.
Para quem quiser provar a casta baga, aconselho a ler este artigo antes de se aventurar: Baga
As fotos da praxe:

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Tenho tentado controlar, depois das festas e (bastante) peso a mais quase que fiz um dry January à boa moda britânica.

Vou bebendo aqui e ali mas nada de registo
 
Ora bem, ainda andam a recuperar das festas de Natal e Final de Ano? Vamos lá fazer um up ao tópico. [kiss]
Então é assim, missão Bairrada!
Provar algumas das jóias da coroa da casta Baga, e nos anos de referência. Então cheguei (e sem desprimor pelos restantes) ao Quinta das Bágeiras Garrafeira 2011, Sidónio de Sousa Garrafeira 2011 e o Outrora Clássico Baga 2013.
Todos com produções algo reduzidas, 5536 garrafas no Sidónio de Sousa, 6056 da Quinta das Bágeiras e no Outrora penso que são só cerca de 2000 garrafas.
Todos os três são vinhos fantásticos, qualquer que seja a escolha vai muito bem servido, cada um com a sua interpretação e diferentes entre si.
Começando pelo Quinta das Bágeiras, aroma a fruta madura, saboroso e macio na boca e com taninos muito presentes e aderentes (deve ser para durar 200 anos em garrafa… [:D]), muito bom já, mas é claramente daqueles vinhos que tem como objectivo a guarda.
Seguindo para o Sidónio de Sousa, bem, tem aroma de enorme impacto, na boca sabor bem amplo mas sem cair em excesso e final delicioso, persistente e longo, para mim é um vinho que se transcende, dar-lhe-ia a primeira posição dos três vinhos. .
O Outrora Clássico Baga, dos três vinhos o mais suave e delicado, mas igualmente profundo, para mim ocupa a segunda posição.
Para quem quiser provar a casta baga, aconselho a ler este artigo antes de se aventurar: Baga
As fotos da praxe:

Sou um fã da Casta! Tem uma enorme elegância, mesmo sem grande corpo.

As Bágeiras é um must mas não é para todos... então se tiveres oportunidade de provar o "Chumbado"... é toda uma experiência. Mas nada chega aos calcanhares do espumante tinto deles, isso sim, é o diabo! Eu gosto, mas lá está... não consigo aconselhar.

Por aqui também estou quase em "dry mode". Mas tenho ali uma garrafa para experimentar e fazer aqui review... [;)]

(PS: chegaste a beber o "J" de José de Sousa?)
 
Sou um fã da Casta! Tem uma enorme elegância, mesmo sem grande corpo.

As Bágeiras é um must mas não é para todos... então se tiveres oportunidade de provar o "Chumbado"... é toda uma experiência. Mas nada chega aos calcanhares do espumante tinto deles, isso sim, é o diabo! Eu gosto, mas lá está... não consigo aconselhar.

Por aqui também estou quase em "dry mode". Mas tenho ali uma garrafa para experimentar e fazer aqui review... [;)]

(PS: chegaste a beber o "J" de José de Sousa?)

Sim, dentro dos três o Bágeiras é o mais complicado de gerir para quem não está habituado, diria que é o que tem o perfil mais austero/pesado, não tem a frescura dos outros e o significado de terroir faz mais sentido neste vinho. Depois é uma questão de preferências, há quem goste mais destas características de vinho, há quem goste mais dos outros, acaba por ser mais uma questão de gosto pessoal, pois são todos bons, têm é diferentes interpretações.
Em relação ao "J", ainda não o abri. [;)]
 
Por acaso estava a ver se preparava um post aqui.
Até bebi umas coisas bem diferentes nos últimos 15 dias e estava a pensar em partilhar.

E curiosamente, sobre a Baga, comprei no outro dia uma garrafa de Messias 2013. A ver se vale a pena, mas só a devo abrir daqui a algum tempo.
 
Por acaso estava a ver se preparava um post aqui.
Até bebi umas coisas bem diferentes nos últimos 15 dias e estava a pensar em partilhar.

E curiosamente, sobre a Baga, comprei no outro dia uma garrafa de Messias 2013. A ver se vale a pena, mas só a devo abrir daqui a algum tempo.

Desconhecia esse Messias e parece ser interessante.
Um (ou dois) que na teoria também parecem ser interessantes é o Vinha Barrosa e o Vinha Pan do Luís Pato.
A vinha Barrosa tem a a particularidade de ser uma vinha velha com mais de 90 anos rodeada por uma floresta de pinheiros onde também existem alguns eucaliptos que dão ao vinho uma complexidade complementar daquela que a idade das vinhas já lhe confere.

Vinha Barrosa:
De uma vinha velha com mais de 90 anos, sita na freguesia de Aguim, rodeada por uma floresta de pinheiros onde também existem alguns eucaliptos que dão ao vinho uma complexidade complementar daquela que a idade das vinhas já lhe confere.

Vinificado em cubas de inox durante 2 semanas com controlo de temperatura. Estagiou durante 1 ano em pipos novos e usados de carvalho Allier. Envelhecerá por 15 a 20 anos.

Acompanha carnes vermelhas assadas no forno, bem como caça grossa e pratos com pato.

Vinha Pan:
Vinho da casta Baga criada em solo argilo-calcário, num local designado Panasqueira, onde no final de Agosto se procedeu a uma vindima de precisão de 50% para o Espumante Baga.

A segunda colheita foi feita no final de Setembro, o que lhe conferiu uma concentração pouco vulgar em relação aos vinhos da mesma casta.

Acompanha pratos à base de pato bem como de carnes vermelhas.

Envelhecerá por mais de 15 anos.
 
Desconhecia esse Messias e parece ser interessante.
Um (ou dois) que na teoria também parecem ser interessantes é o Vinha Barrosa e o Vinha Pan do Luís Pato.
A vinha Barrosa tem a a particularidade de ser uma vinha velha com mais de 90 anos rodeada por uma floresta de pinheiros onde também existem alguns eucaliptos que dão ao vinho uma complexidade complementar daquela que a idade das vinhas já lhe confere.

Vinha Barrosa:


Vinha Pan:

O Messias comprei este:
https://www.cavesmessias.pt/produtos/vinhos/messias-classico-garrafeira-tinto-2013/

92 pontos do Robert Parker.

Dizem para guardar, e é o que vou fazer.
 
Bem vamos lá aos vinhos.

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Ponte Canas de 2014.
Um belo vinho. Algumas frutas vermelhas, fruta já madura. Tudo pontuado com a ligação da madeira. Bebe-se muito bem.

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Mais um excelente vinho. Muitas notas de fruta silvestre, típica da casta. E ainda algumas notas florais. Mas uma cor mesmo intensa.
 
Continuando.

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Já tinha bebido os colheitas, que curiosamente são vinhos que aguentam bem em garrafa.
Então tinha curiosidade neste Grande Reserva, 12 meses de barrica, e 24 meses de garrafa.
Tem uma suavidade e frescura que não esperava. Mas o corpo está lá todo, aliás, mais 2...3...5 anos em garrafa e vai espectacular.

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Mais um vinho intenso, e forte com taninos bem marcados, mas ao mesmo tempo uma suavidade muito bem elaborada.
Fruta madura, sempre, cacau, e alguma acidez.
 
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Uma boa surpresa, principalmente pelo preço.
Também um óptimo equilíbrio na introdução da madeira, um final suave e persistente.
Algumas notas de ameixa.
Muito agradável.

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Este também uma boa surpresa.
Muito estruturado. Alguma acidez excessiva no final.
Mas boas notas de fruta madura.
 
Este fim de semana ofereceram-me uma Pera Manca de 1995, mas tenho muitas duvidas que esteja bebível.

Em breve abro e depois digo como se lida com vinagre de 500€.
 
Este fim de semana ofereceram-me uma Pera Manca de 1995, mas tenho muitas duvidas que esteja bebível.

Em breve abro e depois digo como se lida com vinagre de 500€.

Se foi bem guardada, deve estar boa.
Mas esse é o tipo de coisas que cada vez menos entendo... 500€... vale 500€ só porque sim.

Há dois dias bebi um Bacalhoa de 2000, que estava... morto e enterrado. Sabia a vinho de 1€. Não estava estragado, mas foi decantado, esteve quase 1h, mas vida, nem vê-la. [:D]
Curiosamente no Natal bebi um de 2002 que estava óptimo.
 
Se foi bem guardada, deve estar boa.
Mas esse é o tipo de coisas que cada vez menos entendo... 500€... vale 500€ só porque sim.

Há dois dias bebi um Bacalhoa de 2000, que estava... morto e enterrado. Sabia a vinho de 1€. Não estava estragado, mas foi decantado, esteve quase 1h, mas vida, nem vê-la. [:D]
Curiosamente no Natal bebi um de 2002 que estava óptimo.

A cena é que não esteve bem guardada.

Os vinhos sofrem de especulação com fartura. Então um vinho destes que deve ser difícil de encontrar, ainda pior.
 
Continuando.



Já tinha bebido os colheitas, que curiosamente são vinhos que aguentam bem em garrafa.
Então tinha curiosidade neste Grande Reserva, 12 meses de barrica, e 24 meses de garrafa.
Tem uma suavidade e frescura que não esperava. Mas o corpo está lá todo, aliás, mais 2...3...5 anos em garrafa e vai espectacular.



Mais um vinho intenso, e forte com taninos bem marcados, mas ao mesmo tempo uma suavidade muito bem elaborada.
Fruta madura, sempre, cacau, e alguma acidez.

Visitei essa quinta do Arcossó ha uns anos e conheci o dono. É um apaixonado pelo vinho, e produz coisas muito boas. Bebi há pouco tempo a ultima que ainda tinha, que é um bago a bago que ele faz. Belo vinho.
 
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